3. god SamhandlIng
3.2 mellom kommunen og spesialisthelsetjenesten
Muito se fala a respeito da crise educacional instalada em nosso país, mas quando constatamos esta situação através de números verificamos que a situação é insustentável. Ocupar a posição 58 em um ranking de 65 países demonstra que necessitamos de mudanças emergenciais.
Com este estudo verificamos que a situação de calamidade na educação é fruto não só das péssimas condições de trabalho e da ausência de políticas educacionais efetivas, mas também por falhas encontradas na formação dos nossos professores. Em particular na Matemática, através dos estudos de Even (1998), Rossini (2006), Thees (2009), Zuffi (1999, 2003) e Pacca (2002), entendemos que uma revisão das práticas adotadas nos cursos de licenciatura, se faz necessária.
A Matemática, disciplina temida pela grande maioria dos alunos, precisa de professores que não só a valorizem, mas que também a torne interessante e curiosa. As aulas de Matemática não podem mais ser vistas pelos alunos como um punhado de fórmulas, algoritmos e receitas desconectas e sem sentido. O saber matemático desempenha papel importante na construção de um cidadão crítico, capaz de compreender o mundo a sua volta e apto a resolver problemas.
Sabendo que a Matemática foi construída pelo homem e para o homem, e que ao longo da história recebeu inúmeras contribuições até chegar ao formato atual, verificamos as mudanças sofridas pelo conceito função desde as primeiras ideias aplicadas por Descartes e Fermat durante o século XVII para resolver problemas de lugares geométricos a partir de métodos algébricos, até surgir, no século XVIII, a definição formal, com Bernoulli, Euler e Lagrange que enfatizaram o caráter algébrico deste conceito.
No século XIX, o conceito recuperou o caráter geométrico com Dirichlet, mas é do século XX e de origem bourbakista a definição de função que aplicamos até hoje nas escolas brasileiras. Nesta linha, o conceito de função é associado à ideia estática de um conjunto de pares ordenados.
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Com este estudo, entendemos que no cotidiano escolar o conceito função não se encontra amadurecido. As dificuldades apresentadas pelos alunos surgem muitas vezes da pouca habilidade do professor em transitar pelas diferentes representações e abordagens existentes para o referido conceito, além da falta de intercambio entre a linguagem utilizada pela Matemática e as outras ciências abordadas no Ensino Médio. A partir de questionário aplicado a professores de Matemática que trabalham diretamente com funções, verificamos que, se por um lado, as dificuldades encontradas por estes profissionais na aplicação do conteúdo podem estar relacionadas à falta de preparo dos alunos nos últimos anos da Educação Básica, por outro, pudemos constatar que a falta de estrutura das escolas impede a introdução de novas tecnologias nas aulas. O uso de softwares é bem recebido pela grande maioria dos professores, porém a falta de laboratórios de informática nas escolas, principalmente nas públicas, impossibilita a utilização deste recurso.
Também a partir desse questionário, levantamos os nomes dos livros e autores mais adotados pelas escolas e aplicamos uma breve análise bibliográfica das obras selecionadas. Nesta análise verificamos que, embora a grande maioria dos autores analisados apresente o conceito função a partir de uma motivação contextualizada, destacando a dependência entre duas grandezas e o caráter variacional da função, a abordagem adotada na apresentação dos conteúdos relacionados ao conceito e nos exercícios propostos não seguem a mesma linha. Nesta etapa, é a abordagem algébrica que recebe destaque. O intercâmbio entre a Matemática e outras ciências também é pouco explorado.
Nos capítulos teóricos, nosso principal objetivo foi dar sentido aos conteúdos relacionados ao conceito função e para tal desenvolvemos estes conteúdos a partir de motivações diferenciadas. Usamos, por exemplo, os questionamentos levantados por alguns alunos, e até alguns professores, sobre o valor de √ e apresentamos as diferenças entre Função e Relação. Revisitamos Galileu Galilei para apresentar sobrejetividade, analisamos diferentes gráficos para estudar a simetria presente nos gráficos das funções pares e ímpares e ainda usamos o comportamento sazonal do faturamento de uma sorveteria para abordar crescimento, decrescimento e periodicidade. Desta maneira, mostramos que as aulas de funções podem ficar mais interessantes quando partimos de situações aparentemente desconectas ao conceito. Continuando o estudo teórico de funções, escolhemos a Biologia para abordar Funções Exponenciais e Logarítmicas. Neste caso, apresentamos o modelo matemático
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desenvolvido por N.O.Calloway usado para determinar as idades das cobaias de um experimento em laboratório. Adotamos uma situação do cotidiano para iniciar os estudos das Funções Modulares. Para este conceito, a motivação aplicada foi baseada em um dos problemas mais graves da atualidade, a crise hídrica. Mais uma vez, nosso objetivo maior foi despertar o interesse dos nossos alunos para o conceito, mostrando sua aplicação em outras ciências e em problemas do dia a dia.
Ao longo deste estudo, mostramos que é possível dar sentido as aulas de Matemática e ainda desenvolver a curiosidade dos nossos alunos. Em todos os capítulos teóricos sugerimos atividades contextualizadas, aplicadas ao cotidiano, algumas vezes não numéricas e muitas vezes, relacionadas a outras ciências.
Entendemos que neste estudo relacionamos teoria e prática através de uma linguagem de fácil leitura, ao mesmo tempo em que oferecemos um material que provoca no leitor a necessidade de investigar e questionar. Esperamos que este trabalho se torne fonte de consulta para professores que lidam diretamente com o conteúdo função, e que estes, através de aulas interessantes e diferenciadas, também motivem seus alunos a conjecturar e explorar.
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