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Motiverende intervju i endringsprosessen

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1 Innledning

5.1 Motiverende intervju i endringsprosessen

Com base nos relatórios contábeis, os mais diversos públicos podem efetuar análises, como concessão de crédito e aporte de investimentos, por exemplo. Para os investidores do mercado acionário, os indicadores de rentabilidade são os que chamam bastante atenção, pois a geração de lucros é o que determina a distribuição de dividendos (remuneração recebida pelos acionistas), bem como motivo para a valorização das ações no mercado acionário.

O uso de indicadores financeiros facilita a comparação de empresas distintas, o que seria difícil com a observação apenas dos valores absolutos (GITMAN, 1997). Visa ainda o estudo do desempenho econômico financeiro em determinado período passado, para diagnosticar sua posição atual e produzir resultados que sirvam de base para a precisão de tendências futuras (ASSAF NETO, 2003). Para uma ampla análise de uma corporação, os índices devem ser analisados em seu conjunto para que conclusões precipitadas não levem a decisões errôneas.

O cálculo dos índices financeiros tem como fonte de dados principal o balanço patrimonial e a demonstração de resultados do exercício. Como para a maioria dos analistas o interesse é a verificação de comportamento futuro das empresas geralmente as análises levam em consideração horizontes temporais de pelo menos três anos, regressão que pode indicar uma tendência. Assim o interessado pode verificar o desempenho passado e, em conjunto com projeções de mercado, estabelecer como será o comportamento futuro da companhia em estudo. Assaf Neto (2003) agrupa os índices financeiros sob três óticas: liquidez, atividade, endividamento e estrutura e rentabilidade.

2.4.1 Indicadores de liquidez

Grupo de indicadores que medem a capacidade de pagamento das dívidas assumidas pelas empresas. A interpretação dos índices de liquidez é absoluta em termos de paridade dívida/recursos para pagamento. Assim se o cálculo da liquidez foi de 1,30 interpreta-se que a empresa tem R$ 1,30 em bens e direitos para pagar cada R$ 1,00 de dívidas. Como não é possível medir em que data as dívidas vencem e em que data a empresa terá o bem/direito transformado em dinheiro que possibilite o pagamento do

compromisso, este índice apresenta uma grande restrição, qual seja a delimitação temporal tanto das obrigações assumidas como dos bens e/ou direitos que servirão de lastro para o pagamento dos encargos financeiros passivos.

2.4.2 Indicadores de atividade

Indicadores que mensuram o tempo de cada etapa do ciclo operacional da empresa: estocagem, pagamento a fornecedores e recebimento de clientes e que envolvem as quatro atividades básicas: 1) compra de mercadorias para revenda ou insumos para fabricação, 2) pagamento das mercadorias/insumos, 3) venda de produtos e serviços e 4) recebimento das vendas (Figura 2.4). As duas etapas do ciclo operacional que necessariamente envolvem dinheiro (pagamento e recebimento) formam outro ciclo dentro do ciclo operacional: o ciclo financeiro, que mensura o tempo que a empresa demora em receber de seus clientes o que desembolsou aos fornecedores.

Figura 2.4: representação gráfica do ciclo operacional. Fonte: GITMAN (1997). Criação do autor.

A designação de ciclo reforça a necessidade de continuidade das quatro operações, pois uma empresa para vender precisa comprar, para garantir o crédito junto aos fornecedores precisa manter os pagamentos em dia e para ter condições de arcar com seus compromissos financeiros precisa receber dos clientes as vendas efetuadas.

Compra

Venda

Pagamento Recebimento

Para melhor visualização do ciclo operacional e financeiro, as quatro atividades básicas podem ser dispostas em uma reta (Figura 2.5). A distância entre uma etapa e outra deve seguir a proporcionalidade de tempo visando a dar ao observador uma correta interpretação do lapso de tempo compreendido a partir da atividade inicial básica (compra de mercadorias/insumos de fabricação).

Compra Venda Recebimento

Prazo médio de estoque Prazo médio de recebimento

Prazo médio de pagamento

Pagamento

Ciclo financeiro Ciclo operacional

Figura 2.5: representação gráfica do ciclo operacional. Fonte: GITMAN (1997). Criação do autor.

2.4.3 Indicadores de endividamento e estrutura

Conjunto de índices que confrontam as origens de recursos e sua aplicação no ativo da empresa. Aferem também a dependência de capital de terceiros para a manutenção das atividades. São indicadores importantes de serem observados ao analisar-se a rentabilidade das empresas, pois o capital de terceiros, sendo em sua maioria compostos por dívidas onerosas, impacta o resultado das corporações.

2.4.4 Indicadores de Rentabilidade

Estes indicadores permitem avaliar os resultados obtidos pela empresa em dado momento. “Uma análise baseada exclusivamente no valor absoluto do lucro líquido traz normalmente sério viés de interpretação ao não refletir se o resultado gerado no exercício foi condizente ou não com o potencial econômico da empresa” (ASSAF NETO, 2003 p. 112). Para Gitman (1997), sem lucros empresas não atraem capital de terceiros. Ausência ou redução dos lucros (abaixo de patamares aceitos pelos

stakeholders) são motivo de preocupação quanto ao futuro do empreendimento. Tais

fatores podem levar acionistas e credores a tentar reaver seus fundos, comprometendo a liquidez da empresa ou a cotação de suas ações no mercado acionário.

A rentabilidade de uma empresa pode ser verificada por diversos prismas: em relação às vendas, ativos, patrimônio ou valor por ação. Para um embasamento sobre os componentes deste grupo de índices, ponto central do presente trabalho, necessário se faz a revisão de conceitos básicos sobre receitas, despesas, custos e outras contas.

2.4.4.1 Receita: A fonte primária de lucro de uma empresa são suas receitas, ou seja, o valor que a empresa cobra pela venda de seus produtos ou prestação de serviços aos seus clientes. Especial atenção é dada à evolução das vendas de uma companhia em função da existência da alavancagem. Alavancagem é o impacto que sofre o lucro de uma companhia a cada variação percentual nas vendas, posto que existe uma parcela dos custos e despesas que não se movem na mesma velocidade do aumento (ou queda) das vendas (GITMAN, 1997). Um supermercado, hipoteticamente, não terá que aumentar seu quadro funcional ou expandir sua área de atendimento se tiver aumento de procura por parte dos clientes na ordem de 3%, por exemplo.

A Tabela 2.2 mostra o impacto nos lucros de uma variação nas vendas, para mais e para menos:

Tabela 2.2: demonstração da alavancagem em uma empresa.

DRE

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