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Markedsorientering i norsk fiskeripolitikk

4 RAMMER FOR PROSJEKTET

5.4 Markedsorientering i norsk fiskeripolitikk

O Ribeirão das Abóboras é um importante afluente de margem direita do Médio Rio Paraopeba e drena parte dos municípios de Esmeraldas e Contagem. É um curso d’água de 6ª ordem, com 46,02 km de extensão e cuja bacia hidrográfica possui 401,03 Km² de área. O canal principal desse ribeirão foi dividido em dois segmentos. O segmento B tem 20,23 km de extensão e corresponde ao trecho que se estende desde a nascente até um trecho de corredeiras

no médio curso. O segmento A possui 25,79 km de extensão e corresponde ao restante do médio e todo o baixo curso do ribeirão até a confluência com o Rio Paraopeba. Na área onde se localiza o baixo curso do ribeirão há poucas estradas e muitas delas têm o acesso restrito pelas empresas que extraem sedimentos das margens do ribeirão e de seus tributários.

A maior parte da bacia do Ribeirão das Abóboras é composta de rochas do Complexo Belo Horizonte. No alto curso predominam migmatitos e no restante da área ocorre o gnaisse biotítico fino a grosseiro. Em uma pequena área, na porção sudoeste da bacia, ocorrem rochas do Maciço Granitoide de Florestal e, no sul, ocorrem rochas do Grupo Nova Lima. Na bacia, os depósitos fluviais de fundo de vale se destacam pela área ocupada nas margens do canal principal e de seus principais tributários. Também é significativa a quantidade de diques básicos e veios de quartzo/falhas com preenchimento de quartzo, que entrecortam as rochas e têm direção variando de NW-SE a NNW-SSE. Na porção leste e central da bacia localizam-se duas zonas de falhas e fraturas com direção variando de NE-SW a N-S. Essas zonas de falhas e fraturas e alguns diques básicos coincidem com a localização de trechos com corredeiras, podendo haver relação entre a localização das corredeiras e dos diques, dos veios/falhas com preenchimento de quartzo ou das falhas e fraturas. Na porção leste da bacia, a zona de falhas e fraturas também coincide com o limite do trecho de alto curso sem depósitos fluviais de fundo de vale expressivos e mapeados (Figura 14a). A porção leste da bacia do Ribeirão das Abóboras pertence ao PEC. O restante da bacia pertence à DZCP (Figura 14b). No curso principal do ribeirão e de seu principal tributário de margem esquerda, o limite entre o PEC e a DZCP coincide com uma zona de falhas.

A ocorrência das corredeiras está representada na Figura 15, na qual é possível observar que existem dois trechos de corredeiras ao longo do perfil longitudinal do canal principal. A corredeira situada a aproximadamente 20 km da nascente, entre 740 e 760 m de altitude, marca o limite entre os segmentos A e B. Já a corredeira localizada a cerca de 5 km da nascente, entre 820 e 840 m de altitude, marca o limite entre o PEC e a DZCP. De modo geral, os depósitos fluviais de fundo de vale ocorrem desde a confluência com o Rio Paraopeba até a corredeira situada mais a montante no ribeirão.

Figura 14: Bacia hidrográfica do Ribeirão das Abóboras.

Em A, o quadro geológico da área e, em B, as unidades do relevo que compõem a bacia.

Figura 15: perfil longitudinal do Ribeirão das Abóboras, localização das corredeiras e distribuição dos depósitos

Segmento B – N1 e N2

No segmento B do Ribeirão das Abóboras, foram identificados dois níveis deposicionais fluviais (N1 e N2). Ambos são pareados e o N1 está integralmente embutido no N2. A calha fluvial é predominantemente aluvial (areia) e, em alguns trechos, é comum encontrar o curso d’água em contato direto com o N2 em uma de suas margens. Parte dos depósitos N1 e N2 já sofreu algum tipo de modificação associada à mineração, muito comum na área.

Nível Deposicional Fluvial 2 – N2 (terraço)

O N2 desse segmento possui diversos trechos horizontalmente amplos que alcançam até 500 m de extensão e, verticalmente, possui 6,0 m de espessura, em média. A base do depósito encontra-se encoberta pela lâmina d’água, o qual é composto de três fácies, separadas por transições graduais, com as seguintes características da base para o topo: (i) fácies basal silto- arenosa (areia fina), cor amarelo claro, de aspecto maciço e cerca de 4,0 m de espessura; (ii) fácies areno-siltosa (areia fina), de aspecto maciço e cerca de 60 cm de espessura; e (iii) fácies superior silto-argilosa, de aspecto maciço e cerca de 1,4 m de espessura.

Nível Deposicional Fluvial 1 – N1 (planície)

O N1 é um depósito horizontalmente mais restrito, alcançando até 10 m de extensão e 1,5 m de espessura e está relacionado à dinâmica recente do ribeirão. A base do pacote sedimentar se encontra sob a lâmina d’água. Ele é composto de duas fácies com transição gradual, com as seguintes características, da base para o topo: (i) fácies basal argilosa, cor amarelo claro, de aspecto maciço e cerca de 1,0 m, recoberto por (ii) fácies argilo-siltosa, cor amarelo claro, de aspecto maciço e cerca de 50 cm.

Na figura 16 estão representadas as principais características dos níveis deposicionais do segmento B do Ribeirão das Abóboras.

Figura 16: Quadro síntese das principais características dos níveis deposicionais do segmento B do Ribeirão das Abóboras.

Em C, N2 do segmento B do Ribeirão das Abóboras. Neste trecho, o N1 está localizado apenas na margem direita e, na margem esquerda, o N2 está sendo erodido pelo curso d’água.

Em D, N1 do segmento B do Ribeirão das Abóboras. Na parte superior, a linha representando o limite superior do N1.

Em A, perfis estratigráficos. Em B, perfil transversal (sem escala) com a síntese da configuração espacial dos depósitos do segmento B do Ribeirão das Abóboras.

A

B

C

Segmento A – N1, N2 e N3

No segmento A do Ribeirão das Abóboras foram identificados três níveis deposicionais (N1, N2 e N3). O N1 e o N2 são níveis pareados, encontrados ao longo de todo o segmento A e o N3 é um nível isolado da margem esquerda de um importante tributário do médio curso do Ribeirão das Abóboras. O N1 está integralmente embutido no N2 e este escalonado em relação ao N3 – apesar de não ter sido identificado no vale principal do Ribeirão das Abóboras. A calha fluvial é predominantemente aluvial, composta de areia.

Nível Deposicional Fluvial 3 - N3

O N3 foi identificado em apenas um ponto ao longo do vale de um tributário do médio curso do Ribeirão das Abóboras, a 9,0 m de distância vertical da lâmina d’água. Ele apresenta-se alterado pelos processos de encosta e possui apenas uma fácies de seixos de quartzo subarredondados a subangulosos, mal selecionados, de 2 a 7 cm de comprimento, suportados por matriz arenosa, com 20 cm de espessura, depositado sobre elúvio.

Nível Deposicional Fluvial 2 – N2 (terraço)

O N2 do segmento A do Ribeirão das Abóboras é um depósito horizontalmente amplo, alcançando até 600 m de extensão. Em diversos pontos a base da sequência é encontrada em contato direto com o curso d’água, tendo sua parte inferior erodida. Ele é composto por uma única fácies argilo-arenosa (areia fina), cor cinza claro, aspecto maciço e com cerca de 5,0 m de espessura.

Nível Deposicional Fluvial 1 – N1 (planície)

O N1 é um depósito horizontalmente mais restrito, alcançando até 10 m de extensão horizontal. Trata-se do depósito relacionado à dinâmica atual do curso d’água. A base se encontra sob a lâmina d’água e o pacote é composto de duas fácies com transição gradual, com as seguintes características, da base para o topo: (i) fácies basal areno-argilosa (areia fina), de coloração cinza claro, aspecto maciço e 50 cm de espessura; (ii) fácies argilosa, de coloração cinza, aspecto maciço e 20 cm de espessura.

Na figura 17 estão representadas as principais características dos níveis deposicionais do segmento A do Ribeirão das Abóboras.

Figura 17: Quadro síntese das principais características dos níveis deposicionais do segmento A do Ribeirão das Abóboras.

N2

Em D, N2 do segmento A do Ribeirão das Abóboras.

Em C, N3 do tributário do Ribeirão das Abóboras (segmento A). Depósito em contexto de vertente, alterado pelo coluvionamento.

Em E, N1 do segmento A do Ribeirão das Abóboras.

Em A, perfis estratigráficos. Em B, perfil transversal (sem escala) com a síntese da configuração espacial dos depósitos do segmento A do Ribeirão das Abóboras. A

B

C

D