3. Ecosystem, Fisheries, Governance structure and the EAF
4.3 Is the Ecosystem approach in the Barents Sea?
4.3.2 The EAF as knowledge
Consultas médicas 271.923 1,13 269.268 1,09 310.320 1,20 0,55
Consultas de enfermagem 84.255 0,35 60.555 0,25 79.308 0,31 0,73
Visitas domiciliares por ACS 151.280 0,63 573.076 2,32 699.924 2,70 0,22
Atendimentos de urgência 7.534 0,03 12.887 0,05 25.138 0,10 0,13
Quando analisamos a média anual de consultas médicas por pessoa cadastrada na ESF, em 2003 foi de 1,27 e atingiu 1,45 em 2012, representando um aumento de 14,17%.Entre os anos de 2003 e 2007, a média manteve-se estável. A média de consulta médica/hab coberto pela ESF nos distritos sanitários foi a seguinte: Noroeste (1,12); Barreiro (1,13); Venda Nova (1,14); Nordeste (1,25); Oeste (1,39); Norte (1,41); Leste e Pampulha (1,52). O distrito Centro Sul apresentou a maior média (2,8), diferenciando-se dos demais.
A média de atendimentos de urgência realizados por médicos na APS teve crescimento total de 200%. Entre os anos de 2003 e 2007 a média/hab passou de 0,03 para 0,05 representando um aumento de 66,67%. Entre os anos de 2007 e 2012 o aumento foi maior (80%) atingindo a marca de 0,09 atendimentos/hab coberto pela ESF. A média em cada distrito sanitário, considerando todo o período estudado, foi a seguinte: Nordeste e Centro Sul (0,09); Norte e Venda Nova (0,06); Barreiro e Noroeste (0,05); Leste (0,04) e Oeste (0,03). O distrito Pampulha apresentou a maior média de atendimentos de urgência/hab coberto pela ESF (0,10) no período avaliado.
A média de encaminhamentos para internação hospitalar realizados por médicos da APS apresentou redução de 56,25%. Entre os anos de 2003 e 2007 a média/hab passou de 0,0032 para 0,0022, representando uma queda de 31,25%. Entre os anos de 2007 e 2012 a redução foi maior (-36,36%) chegando a 0,0014 encaminhamentos/hab coberto pela ESF. A média de encaminhamentos por habitante coberto pela ESF ao longo do período, por distrito sanitário, foi: Barreiro (0,0013), Noroeste (0,0018), Nordeste (0,0021), Venda Nova (0,0022), Norte e Oeste (0,0024), Pampulha (0,0026), Leste (0,0029), e Centro Sul com a maior média (0,0057).
Quando analisadas as médias de consultas de enfermagem, o aumento no município foi de 12%, passando de 0,25 consultas/hab em 2003 para 0,28 em 2012. Assim como observado na média de consultas médicas, entre os anos de 2003 e 2007, a média de consultas de enfermagem também permaneceu estável. As maiores médias no período foram encontradas nos distritos: Centro Sul (0,42); Nordeste e Norte (0,34); Pampulha (0,32); Venda Nova (0,30); Leste (0,25), e as menores nos distritos: Oeste (0,13); Noroeste (0,18) e Barreiro (0,20).
As visitas domiciliares realizadas por ACS apresentaram incremento de 74,07% na média por habitante. No ano de 2003 a média foi de 1,62 e em 2007 passou para 2,40 representando um aumento de 48,15%. Entre os anos de 2007 e 2012, o aumento foi menor (17,5%), atingindo a média de 2,82 visitas/hab. Os distritos que apresentam maiores médias
no período estudado, foram: Centro Sul (3,12); Pampulha (2,77); Oeste (2,51); Barreiro (2,45); Norte (2,42); Leste (2,31) e Noroeste (2,12). Os distritos com as menores médias, foram: Venda Nova (1,88) e Nordeste (1,90).
As internações por condições sensíveis à atenção primária (ICSAP) nos residentes de Belo Horizonte em 2003, representaram 27,9% do total de internações hospitalares, excluindo os partos. No ano de 2007 este percentual reduziu para 25,5%, e em 2012 atingiu 18,82%. No período do estudo, as ICSAP apresentaram declínio de 36,08% no município. A maior queda foi observada no primeiro período avaliado (-23,34%), quando comparada ao segundo (- 16,61%). Em relação às Internações Não Sensíveis à Atenção Primária (Não-ICSAP), foi observado aumento total de 6,67%. No primeiro período ocorreu queda de 13,25% e aumento de 23% no segundo, conforme ilustra a tabela 3.
Tabela 3. Número total de internações de residentes em Belo Horizonte, em todas as categorias de risco do IVS, por ano de internação do paciente, 2003/2007/2012. Belo Horizonte, MG.
Número de internações de residentes em Belo Horizonte,
MG. 2003 2007 2012 (%)
Total de internações (exceto partos)
120.505 101.145 114.165 - 5,26 Total de ICSAP
33.628 25.778 21.495 - 36,08 Total de Não ICSAP (exceto partos) 86.877 75.367 92.670 + 6,67 Fonte: Sistema de Informação Hospitalar – DATASUS / Gerência de Epidemiologia - GEEPI/GVSI/SMSA SUSBH, 2013.
A tabela 4 apresenta a distribuição das ICSAP por categoria de risco do IVS no período estudado.
Tabela 4. Número absoluto de internações por CSAP em residentes em BH, ano de internação, categoria de risco IVS e variação percentual no período.
Risco IVS 2003 2007 2012 (%)
Muito elevado 2.610 2.337 1.836 - 29,65
Elevado 10.291 8.831 7.936 - 22,88
Médio 11.142 9.274 8.491 - 23,79
Baixo 2.945 2.501 2.412 -18,09
Houve uma tendência de declínio significativa nas taxas de ICSAP no período estudado, independente das áreas de risco (β=19,8; Valor de p <0,001). Independente do ano, as áreas de risco médio apresentaram menores taxas de ICSAP (β= - 32,0; p <0,001). Não
houve diferença significativa entre as taxas médias de ICSAP entre as áreas de riscos elevado e muito elevado no município (β=2,67 e valor de p=0,418).
Em relação ao número de leitos hospitalares do SUS em Belo Horizonte, segundo informações da Gerência de Regulação Hospitalar da SMSABH, entre os anos 2007 e 2012, houve aumento de 13,04%, passando de 5.051 leitos para 5.710. O incremento observado no período foi relacionado principalmente, ao aumento de leitos especializados nas áreas de ortopedia, terapia intensiva e clínica médica. Não foram encontrados registros relativos ao ano de 2003.
Em termos absolutos, a maioria das condições sensíveis apresentou redução nas internações. As condições que apresentaram maiores quedas foram: hipertensão (-86,77%); úlcera gastrointestinal (-72,19%); doença inflamatória dos órgãos pélvicos femininos (- 70,30%); anemias (-66,88%); gastroenterites infecciosas (-65,13%); deficiências nutricionais (-57,30%); insuficiência cardíaca (-55,95%) e asma (-52,51%). Algumas internações apresentaram incremento: infecção de ouvido nariz e garganta (184,61%); doenças relacionadas ao pré-natal e parto (134,37%); epilepsias (8,59%); doenças pulmonares (5,32%) e infecção da pele e tecidos subcutâneo (2,96%).
As ICSAP mais frequentes ao longo do período estudado, seguem padrão semelhante de distribuição entre os distritos sanitários, e representaram 79,5% de todas as internações sensíveis realizadas no município, sendo elas: pneumonias bacterianas (15,15%); asma (12,47%); insuficiência cardíaca (11,18%); infecção no rim e trato urinário (9,36%); doenças cerebrovasculares (9,35%); gastroenterites infecciosas (7,93%); doenças pulmonares (7,66%) e angina (6,40%).
O número absoluto de ICSAP apresentou redução de 37,80% nas áreas cobertas pela ESF. Entre os anos de 2003 e 2007 a queda foi de 24,14%, com redução em todos os distritos. A redução entre os anos de 2007 e 2012 foi de 18,02% e apenas os distritos Pampulha (9,89%) e Barreiro (5,87%) apresentaram aumento nas internações.
Quando comparamos o número absoluto de ICSAP em cada categoria de risco do IVS, observamos queda das internações em todos os estratos. Considerando os dez anos de implantação da ESF no município, os setores de risco muito elevado (-29,65%) apresentaram a maior queda, seguidos das áreas de risco médio (-23,79%) e elevado (-22,88%). Entre os anos de 2003 e 2007, a queda foi maior nos setores de risco médio (-16,76%) em comparação aos setores de risco elevado (-14,18%) e muito elevado (-10,45%). No período de 2007 a 2012, a queda foi percentualmente menor nos riscos elevado (-10,13%) e médio (-8,44%), e
maior no risco muito elevado (-21,43%). A maior concentração de internações ocorreu nos setores de risco médio (46,07%) e elevado (43,12%), e menor nos setores de muito elevado (10,81%).
A taxa de hospitalização por condições sensíveis apresentou redução total de 26,53% na população coberto pela ESF. Na primeira metade do período, a redução foi de 17%, e na segunda de 11,47%. Em 2003 foram 147 internações por 10.000/hab, em 2007 diminuiu para 122, chegando a 108 internações em 2012. A taxa de ICSAP no Brasil20 em 1999 foi de 183,9 e em 2007 de 143,3.
Quando comparadas as taxas entre os setores, o risco muito elevado apresentou redução de 25,92% no período, passando de 162 internações por 10.000 habitantes em 2003 para 120 em 2012. Nos setores de risco elevado a taxa reduziu 25,75%, passando de 167 para 124 internações, e nos setores de médio risco a redução foi de 26,56%, e a taxa passou de 128 para 94 internações a cada 10.000 habitantes.
Apesar de todos os distritos apresentarem queda nas taxas de ICSAP, o percentual de redução foi bastante variável entre as regiões. Os distritos que apresentaram as maiores reduções nas taxas, na população coberta pela ESF, nos dez anos de implantação da estratégia, foram: Nordeste (-47,74%), Oeste (-35,32%), Pampulha (-31,78%), Norte (-30,52%), Centro Sul (-27,9%), Leste (-19,72%) e Noroeste (-18,46%). As regiões com os menores percentuais de redução foram: Barreiro (-1,6%) e Venda Nova (-7,82%).
As maiores reduções nas áreas de risco muito elevado foram nas regiões Nordeste (- 48,92%); Norte (-36,64%); Centro Sul (-30,33%) e Pampulha (-28,10%). Nas áreas de risco elevado as reduções maiores foram: Nordeste (-51,36%); Pampulha (-35,12%); Oeste (- 30,98%) e Norte (-29,01%). E em áreas de risco médio, o distrito Nordeste (-46,8%) e Oeste (43,57%) apresentaram as maiores reduções. A única área no município que apresentou aumento da taxa de ICSAP foi o setor de risco muito elevado no distrito Barreiro (19,15%).
O Quadro 1 apresenta os valores das taxas de ICSAP (por 10.000 habitantes) em cada categoria de risco do IVS e distrito sanitário. As maiores taxas de ICSAP nos setores de risco muito elevado encontram-se nas regiões Leste (148); Noroeste (148) e Oeste (147). A diferença chega a 56% quando comparada à menor taxa encontrada neste setor, no distrito Nordeste (95). Nos setores de risco elevado, as maiores taxas localizam-se nos distritos Leste (149); Barreiro (138) e Centro Sul (134), com a menor taxa na região Nordeste (107), com valor 39% menor. Nos setores de risco médio, as regiões com as maiores taxas são Barreiro
(114) e Nordeste (100) e a menor encontrada na Centro Sul (73), representando uma taxa 56% menor.
Quadro 1. Taxas de ICSAP (X 10.000 habitantes cobertos pela ESF), por categoria de risco do IVS, distrito sanitário, nos anos de 2003-2007-2012, Belo Horizonte, MG.
Distrito Ano TX ICSAP Muito
Elevado TX ICSAP Elevado
TX ICSAP