7 Etterundersøkelser og overvåking
7.2 Metoder for overvåking
13.1 Procedimentos Gerais
Inicialmente foi efetuada uma revisão da literatura sobre o tema com o intuito de definir variáveis passíveis de serem medidas, que definiram o tema do estudo. Foi efetuada uma leitura de diversos artigos acerca do assunto a investigar, com o propósito de ser efetuado o enquadramento teórico.
Posteriormente, foi solicitada a autorização da utilização do QCTC por e-mail à Doutora Ana Cardoso Allen Gomes, uma das autoras da última atualização do questionário, tendo sido respondido positivamente e enviado através da mesma via o respetivo instrumento atualizado no dia 28 de abril de 2017.
O estudo teve início através de um pedido de autorização à Direção-Geral da Educação (DGE) para a recolha de dados junto de escolas públicas. Este pedido foi efetuado após a aprovação do projeto de dissertação pela comissão de ética da Universidade Autónoma de Lisboa em janeiro de 2017. Simultaneamente, foi elaborada uma declaração (consentimento informado) para a formalização do pedido de autorização junto do Agrupamento de Escolas da Parede, Conselho de Cascais, elaborado segundo o modelo de Helsínquia a fim de garantir anonimato, confidencialidade e a possibilidade de desistência a qualquer momento. Após obtida a autorização para a realização do estudo, foram apresentados os objetivos do mesmo à referida Instituição.
Seguidamente, foi nos dada a informação do correio eletrónico de cada professora para a entrega das declarações/consentimentos informados para os pais e encarregados de educação, uma vez que era necessária a autorização dos mesmos para a participação das crianças no
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estudo (com indicações sobre os objetivos da investigação e a garantia de anonimato e confidencialidade da informação recolhida), com prazo de resposta até ao dia 31 de março de 2017. Foram assim, respeitadas as indicações que asseguram a ética, garantindo uma participação voluntária mediante consentimento informado (Marczyk et al., 2005) como mencionado anteriormente. Foram entregues 90 consentimentos informados, distribuídos pelas crianças do 2º, 3º e 4º anos de escolaridade de duas escolas primárias públicas, do Agrupamento de Escolas da Parede.
Após a devolução da autorização/consentimento por parte dos pais/encarregados de educação, foi efetuada uma calendarização junto de cada turma, de acordo com a disponibilidade de cada professora, para a recolha de dados junto das crianças, com o propósito de não prejudicar as aulas. Foram aplicados os subtestes código e pesquisa de símbolos e as MPCR a fim de avaliar a atenção e o raciocínio, respetivamente, que decorreu durante o mês de maio e junho de 2017. O IVP foi disponibilizado pelo somatório dos resultados padronizados dos subtestes código e pesquisa de símbolos.
Estes instrumentos foram aplicados em dois momentos do dia, de manhã às 9h30 e de tarde às 15h30 com uma semana de intervalo, com a finalidade de ser avaliado a variável hora do dia. Através desta variável, foi possível verificar a performance observada nestes dois momentos e o horário em que crianças matutinas e vespertinas têm o melhor desempenho cognitivo. A aplicação foi efetuada em pequenos grupos de cinco a nove elementos, em salas cedidas de forma voluntária. Os subtestes código e pesquisa de símbolos foram efetuados juntamente, enquanto que as MPCR foram aplicadas num dia diferente, com a mesma sequência de manhã e de tarde com uma semana de intervalo entre ambas as aplicações, de modo a não cansar as crianças, uma vez que consiste numa prova mais demorada.
O QCTC foi entregue a cada professora que, através dos alunos, foi encaminhado para os pais, tendo sido recolhidos através das mesmas.
Por fim, foram cotados todos os testes (subtestes código e pesquisa de símbolos e MPCR) e convertido os resultados brutos em resultados padronizados, sendo que o tratamento estatístico dos mesmos foi realizado com recurso ao software IBM SPSS Statistics (versão 24). 13.2 Procedimentos de Análise de Dados
Os dados recolhidos foram inseridos em base de dados e tratados com recurso ao programa informático SPSS (Statistical Package for Social Sciences) na versão 24 para o sistema operativo Windows.
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Na análise estatística utilizamos medidas de estatística descritiva (frequências absolutas e relativas, médias e desvios-padrão) e estatística inferencial, através dos dados obtidos pelos instrumentos utilizados nesta investigação, tais como o QCTQ (Couto et al., 2014), os subtestes código e pesquisa de símbolos da WISC-III (Simões et al., 2003) e o teste das MPCR (Simões, 1994).
Inicialmente, foram analisadas as pontuações do QCTC, através do cálculo dos percentis de acordo com o procedimento estatístico original de Werner et al. (2009), com o intuito de determinar o cronótipo (matutino e vespertino) das crianças da amostra.
Seguidamente, procedemos a uma análise descritiva do QCTC que nos indicou os resultados sociodemográficos deste estudo, como o total da amostra (n) e o subtotal de crianças matutinas e crianças vespertinas, percentagem (%), média (M), desvio padrão (DP) e os valores mínimo e máximo da idade das crianças em estudo.
A escolha da utilização de testes paramétricos prende-se com os pressupostos da normalidade, assim as variáveis em estudo devem seguir uma distribuição normal, para além de outros requisitos necessários, tais como a homogeneidade entre os grupos, a variável ser expressa em dados quantitativos e contínuos e os grupos serem independentes.
De modo a analisarmos os pressupostos da normalidade da distribuição recorremos ao teste Shapiro-Wilk, sendo o mais aconselhável segundo Ghasemi e Zahediasl (2012) pelo facto da nossa amostra ser inferior a 50 elementos (n=46). Relativamente aos pressupostos da homogeneidade de variância utilizamos o teste de Levene.
Para todos os testes de hipóteses, estabelecemos um nível de significância estatística () de .05 (probabilidade de erro de 5%). Em todas as análises foram reportados o valor de p (probabilidade de significância), através do critério da aceitação ou rejeição da hipótese nula (H0). Se o valor de p era menor ou igual a rejeitávamos a hipótese nula (H0), implicando a
existência de diferenças significativas entre os grupos em estudo, quando o valor de p era maior que conservávamos a hipótese nula (H0), considerando a inexistência de diferenças
significativas entre os grupos em estudo.
Posteriormente, efetuamos as cotações dos subtestes código e pesquisa de símbolos, convertemos os resultados brutos em resultados padronizados com base no cálculo da idade mental de cada criança e introduzimos os dados no programa SPSS.
Foram realizadas análises para a comparação das médias dos resultados dos subtestes código e pesquisa de símbolos nos dois períodos de avaliação (manhã e tarde), para matutinos e vespertinos em separado. Desta forma, recorremos ao teste t-Student para amostras
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emparelhadas (paired t test), quando reunidos os pressupostos da normalidade e ao teste de Wilcoxon quando os mesmos não foram reunidos. Em seguida, foram efetuadas análises para a comparação das médias dos resultados dos subtestes código e pesquisa de símbolos nas sessões da manhã e da tarde, entre matutinos e vespertinos, no qual recorremos ao teste t- Student para amostras independentes (unpaired t test), quando reunidos os pressupostos da normalidade e ao teste U de Mann-Whitney quando os mesmos não foram reunidos.
Foi efetuada a cotação do teste das MPCR, sendo atribuído 1 ponto a cada resposta correta para cada uma das séries (A, Ab e B). Seguidamente, foi efetuada a soma dos resultados de cada série (valores brutos) e convertidos em percentis segundo a tabela da aplicação coletiva referente às normas em percentil, médias e desvio padrão por níveis etários (em anos e meses) (Simões, 1994). Para tal, foi necessário o cálculo da idade mental de cada participante. Os resultados dos percentis foram introduzidos no programa SPSS e efetuada a análise estatística.
Na análise do teste das MPCR foram utilizados os testes não paramétricos de Wilcoxon e U de Mann-Whitney por estarmos a utilizar o valor de percentis, não sendo possível efetuar a média dos mesmos. Assim, não reunindo condições para a utilização de testes paramétricos, utilizamos os não paramétricos correspondentes ao teste t-Student para amostras emparelhadas e independentes, respetivamente.
A análise da variável VP foi efetuada através dos valores do IVP, sendo estes a soma dos resultados padronizados dos subtestes código e pesquisa de símbolos, e, seguidamente, convertidos esses valores em IVP, através de uma tabela disponibilizada pelo manual da WISC- III. Foram realizadas análises de modo a comparar as médias dos resultados do IVP nos dois períodos de avaliação (manhã e tarde) para matutinos e vespertinos em separado. Desta forma, recorremos ao teste t-Student para amostras emparelhadas (paired t test). Posteriormente, foram efetuadas análises para a comparação das médias dos resultados do IVP na sessão da manhã e na sessão da tarde, entre matutinos e vespertinos, no qual recorremos ao teste t-Student para amostras independentes (unpaired t test).
No que concerne à análise dos horários de deitar e levantar em DH e em DL, recorremos ao teste t-Student para amostras emparelhadas (paired t test), quando reunidos os pressupostos da normalidade e ao teste U de Mann-Whitney quando os mesmos não foram reunidos, com a finalidade de compararmos o grupo dos matutinos e o grupo dos vespertinos.
Por último, a análise do desempenho académico teve em conta as notas finais do ano letivo de cada aluno, sendo disponibilizadas por cada professora de forma qualitativa, nas disciplinas de Matemática, Português e Estudo do Meio. Foi efetuado o cálculo da variável “desempenho académico” com recurso ao programa informático SPSS, tendo em conta as
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médias das três disciplinas (Matemática, Português e Estudo do Meio), sendo posteriormente convertida para uma variável scale. A análise foi efetuada através do teste t-Student para amostras independentes (unpaired t test) com o propósito de comparar o grupo dos matutinos e o grupo dos vespertinos relativamente aos resultados académicos.
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