1 Innledning
1.4 Metode og gjennomføring
A sala de Pré-Escolar 2 dispunha de um ambiente fortemente atraente, confortável e convidativo às crianças, pensado e planeado com intencionalidade pedagógica. Esta era marcada pelas suas cores suaves e agradáveis ao contacto visual, tem espaços protegidos
18 por superfícies de linóleo permitindo às crianças brincar sem impedimentos e com segurança e ainda, é brindada pela entrada de luz natural face à existência de uma janela. O espaço da sala estava organizado de forma a proporcionar às crianças o maior número de oportunidades de aprendizagem pela ação e para tal, estava organizado por áreas de interesse, muito bem definidas de forma a encorajar as crianças no seu percurso de descoberta e escolhas, bem como, na resolução de problemas que surgem durante as brincadeiras (Anexo C). “O espaço das salas onde decorre a
aprendizagem pela acção é organizado de forma a possibilitar que a criança efectue escolhas. As crianças têm acesso fácil a uma variedade grande de objetos interessantes e podem deslocar-se livremente de uma área de interesse para outra, de acordo com a evolução das suas atividades lúdicas” (Hohmann & Weikart, 2011, p. 163). Destacam-
se então sete áreas de interesse, sendo elas a área dos jogos; a área da expressão plástica; a área da leitura e da escrita; a área da casa; a área do supermercado; a área dos carros e das construções e por fim, a área das ciências e das experiências, que dispunham materiais variados e versáteis próximos o mais possível da realidade das crianças e devidamente identificados para uma melhor e mais fácil arrumação (Anexo D). São áreas de interesse apetrechadas de materiais que “apoiam uma variedade lata de actividades lúdicas, adaptadas aos interesses e às capacidades emergentes das crianças (…)” (Hohmann e
Weikart,2007:174) facilitadores de aprendizagens riquíssimas, dado que as crianças aprendem pelo contacto direto com os objetos e pela vontade gigante que têm em querer saber mais. Nas áreas da expressão plástica, das ciências e experiências e dos jogos existia uma mesa, que apoiava a realização dos trabalhos em pequeno grupo e ainda, um lavatório que auxiliava as crianças nas atividades que realizavam.
O espaço destinado ao acolhimento apresentava-se amplo e nele encontravam-se disponíveis e acessíveis, o quadro do responsável do dia e as tarefas do mesmo, o calendário, o quadro de planeamento de atividades e projetos e ainda, as regras da sala.
2.2.2 Rotina Diária
A rotina apresentava-se consistente e flexível permitindo que as crianças e a educadora gerissem o seu tempo, da melhor forma possível. Por outro lado, oferecia-lhes uma certa autonomia pois sabiam o tempo disponível para realizar determinada tarefa ou brincadeira, o que facilitava as transições de um momento para o outro. As crianças
19 sabiam o que esperar em cada momento do dia. Assim, para melhor compreensão apresento uma tabela ilustrativa da rotina diária da sala de Pré-Escolar 2:
Horas Momentos da Rotina 9h30 Acolhimento
9h45 Planificação
10h00 Atividades/Projetos
10h45 Tempo em Pequenos Grupos 11h00 Reflexão
11h15 Tempo de Grupo (Grande Grupo) 11h30 Higiene
11h45 Almoço 12h20 Higiene 12h40 Sono
14h30 Despertar e Higiene
15h00 Tempo de Grupo (Pequeno Grupo) 16h00 Lanche
16h30 Higiene
16h40 Atividades livres no exterior
17h00 Atividades de componente sócio educativa (sala ou no exterior)
Tabela 2 - Rotina Diária da Sala de Pré-Escolar 2
O dia era iniciado na sala com o acolhimento. O responsável do dia realizava algumas tarefas tais como, a marcação do dia, a escolha da música dos bons dias, a contagem dos colegas para avisar no refeitório e a rega das plantas. Todas as crianças tinham a oportunidade de contar as novidades surgidas fora do contexto escolar ou partilhar algum momento importante. Seguia-se o Tempo de Planeamento, em torno das áreas de interesse e daquilo que pretendiam fazer. Todas as crianças brincavam nas áreas previamente escolhidas e terminado este momento, dava-se início ao Tempo de Revisão. As crianças partilhavam com o grupo aquilo que tinham realizado, descoberto e ainda, as principais conquistas e dificuldades sentidas. Este momento apresentava-se como uma oportunidade de dar voz às crianças, trabalhando a sua autonomia e a sua capacidade de
20 escolha e de reflexão das suas ações, como afirmam Hohmann & Weikart (2011, p. 247)
“Ao fazer planos diários, ao segui-los e, depois, ao relembrar aquilo que fizeram, as crianças pequenas aprendem a articular as suas intenções e a reflectir sobre as suas acções. Também começam a perceber que têm boas capacidades para pensar, tomar decisões e resolver problemas”.
Nos tempos de pequeno grupo, as crianças eram divididas por mesas de trabalho em função das idades, capacidades e competências de modo a proporcionar aprendizagens cooperadas. Já nos Tempos de Grande Grupo, eram explorados e desenvolvidos temas do interesse das crianças tais como, o nascimento dos bebés e o corpo humano. De facto, nos vários momentos da rotina, as crianças interagiam com pessoas e materiais em oportunidades autênticas de fazer escolhas, tomar decisões, relatar as suas ações, partilhar conquistas e fracassos, ou seja, assumir uma postura de verdadeiros aprendizes ativos. Deste modo, a rotina diária estava organizada para favorecer o desenvolvimento da autonomia, iniciativa, espírito crítico e de reflexão das crianças, da capacidade de trabalhar em grupo bem como, o respeito pelas ideias e pelo trabalho dos outros. Todos os tempos eram oportunidades de estimulantes de interação entre as crianças e os adultos. As refeições ofereciam oportunidades ricas de interação com as crianças e com os adultos pois a própria disposição das mesas e dos lugares proporcionavam este mesmo contacto. O momento de higiene incluía a higiene oral e das mãos seguindo-se o momento da sesta, no qual cada criança tinha à sua disposição um catre onde podia descansar.
O tempo de exterior era encarado e esperado pelas crianças de forma muito positiva pelas oportunidades que oferecia. O parque usufruía de escorregas e baloiços, materiais para subir, descer e trepar (pneus, troncos), espaço livre para correr e saltar, recipientes para experiências de encher e esvaziar bem como, para desenvolver o jogo de faz de conta.
2.2.3 Grupo de Crianças
A sala de Pré-Escolar 2 era constituída por um grupo de 17 crianças entre os 3 e os 5 anos de idade, sendo elas, nove do sexo feminino e oito do sexo masculino.
As crianças da eram de um modo geral alegres, curiosas, energéticas, participativas e autónomas demonstrando especial interesse por atividades de música, expressão dramática e pintura. Este grupo caracterizava-se ainda, pela heterogeneidade e diversidade em termos de proveniência socioeconómica e cultural, o que contribuía para
21 a partilha rica de experiências e ideias promovendo interações únicas e autênticas, assumidos pela própria instituição como uma mais valia para o crescimento e desenvolvimento do grupo. A diferença de idades entre as crianças favorecia relações de confiança, o sentido de responsabilidade, a partilha de experiências significativas e de conhecimento. As crianças desenvolviam brincadeiras em conjunto, apoiavam mutuamente as suas intenções, partilhavam descobertas, realizavam novas pesquisas para responder às suas questões e encontravam soluções para os problemas com que se deparavam ao brincar.
Nas áreas de interesse, as crianças mostravam-se muito autónomas e criativas, procurando trabalhar segundo os seus interesses, articulando-os muitas das vezes, com o interesse dos colegas permitindo o trabalho conjunto.
22 Capítulo III: O Projeto de Intervenção Pedagógica