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M AJOR INTERMEDIARIES AND PROJECTS OCCUPIED WITH ORGANIC LUNCHES AND MEALS

A priori, a pesquisa pretendia tratar os dados quantitativamente, ou seja, identificar quantas pessoas receberam a tecnologia social e quantificar os impactos da inserção, no entanto, o acompanhamento da pesquisa em campo e a vivência com os agricultores possibilitou enxergar o problema de uma forma qualitativa que resultou na modificação da metodologia, em vez de quantitativa, utilizar um método que atendesse a dinamicidade da pesquisa.

Percebeu-se que a contagem dos beneficiários e a comunicação desses dados eram realizadas pelo órgão governamental responsável pelo programa (PBSM), através de publicações (escrita por pessoas que, muitas vezes, não foram ao campo), com intuito de promover as ações do governo, entre outros interesses envolvidos. Esta percepção fortaleceu a decisão de trabalhar com a perspectiva dos usuários/beneficiários e transmitir os reais impactos e mudanças trazidos com a inserção sob a perspectiva dos principais atores do processo.

A tecnologia social Quintal Produtivo apresenta-se vantajosa frente à outras tecnologias, considerando que engloba atividades desenvolvidas pelos beneficiários bem antes da inserção, além de promover a cultura de manejo do solo, gestão dos recursos hídricos limitados e convivência com a seca. As entrevistas explicitaram que estes fatores estão impregnados na cultura local.

Contudo, identificaram-se dois Quintais Produtivos abandonados, o equivoco terá sido no momento da seleção dos beneficiários, acompanhamento após inserção ou exceção? Nos dados estatísticos exibidos pelo governo, certamente essas cisternas abandonadas irão contabilizar, este registro deve ocorrer, mas informando sobre os prejuízos que houve no processo e não como tecnologia implantada. Entende-se o desafio em inserir esses programas assistencialistas, diante da diversidade de perfis das famílias do Território, por isso a etapa de mobilização dos possíveis beneficiários deve ser criteriosa para identificar as famílias que possuem atributos para manter a tecnologia e se beneficiar da mesma. O acompanhamento e manutenção até a percepção da total apropriação da tecnologia deviam ser consideração no processo de inserção.

O aumento de renda é um atrativo utilizado nesse tipo de programa, tanto para captação de recursos quanto para atrair adeptos, o que torna interessante o fato dos beneficiários citarem outras vantagens com mais frequência do que o aumento de renda. As

vantagens mais citadas foram o autoconsumo, segurança alimentar, disponibilidade hídrica, possibilidade de permanecer no local, diminuição da migração de jovens, melhores condições de convivência com a seca, possibilidade de ajudar amigos e familiares com a produção do quintal e satisfação de executar trabalhos relacionados à agricultora. Os beneficiários também enxergam no Quintal Produtivo a possibilidade de manter a cultura de agricultura familiar viva na região, visto que, os mais jovens perderam interesse de continuidade do trabalho dos pais. Diante do exposto, pode-se afirmar o marcante perfil de campesinato da zona rural do município de Doutor Severiano.

Enquanto a eficiência da tecnologia, é possível afirmar que o desempenho do sistema de armazenamento de água e irrigação possibilita a disponibilidade de recursos hídricos para sustento das famílias. A tecnologia criou excelente potencial produtivo nas propriedades rurais que pôde ser constatado com a alta produtividade no período chuvoso, beneficiando diretamente uma média de 30 membros familiares por Quintal Produtivo. Identificou-se ainda: aumento de renda, segurança alimentar, aumento na produtividade, segurança hídrica, diminuição de sintomas relacionados com ingestão de água sem qualidade, permanência no campo e promoção da cultura de agricultura familiar local.

No período da seca o Quintal diminui seu potencial de produção, mas permite disponibilidade da água para usos mais nobres e convivência com o período seco, estes fatores reforçam a sustentabilidade da tecnologia e a apropriação pelos beneficiários, que adaptaram os componentes do quintal para convivência com a escassez hídrica.

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