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ML/L: La oss be for vår egen menighet og stedet hvor vi bor

A televisão desempenha um significativo papel de responsabilidade social, através do seu poder de visibilidade, face aos conteúdos que gere para os seus cidadãos. E sobretudo, pelo modo como proporciona o conhecimento, de novas formas de interacção, relações sociais e produção de informação. (Brandão, 2009, p. 1)

Tendo em conta a força que a televisão tem na sociedade, os telejornais são importantes promotores de cidadania. É nos espaços informativos que as várias realidades são dadas a conhecer e onde os assuntos que estão a marcar a atualidade são debatidos.

Os telejornais, como principal programa de informação televisiva diária, através da seleção dos seus conteúdos e imagens, são decisivos para o exercício pleno da cidadania, ajudando na recuperação dos nossos valores comunitários e na definição nossa esfera pública, longe da valorização dos olhares e opções cheios de superficialidade. (Brandão, 2009, p.1)

Em Portugal, os espaços informativos, com intervalo incluído, têm em média a duração de 90 minutos , e abarcam toda uma série de peças sobre os mais variados assuntos.

Enquanto que na imprensa, o jornalista tem de ter em conta o espaço que lhe é destinado no jornal, o jornalista de televisão tem de ter em conta o tempo. Em média uma notícia de televisão tem a duração de dois minutos, de modo a

que o telespetador não ache o conteúdo noticioso maçador e que seja de fácil memorização. No entanto, de acordo com Lopes (1993), o jornalista de

televisão ao estar a reduzir ao seu trabalho ao extremo limite, arrisca-se a que o conteúdo noticioso fique incompleto. Como atenta o mesmo autor (1993) uma notícia de três minutos é considerada extensa. No que diz respeito ao texto dito pelo apresentador do telejornal não deve ultrapassar os 30 segundos, bem como um comentário ao vivo feito pelo jornalista não deve ter mais que que dois minutos.

Para que a informação seja tratada a fundo, uma vez que o tempo de duração de uma peça inserida num telejornal é pequeno para condensar tanta

informação, existem alternativas para que determinado assunto seja tratado com profundidade. Podemos falar de rúbricas, espaços de opinião,

comentário, grandes reportagens, bem como documentários.

A grande reportagem, bem como o documentário, fazem uma abordagem de profundidade aos assuntos. Ambos possuem mais tempo para a sua preparação, produção e execução (Oliveira, 2007). A este tipo de géneros jornalísticos não é exigida a sua exibição de imediato, como acontece em peças emitidas nos telejornais, que se não forem para o ar naquele preciso momento perdem valor noticioso.

Nas grandes reportagens e nos documentários, a nível técnico existe também uma maior sofisticação, no que se refere à imagem e recursos utilizados (Oliveira, 2007).

Recurso a meios e técnicas muito sofisticadas, quer do ponto de vista

operacional, quer do ponto de vista jornalístico-televisivo. Exemplo: a narrativa obedece a regras estritas; o ritmo e a técnica de escrita são particularmente importantes; as sequências de imagens e de „vivos‟ devem ser criteriosamente montadas; os movimentos de câmara podem ser mais lentos e amplos. (Oliveira, 2007, p.12)

Um exemplo de uma grande reportagem que aprofundou um assunto bastante noticiado nos telejornais nacionais - foi a Fraude. Dividida em quatro

episódios, esta grande reportagem, exibida no Jornal da Noite da SIC,

abordou o mediático Caso BPN, que envolveu corrupção, lavagem de dinheiro e tráfico de influências. Este assunto povoou durante várias semanas os espaços informativos portugueses, quer em peças, comentário ou debates.

Esta grande reportagem trouxe para o público pormenores ainda não

conhecidos, apesar de já terem sido exibidos conteúdos acerca do caso, nos telejornais. A Fraude foi o resultado de um trabalho de investigação, em profundidade, como é característico de uma grande reportagem

Os vários temas que marcam a atualidade podem ainda serem abordados com uma certa profundidade em espaços de opinião em que o público tem a oportunidade de participar. Em Portugal, os três programas de notícias por cabo, SIC Notícias, TVI 24 e RTP Informação, exibem programas informativos que têm, exatamente , essa missão.

Opinião Pública, Discurso Direto e Antena Aberta, programas da SIC Notícias, TVI 24 e RTP Informação, respetivamente, são espaços diários de opinião dirigidos ao telespetador. Cada dia da semana é escolhido um tema para ser tratado em estúdio. Um convidado faz o seu comentário e os telespetadores são chamados a intervir via telefone ao longo da emissão, deixando o seu parecer sobre determinado tema.

Para além destes espaços de opinião, existem programas de debate nos canais de notícias do cabo. É colocado um tema e os comentadores debruçam-se sobre ele deixando o seu parecer.

Também na televisão generalista existem programas em que vários assuntos da vida pública possam ser debatidos. É o caso do programa Prós e Contras, exibido pela RTP 1. Entre uma hora meia e duas horas é esmiuçado

determinado tema e são chamados intervenientes ao debate. Vemos aqui uma das formas de colmatar o “pouco” tempo que a notícia de um telejornal exige.

Ainda nos telejornais das televisões generalistas existem rúbricas que podem dar ênfase a determinados assuntos, bem como espaços de comentário. Em alguns casos, um ilustre conhecido tem o seu espaço de opinião, como acontece com Miguel Sousa Tavares e Marques Mendes no Jornal da Noite da SIC.

Os telejornais, bem como os restantes espaços informativos têm assim um importante papel no que diz respeito à difusão de informação. Os conteúdos televisionados nestes espaços têm uma grande visibilidade por parte do

público, integrando assim produtos que possam dar ao telespetador uma informação atual, útil e aprofundada, promovendo também a cidadania.

Promovendo ainda nos media, um crescente caminho de valorização da unidade pela diversidade, com elevado sentido de responsabilidade social, cidadania e identificação com a humanidade. (Brandão, citado por

Capítulo II – Redação das notícias em