4.1 Fontes de Aquisição de Novas Edições Bibliográficas
Segundo dados recolhidos as prin- cipais fontes de aquisição de novas edições bibliográficas tem sido as editoras e livrarias presentes no Pais (na sua maioria de origem estrangei- ra), constatou-se ainda que existem bibliotecas que compram livros direc- tamente a partir de países estrangei- ros, isto é, a partir de livrarias e edito- ras que operam apenas fora do Pais. Veja a tabela 2 no apêndice.
Apurou-se também a regularidade com que os livros são comprados pelas bibliotecas, observou-se que 38.7% das bibliotecas não possuem um critério de compra de livros pre- viamente definido, isto é, adquirem livros em qualquer momento, apurou- se ainda que algumas bibliotecas renovam o seu acervo bibliográfico de forma periódica, concretamente, 35.5% das bibliotecas renovam o seu acervo bibliográfico anualmente e apenas 9.7% renovam semestralmen- te, por sua vez, 16.1% das bibliotecas inquiridas compram novos livros na
medida das necessidades pontuais dos leitores. Veja a tabela 1 abaixo.
Tabela 1: Regularidade com que os livros são comprados
Fonte: o autor, 2015
A pesquisa concluiu que 35.5% das bibliotecas inquiridas não possuem base de dados, isto é, os responsáveis pelas bibliotecas não possuem dados relativos aos livros disponíveis na biblioteca.
Dos 64.5% que afirmaram possuir base de dados do seu acervo biblio- gráfico 35.48% não foram capazes de expressar acerca do formato das res- pectivas bases de dados, ao passo que 19.35% afirmaram que possuem uma base electrónica que lhes permi- te controlar e organizar o acervo bibliográfico, e 9.68% usam bases de dados manuais. Conforme ilustra o gráfico 2 abaixo
Gráfico 2: Tipo de Base de Dados Usados Pelas Bibliotecas
Fonte: o autor, 2015
3.2 Assiduidade nas Bibliotecas
O estudo também apurou os gru- pos mais assíduos nas bibliotecas e constatou que os estudantes e docentes do nível superior são os que mais frequentam, isto é, 61.3% do total das bibliotecas inquiridas afirma- ram que os estudantes e docentes do nível dirigem-se as bibliotecas com maior frequência em comparação aos restantes grupos, concretamente, os do nível secundário (19.3%). Veja a tabela2 abaixo.
Tabela 2: Assiduidade nas Bibliotecas Fonte: o autor, 2015
4.3 Principais Objectivos dos que Frequentam Bibliotecas
Nos mesmos termos a pesquisa apresentou os principais objectivos dos indivíduos que frequentam as bibliotecas inquiridas, e segundo os responsáveis das bibliotecas a maior razão que conduz as pessoas a biblio- teca tem sido a necessidade das mesmas em estudar em grupo, isto é, 32.26% dos que frequentam as biblio- tecas inquiridas subentendem que a biblioteca é um local adequado para estudar em grupo ou individual- mente, observou-se ainda que 22.58% dirigem-se as bibliotecas no sentido de realizar trabalhos da escola ou
Regularidade da Aquisi-
ção dos Livros Casos %
Sempre que usuários
requisitarem novos livros 5 16.1
Semestralmente 3 9.7
Anualmente 11 35.5
Qualquer momento 12 38.7
Total 31 100.0
Níveis de Ensino Casos %
Secundário 6 19.3
Estudantes e Docentes do
nível superior 19 61.3
Todos Execpto do ensino
primário 4 12.9
Sem resposta 2 6.4
faculdade, de destacar que 16.13% das bibliotecas afirmam que rece- bem utentes com todo tipo de objectivos excepto os que preten- dem elaborar artigos científicos, no mesmo contexto, nenhuma das bibliotecas inquiridas destacou a presença de utentes que dirigem-se as bibliotecas com o objectivo de elaborar artigos científicos.
De salientar que segundo as mes- mas bibliotecas apenas 3.23% diri- gem as bibliotecas com a intenção de elaborar monografias ou teses. Veja o gráfico abaixo e o apêndice 3.
Gráfico 3: Principais Objectivos dos que Frequen- tam Bibliotecas
Fonte: o autor, 2015
No mesmo âmbito a pesquisa apresentou informação relativa a capacidade das bibliotecas inquiri- das em satisfazer as necessidades dos utentes que as frequentam, onde constatou-se que a maior par- te (87.10%) afirmou que poucas vezes não conseguiram satisfazer os pedidos apresentados pelos leitores, 6.45% não apresentaram a resposta a relação a este aspecto, apenas
3.23% das bibliotecas inquiridas afir- mam que nunca tiveram dificulda- des em satisfazer os pedidos no que toca a requisição de livros por parte dos leitores. Veja 4 o gráfico abaixo
Gráfico 4: Capacidade das bibliotecas em satis- fazer o pedido
Fonte: o autor, 2015
A pesquisa previa também avaliar em termos quantitativos número total de livros presentes em cada biblioteca, o número total de livros de autores nacionais, número de livros de autores estrangeiros, por sua vez a pesquisa revolou que praticamente todas bibliotecas, exceptuando as bibliotecas do Isctem e da UP-Beira, não possuem dados relativos ao número e as respectivas áreas de estudo, apesar de 64.5% das bibliotecas terem afirmado que possuem base de dados do seu acervo bibliográfico.
A pesquisa permitiu-nos ainda observar que 16.13% das bibliotecas inquiridas não fazem ideia da area mais solicitada pelos utentes que frequentam a bbiblioteca, por sua vez, em 12.9% das bibliotecas inquiridas, os responsáveis pelas biobliotecas afirmaram que as áreas mais solicitadas são: letras, ciências
juridicas e ciências exactas, conforme ilustra o gráfico abaixo.
Gráfico 5: Áreas mais solicitadas
Fonte: autor, 2015
Conclusão
Para terminar este trabalho, salien- tar que as principais fontes de aquisi- ção de novas edições bibliográficas tem sido na sua maioria editoras e livrarias do origem estrangeira apesar das mesmas editoras possuírem sucur- sais instaladas no nosso pais, o que nos leva a afirmar que a maior parte das bibliotecas moçambicanas sobre tudo na Cidade de Maputo e Beira depende de um acervo bibliográfico altamente de autores estrangeiros. Neste processo nota-se que importa- mos cultura, experiências, ideologias de outros povos sem termos em con- ta a nossa realidade, isto é somos mais consumistas porque apenas recebemos quase tudo de fora.
No que tange a regularidade com que os livros são adquiridos observou- se que 38,7% não possuem o critério de compra dos mesmos, isto é, os livros são adquiridos em qualquer momento.
Tomando que o nosso Pais é mais tradicional precisamos incutir nos
estudantes que nossa cultura para podermos conservar a nossa ideolo- gia e nossas experiências.
Temos que seguir com os estágios de desenvolvimento segundo a reali- dade do nosso Pais e não seguirmos estágios de desenvolvimento de outros países porque revelam-se estar num nível acima do nosso Pais.
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