• No results found

M OTIVASJON

In document Bacheloroppgave HR og personalledelse (sider 19-22)

KAPITTEL 2: TEORI

2.7 M OTIVASJON

Essa categoria de análise objetivou verificar se os bolsistas de Iniciação Científica investigados possuem Competências em Informação para definir e articular a necessidade de informação, identificar uma variedade de tipos e formatos de fontes potenciais para solucionar um problema e, se eles possuem a capacidade de analisar os custos e benefícios para adquirir a informação necessária a fim de resolver seu problema informacional.

Desse modo, a primeira questão buscou conhecer qual ação os estudantes tomam diante da necessidade de uma informação para desenvolver determinada atividade. O Quadro 8 abaixo revela que a maioria dos bolsistas exploram, de maneira autônoma, diversas fontes de informação, como pode-se visualizar:

Quadro 8 - Ação tomada para responder uma necessidade de informação

(continua) Respondendo uma

necessidade de informação

Nunca Raramente Às vezes Frequentemente Sempre

Consulta um

bibliotecário 4 (44,4%) 1 (11,1%) 4 (44,4%) - -

Consulta um professor - - 1 (11,1%) 5 (55,6%) 3 (33,3%) Participa de discussões

Quadro 8 - Ação tomada para responder uma necessidade de informação

(conclusão) Respondendo uma

necessidade de informação

Nunca Raramente Às vezes Frequentemente Sempre

Explora diversas fontes de informação (Ex.: livros, artigos científicos, bases de dados) para se familiarizar com o assunto de pesquisa.

- - 1 (11,1%) 1 (11,1%) 7 (77,8%)

Identifica palavras-chave para identificar e termos para descrever a

informação necessária

- - 2 (22,2%) 2 (22,2%) 5 (55,6%)

Fonte: Quadro adaptado de Santos, J. (2015). Dados da pesquisa (2018).

Conforme os dados obtidos, a maioria dos pesquisados, ao se defrontarem com uma necessidade de informação, frequentemente e sempre, consultam um professor (88,9%), exploram diversas fontes de informação, como livros, artigos científicos e bases de dados (88,9%), e identificam palavras-chave para identificar e termos para descrever a informação necessária (77,8%). Percebemos que os bolsistas de IC, diante de uma situação onde se demandam informações das quais eles não dispõem, são capazes de reconhecer que precisam deste conhecimento para prosseguir com suas atividades e ainda identificam as formas de solucionar essas questões. O fato de os professores e das fontes de informação serem mencionados como os mais consultados pela maior parte dos pesquisados denota que os mesmos são vistos como fontes mais eficientes e capazes de sanar suas necessidades informacionais.

Os resultados ainda evidenciam que os sujeitos da pesquisa nunca e raramente, consultam um bibliotecário (55,5%) nem participam de discussões de classe (55,5%). Isso revela a não utilização por parte dos respondentes dos benefícios da mediação realizada pelos bibliotecários que tende a facilitar a vida de muitos usuários no que concerne a encontrar informações pertinentes e adequadas à necessidade de informação. E ainda, o não compartilhamento das dúvidas e demandas informacionais em sala de aula, numa perspectiva de discussão criativa, limita, ou mesmo compromete, o conhecimento de recursos que podem responder a essas necessidades.

Destarte, conforme Belluzzo (2018), a satisfação da necessidade de informação relaciona-se de maneira intrínseca à busca e uso, pois requer localizar a informação necessária,

buscar, selecionar e usar essas informações para tomar decisões assertivas em situações e contextos múltiplos.

Compreendendo a importância dos bolsistas responderem suas demandas informacionais efetivamente a partir do uso de informações válidas e de qualidade, buscamos investigar se os mesmos reconhecem as informações que são produzidas, organizadas e divulgadas formal e informalmente. De acordo com o gráfico 2 abaixo, podemos visualizar que todos os pesquisados identificam a alternativa que contém uma uma fonte de informação que não é produzida formalmente.

Gráfico 2 - Identificação de informação produzida informalmente

Fonte: Dados de pesquisa (2018).

Possuir o conhecimento sobre como as informações são produzidas, organizadas e divulgadas auxilia os alunos na escolha consciente das fontes de informação a serem utilizadas em seus trabalhos. Conforme Vital (2006), as fontes formais se diferenciam das informais por serem produzidas de maneira organizada e estrutura. Assim, livros, artigos de revista e teses são consideradas fontes de informação formais, enquanto que seminários, contatos telefônicos e blogs são de natureza informal. Deste modo, ao identificarem a opção “Capítulos de livros, dissertações e correspondências trocadas em contatos interpessoais” como a alternativa correta a ser assinalada para essa questão, demonstram reconhecer que as “correspondências” são fontes de informação que não são produzidas formalmente. Revela-se salutar conhecer as tipologias e particularidades das fontes de informação, principalmente uma vez que os bolsistas de IC produzem conhecimento científico, o que demanda uso de informações confiáveis, autênticas e atualizadas, características das informações que foram produzidas formalmente. Ainda buscando verificar a familiaridade dos pesquisados com as tipologias e características das informações e de suas fontes, investigamos se os mesmos sabem discernir

entre as fontes primárias e secundárias. As respostas obtidas não foram unânimes, como podemos perceber no gráfico 3 abaixo:

Gráfico 3 - Identificação de fonte de informação secundária

Fonte: Dados de pesquisa (2018).

Dada uma situação hipotética, os bolsistas foram indagados sobre qual das fontes de informação indicadas se tratava de uma informação secundária. A maioria dos respondentes (66,7%) assinalou corretamente a opção “artigos de revisão” como a alternativa que contém uma informação secundária, enquanto que os outros (33,3%) assinalaram os “discursos” e as “autobiografias”. De acordo com Cunha (2001), as fontes primárias apresentam novas informações ou interpretações sobre fatos acontecidos, logo, são originais por reportarem descobertas. Já as fontes secundárias contêm informações sobre documentos primários e guiam os leitores para esses registros. Deste modo, constatamos que a maior parte dos bolsistas de IC reconhece os tipos básicos de fontes de informação que podem ser utilizados na pesquisa, portanto, são capazes de selecionar os melhores documentos como fundamentação para seus trabalhos.

A fim de verificar se os pesquisados analisam os custos e benefícios para adquirir as informações necessárias para completar um trabalho ou tomar uma decisão, na última questão dessa categoria os bolsistas foram indagados sobre suas atitudes frente a uma situação onde precisam de informação, porém, essas não estão disponíveis ao seu alcance, seja porque não há o domínio do idioma em que o documento foi escrito, seja porque não se sabe utilizar determinada ferramenta tecnológica. No quadro 9, a seguir, podemos observar as respostas:

Quadro 9 - Análise dos custos e benefícios para adquirir a informação necessária

Quando a informação

necessária não está disponível a seu alcance

Nunca Raramente Às vezes Frequentemente Sempre

Amplia o processo de busca para além dos recursos locais, por exemplo, solicita o empréstimo em outra biblioteca 2 (22,2%) 2 (22,2%) 3 (33,3%) 2 (22,2%) - Considera as possibilidades de usar um idioma - - 3 (33,3%) 2 (22,2%) 4 (44,4%) Considera a possibilidade de desenvolver uma habilidade, por exemplo, habilidade para uso de ferramenta interativas 2 (22,2%) 4 (44,4%) 1 (11,1%) 1 (11,1%) 1 (11,1%)

Fonte: Quadro adaptado de Santos (2015). Dados da pesquisa (2018).

A maioria dos sujeitos da pesquisa (66,6%) declaram que, frequentemente e sempre, consideram a possibilidade de usar um idioma a fim de adquirir a informação necessária. Contudo, somente 22,2% dos pesquisados afirmam que, frequentemente, ampliam o processo de busca para além dos recursos locais e, 66,6% dos respondentes, nunca e raramente, consideram a possibilidade de desenvolver alguma habilidade para obter a informação que não está ao seu alcance.

Diante de um obstáculo que impeça o bolsista de acessar a informação necessária, é primordial que ele tenha a capacidade e proatividade de determinar o que deve ser feito para sobrepujar essa dificuldade. Aprender um idioma é uma forma de ir além do acesso às informações disponíveis em bases de dados nacionais, com isso, o estudante amplia as oportunidades de conhecer outros recursos informacionais. Explorar bibliotecas diferentes e desenvolver novas habilidades, por exemplo, usar ferramentas tecnológicas são, também,

formas de acrescentar algo a mais a sua pesquisa. Todavia, como demonstram os resultados, essas ações não têm sido realizadas pelos bolsistas.

Conforme o primeiro padrão proposto pela ACRL (2000), que concerne ao delineamento da natureza e alcance da informação necessária, os dados evidenciam que os bolsistas de Iniciação Científica investigados possuem competência para definir e articular a necessidade de informação, pois consultam instrutores para identificar e responder uma necessidade informacional, embora, não participem com frequência de discussões de classe, exploram diversas fontes de informação para aumentar a familiaridade com a problemática da pesquisa e identificam termos e conceitos-chave para descrever a informação necessária. Os pesquisados são também competentes para identificar uma variedade de tipos e formatos de fontes potenciais de informação, uma vez que reconhecem como a informação é formalmente e informalmente produzida, organizada e sabem diferenciar as fontes primárias e secundárias de informação. Por fim, os bolsistas são competentes para analisar os custos e benefícios para adquirir a informação necessária, apesar de apresentarem certa lacuna, visto que consideram, majoritariamente, somente a possibilidade de aprender um idioma, esquecendo-se da possibilidade de ampliar o processo de busca de informação para além dos recursos locais e, ademais de desenvolver alguma habilidade.

In document Bacheloroppgave HR og personalledelse (sider 19-22)