• No results found

3.1.1 Introdução

A atividade motora gastrintestinal é importante para sustentar a vida [1] e dispõe de um conjunto de tarefas complexas, incluindo o esvaziamento do estômago [2]. O funcionamento ina- dequado do trânsito gastrointestinal ou da contratilidade são comumente associados com doenças (como por exemplo, diabetes e Parkinson) [3], e pode levar à péssima qualidade de vida [4]. A cintilografia é a técnica padrão ouro para avaliação do esvaziamento gástrico em humanos [5]– [8]. No entanto, este método é relativamente caro, expõe o paciente à radiação ionizante, requer licença para tratar materiais radioativos, e oferece resolução espaço temporallimitada[9].

A biossusceptometria é um método complementar, relativamente barato,não ionizante e minimamente invasivo para avaliação gastrointestinal (GI)[10], [11]. Além disso,mostrouboa correlação comtécnicas padronizadaspara avaliaçãodo trânsitoGIem humanos ecães[10], [12],e, mais recentemente,foi validadopara o monitoramento da contratilidadegástricaem ratos[13],

35

Medições in vivo

[14],etempo de esvaziamento GI,emratosutilizando refeiçõessólidas e líquidas[9], [15].O transdu- tor híbrido combina oBAC com um transdutorultrassônico para aprimorar as medições biossus- ceptométricas[16], [17], ou seja, a localização espacial da fonte magnetizada(seção 1.1). Técnicas de ultrassom, como omodo Doppler e elastográfico[18]–[20], podem ser usadas para rastrear o movimento induzido nas partículas magnéticas por um gradiente de campo magnético externo proveniente das bobinas doBAC.

O objetivo deste estudo apresentadofoi monitorar o esvaziamento do estômago em ratos utilizando o transdutor magnetoacústico para verificar a complementaridade dos sistemas de ul- trassom e BAC, ea viabilidade de sua aplicação in vivo.

3.1.2 Materiais e métodos

3.1.2.1 Preparação dos animais

Para isso,foram utilizados quatro ratos Wistar machos individualmente (pesando 310- 350g). Os animais ficaram em jejum por 12 horas (com livre acesso a água), foram anestesiados (Hidrato deCloral 4%) e então passaram pelo procedimento de tricotomia6da superfície abdómen, para melhorar o acoplamento acústico. Uma agulha ou cateter de gavagem foi utilizado para inje- tar uma quantidade de 4 mldoalimento marcadodiretamente no estômago.O alimento marcado consistiu de partículas de ferrita (diâmetro entre 37 e 70µm; TH 50, Thornton Eletrônica, Vinhe- do, SP, Brasil) misturado com iogurte de chocolate (Chandelle, Nestle SA, Vevey, Suíça) a uma concentração de 10% em massa. A ferritapossui uma elevada susceptibilidade magnética e fica magnetizada quando submetida a um campo magnético externo.

3.1.2.2 Configuração do transdutor magnetoacústico

Neste estudo, o transdutor sistema híbrido foi composto por um BAC e um transdutor deultrassom microconvexo EC9-5 / 10. O uso do transdutor microconvexo deve-se ao fato desse possuir uma frequência central menor (7,5MHz), o que proporciona maior penetração. As bobi- nas de excitação foram energizadas a 35Hz por um sistema composto por um gerador de sinal HP 33120A e um amplificador de áudio (Cíclotron, pág.17). Os sinais susceptométricos foram adqui- ridos (30 amostras por aquisição) através de um amplificador lock-inconectado a um computador através de comunicação GPIB, utilizando uma interface de controle desenvolvida em Labview®

36 Medições in vivo

(seção2.3.2, pág. 27). Usando uma plataforma de ultrassom,modelo Sonix RP,adquiram-seos ma- pas de RF e imagens no modo Power Doppler com 7 e 5MHz de frequência de emissão e2 e 0,5kHzde frequênciade repetição do pulso (PRF), respectivamente.

3.1.2.3 Aquisição dos dados

Durante a realização do experimento, o transdutor híbrido foi fixado a um sistema de ei- xos 2D (não magnéticoXZ) e colocado sobre a região do estômago do rato(Figura 3.1). Aplicou- se gel de ultrassom na pele do rato para manter acoplamento acústico do transdutor ultrassônico.

Figura3.1:Configuração experimental em que o transdutor híbrido (A) foi fixado àum sistema de eixos 2D (C). O rato (B) repousava sobre uma mesa não magnética, sem contato mecânico com o transdutor híbrido.

Os dados de RF foram adquiridos 1 minuto após gavagem usando uma plataforma de a- quisição desenvolvida pelo Grupo de Inovação em Instrumentação Médica e Ultrassom (GII- MUS)em linguagem C/C++ e Qt®(Digia Plc., Helsinki,Finlândia.)[21]. A técnica de subdivisão dos elementos do transdutor em setor[22], sincronizada com a excitação magnética, foi emprega- da para obter os dados de RF, aumentando assim a frequência de aquisição (Apêndice A).Os da- dossusceptométricos foram adquiridos a cada 1 minuto durante 20 minutos, após gavagem. As

37

Medições in vivo

imagens Power Doppler foram adquiridas em1, 10 e 20 minutos também após a gavagem, cole- tando 100 frames7 para cada conjunto de dados.Uma sequência de aquisições no plano transver- sal, com variação espacial de 1mm na direção craniocaudal, também foirealizada na região do estômago do rato nº 4 usando o sistema de eixos. Todos os dados foram transferidos para o com- putador para pós-processamento no Matlab®.

3.1.2.4 Processamento dos dados.

No pós-processamento, os dados do BACpassaram por uma média temporal normalizada, ou seja, a cada 1 minuto foicalculada uma média dos valores e no final as medias foram normali- zadas pelo maior valor inicial[23].

A partir dos dados de RF, adquiridos para rato nº4, calculou-se o mapa de velocidade8 u- sando o algoritmo de rastreamento de movimento (speckle tracking) com base em correlação cru- zada complexa [24] (Apêndice B), com janela de rastreiocom 2,0mm, 50% de sobreposição. As variações deamplitude, dos pixels desse mapa, no tempo (frequência de vibração) foram avaliadas por transformada de Fourier e uma máscara foi criada para selecionar apenas aquelasgeradas pela excitação magnética, ou seja, em 35Hz. A faixa de frequênciaselecionada pela máscara foi de 65 a 75Hz, pelo fato da frequência de vibração ser o dobro da frequência de excitação [17], [25].Os pixels selecionados(imagem USMM) foram sobrepostos à imagem modo-B.

Com os dados do modo Power Doppler, selecionaram-se as regiões destacadas pela técni- ca em cada frame das aquisições e, então, estimou-se a área média dessas regiões em cada aquisi- ção.Também foi reconstruída uma imagem volumétrica a partir dos pixels destacados pelo modo Power Doppler nas aquisições sequenciais do plano transversal da região do estômago.

3.1.3 Resultados e Discussão

A Figura 3.2a) mostra a imagem no modo-B, sobreposto pela imagemUSMM após a apli- cação da máscara. Como o rato passou por uma restrição alimentar de 12 horas e a aquisição o- correu logo após a gavagem, e na amplitude do pico da excitação magnética, o estômago do rato foi preenchido somente com o alimento magnético. A velocidade das partículas ferromagnéticas

7 Frame(emPortuguês: quadro ou moldura) é cada um dos quadros ou imagens fixas de umproduto audiovisual. No caso da ultrassonografia, é uma imagem em um dado instante.

8 Imagem na qual a amplitude de cada pixel(normalmente representado por escala de cores) representa o deslocamen- to instantâneo (entre dois frames consecutivos), também chamado de velocidade

38 Medições in vivo

ao longo do tempo, em 4 diferentes locais do estômago, e este no espaço dasfrequências, são a- presentados na Figura 3.2.b e Figura 3.2c, respectivamente.

a) b) Lateral (mm) A xi al ( m m ) 0 5 10 15 20 25 0 10 20 30 40 mm.s-1 -3 -2 -1 0 1 2 3 20 30 40 50 60 70 80 90 100 -1,5 -1 -0,5 0 0,5 1 1,5 2 V el oc id ad e (m m /s ) Tempo (ms)

39

Medições in vivo

c)

Figura3.2:a) Imagem modo-B sobreposto pelo mapa velocidade das partículas (imagem USMM). b) Variação daamplitu- deno tempo, de 4 pixels selecionados aleatoriamentena região destacada em (a). c) Transformar de Fourier normalizada de sinais mostrados em (b).

Embora a respiração e os batimentos cardíacos sejam dominantes nos mapas de velocida- de das partículas, o alimento magnético vibra à uma frequência específica (o dobro da frequência de magnetização, verseção1.3.1), e pode ser selecionada a aplicação de uma máscara baseada na resposta de frequência de cada pixel.

A Figura 3.3mostra as imagens Power Doppler adquiridasdurante a excitação magnética, em um intervalo de 20 min, na região do estômago; a mesma determinada a partir do mapa de velocidade de partículas Figura 3.2 a).

0 50 100 150 200 250 300 350 400 450 500 0,2 0,4 0,6 0,8 1 A m pl itude N or m al iz ada Frequência (Hz) 70,3 Hz

41 Medições in vivo Figura 3.3: Ima- gens no modo Power Doppler de estô- mago de ratos preenchi- dos com iogurte contendo partículas de ferrita. As ima- gens foram obtidas antes e durante a excitação do campo magnéti- co, a 1, 10, 20 minutos após a adminis- tração por son- da. A região de interesse foi sele- cionada onde os pixels coloridos foram visualiza- dos. A área destacada diminuiu depois de 20 min devido ao esvazia- mento do estômago e este será o parâme- tro de análise.

42 Medições in vivo

Os modos B e Power Dopplerpodem ser usados para avaliar, em tempo real a distribuição do alimento com partículas magnéticas no estômago e a informação anatômica. A partir das ima- gens na Figura 3.3, podemos ver que apenas o modo-B não seria eficiente para localizar o estô- mago. A modalidade Power Doppler foi capaz de detectar o deslocamento das partículas magné- ticas, devido à força magnética a partir de bobinas de excitação BAC. As áreas coloridas nas i- magens diminuíram após 20 minutos, em todos os ratos, devido ao esvaziamento do estômago.

O sinal susceptométrico do BACtambém foi utilizado para avaliar o esvaziamento do es- tômago, ver Figura 3.4. A amplitude do sinal diminuíaem função da concentração de partículas de ferrita ou do volume do alimento marcado com esta [17], isto é, foi proporcional ao esvaziamento do estômago. No experimento realizado, 20 minutos após agavagem,o sinal diminuiu em mais de 4% em comparação com o sinal inicial para todos os ratos.

Figura3.4:Perfil de esvaziamento gástrico típicos da mediçãosusceptométricaobtido para os ratos nº1, 2, 3 e 4.

O decaimento do sinal doBAC foi consistente com o esperado para o esvaziamento do es- tômago em ratos [13]. 5 10 15 20 0,96 0,97 0,98 0,99 1 Tempo (min) A m pl itu de n or m al iz ad a do s in al d o B C A Rato 1 Rato 2 Rato 3 Rato 4

43

Medições in vivo

A área média estimada, da região destacada pelo Power Doppler em cada aquisição, foi comparada com a variação de amplitude do sinal de BAC. Dessa maneira avaliou-se o método de obtenção da taxa de esvaziamento do estômago pelo transdutor magnetoacústico.

A variação média da intensidade normalizada do sinal do BAC (Figura 3.4) e a área des- tacada pelo modo Power Doppler (Figura 3.3), a 1, 10, e 20 minutos de aquisição, foram coeren- tes, como mostrado naFigura 3.5.A intensidade BAC e a área Power Doppler diminuíram 4,6 ± 0,1% e 4,5 ± 0,2%, respectivamente, em função do esvaziamento do estômago.

Figura3.5:Variação média da intensidade normalizada sinal do BAC (Figura 3.4) e a área destacada pelo modo Power Doppler (Figura 3.3), a 1, 10, e 20 minutosapós a gavagem.

As imagens transversais sequenciais (varrendo a superfície) da região do estômagopossi- bilitaram a reconstrução volumétrica (3D- três dimensões). AFigura 3.6 mostra uma imagem em 3D do estômago de ratonº4 após5 minutosdo procedimento de gavagem. Estas imagens fornece- ram informações sobredistribuição espacial do alimento no estômago. Consequentemente, as i- magens também podem fornecer informações da parede do estômago como deformidades anatô- micas que causam o mau funcionamento do processo digestivo. Portanto, o transdutor magnetoa- cústico pode realizar um procedimento alternativo para fornecer imagens anatômicas de uma de- terminadaregião. 1 10 20 94 95 96 97 98 99 100 % Tempo (min)

Área Power Doppler

44 Medições in vivo

Figura3.6:Sequência de rotação de imagem volumétrica do estômago do rato 4após5 minutos do procedimento de gava- gem. Este tipo de imagem fornece informações sobre a distribuição espacial do alimento no estômago.

O BAC quantifica a concentração de material magnético no bolo alimentar (refeição em sistema de GI); no entanto, é limitado para obter informações sobre a sua distribuição espacial. A USMM localiza a região marcada com partículas magnéticas, orientando o melhor posicionamen- to do BAC na região gástrica, e fornecendo a informação anatômica, como por exemplo, a volu- metria do estômago. Estes dois transdutores, oBAC e o ultrassônico, em conjunto, podem forne- cer informações sobre o processamento de alimento em sistema GI, com base na distribuição es- pacial do meio marcado e na concentração de partículas magnéticas.

Além disso, a partir da USMMobtém-se informações sobre o movimento induzido por partículas imersas no alimento. Estas informações poderiam ser usadas para estimar propriedades mecânicas do bolo alimentar (elasticidade e viscosidade) [20], o que é uma informação adicional sobre a atividade do GI [26].No caso da imagem 3D aprimorada, poderá revelar detalhes da pare- de do estômago, que são importantes para avaliar anomalias gástricas.

3.1.4 Conclusão

Este estudo mostrou a viabilidade para avaliar o esvaziamento do estômago, in vivo, utili- zando o transdutor híbrido.O transdutor híbrido permitirá no monitoramento invivo do trânsito alimentar, preservando as condições fisiológicas (minimamente invasiva), dispensando o uso de radiação ionizante, o que potencialmente pode facilitar a manipulação e aplicação em ambiente ambulatorial.

3.2 Referências

[1] J. D. Huizinga and W. J. Lammers, “Gut peristalsis is governed by a multitude of cooperat- ing mechanisms,” Am. J. Physiol.-Gastrointest. Liver Physiol., vol. 296, no. 1, pp. G1–G8, 2009.

45

Medições in vivo

[2] L. A. Szarka and M. Camilleri, “Methods for measurement of gastric motility,” Am. J. Phy-

siol.-Gastrointest. Liver Physiol., vol. 296, no. 3, pp. G461–G475, 2009.

[3] S. Hellmig, F. Von Schöning, C. Gadow, S. Katsoulis, J. Hedderich, U. R. Fölsch, and E. Stüber, “Gastric emptying time of fluids and solids in healthy subjects determined by 13C breath testsμ influence of age, sex and body mass index,” J. Gastroenterol. Hepatol., vol. 21, no. 12, pp. 1832–1838, Dec. 2006.

[4] S. S. C. Rao, M. Camilleri, W. L. Hasler, A. H. Maurer, H. P. Parkman, R. Saad, M. S. Scott, M. Simren, E. Soffer, and L. Szarka, “Evaluation of gastrointestinal transit in clinical practice: position paper of the American and European Neurogastroenterology and Motility Societies,” Neurogastroenterol. Motil. Off. J. Eur. Gastrointest. Motil. Soc., vol. 23, no. 1, pp. 8–23, Jan. 2011.

[5] T. Ertay, A. S. Dogan, O. Ulker, and H. Durak, “In Vitro Evaluation of Tc-99m Radiophar- maceuticals for Gastric Emptying Studies,” Mol. Imaging Radionucl. Ther., vol. 23, no. 1, pp. 21–24, Feb. 2014.

[6] H. P. Parkman and R. W. McCallum, Gastroparesis: Pathophysiology, Presentation and

Treatment. Springer, 2011.

[7] M. a. N. Souza, M. H. L. P. Souza, R. C. Palheta, P. R. M. Cruz, B. A. Medeiros, F. H. Ro- la, P. J. C. Magalhães, L. E. A. Troncon, and A. A. Santos, “Evaluation of gastrointestinal motility in awake rats: a learning exercise for undergraduate biomedical students,” Adv.

Physiol. Educ., vol. 33, no. 4, pp. 343–348, Dec. 2009.

[8] M. S. Miller, J. J. Galligan, and T. F. Burks, “Accurate measurement of intestinal transit in the rat,” J. Pharmacol. Methods, vol. 6, no. 3, pp. 211–217, Nov. 1981.

[9] C. C. Quini, M. F. Américo, L. A. Corá, M. F. Calabresi, M. Alvarez, R. B. Oliveira, and J. R. A. Miranda, “Employment of a noninvasive magnetic method for evaluation of gastroin- testinal transit in rats,” J. Biol. Eng., vol. 6, p. 6, May 2012.

[10] O. Baffa, R. B. Oliveira, J. R. Arruda Miranda, and L. E. . Troncon, “Analysis and devel- opment of AC biosusceptometer for orocaecal transit time measurements,” Med. Biol. Eng.

46 Medições in vivo

[11] J. R. . Miranda, R. B. Oliveira, P. L. Sousa, F. J. . Braga, and O. Baffa, “A novel biomagnet- ic method to study gastric antral contractions,” Phys. Med. Biol., vol. 42, pp. 1791–1799, 1997.

[12] G. F. Oliveira, P. C. Ferrari, L. A. Corá, U. Andreis, J. R. A. Miranda, and R. C. Evangelis- ta, “AC Biosusceptometry as a Tool for Monitoring the Gastrointestinal Transit of Multipar- ticulate Drug Delivery System,” in 17th International Conference on Biomagnetism Ad-

vances in Biomagnetism – Biomag2010, S. Supek and A. Sušac, Eds. Springer Berlin Hei-

delberg, 2010, pp. 440–442.

[13] M. F. Américo, R. G. Marques, E. A. Zandoná, U. Andreis, M. Stelzer, L. A. Corá, R. B. Oliveira, and J. R. A. Miranda, “Validation of ACB in vitro and in vivo as a biomagnetic method for measuring stomach contraction,” Neurogastroenterol. Motil., vol. 22, no. 12, pp. 1340–e374, 2010.

[14] R. G. Marques, M. F. Americo, C. T. Spadella, L. A. Corá, R. B. Oliveira, and J. R. A. Mi- randa, “Different patterns between mechanical and electrical activitiesμ an approach to in- vestigate gastric motility in a model of long-term diabetic rats,” Physiol. Meas., vol. 35, no. 1, p. 69, 2014.

[15] L. A. Corá, M. F. Américo, R. B. Oliveira, C. H. R. Serra, O. Baffa, R. C. Evangelista, G. F. Oliveira, and J. R. A. Miranda, “Biomagnetic Methodsμ Technologies Applied to,” Pharm.

Res., vol. 28, no. 3, pp. 438–455, Mar. 2011.

[16] Antonio Adilton Oliveira Carneiro, Alexandre Colello Bruno, and Oswaldo Baffa, “Magne- to-acoustic transducer,” BR200λ0214λ-A2, 09-Mar-2011.

[17] A. Colello Bruno, T. Z. Pavan, O. Baffa, and A. A. Oliveira Carneiro, “A hybrid transducer to magnetically and ultrasonically evaluate magnetic fluids,” IEEE Trans. Ultrason. Ferroe-

lectr. Freq. Control, vol. 60, no. 9, pp. 2004–2012, 2013.

[18] S. A. McAleavey, D. J. Rubens, and K. J. Parker, “Doppler ultrasound imaging of magneti- cally vibrated brachytherapy seeds,” IEEE Trans. Biomed. Eng., vol. 50, no. 2, pp. 252–254, 2003.

47

Medições in vivo

[19] M. P. Pyshnyi, O. A. Kuznetsov, S. V. Pyshnaya, G. S. Nechitailo, and A. A. Kuznetsov, “Synchronous ultrasonic Doppler imaging of magnetic microparticles in biological tissues,”

J. Magn. Magn. Mater., vol. 321, no. 10, pp. 1552–1556, 2009.

[20] T. Z. Pavan, D. R. T. Sampaio, A. Carneiro, and D. T. Covas, “Ultrasound-based transient elastography using a magnetic excitation,” in Ultrasonics Symposium (IUS), 2012 IEEE In-

ternational, 2012, pp. 1846–1849.

[21] Diego Ronaldo Thomaz Sampaio, “Implementação da técnica de magneto-acustografia em um equipamento de ultrassom diagnóstico por imagem,” Dissertação de Mestrado, Univer- sidade de São Paulo, Ribeirão Preto, 2014.

[22] R. Zahiri Azar, A. Baghani, S. E. Salcudean, and R. Rohling, “2-D high-frame-rate dynamic elastography using delay compensated and angularly compounded motion vectors: prelimi- nary results,” IEEE Trans. Ultrason. Ferroelectr. Freq. Control, vol. 57, no. 11, pp. 2421– 2436, Nov. 2010.

[23] F. Podczeck, J. M. Newton, and K. H. Yuen, “The description of the gastrointestinal transit of pellets assessed by gamma scintigraphy using statistical moments,” Pharm. Res., vol. 12, no. 3, pp. 376–379, Mar. 1995.

[24] F. Viola and W. F. Walker, “A spline-based algorithm for continuous time-delay estimation using sampled data,” IEEE Trans. Ultrason. Ferroelectr. Freq. Control, vol. 52, no. 1, pp. 80–93, Jan. 2005.

[25] J. Oh, M. D. Feldman, J. Kim, C. Condit, S. Emelianov, and T. E. Milner, “Detection of magnetic nanoparticles in tissue using magneto motive ultrasound,” Nanotechnology, vol. 17, p. 4183, 2006.

[26] K. H. Choi, J. S. Ryu, M. Y. Kim, J. Y. Kang, and S. D. Yoo, “Kinematic Analysis of Dys- phagiaμ Significant Parameters of Aspiration Related to Bolus Viscosity,” Dysphagia, vol. 26, no. 4, pp. 392–398, Dec. 2011.

Capítulo 4