• No results found

metodisk vedlegg

In document Arbeid og velferd (sider 27-33)

53

4.1 – Introdução

O objetivo do presente capítulo é expor o contexto em que decorreu a Guimarães 2012. São apresentados dados demográficos e históricos da cidade, o processo de candidatura a CEC e é feita uma sucinta descrição da Fundação Cidade de Guimarães e de algumas organizações de cultura e arte da cidade. Prossegue-se com uma retrospetiva à programação do evento e são ainda abordadas as requalificações de infraestruturas no âmbito da Guimarães 2012, a participação e os visitantes do evento, os impactos económicos do mesmo e, por fim, é indagado o período pós-CEC. A contextualização realizada neste capítulo é importante, não só para a recolha de dados, mas também para a posterior análise dos mesmos.

4.2 – Guimarães

Guimarães é uma cidade de origem medieval, com raízes no século X, e com um passado histórico associado à fundação da identidade nacional portuguesa (Município de Guimarães, 2015b). O centro histórico de Guimarães foi classificado Património Mundial pela UNESCO a 13 de dezembro de 2001 (Município de Guimarães, 2015f) e constitui, com o Castelo de Guimarães e o Paço dos Duques de Bragança, um dos mais importantes centros turístico da região (Universidade do Minho, 2015). Situado no norte de Portugal, o município de Guimarães tem uma área de 240,950 Km2, sendo a área verde de 2,6 Km2. A população residente é de 158.124 habitantes, dos quais 81.357 são do sexo feminino e 76.767 do sexo masculino (Município de Guimarães, 2015c). A taxa de desemprego no município situa-se nos 14,26% e a percentagem de população empregada no setor terciário é de 47,98% (Município de Guimarães, 2015c).

O património cultural de Guimarães tem nas festas Gualterianas e Nicolinas dois dos seus acontecimentos mais relevantes. As Gualterianas são celebradas em honra de São Gualter e realizam-se, em Guimarães, desde 1906 (Município de Guimarães, 2015d). O Cortejo do Linho, a Batalha das Flores e a Marcha Gualteriana são considerados os pontos altos desta festividade. As Nicolinas, consideradas as festas mais antigas de Guimarães, são uma celebração em honra de São Nicolau, patrono dos estudantes (Município de Guimarães, 2015e). Embora inicialmente tivesse um cariz exclusivamente religioso, este culto foi adotado pelos estudantes da cidade e os festejos, atualmente, decorrem durante oito dias.

54

Criada apenas em 2011, mas já com uma importância bastante relevante na cidade, a Feira Afonsina realiza-se uma vez por ano e pretende reconstruir momentos e cenários históricos da génese da nacionalidade portuguesa, recriando os usos, costumes e tradições vimaranenses da época medieval (Oliveira, 2016). Igualmente nascido em 2011, o

Guimarães noc noc é uma mostra informal de arte que ocorre em diferentes espaços da

cidade, todos próximos do centro, para que possa ser feito um roteiro pedonal (Ó da Casa!, 2015a). É organizado pelo coletivo Ó da Casa! e tem a particularidade de as inscrições estarem abertas tanto para artistas, nacionais e internacionais, como para os espaços que queiram receber as exposições.

O Guimarães Jazz, uma das maiores referências nacionais no que ao jazz diz respeito, teve a sua primeira edição no ano de 1992 e é uma organização conjunta entre a CMG, A Oficina e a associação Convívio (Centro Cultural Vila Flor, 2016b). Além da programação principal, o festival de jazz desenvolve atividades paralelas como jam

sessions, animações musicais pela cidade ou oficinas de jazz (Município de Guimarães,

2015a). O festival internacional de dança contemporânea GUIdance foi criado na antecâmara da CEC e ocupa já um lugar de relevo no setor cultural da cidade, decorridas seis edições desde o seu nascimento (Madeira, 2016). Tendo já percorrido um longo caminho, com edições ininterruptas desde 1987, os Festivais Gil Vivente assumem-se em Guimarães como o principal palco para a apresentação da produção teatral nacional (Centro Cultural Vila Flor, 2016a).

4.3 – Candidatura a CEC

Guimarães iniciou o seu processo de candidatura a CEC em outubro de 2006 (Silva, 2012), durante a presidência portuguesa do Conselho da UE, e em 12 de maio de 2009 o Conselho de Ministros da UE designou a cidade oficialmente como CEC para 2012 (European Commission, 2009). No mesmo documento são ainda anunciadas como CEC a cidade eslovena de Maribor, também para 2012, Marselha, em França, e Košice, na Eslováquia - as duas últimas para o ano de 2013. A escolha de Guimarães e Maribor foi feita através de uma avaliação global levada a cabo por um painel de peritos independentes, com base num conjunto de critérios estabelecidos em 2006 (Scott et al., 2008). Tudo isto após Portugal e Eslovénia terem apresentado as candidaturas das suas cidades.

55

A escolha de Guimarães foi pela primeira vez comunicada no final de um Conselho de Ministros informal, a 7 de outubro de 2006, pela então ministra da cultura Isabel Pires de Lima (Monteiro, 2006). Posteriormente, a 13 de novembro de 2006, a candidatura foi formalmente anunciada na sede da UE aos restantes ministros da cultura da União (Gomes, 2006). A propósito da apresentação, a 11 de novembro de 2006 o jornal Público escrevia que “o dossier, elaborado conjuntamente pela autarquia e pelo ministério, realça a faceta histórica do concelho, a herança patrimonial que lhe valeu o título de património mundial da UNESCO e a rede de equipamentos culturais e turísticos de que dispõe. A dinâmica cultural da cidade é outro dos pontos fortes a apresentar em Bruxelas” (Gomes, 2006).

Desde o final de 2006 foi desenvolvido todo um trabalho que culminou na apresentação da candidatura ao Painel Europeu de Seleção das CEC, a dezembro de 2007. Em abril de 2008, na primeira reunião com o Painel de Seleção após a apresentação, é recomendada a revisão da mesma a nível dos impactos a médio e longo prazo. Em novembro do mesmo ano é apresentada ao Painel a adenda à candidatura inicial, sendo no mês seguinte reconhecida por parte do Painel a qualidade da candidatura. É feita a recomendação à CE para a sua designação, o que acontece a 12 de maio de 2009 (Município de Guimarães, 2012).

4.4 – Fundação Cidade de Guimarães

No sentido de implementar e gerir o programa da Guimarães 2012 foi constituída, em julho de 2009, a Fundação Cidade de Guimarães (FCG). Cristina Azevedo é nomeada presidente do conselho de administração e Jorge Sampaio presidente do conselho geral (Silva, 2012). Contudo, em julho de 2011, devido a um acumular de problemas entre a FCG, CMG e A Oficina, Cristina Azevedo abandona o cargo e é substituída por João Serra, até então vice-presidente (Lusa, 2011a, 2011b). Carlos Martins, que se demitira do cargo de diretor executivo por divergências com Cristina Azevedo, regressa à FCG para “coordenar, em articulação com as restantes direções operacionais da FCG, todo o processo de implementação da CEC: programa, pré-produção e produção, contratação, comunicação e movimento financeiro” (Lusa, 2011c). O papel da FCG era o de conceber, planear, promover, executar e desenvolver o programa cultural, juntamente com organizações culturais já existentes (McAteer et al., 2013). O orçamento para a FCG foi de cerca de 36,5 milhões de euros, dos quais 22,5 destinaram-se à programação cultural,

56

e os restantes 14 milhões, em partes sensivelmente iguais, para “comunicação e marketing” e despesas de funcionamento (Castro et al., 2013).

Durante a fase de planeamento da Guimarães 2012 era esperado que a FCG continuasse em funcionamento até 2016, de forma a gerir as novas infraestruturas e assegurar os legados da CEC (McAteer et al., 2013). Contudo, no seguimento de uma decisão do governo, a FCG viria a ser extinta no final de 2013, com a liquidação do organismo a ficar repartida entre a CMG e a Secretaria de Estado da Cultura (Silva, 2013c). Assim, o prosseguimento dos trabalhos da FCG e a continuação da produção criativa nas artes performativas, contemporâneas, na música e no cinema ficaram asseguradas por estruturas culturais locais, com destaque para A Oficina (Castro et al., 2013; McAteer et al., 2013).

4.5 – Organizações culturais e de arte vimaranenses

A Oficina, régie-cooperativa da CMG em atividade desde o início dos anos 2000, foi uma

organização chave na gestão da Guimarães 2012, devido ao seu vasto conhecimento, experiência e importância na programação cultural da cidade (McAteer et al., 2013). De facto A Oficina foi responsável por grande parte da programação cultural da Guimarães

2012, assim como um consórcio de associações locais, responsável pelos Tempos Cruzados (TC) (McAteer et al., 2013). O TC foi uma área da programação da CEC gerida

de forma independente pela associação Convívio, Círculo de Arte e Recreio (CAR) e

Associação de Etnografia e Folclore de Guimarães e teve disponível um orçamento de 1

milhão de euros (Fábrica das Associações, 2016d; Guimarães Digital, 2011).

Nascida da vontade de criar uma estrutura capaz de valorizar, promover e divulgar as artes tradicionais de Guimarães, A Oficina contribui sobremaneira para a sustentabilidade cultural da cidade e hoje o seu papel é bem mais abrangente e relevante. É responsável pela gestão do Centro Cultural Vila Flor (CCVF), Plataforma das Artes e da Criatividade, Loja Oficina, Teatro Oficina e pelo Centro de Criação de Candoso, e cabe à cooperativa a organização de alguns dos principais eventos culturais da cidade como o Guimarães Jazz, os Encontros da Primavera, o Festival de Inverno, o GuiDance, Festivais Gil Vicente ou as Festas da Cidade (A Oficina, 2016a).

O CCVF é um espaço cultural que tem como missão programar e produzir atividades culturais que se constituem como um serviço público. Tem uma programação regular, diversificada e eclética e, através do seu serviço educativo, pretende sensibilizar,

57

criar e formar novos públicos, desenvolvendo o seu sentido estético e crítico (Centro Cultural Vila Flor, 2016c). Foi inaugurado em 2005 com o objetivo de dar forma e vida a mais de 15 anos de percurso cultural existente na cidade, mas também como motor de descentralização, permitindo a Guimarães fazer parte dos roteiros culturais do país (Centro Cultural Vila Flor, 2016d).

A Plataforma das Artes e Criatividade, equipamento nascido no âmbito da

Guimarães 2012, apresenta uma série de valências e espaços dedicados a três grandes

áreas programáticas: o Centro Internacional das Artes José de Guimarães (CIAJG), os Ateliers Emergentes e os Laboratórios Criativos (Município de Guimarães, 2016b). Da antiga escola EB/1 de Candoso S. Martinho nasceu o Centro de Criação de Candoso (CCC), “um espaço aberto a criadores, artistas e comunidade, para desenvolvimento de projetos originais” (A Oficina, 2016b). O CCC é um espaço desenhado para receber residências artísticas e foi criado para contribuir para a produção artística no concelho de Guimarães (Guimarães Digital, 2012).

O Círculo de Arte e Recreio (CAR) é uma associação cultural fundada em novembro de 1939. É medalha de prata de mérito associativo da CMG e tem como objeto social a atividade cultural, recreativa e desportiva. Os principais propósitos do CAR passam por contribuir para a “construção, execução e divulgação da cultura nas suas diversas vertentes e ações; promover, sensibilizar e mobilizar o movimento associativo do concelho; criar sinergias entre o movimento associativo, o poder local e a comunidade; promover um espaço de cultura, lazer e convívio a todos os cidadãos” (Fábrica das Associações, 2016b). O CAR foi durante a CEC corresponsável, juntamente com a associação Convívio e uma associação de etnografia e folclore, pelos Tempos Cruzados.

O Convívio – Associação Cultural e Recreativa presta desde 1961 serviços no âmbito da cultura, promovendo e participando em atividades e iniciativas nas áreas da música, cinema, artes plásticas e literatura. O seu importante papel no setor cultural da cidade foi reconhecido em 2000 pela CMG, que agraciou a associação com a Medalha de Ouro de Mérito Cultural da cidade. O Convívio apresenta-se na atualidade como “um palco das novas dinâmicas culturais emergentes, um ponto de produção, de mobilização e cruzamento entre a comunidade artística, cultural e a sociedade civil através do estabelecimento de parcerias criativas com associações, museus e instituições de promoção cultural, com vista à criação de sinergias que permitam a partilha de projetos, ideias e iniciativas” (Fábrica das Associações, 2016c).

58

O Museu de Alberto Sampaio foi criado em 1982 para albergar as coleções da extinta Colegiada de Nossa Senhora da Oliveira e de outras igrejas e conventos da região de Guimarães. Situa-se em pleno Centro Histórico, no exato local onde a condessa Mumadona, no século X, instalou um mosteiro à volta do qual foi surgindo o burgo vimaranense. Apresenta importantes coleções de escultura, arquitetural, de vulto e tumulária, que cobre os períodos medieval e renascentista e se prolonga até ao século XVIII, e a coleção de ourivesaria é das mais significativas do país. Entre outras atividades, o museu providencia serviços educativos e fins-de-semana em família (Município de Guimarães, 2016a; Museu de Alberto Sampaio, 2015).

O Museu Arqueológico Martins Sarmento faz parte do património da Sociedade Martins Sarmento, uma das mais antigas instituições culturais de Guimarães, fundada em 1881. O museu, que foi instituído em 1885 com o espólio desenterrado por Martins Sarmento na Citânia de Briteiros, é a principal referência da cultura castreja em Portugal (Casa de Sarmento, 2016; Município de Guimarães, 2016a).

Fundado em 17 de Maio de 1958, o Cineclube de Guimarães (CCG) “veio corresponder a uma necessidade objetiva em termos de cultura cinematográfica da cidade e do seu concelho” (Cineclube de Guimarães, 2016). A atividade do CCG começou nesse mesmo ano, com projeções de filmes no Teatro Jordão, e em 1994 é atribuída ao Cineclube a Medalha de Ouro de Mérito Cultural da autarquia vimaranense. Desde 2002 conta também com uma secção de fotografia, através da qual organiza cursos de formação em fotografia e exposições. Com a inauguração do CCVF, em 2005, a programação do CCG passa a realizar-se neste espaço, e mais recentemente também a Plataforma das Artes é palco das suas sessões de cinema quinzenais, integradas nos ciclos de cinema desenvolvidos com A Oficina. A atividade do CCG não se cinge apenas às sessões de cinema. Esta associação cultural organiza e promove exposições, apresentações de livros,

workshops e outro tipo de eventos como o “Guimarães Yé-Yé”, em parceria com a

associação cultural Ó da Casa! (Fábrica das Associações, 2016a).

A associação cultural Ó da casa!, (OdC) surgiu em 2011, com a criação do evento

Guimarães Noc Noc, e dedica-se à promoção das artes e artistas através do

desenvolvimento de projetos de âmbito cultural. Tem como principais objetivos promover, fomentar e estimular o interesse pelas artes; valorizar artistas plásticos; incentivar a inovação, experimentação e cruzamento entre disciplinas artísticas, assim como a colaboração entre criadores (Ó da Casa!, 2015b).

59

O Centro para os Assuntos da Arte e Arquitetura (CAAA) é uma “instituição cultural sem fins lucrativos que tem como missão apoiar e estimular a criação artística e a aplicação de novos métodos de produção, promovendo a interação entre as mais diversas áreas de manifestação artística – artes visuais, design, cinema, literatura, multimédia e artes do espetáculo – e arquitetura” (CAAA, 2016). Esta instituição ocupa uma antiga fábrica têxtil da cidade que foi totalmente recuperada para as novas funções.

O Laboratório das Artes surgiu como grupo informal, formado por estudantes da Escola Superior Artística do Porto, no ano de 2001 após uma intervenção artística numa loja da cidade. O projeto tem vindo a desenvolver e apresentar performances, exposições, conferências, música e mostras de cinema experimental em diferentes áreas, o que faz dele um projeto interdisciplinar (Ribeiro, 2011).

Muitas outras organizações compõem o setor cultural da cidade de Guimarães. Contudo, não sendo essencial para o presente estudo desenvolver uma apresentação extensa do mesmo, optou-se por não referir outras instituições.

4.6 – Programação cultural da Guimarães 2012

O arranque oficial de Guimarães 2012 dá-se a 21 de janeiro, vinte dias após o início da CEC em Maribor, e o seu encerramento a 23 de dezembro (Silva, 2012). Guimarães tinha já uma oferta cultural forte, antes de organizar a CEC, devido ao trabalho desenvolvido pela Oficina e por outras associações culturais locais (McAteer et al., 2013). Além das estruturas da FCG e d’A Oficina, a participação ativa de muitos outros agentes culturais locais, nomeadamente do tecido associativo, contribuiu decisivamente para a programação cultural durante 2012. A programação foi constituída por quatro diferentes áreas articuladas entre si (Cruz, 2010) – Comunidade (para promover a participação e valorizar o sentido comunitários), Cidade (para valorização do território), Pensamento (para promover a reflexão) e Arte (Arte e Arquitetura, Artes Performativas, Cinema e Audiovisual, Música) (Município de Guimarães, 2012).

A programação foi dividida e organizada em quatro tempos distintos, que incluíram diferentes propostas. O Tempo de Encontros, de 21 de janeiro a 24 de março,

Tempo para Criar, de 25 de março a 24 de junho, Tempo Livre, de 26 de junho a 15 de

setembro, e Tempo de Renascer, de 16 de setembro a 21 de dezembro (Município de Guimarães, 2012). Da vasta programação fizeram parte residências artísticas, espetáculos musicais, ciclos de cinema, espetáculos de dança, peças de teatro, atividades e serviços

60

educativos, conferências, instalações artísticas ou exposições, num número que, de acordo com Castro et al. (2013) foi superior a 1.300 eventos culturais. Este e outros dados relativos à programação da Guimarães 2012 são apresentados tabela 4.1. Assumindo o risco de facultar uma visão enviesada, pretende-se nos próximos parágrafos voltar a 2012 para uma retrospetiva da programação cultural do evento.

Tabela 4.1 – Dados programação da Guimarães 2012

Eventos incluídos na programação cultural 1.300

Artistas e profissionais envolvidos 25.000

Cidadãos que contribuíram para os eventos 15.000

Organizações envolvidas 300

Novas criações incluídas na programação cultural 1.000

Residências artísticas 700

Filmes produzidos 40

Novas publicações 60

Estreias internacionais 100

Fonte: adaptado de McAteer et al. (2013)

Depois da cerimónia protocolar de abertura, que decorreu no Multiusos de Guimarães, o Largo do Toural recebeu a performance de rua La Fura Dels Baus, onde se celebrou o renascimento da cidade e a re-imaginação da história. Destaque-se ainda o acontecimento Mi Casa Es Tu Casa, que decorreu das 12h às 24h do dia 28 de janeiro no centro histórico da cidade. Nesta atividade habitantes do centro histórico abriram as suas casas a diferentes músicos e ao público. No total foram trinta e duas as casas e noventa os artistas musicais e a iniciativa teve imenso sucesso. O São Mamede CAE tinha já recebido O Quebra-nozes, ballet do Teatro Nacional Russo de Moscovo. O festival

GUIdance decorreu, como vem sendo hábito, no mês de fevereiro. No âmbito do Tempos Cruzados, durante todo o mês de março e em diferentes espaços decorreu o Março Deambulante, uma ação de apresentação dos resultados dos projetos Formação-Ação e Arte de Raiz Popular. O Instituto do Design começava em março um ciclo de residências

61

mundial de When Tool Met Wood, obra composta para Guimarães 2012 pelo belga Wim Mertens com a Fundação Orquestra Estúdio. Realce-se ainda a exposição Cage…

conceptualizing Cage now, no CAAA, e o espetáculo de Thurston Moore, no CCVF.

Em abril houve Danza Preparata, obra de Rui Horta criada para assinalar o 100º aniversário de John Cage, ou a experiência Expensive Soul Symphonic Experience, que juntou a banda Expensive Soul à Fundação Orquestra Estúdio. Foi também neste mês que se estreou a iniciativa O Castelo em 3 Atos: Assalto, Destruição e Reconstrução. A Festa do Cinema Italiano e sessões dedicadas ao cinema experimental decorreram em maio, mês em que Laurie Anderson pisou o palco do CCVF, tal como Eleanor Friedberger e Michael Gira. O compositor francês Alexandre Desplat conduziu uma masterclass e deu um espetáculo com o seu Traffic Quintet, e Guimarães celebrou a música rock e a contracultura dos anos 50, 60 e 70 com o Guimarães Yé-Yé. Em junho, além do habitual festival de teatro contemporâneo Festivais Gil Vicente, decorreu a estreia absoluta de Os

Lusíadas, de António Fonseca, uma maratona de recitação que contou com a participação

ativa da comunidade, e o espetáculo musical de Julia Holter.

Julho começou com o Pic-nic Play, no parque da cidade, e freguesias do concelho receberam sessões de cinema ao ar livre. Guimarães teve ainda a oportunidade de ver curtas-metragens que marcaram os vinte anos do Curtas – Festival Internacional de

Cinema, um dos festivais de curtas-metragens mais importantes da europa, que em 2012

comemorou o seu vigésimo aniversário. Na Plataforma das Artes foi possível assistir ao espetáculo da americana Dee Dee Bridgewater. O Festival Manta levou Russian Red e Nite Jewel aos jardins do CCVF e Gobi Bear e Azevedo Silva à Praça de Santiago, no centro histórico da cidade. As Festas da Cidade e Gualterianas decorreram no início de agosto, que terminou com os Encontros Internacionais de Música de Guimarães. Pelo meio destaque-se o espetáculo de Kim Gordon e Ikue Mori ou Music for Childhood, da pianista Isabella Turso. Em setembro decorreu a Feira Afonsina, de 14 a 16, a performance Playing Landscape, na Fábrica ASA, a residência artística In Factory, na Casa da Memória, e as orquestras de Macau e sinfónica do Porto, além da residente Fundação Orquestra Estúdio, apresentaram espetáculos musicais. No Centro Internacional das Artes José de Guimarães estava patente a exposição Para Além da

História.

Outubro começou com o Concerto X da Fundação Orquestra Estúdio, no CCVF, e com atividades sobre a arte têxtil contemporânea, no âmbito da Contextile. Entre 5 de outubro e 4 de novembro a Sociedade Martins Sarmento, o Paço dos Duques de Bragança

62

de o CCVF receberam um ciclo de música de câmara. Outubro foi ainda o mês com cinema dedicado à arquitetura, com o Congresso Histórico de Guimarães e com o recital

In document Arbeid og velferd (sider 27-33)