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Maktens konsekvenser

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Em colaboração com a agência de publicidade “Impacto”, a “SOQUIL, Lda. – Sociedade Química e Industrial” instituiu o Prémio SOQUIL de Artes Plásticas que seria atribuído anualmente entre 1968 e 1972. O prémio destinava-se a distinguir os artistas que mais se tinham evidenciado no decurso da temporada artística anterior, contada de 1 de outubro a 30 de setembro, através de exposições individuais ou de obra publicamente exibida ou inaugurada, sem que os artistas apresentassem qualquer ato de candidatura. O prémio de quarenta mil escudos incluía ainda várias menções honrosas no valor total de trinta mil escudos. O prémio só poderia ser atribuído segunda vez ao mesmo artista depois de um intervalo de seis anos471. O júri do prémio foi composto por José-Augusto França, Fernando Pernes e Rui Mário Gonçalves através de convites que lhes foram dirigidos pelo organizador.

Em 1968, o Prémio foi atribuído por unanimidade ao pintor Carlos Calvet pela sua exposição individual na Galeria Buchholz e foram concedidas menções honrosas aos artistas: António Sena, Costa Pinheiro, José Rodrigues, Luís Noronha da Costa e Nadir Afonso472.

A importância do prémio ficava a dever-se, segundo Fernando Pernes à sua estrutura. Criado para funcionar «”à la longue” no plano de autêntico guia antológico da atividade artística nacional» e com um júri «inteiramente formado por críticos de arte»473. A continuidade e o programa definido para a atribuição do prémio era igualmente realçada por José-Augusto França. Todos os críticos ativos durante estes anos

470 Prémio Soquil:

1968 – Prémio atribuído a Carlos Calvet pela exposição na Galeria Buchholz. Menções honrosas:

António Sena, Costa Pinheiro, José Rodrigues, Noronha da Costa, Nadir Afonso.

1969 – 1º Prémio – Noronha da Costa. Menções honrosas: António Palolo, Eduardo Nery e Vasco

Costa.

1970 - 1º Prémio – Manuel Baptista. Menções honrosas: Artur Rosa (obra escultórica na FCG),

João Vieira, (exp. Na Galeria Judite da Cruz e Jorge Pinheiro.

1971 - 1º Prémio – Paula Rego. Menções honrosas: Alberto Carneiro, Eurico Gonçalves, João

Cutileiro, Jorge Martins, Lourdes Castro e Sá Nogueira.

1972 1º Prémio – Joaquim Rodrigo. Menções honrosas: Ângelo de Sousa, Fernando Calhau

“environment”, Helena Almeida, Nikias Skapinakis e René Bertholo.

471 Cf. Gonçalves, Rui Mário - O Prémio Soquil 1969. A Capital. (29 Out. 1969).

472 Prémio Soquil de Artes Plásticas. Vida Mundial. Lisboa. Vol. XXX, n.º 1538 (29 Nov. 1968), p.62. 473 Pernes, Fernando - Prémio Soquil: o moderno mecenato. Flama. Revista semanal de actualidades.

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reconhecem a importância do Prémio e Rui Mário Gonçalves também sublinhou o seu valor no contexto nacional:

«Ao longo dos anos, o Prémio Soquil assinalará o que de mais interessante se for fazendo, e irá futuramente dar uma ideia da evolução da atividade artística mais válida entre nós»

A atribuição do Prémio Soquil surgia num novo contexto de manifestações de mecenato desencadeado pelo Prémio GM (SNBA, 1967-1968), criado pela General Motors, seguido do Prémio Guérin (1968), da Exposição do Banco Português do Atlântico (SNBA, maio-junho 1969)474 ou da Exposição-Concurso Mobil que decorreu em novembro de 1970475. Nesta conjuntura, Fernando Pernes chamava a atenção para a necessidade de se criar público sem o qual a atividade artística perdia todo o sentido. Consequentemente o “mecenato autêntico”, expressão empregue por Fernando Pernes, devia contribuir para orientar os esforços de dilatação e desenvolvimento cultural do público.

A questão do mecenato é retomada consecutivamente por vários críticos da SP/AICA a propósito da instituição de Prémios. Ação de publicidade e de prestígio engendrada por algumas das empresas portuguesas, o mecenato é elogiado e defendido pelos críticos da SP/AICA como a solução possível num contexto onde a única estrutura de apoio à arte contemporânea existente era a FCG e algumas ações isoladas desencadeadas por galerias de arte. Apesar de um certo atraso, apontado por Fernando Pernes, na afirmação do mecenato empresarial na sociedade portuguesa, o crítico via nestas ações, na sua opinião ligadas a uma política publicitária por parte das empresas que reconheceram na expressão artística uma forma de afirmação do seu prestígio, uma interessante solução para a afirmação da vida artística portuguesa476. Independentemente da origem do apoio, Fernando Pernes coloca a idoneidade do júri que atribui o prémio e dos criadores que o recebem, acima de tudo477. O mesmo crítico dirigia depois a sua reflexão para às próprias empresas mecenáticas lembrando-as que no setor da arte contemporânea tudo se encontrava por fazer. Para que as suas ações não se

474 O júri foi constituído por Fernando Pernes, José-Augusto França, Rui Mário Gonçalves e Henry Galy-

Carles de Seção Francesa/AICA

475 O Regulamento foi elaborado com a colaboração de um delegado da SP/AICA - Rui Mário Gonçalves.

O júri foi constituído por Rui Mário Gonçalves e Carlos Duarte.

476 Pernes, Fernando - Prémio Soquil: o moderno mecenato. Flama … op. cit., p.18-19.

477 Idem - Arte. Prémios Soquil 1970. Vida Mundial. Lisboa. Vol. XXXII, n.º 1641 (20 Nov. 1970), p.33-

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transformassem em meras operações de brilho mundano, bastaria: «começar pela própria criação e manutenção do local premente e eficaz de diálogo entre as obras de arte e os espectadores: o Museu de Arte Contemporânea que continuamos a não ter»478.

Aludindo ao contexto profícuo na atribuição de prémios que caracterizara o final dos anos 60, Fernando Pernes afirmava que competia uma vez mais:

«à crítica canalizar as manifestações ou os interesses particulares (…) conformemente aos meios de maior rentabilidade cultural. Cumpre-lhe ainda vigiar a organização das referidas ações publicitárias, em base de constante salvaguarda da liberdade criadora. (…) Compete-lhe, enfim, transformar em estruturas culturais factores decorrentes duma conjuntura comercial, através dessa agindo na permanente certeza de que todos os prémios (quaisquer que sejam os graus da sua importância financeira ou as respeitabilidades da atribuição) são sempre maios e nunca fins em si próprios»479.

A segunda edição do Prémio Soquil seria colocada sob o patrocínio da SP/AICA, tornando-se assim, e à semelhança do que acontecera noutros países num «verdadeiro prémio nacional de crítica de arte»480. O Regulamento do Prémio foi redefinido e o Presidente da SP/AICA ficou incumbido de selecionar os novos membros do Júri. José- Augusto França, fez assim parte, juntamente com dois representantes da Soquil e da agência de publicidade Impacto da Comissão Organizadora. Segundo José-Augusto França a participação de críticos de arte em representação da SP/AICA em júris de concursos correspondia ao desejo já enunciado de cumprimento do «dever de prestar a esses júris assistência técnica»481 e mais uma vez reiterava a sua posição:

«Melhor participará em júris compostos apenas por críticos, por os considerar mais adequados, mais profissionalmente competentes para a função que se lhes pede. Já expliquei isso várias vezes – e quando estou doente vou ao médico e não ao curandeiro»482.

O compromisso de apoio da SP/AICA ao Prémio Soquil tornara-se uma realidade pois, segundo José-Augusto França, este prémio, pela sua estrutura obedecia a condições deontológicas que contribuíam para a valorização moral da vida artística portuguesa:

478

Idem - Prémio Soquil: o moderno mecenato. Flama. …op.cit.p.18-19.

479 Idem, Ibidem, p.18-19.

480 França, José-Augusto - Folhetim-artístico. Sobre o "Prémio Soquil". Diário de Lisboa [Suplemento Literário]. Lisboa. Vol. 49, n.º 585 (23 Out. 1969), p.3.

481 Idem, Iidem, p.3. 482 Idem, Iidem, p.3.

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«Desta forma a AICA, e com ela a crítica de arte portuguesa, tem um prémio por que é praticamente responsável no plano profissional. Desta forma, também a vida artística nacional possui um prémio que, através da AICA tem repercussão e significado internacionais – ao ser anunciado na imprensa estrangeira, ao ser comunicado a toda a rede de críticos de arte que, em cerca de 50 países, fazem parte da AICA. Um prémio que é regular na sua periodicidade, independente na sua definição ética e responsável no plano cultural»483.

Também para Rui Mário Gonçalves o Prémio Soquil era «aquele que me parece melhor corresponder à sua responsabilidade cultural. Ele ajuda imenso a crítica a fortificar a sua ação. Os críticos e os artistas estão de parabéns com a criação deste prémio anual»484. Para Gonçalves, o Prémio Soquil constituía mais um passo «na tão necessária orientação do público»485.

O júri permaneceria inalterado até à última edição do Prémio em 1972. O segundo Prémio Soquil (1969) foi atribuído a Luís Noronha da Costa e as menções honrosas a Palolo, Nery e Vasco Costa486. No ano seguinte o Prémio galardoou Manuel Baptista que apresentou durante a última temporada duas exposições individuais: uma de desenhos na Galeria de Arte Moderna da SNBA e outra de relevos pintados na Galeria 111. Foram atribuídas também menções honrosas a Artur Rosa, João Vieira e Jorge Pinheiro487. Em 1971, o Prémio Soquil coube à pintora Paula Rego pela exposição que fez na Galeria S. Mamede e as menções honrosas a Alberto Carneiro, Eurico, João Cutileiro, Jorge Martins, Lourdes Castro e Sá Nogueira488.

Na imprensa foram mencionadas algumas diferenças de opinião no júri, mas os vencedores foram sempre selecionados por unanimidade. No entanto, num artigo de Rui Mário Gonçalves publicado n’ A Capital em setembro de 1970, fez-se uma comparação entre os critérios dos críticos portugueses e os critérios dos críticos da subSecção espanhola de Barcelona que no mesmo ano em que, em Portugal, o Prémio Soquil foi atribuído a Manuel Baptista, em Espanha, o Prémio de Crítica era atribuído a Pablo Picasso. O contraste de critérios era segundo Gonçalves evidente:

483 Idem - O Prémio “Soquil”. Pintura & Não n.º 5 (Fev. 1970), p.25.

484 Gonçalves, Rui Mário - O Prémio Soquil. A Capital. (25 Dez. 1968), p.4-5. 485 Idem, Ibidem, p.4-5.

486 França, José-Augusto - Folhetim-artístico. Sobre o "Prémio Soquil"… op. cit., p.3.

487 Pernes, Fernando - Arte. Prémios Soquil 1970. Vida Mundial. Lisboa. Vol. XXXII, n.º 1641 (20 Nov.

1970), p.33-34.

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«Enquanto em Lisboa se premiava um artista de trinta e poucos anos e se considerava Vieira da Silva fora do âmbito do Prémio, em Barcelona premiava-se Pablo Picasso! O contraste de critérios é flagrante. Teria sido fácil a qualquer dos elementos do júri de Lisboa impor a exposição da Fundação Gulbenkian (e as das Galerias 111 e São Mamede) como o acontecimento que fez Vieira da Silva a melhor e a mais atuante presença artística da temporada de 1969-70. Mas o júri esteve de acordo em que não tem interesse (nem fará sentido …) a Secção da AICA de um país estar a afirmar o valor de um artista que já está afirmado internacionalmente. Como prova de reconhecimento internacional do valor de um artista vivo pode adotar-se, quando se trata dos problemas de uma premiação regional, a atribuição de algum grande prémio internacional em cujo júri participem representantes da AICA. Ora Helena Vieira da Silva alcançou o Grande Prémio de Pintura na Bienal de São Paulo de 1961 (…)»489.

Mas da parte dos artistas as animosidades estavam instaladas. A polémica estalou com a atribuição do quarto Prémio Soquil. Algumas notícias nos jornais mencionam que a cessão de atribuição dos prémios tinha sido um escândalo pela ausência de quase todos os artistas premiados e que Sá Nogueira e Eurico Gonçalves teriam recusado as suas menções honrosas. Esta mesma afirmação seria desmentida por José-Augusto França que num dos seus Folhetins explicava o ocorrido: «esclarecidas as coisas, por cartas dos citados artistas aos jornais, aconteceu que os referidos pintores, Sá-Nogueira e Eurico Gonçalves aceitaram as menções honrosas que lhes foram atribuídas – mas não quiseram ficar com o valor em dinheiro que lhes competia»490. Quanto às ausências França justifica-as pelo facto da maioria dos artistas viviam ou se encontravam fora de Lisboa na ocasião da atribuição do prémio. Em cartas dirigidas a José-Augusto França, Sá Nogueira e Eurico Gonçalves explicaram as suas tomadas de posição. Nogueira afirmava que «os valores empenhados nestes prémios, pela empresa Soquil, melhor emprego teriam em empreendimentos como o Curso de Formação Artística ou similares, bolsas de estudo, constituição e auxílio de equipas de investigação». Já Eurico Gonçalves refere a «publicação de livros ou álbuns de divulgação das obras dos artistas distinguidos (…), exposições itinerantes no país e no estrangeiro, etc. De qualquer modo deveriam reverter a favor de todos e não apenas de alguns», concluía491. Mas para Eurico o problema não estava apenas na má utilização do dinheiro atribuído. Para este artista o facto de o Prémio receber o próprio nome da empresa que o patrocinava levava-o a falar de publicidade que servia o negócio que em vez de servir a arte. Já para Sá Nogueira os prémios só serviam

489 Idem, Ibidem.

490 França, José-Augusto - Folhetim-artístico. A propósito do Prémio Soquil. Diário de Lisboa [Suplemento Literário]. Lisboa. Vol. 51, n.º 17557 (7 Nov. 1971), p.5.

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para consolidar e reforçar as posições dos críticos de arte. Para José-Augusto França esta era uma falsa discussão. Segundo o crítico:

«Fazê-lo anonimamente seria absurdo – e, aliás, assim se implicaria uma outra expressão: a da caridade. Dá-se anonimamente uma esmola, não um prémio (Nobel, Ezoncourt, Estaline, Pulitzer, Soquil…). A caridade é que é anónima, não o mecenato – ou o nome de Mecenas não teria chegado até nós, ao longo de 20 séculos. Não creio, sinceramente, que os artistas acreditem que as outras ações que ingerem às empresas capitalistas (e só a essas logicamente dirigem as suas sugestões os dois artistas em foco, porque outras não há, no quadro social em que eles se inserem) venham a ser feitas anonimamente. Nem certamente acreditarão que, em outros quadros e conjunturas sociais, os prémios ou subsídios não traduzem uma publicidade que, por ser política, não fica mais moral. Todos se servem da arte tanto (mais ou menos – só a dosagem imposta) quanto servem a arte. E é essa dialética realista que se tem de considerar – para além dum idealismo utópico. Ela existe, de resto, porque não há “arte pela arte” e a arte entra naturalmente no contrato social»492.

Para José-Augusto França galardões como o Prémio Soquil eram uma forma de reforçar a posição dos críticos de arte na sociedade portuguesa e melhor prova disso era o facto, conforme afirma, de «nos últimos 2-3 anos as cotações dos artistas [terem aumentado] de 200 a 1000 por cento…»493 .

Mas, em novembro de 1972, já sob a presidência de Rui Mário Gonçalves na SP/AICA, a polémica estava instalada e com a atribuição do quinto Prémio Soquil, a atribuição deste chagava ao fim. No Folhetim que dedicou ao final do Prémio, José- Augusto França sublinha uma vez mais a sua regularidade e independência e aponta como causas para o fim do Prémio não só a polémica gerada, infundada na sua opinião, desencadeada pelos jornais a propósito da recusa de Eurico Gonçalves e Sá Nogueira e das quezílias dais resultantes mas, sobretudo, devido à modificação conjuntural do mercado português de obras de arte:

«Aquilo que em 1967/1968 constituía uma vantagem certa para artistas que não podiam contar com um mercado inexistente, já em 1971/1972 se torna discutível em face de benefícios comerciais mais vantajosos. Até o próprio valor do prémio,

492 França, José-Augusto - Folhetim-artístico. A propósito do Prémio Soquil. Diário de Lisboa [Suplemento Literário]. Lisboa. Vol. 51, n.º 17557 (7 Nov. 1971), p.5. Também Rocha de Sousa escreveu

sobre o incidente. VER: Sousa, Rocha de- Artes Visuais. Prémio Soquil ou a moral da história. Exposição de Gonçalo Duarte texto publicado no Catálogo. Diário de Lisboa [Suplemento Literário]. Lisboa. Vol. 51, n.º 17550 (31 Out. 1971), p.8.

493 França, José-Augusto - Folhetim-artístico. A propósito do Prémio Soquil. Diário de Lisboa … op. cit.,

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por vias de inflação, desceu de uns 40 por cento, enquanto os preços das obras de arte não deixaram de subir»494.

Apesar do fim do galardão, a Soquil patrocinou ainda uma exposição final dos vinte e seis prémios atribuídos entre 1967 e 1972 e que teve lugar na SNBA já sob a presidência da SP/AICA de Rui Mário Gonçalves.

A importância da organização deste prémio foi reconhecida pela AICA central que elogiou a iniciativa da SP/AICA. Foi nesse sentido que em 1970, o Secretário-geral da AICA, Tony Spiteris tentou renuir esforços para organizar uma exposição internacional, que se realizaria depois todos os anos, com os representantes dos artistas de todos os países que tivessem obtido o Prémio de Crítica de Arte. Segundo Rui Mário Gonçalves era uma ideia bastante interessante mas que levantava algumas dificuldades de ordem teórica. Primeiro, era necessário chegar a um acordo sobre o que era um Prémio de Crítica de Arte e deste modo homogeneizar-se os regulamentos dos diversos países. Outro dos problemas de ordem organizativa seria a coordenação das informações prestadas por todas as secções nacionais. Mas o mais sério obstáculo seria as dificuldades de circulação internacional das obras pelos diversos países. Para Rui Mário Gonçalves seria «importantíssimo para os artistas portugueses aparecerem juntamente com os melhores artistas estrangeiros nos locais onde aparece a melhor crítica495.

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