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National minorities participate in public decision-making processes

In document White Paper no. 12 (2020–2021) (sider 44-47)

4 Objectives and policy instruments in respect of national minorities going forward31

4.2 National minorities participate in public decision-making processes

Esta pergunta pretende trazer uma primeira perspectiva sobre a abordagem ao encomendador. É interessante verificar que num to- tal de 48 respondentes apenas 2,1% recebe a encomenda e a con- sidera como um elemento fechado, um trabalho a executar. 41,7% prefere olhar para o diálogo com o cliente como um problema de comunicação a resolver e um pouco mais de metade dos inquiridos (56,3%) assume uma posição partilhada. Quase metade dos inqui- ridos (41,7%) ouve o cliente e o que é pedido não como uma tarefa a realizar mas como uma questão em aberto, onde o pedido é me- ramente indicativo, uma espécie de ponto de partida para a cons- trução de uma solução de comunicação. Este aspecto contraria, em certa medida, o estudo de Simões (1997), em que a especificidade da prática profissional assenta na criação e método e não na análise e diagnóstico, o que reforça a prática como uma execução de tarefas e menos como uma equação/resolução de problemas de comunicação. Ainda assim, o facto é que a maioria (56,7%) vê o exercício da prá- tica profissional de modo partilhado entre a execução de tarefas concretas e processos de construção de soluções para problemas de comunicação, devendo-se este facto a múltiplos factores (identifi- cados nos comentários dos respondentes) tais como: a natureza do trabalho em mãos (grau de complexidade; profundidade de inter- venção etc), o contexto da intervenção e o tipo de cliente (grau de flexibilidade e abertura). UMA ENCOMENDA A EXECUTAR UM PROBLEMA A RESOLVER AMBOS 0,2 % 41,7 % 56,3 % FIG 31

MODO DE ENCARAR O PEDIDO DO ENCOMENDADOR

6. AINDA REPORTANDO-SE À QUESTÃO ANTERIOR: QUANDO

VAI FALAR COM UM POTENCIAL CLIENTE E ELE ELABORA

O PEDIDO, RECEBE-O PASSIVAMENTE, TENTANDO PERCEBER

A FUNDAMENTAÇÃO DO BRIEFING (PARA EVENTUALMENTE

APRESENTAR SUGESTÕES NUM FUTURO ENCONTRO),

OU TENTA DESDE LOGO QUESTIONAR O BRIEFING

PARA PERCEBER SE HÁ OUTRAS RESPOSTAS POSSÍVEIS

ÀQUELE PROBLEMA DE COMUNICAÇÃO?

Para aprofundar e concretizar esta questão, esta pergunta pedia ao designer para se situar numa escala de 0 a 100, em que o valor mínimo representava uma recepção passiva do pedido e o máximo o ques- tionamento desde o primeiro momento do pedido. Os resultados obtidos confirmam os indícios encontrados na pergunta anterior: 31,9% optou pela resposta máxima (100) e 2,1% por 95%, indicando que 34% questiona, desde o início, o projecto. 36,1% situou-se en- tre os 70 e os 95 [6,4% (70); 4,3% (75); 10,6% (80); 2,1% (85); 10,6%(90); 2,1% (95)]. Estes valores não só confirmam a ideia captada na pergunta anterior como a intensificam, uma vez que, se considerarmos que acima dos 70% o designer se assume como activamente implicado no processo de construção de uma solução de comunicação, verificamos que 68% dos designers se afirmaram como tal.

A recepção passiva ou quase passiva do pedido (que aqui podemos considerar grosso modo situada abaixo dos 50%), encontrou uma expressão de apenas 10,6% (2,1% (10); 2,1% (15); 6,4% (20). Os remanescentes 21,4% abarcam os valores 50 e 60 da escala, que se consideram valores moderados de participação/questionamento no processo de enquadramento do pedido/problema.

FIG 32

FORMA DE RELACIONAMENTO COM O PEDIDO DO CLIENTE

2% PASSIVAMENTE QUESTIONANDO 8,5% 15% 4% 13% 34% 8,5% 15%

7. ACTUALMENTE, QUANDO PROPÕE UMA SOLUÇÃO

A UM CLIENTE, TEM COMO MOTIVAÇÃO FUNDAMENTAL

A VENDA (FAZER MAIS TRABALHO, FACTURAR MAIS)

OU ESTÁ FOCADO NA RESOLUÇÃO DA NECESSIDADE

DE COMUNICAÇÃO DO CLIENTE?

Esta questão leva-nos a outro problema, que é o foco profissional do designer. Não estando obrigado por um código deontológico nem supervisionado por uma Ordem, a prática profissional poderia ser totalmente orientada para o lucro e maximização de rendimentos usando os meios que achasse apropriados para competir com os seus pares.

Verificamos que, se por um lado, a vontade de assumir como suas as preocupações do cliente faz parte da matriz funcional do designer, por outro, essa vontade e impulso têm que ser equilibrados com a necessidade de ser rentável, de vender. Esse processo é feito através de uma consciência profissional individual sem recurso a controlo corporativo. Quando pedimos aos designers para se posicionarem entre estes dois pólos – a venda e a resolução dos problemas de comunicação do encomendador (mesmo prejudicando as vendas) – as respostas são mais dispersas. Ninguém se coloca exclusivamente no pólo da venda e as primeiras respostas aparecem a partir do patamar (30). No ponto intermédio (50) e no ponto extremo (foco

na comunicação) estão a maior parte das respostas, com 21,3% e

29,8 % respectivamente. A tendência pesa claramente para o foco na comunicação, pois entre os 70 e os 100 estão 72,4% das res- postas [6,4% (70); (17% (80); 19,2% (90); 29,8% (100)], fazendo- -nos concluir que os profissionais estão focados em providenciar a melhor resposta ao problema de comunicação do seu cliente. Não é despiciendo o facto de haver algum pudor em assumir socialmente que a motivação essencial do trabalho é o lucro, sendo portanto ex-

2,1 % 2,1 % 2,1 % 21,3 % 6,4 % 17 % 19,2 % 29,8 % FIG 33

FOCO NA RELAÇÃO COM O CLIENTE

14. A CONSULTA POR PARTE DE UM POTENCIAL CLIENTE A

UMA EMPRESA/ATELIER PODE SER CARACTERIZADA COMO:

Esta é uma questão que procura a confirmação do modo como os designers encaram a encomenda aquando da consulta por parte do cliente. De facto, verifica-se que 58,3% olham para esta primeira abordagem com um potencial cliente como um processo de diagnós-

tico que pode vir a gerar um trabalho; as respostas ajudaram também

a perceber que os designers não se vêm como gráficos, mas sim como especialistas em comunicação que, antes de graficar seja o que for, vão diagnosticar o problema para o tentar resolver, sabendo que a solução poderá – em última análise – não ser visual. Por outro lado e, procurando analisar os 47,9% de designers que consideram esta abordagem como o início de um processo de tra-

balho e os 16,7% que a consideram um trabalho apenas pode

especular-se que existem diferenças de método de trabalho entre designers, e que eventualmente quando um designer responde que este contacto inicial significa o início de um processo de trabalho este não se inicie necessariamente por um diagnóstico, ou ainda que a experiência do designer tem sido a de que um primeiro contacto significa sempre um trabalho – ainda que este possa ser uma mera consulta de honorários. 58,3 % início de um PROcesso de diagnóstico 47,9 % uma venda 16,7 % um trabalho 10,4 % um pedido 6,3 % outro 0 % uma venda FIG 34

PERCEPÇÃO SOBRE O QUE É A ENCOMENDA

15. POR FAVOR INDIQUE QUAL É A PERCENTAGEM APROXIMADA

DE TRABALHO DA EMPRESA/ATELIER QUE É GERADA DESDE

A RAIZ POR SI (UMA IDEIA COMPLETAMENTE DIFERENTE E

NOVA QUE NÃO FOI PEDIDA POR UM CLIENTE)

As mudanças no mercado obrigaram a um reposicionamento da prática profissional e hoje já não é possível ficar sentado no atelier à espera de ser consultado por futuros clientes. Foi esta experiência profissional do autor que foi confirmada pelo inquérito. Desde logo porque muitos dos designers sentiram necessidade de reafirmar o que era perguntado: “Há 5 anos que 80% do trabalho que entra na empresa é proposto por nós a potenciais clientes...” ou “o paradigma mudou. Hoje é fundamental identificar e/ou criar oportunidades de negócio.” 50% (2,2% (0); 13% (10%)+19,6%(20%)+6,5%(30%)+ 8,7% (40)) das respostas situam-se abaixo dos 50%. 30% situam-se entre os (70) e os (90), o que significa que quase 1/3 dos inquiridos revela uma atitude proactiva face ao mercado.

6 0% 10% 20% 30% 40% 50% 60% 70% 80% 90% 100% 9 6 3 4 3 5 5 4 1 FIG 35 PERCENTAGEM DE TRABA- LHO QUE É GERADA PELO DESIGNER

20. NA SUA OPINIÃO, QUANDO O TRABALHO PARTIU

DE UMA IDEIA DA EMPRESA/ATELIER E FOI DEPOIS PROPOSTA

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