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Modellberegninger

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4 RESULTATER OG DISKUSJON

4.8 Forslag til fortsatte undersøkelser 38

4.8.4 Modellberegninger

Adam 2012:193 Adam (2012) considera que as teorias que se têm desenvolvido acerca da análise de texto são parciais. Assim, por exemplo, a teoria dos atos de linguagem incide apenas sobre o nível 8 (N8); a teoria dos géneros incide essencialmente sobre o nível 3 (N3); a teoria das sequências incide sobre o nível 5 (N5); e assim por diante.

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Segundo este autor, sendo o texto um objeto de estudo em si complexo, torna-se necessário distinguir momentos de análise e de teorização. Para Adam (2012), cada nível constitui um momento de análise, podendo um texto ser descrito a partir de um só nível. Contudo, nesse caso, deve-se ter em conta que estamos perante uma análise parcial de um objeto de estudo bastante complexo.

Conforme acima referido, este autor irá desenvolver estudos que incidem sobre o nível 5 (N5) da estrutura composicional de um texto, relativo aos Planos de Texto e Sequências Textuais. Uma vez que a análise efetuada na secção seguinte incide em grande parte sobre este nível de análise, valerá a pena apresentar aqui o estudo de Adam (1992, 2011b).

1.2. A noção de sequência textual em Adam (1992, 2011b)

A noção de sequências textuais presente em Adam (1992, 2011b) toma como ponto de partida o conceito de macroproposição que, por sua vez, tem como base, conforme relembra Coutinho (2011), os estudos de Van Dijk (1980; 1978-1983), autor que apresenta a noção de macroestruturas semânticas, … à est utu asà glo aisà deà ordem semântica, relativas ao conteúdoà daà i fo aç o à Couti hoà 1:192). A macroproposição será, então, uma reformulação do conteúdo semântico de um texto.

Adam (2011b) refere que a sequência é uma estrutura relacional pré-formatada que se acrescenta às unidades sintáticas mais estreitas, que são as frases, e mais largas, os períodos, formando um esquema de texto que se situa algures entre a estruturação frásica e periódica das proposições e a estrutura macrotextual dos planos de texto. Estas estruturas pré-formatadas agrupam, de forma ordenada, proposições, pelo que constituem unit sàte tuellesà o ple es,à o pos esàd u à o eàd fi iàdeà paquets de propositions de base: les macropropositions. à (Adam 2011b:44). Dito de outro modo, as macroproposições encontram-se ligadas a outras (macroproposições) do mesmo tipo, formando uma sequência. Nesta unidade semântica complexa que é a sequência, as macroproposições apenas fazem sentido por se encontrarem

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interligadas entre si. Isto significa que uma sequência é uma entidade autónoma, com uma organização interna própria e apenas faz sentido quando integrada no todo que é o texto. As sequências podem ser narrativas, dialogais, argumentativas, explicativas e descritivas, tendo todas elas uma organização linear obrigatória, à exceção das descritivas que se organizam segundo uma ordem hierárquica ou vertical, pelo que as operações discursivas que se encontram na base da descrição dificilmente podem ser resumidas num esquema, tornando este último protótipo textual diferente dos restantes.

Na sua obra Laà li guisti ueà te tuelle.à I t odu tio à à l a al seà te tuelleà desà discours, Adam (2011a) propõe uma abordagem do texto tendo em conta diferentes planos de organização textual, sendo o texto definido como uma estrutura composta por sequências. Um texto T pode comportar um número n de sequências completas ou elípticas. Assim, um conjunto de proposições forma uma unidade superior, a macroproposição. Esta, por sua vez, é constituinte da sequência que, por seu turno, faz parte de um todo que é o texto. Para se fazer uma abordagem da sequencialidade textual é necessário reconhecer este carácter hierárquico das proposições que se integram em macroproposições que, por sua vez, fazem parte de um todo textual, a saber a unidade de nível hierárquico superior.

A análise das sequências textuais deve ter em conta que um texto é uma estrutura hierárquica complexa que compreende n sequências, elípticas ou completas, que poderão ter o mesmo formato ou não. As sequências podem estar coordenadas e dispostasàe àsu ess oà “ à+à“ à+à“ … ,àalte adasà com montagem em paralelo: [“ …à “ …[“ à o t.à [“ à o t…à “ à fi ]à “ à fi ]), ou encaixadas/inseridas noutras ([“ …à [“ ]…“ ]); quando o texto é ambíguo, é necessário recorrer à sequência dominante para determinar qual o tipo sequencial do texto – nesse caso, pode ser levada em conta a sequência envolvente, a que abre e fecha o texto, a sequência que ocorre mais vezes, ou a que resume o texto. Para ilustrar este aspeto, é-nos dado o exemplo da fábula de La Fontaine:

[…]à une fable comme « Leà Loupà età l ág eau » est définie comme a ati eàd a o dàe à aiso àduàge eàdeàlaàfa leàetàe suiteàpa eà ueàleà ità encadre le long dialogue entre les deux protagonistes. Quantitativement, le

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dialogueàl e po te,à aisàleàt peàe ad a tà a atifàd ouleàdeàl appa te a eà du texte au genre de la fable.

Adam 2011b: 267 O autor refere ainda que os géneros conto e fábula podem ser considerados narrativos, se considerarmos o tipo sequencial narrativo como englobante, podendo, contudo, ser considerados argumentativos, se tivermos em conta o enquadramento argumentativo existente na máxima e na moral.

Adam (2011b) foca ainda a questão de textos que podem ser analisados em termos de estrutura não sequencial – é o caso das estruturas reticular e configuracional. A primeira (reticular) tem a ver com as repetições ou colocações de lexemas que contribuem para a apreensão do sentido global do texto. Relativamente à segunda (configuracional), Adam (2011b) chama a atenção para o facto de os textos poderem ser resumidos por um título, quer fornecido pelo produtor, quer deduzido pelo próprio leitor/ouvinte, podendo ainda ser apreendidos a partir do macroato ilocutório pelo qual se regem – contar, descrever, explicar e argumentar.

A complexidade da organização textual pode ser resumida através do seguinte

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