• No results found

2. Materialer og metoder

2.2 Metoder

Neste trabalho, investigou-se a ação da TE como reguladora da funcionalidade dos fagócitos em idosos com DA. Verificou-se que as sessões de terapias expressivas foram adequadas para estimular as funções fagocítica e microbicida de neutrófilos e monócitos. Não foram encontrados trabalhos que relatam o aumento da atividade fagocitária dos neutrófilos e monócitos em idosos com DA quando submetidos a sessões de TE. No trabalho de Vilani Moreno et al., (2004) sobre o índice fagocitário dos leucócitos, foi estudado a fagocitose do fungo

Lacazai loboi, sendo constatado que o índice fagocitário dos monócitos do sangue

de indivíduos portadores do L. loboi, não diferiu da atividade fagocitária dos monócitos do grupo controle. Também em estudos de Moraes et al., (2005) a fagocitose indicou significância para a atividade em neutrófilos.

O índice fagocitário de neutrófilos e monócitos estiveram aumentados nos idosos com DA após serem submetidos às 24 sessões de TE, devido ao aumento da média de leveduras ingeridas por fagócito, o que sugere aumento na expressão para receptores para complemento.

O teste do NBT que avalia a função microbicida dos fagócitos mostrou-se eficaz em função dos resultados que revelaram os neutrófilos serem células mais eficazes quanto à função microbicida quando comparados aos monócitos. Os dados obtidos relacionados ao teste estão em concordância com Bombarda (2009).

As intervenções não farmacológicas na população idosa, segundo Santos e Santos (2010), Seki (2010), são vistas cada vez mais como fator de prevenção e promoção da saúde nesta faixa da população. O aumento da expectativa de vida é resultante também desta atenção dada ao idoso. Entretanto é preciso aliar longevidade à qualidade de vida. Para o paciente portador de demência, como Alzheimer, é imprescindível que seu tratamento complementar lhe proporcione o máximo de segurança e eficiência, de forma que possa torná-lo mais integrado consigo mesmo, mais harmonizado com as outras pessoas e, consequentemente, com um menor número de conflitos (D’ALENCAR, 2008). Partindo desse contexto, as utilizações das técnicas de Terapia Expressiva neste trabalho combinaram expressão corporal, música e dança, buscando melhorar a saúde, a comunicação e estimulação da criatividade nos idosos com DA. Autores como Souza (2006)

relataram que a terapia com música é uma forma de terapia expressiva que atua no sistema perceptivo da memória, do afeto e da linguagem. Neste aspecto, mesmo quando a memória e as habilidades cognitivas dos idosos com DA já se encontram muito afetadas ainda é possível perceber emoções, segundo Almeida et al., (2007).

A intervenção proposta (TE) objetivou conseguir: reconstruir identidades; integrar socialmente as pessoas; reduzir ansiedade e depressão; melhora da autoestima, da relação consigo mesmos e com os outros; funcionando como meio de comunicação verbal ou não verbal e resgate de lembranças de acontecimentos passados da vida. Procurou-se estimular os idosos dementados através da dança, relembrando canções que fizeram parte de sua história de vida, resgatando seus aspectos positivos, sua memória e, como consequência, fortalecendo a identidade e autoestima. Nesse sentido, foram utilizadas três linhas de vivência abordando a

identidade, afetividade e criatividade.

Com relação as atividades de TE, referente a linha da identidade, quando os idosos dementados cantavam seus nomes e ouviam-no ser cantado pelo grupo, percebia-se grande satisfação, o que provavelmente aumentava sua autoestima,

dados similares foram relatados por Fortuna (2000), Argimon (2005) e Seki (2010).

Quanto à afetividade, atividades como o toque, caracterizados por abraços demorados, carícias no rosto, nos cabelos, nas costas foram utilizadas durante as sessões com vistas a aliviar tensões, estresse, tornando-se um instrumento solidário para o idoso dementado que necessita de proteção, carinho e manifesta emoções.

Os estados emocionais foram considerados como fruto da história evolutiva e pessoal do paciente com DA, em conjunto com as contingências existentes. Episódios que ocorrem dentro do nosso corpo podem estar sob o controle de estímulos internos ou externos sujeitos a sequência numa rede de relações funcionais.Emoções foram manifestadas nos idosos com DA, através de

sentimentos de empatia, solidariedade, por exemplo, alegrias, assim como, sentimentos de tristeza, irritação percebidas durante e logo após as sessões que envolviam a linha de afetividade, particularmente o toque.

Pacheco et al. (2007) fazem referência ao toque como um instrumento, ferramenta para liberar as emoções, relatam ainda que a aplicação do toque estimula a produção celular, processos de cicatrização, promove vasodilatação, relaxamento muscular, influencia as funções sinápticas, eleva os níveis de

hemoglobina, endorfina e melhora a respostas imunológicas à infecções. A partir dos resultados obtidos, nesta pesquisa pode-se dizer que o toque é uma forma de comunicação não verbal que pode ser capaz de induzir o aumento nas funções imunológicas. Lopes et al. (2009) afirmam ser o toque uma ferramenta terapêutica eficaz na promoção do bem-estar de idosos. Conforme também Pereira; Pereira (2002), o toque tem efeito sobre a pele, fonte imunológica de hormônios para a diferenciação de células protetoras, além disso, pode produzir emoções que auxiliam no enfrentamento e até recuperação de doenças.

No artigo de Conceição e Shiratori (2005) as autoras mencionam sobre a importância do toque em crianças recém-nascidas.

Em relação à linha da criatividade, os movimentos propostos nas sessões de TE se baseavam na Biodança, constituindo-se em exercícios específicos, inspirados no significado primordial da dança, estruturados a partir dos gestos naturais do ser humano e destinados a ativar a potencialidade afetiva dos idosos com eles mesmos e com seus pares.

Toro (2002:15-20) cita que o estudo das manifestações antropológicas nas danças primitivas permite compreender aspectos desconhecidos da alma humana que se associam ao vínculo essencial com a natureza, à experiência suprema de fusão dentro da comunidade e ao processo evolutivo da consciência cósmica. Para o primitivo, dançar é revestir-se de uma força essencial, é viver uma vida mais integral, pois tudo que vivenciamos está registrado e incorporado no nosso corpo, estejamos conscientes disso ou não.

Autores como Pasinatto (2007); Pedrosa e Tavares (2009); Silva (2010)

destacam que a dança como forma de expressão corporal auxilia no processo ensino-aprendizagem favorecendo a criatividade.

Nas sessões de TE a qual buscava estimular a cognição, os idosos eram estimulados a criar e quando conseguiam fazer algo novo eram aplaudidos, ovacionados. Além de estímulo da cognição, observamos melhora do humor e da

autoestima o que foi de encontro às observações de Aleixo, (2004) e Albuquerque,