9.1 Tilbakemelding fra næringen
9.1.2 Marealis AS
Para finalizarmos o projeto, sugeri aos alunos que publicássemos o nosso relato de experiência no blog da escola18, para que outras pessoas tivessem acesso e também se envolvessem em histórias tão positivas quanto essa que vivenciamos. Eles gostaram da ideia, porém não sabiam como fazer, então iniciamos uma conversa sobre o que era “relatar” e “experiência”. Desta forma, relembramos oralmente o que havia sido feito no decorrer do projeto para, em seguida, os alunos produzirem a primeira versão de mais um gênero textual – o relato de experiência. Eles relataram individualmente como foi a vivência desse projeto de construção do livro de contos, seus sentimentos e expectativas. Pedi para que eles lembrassem todas as etapas e escrevessem. Assim, em seus textos surgiram afirmações:
Depois de fazer nossos contos no caderno fomos para informática digitar os nossos textos passamos uma aula digitando os nossos textos depois de digitar botamos imagens nos nossos contos para ficar mais interessantes e demos um texto para o outro pra ver se tem alguma coisa errada nos textos e cada um leu um texto diferente. (Aluno R, relato de experiência, 18/09/2012)
Depois que o livro estava pronto, nós alunos convidamos nossos pais para uma manhã de autográfo do nosso livro, nós lemos nosso texto para nossos pais, depois fizemos um lanche muito gostoso a partir desse dia nós alunos nos sentimos como verdadeiros escritores. (Aluno G, relato de experiência, 18/09/2012)
(...) nós tivemos uma experiência de como fazer um livro com um grande escritor de livro que se chama Julio Cesar, ele veio aqui e explicou para gente como foi que ele começou a fazer um livro (...) (Aluno PV, relato de experiência, 18/09/2012) Eu gostei de fazer meu conto, mais depois nós fizemos um evento, nos pedimos por email permisão para o diretor e ele deixou e nós fizemos, mais que pena, so veio bem pouquinho pais para o evento mais foi bom eu adorei muito mesmo. (Aluno T, relato de experiência, 18/09/2012)
Observamos na fala dos alunos uma satisfação com o resultado do projeto, eles sentiram-se como construtores e não apenas como receptores passivos do conhecimento. Esse sentimento de autoria deve-se ao fato de que cada aluno foi responsável direto pela realização do projeto, as atividades realizadas colaborativamente faziam com que todos se sentissem responsáveis pelos seus colegas, incentivando e ajudando no desenvolvimento das habilidades leitora e escrita, dessa forma, já não era apenas o professor a proferir um discurso unilateral, mas uma turma inteira envolvida com a aprendizagem.
Esses fatores, associados ao uso das TIC, estimularam os estudantes a produzir o
relato de experiência por três motivos: em primeiro lugar, porque a escrita, fundamentada em uma experiência vivida, gera conforto na hora da produção, pois nada terá de ser inventado, mas sim relatado. Em segundo lugar, porque o texto escrito terá um leitor real, assim, os alunos iniciaram a produção sabendo o que iriam escrever, para quem iriam escrever e para que iriam escrever. Em terceiro lugar, porque a associação dos gêneros textuais relato de experiência e blog torna a produção mais desafiadora, uma vez que ao publicar o texto na internet, ele pode correr o mundo.
Diante disso, instalou-se uma atitude responsiva diante da produção e, mais uma vez, os textos produzidos, mesmo sendo em ambiente digital, foram escritos na variedade padrão da língua (resguardado, obviamente, os erros ortográficos, uma vez que as habilidades ainda estão maturando), sem usos de gírias ou abreviações, atitude que foi conversada e decidida pelo grupo, por entenderem que, por ser um ambiente escolar, não seria adequado.
Sabemos que o blog é um espaço virtual que açambarca vários gêneros como diários íntimos, poemas, crônicas, contos, sendo um lugar de encontro, onde o leitor/escritor/autor constrói sua identidade, sendo, segundo Brazão (2011), artefatos de interação social, permitindo aos estudantes a oportunidade de construir conhecimento, através de uma prática que exige constante interação.
Através dessa interação facilitada pelos gêneros digitais nas aulas de Língua Portuguesa, os processos de aprendizagem migraram de um contexto monolítico, em que a atenção está centrada no professor, para um modelo centrado no aluno, o que Christensen (2012, p. 17) defende como sendo “o escape das células temporais, laterais, físicas e hierárquicas da padronização.” Além disso, o trabalho colaborativo entre os alunos ajudou-os na superação de deficiências tão corriqueiras nas salas do Ensino Fundamental das escolas públicas, como problemas ortográficos, de paragrafação textual, pontuação ou, até mesmo, de interpretação textual.
Como pudemos observar no decorrer do projeto, as atividades realizadas procuraram envolver os alunos em contextos significativos de letramento, buscando desenvolver de forma colaborativa as habilidades de leitura e escrita através dos gêneros textuais conto, e-mail, blog e relato de experiência.
A seguir, faremos a descrição do segundo projeto realizado na turma do 8º ano A, no intuito de criar novos contextos de aprendizagem mediados por artefatos tecnológicos e na busca de promover a autonomia dos alunos na construção do saber.
4.1.2 2º Projeto: “Eu penso, eu opino”
Outro projeto desenvolvido juntamente com a turma do 8º ano A foi intitulado “Eu penso, eu opino”, em que trabalhamos gêneros textuais da ordem do argumentar. A escolha pela tipologia argumentativa se deu, primeiramente, por esta fazer parte da grade curricular do 8º ano e, em segundo lugar, por entendermos que o desenvolvimento das ideias opinativas deve ser estimulado desde cedo, favorecendo a reflexão.
Mais uma vez abordamos o estudo de gêneros digitais e não digitais, por entendermos que eles estão inter-relacionados, além disso, o contato com gêneros textuais diversificados facilita ao estudante organizar suas ideias, selecionar seus argumentos e posicionar-se criticamente, para isso os alunos se envolveram na aprendizagem dos gêneros:
Quadro V: Gêneros estudados no 2º projeto
GÊNEROS PROCEDIMENTOS PROPORCIONANDO
Debate regrado;
Fórum de
discussão;
Artigo de opinião; Blog.
- Explorar o gênero artigo de opinião;
- Explorar blogs que trabalhem com o tema artigo de opinião;
- Compreender o debate regrado; - Participar de um debate regrado; - Participar de um fórum de discussão;
- Escrever um artigo de opinião; - Refletir sobre a escrita e reorganizar o texto produzido; - Publicar o artigo no blog.
- Conhecer, compreender e produzir gêneros digitais e não digitais;
- Criar mecanismos eficientes de pesquisa em ambientes digitais;
-Conhecer formas de
aprendizagem colaborativa na rede;
- Desenvolver a capacidade argumentativa dentro e fora dos ambientes digitais;
- Produzir artigo de opinião.