IMPACT OF MIGRATION ON FAMILY RELATIONS
5.2 Family relations in exile
5.2.3 The loss of social network
Os conteúdos do medo e da insegurança diante dos fatos violentos são apropriados e elaborados em representações sociais pelos mais diferentes setores da população. A violência, quando se torna o conteúdo central, dessa representação social significa que ela, é construída como uma categoria explicativa das relações sociais. Portanto, é o significado da violência, entrelaçada com a segurança, é que vai passar a orquestrar o modo de como regulamentar a vida social, de como se estabelecer relações, e de como operar na resolução de conflitos.
Nessa perspectiva, pode-se dizer que as bases da estrutura social passam a ser direcionadas para um estado de alerta geral. Mediante o perigo, surge o desejo de distanciamento do outro, e a perda de espaços para diálogos em situações de conflitos. Modificam as relações entre as pessoas, e a espacialidade urbana. Quebra-se o pacto social. Nesse contexto a palavra de ordem é ‘proteção’. O imaginário produz o inimigo comum do grupo, ele é difuso, inesperado, não se
sabe ao certo, quando e de onde vem. Causa muita inquietude, e desejo de separação e isolamento (ADORNO, 2003; FALEIROS, 2003; BAUMAN,2009).
No decorrer desse estudo, foi resguardado o zelo e o cuidado de um trabalho etnográfico, de observação das categorias pesquisadas, e de acompanhamento dos Jornais e outros meios de Circulação de informações. Pode- se perceber que cotidianamente, os noticiários de televisão, jornais e internet, opinam, propagam e propagandeiam, utilizando-se de conteúdos referentes à violência.
Um forte indicativo percebido, inclusive, também, destacado no referencial teórico, foi a ação do mercado imobiliário, e do mercado de venda de equipamentos de segurança. Observou-se que há apropriação dos conteúdos do núcleo central da representação social em questão (violência-insegurança-assalto), à qual acrescentam a descrença nas instituições, na lei e na ordem, em função de seus interesses comerciais. Principalmente tendo como foco o assalto, a apropriação indébita de bens patrimoniais, acompanhada de morte e agressão física.
Não que, se acredite que as informações repassadas sejam falsas. Mas destaca-se a forma exarcebada, de não só informar, mas de propagar e difundir um inimigo onipresente, inominável. Não há o mínimo de respeito pela privacidade dos cidadãos, e não há qualquer pudor na exposição dos corpos mutilados, nus, desfigurados, em se tratando da mídia de um modo geral.
O resultado traduz um cenário de pavor, insegurança e medo. Oferecem a privatização de ambientes seguros para viver, conforme coloca Wolf citado por Ribeiro (2003), utilizando-se de conteúdos que se localizam entre a vida e a morte. É comprar para sobreviver, se não comprar, pode significar o fim da vida.
Abaixo, apresentam-se algumas figuras que retratam a representação social do medo urbano e de seu núcleo central (violência-insegurança-assalto). Onde a categoria assalto demonstrou ter centralidade com a alta freqüência 83 citações e uma ordem média de 1,97, ou seja, evocada praticamente em primeiro lugar. Figuras de Jornais 12 a, 12 b, 13 a, e 13 b, abaixo. Apresentam dados sobre como a violência avança, amedronta e custa caro ao Distrito Federal.
Dados do Jornal Correio Braziliense de 27/05/2012, divulgam cálculos com base em estudos do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA): “a
insegurança consome R$ 8 Bilhões por ano, 5% do PIB do Distrito Federal. Percentual é 2,5% vezes maior que nos EUA, por exemplo. Aqui, a cada minuto, são gastos R$ 15,3mil em forças policiais, seguros privados, equipamentos de vigilância e socorros a feridos”.
Conforme já citado acima, esse Jornal informa, e propaga sobre a explosão da criminalidade, “revela ineficiência do sistema publico de segurança, que força gastos individuais em busca de proteção”. Descreve e relata sobre itens de segurança agregados aos gastos das famílias. Relata com detalhes as formas como as pessoas foram vitimas de assaltos e sobre como passaram a ter necessidade de viver em verdadeiras fortalezas, relata e descreve como as pessoas se tornam obsessivas por segurança, ao mesmo tempo em que oferecem equipamentos e produtos para o combate à violência.
Como se pode verificar nas figuras desse Jornal, abaixo apresentadas, relatos tais como: “Uma vizinha [...] está de mudança para o Canadá com os dois filhos pequenos. Ela gasta algo em torno de R$ 5 mil por mês com seguro de carros, sistema de alarme de última geração e dois cães de guarda. Ainda assim não se sente protegida”.
Custo de vida: “vigilantes armados, escolta 24 horas, carros e até janelas de casas blindadas. Aumento da criminalidade leva brasiliense a comprometer cada vez mais uma parte da renda para se proteger de assaltos e sequestros relâmpagos. Na figura 13b apresentam uma chamada dizendo: “É igual à guerra, o mercado de segurança privada é similar ao da guerra em uma proporção muito menor claro. “Muita tecnologia e muito dinheiro estão envolvidos”. “A lógica é a mesma os empresários faturam com a violência e, mesmo não sendo os causadores dela – longe disso – acabam se beneficiando”. Figuras de Jornais 12 a, 12b, 13a, e 13b, abaixo.
Figura 12 a - Figura de Jornal apresenta dados sobre como a violência
Figura 12 b -Figura de Jornal apresenta dados sobre como a violência
Figura 13 a -Figura de Jornal apresenta dados sobre como a violência
Figura 13 b -Figura de Jornal apresenta dados sobre como a violência
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Neste estudo a relação humana é explicada e compreendida ao se interrogar os sentidos, valores e crenças que estruturam o pensamento social, que nos é facultado apreender através da Teoria das Representações Sociais. Acredita- se que em virtude do atual contexto sociocultural e histórico, as relações de convivência têm sido afetadas pelo pensamento social ensejado por desejos de afastamento entre pares e grupos.
Surge a perda do sentido de que é fundamental acolher os iguais e os diferentes, pois o reconhecimento do outro só é possível a partir da afirmação que cada um faz de seu direito de ser sujeito. Portanto, o sujeito não pode se afirmar como tal, sem reconhecer o outro como sujeito, ou seja, sem se livrar do medo do outro, que leva à sua exclusão (TOURAINE, 2009).
Segundo Bauman (2009) o medo, a insegurança, e principalmente a desconfiança entre os pares conduz rumo ao individualismo. Desaparece a palavra “confiança”, entendida como o amálgama incondicional para o estabelecimento de relações sociais. Nem mesmo a positividade ou a juridicidade dos direitos humanos se firma como norte regulador do mundo. Segundo Adorno (2008), nesse momento ocorre a ruptura dessa constelação de etiquetas e de recato moral que ocorre em espaços públicos, ou seja, acontece a ruptura do pacto social no processo civilizatório.
Caldeira (2000), autora de um renomado estudo sobre as relações entre crime, cidadania e segregação social na cidade de São Paulo, discorre sobre as falas do crime, assim como as conseqüências do medo e da insegurança, e seus efeitos nas transformações sociais e no futuro da democracia brasileira. Segundo a autora as falas do crime contribuem para a deslegitimação das instituições de lei e ordem e, em contrapartida, para a legitimação da justiça privada. Referindo-se a um evento de ruptura entre o antes e depois, ou seja, havia um mundo bom, agora, um muito ruim.
A esse cenário social, Porto (2001), acrescenta a impunidade, que na opinião da autora, a fórmula é simples e significa que o sistema legal não deve ser
mais encarado com a perspectiva de que o poder precisa ser constituído e controlado. Passa-se a defender o poder discricionário e o uso imediato da violência. Neste sentido, o espaço urbano e a vida pública, por terem se identificado com o espaço da violência simbolizada, e com o desrespeito aos direitos humanos de vizinhança, tendem a se declinarem e, em uma ordem inversa, logicamente, os espaços privatizados e as diferenças sociais tendem a se consolidarem, surgindo assim, um grande desafio à democracia e à solidariedade, que perdem os seus espaços públicos de debate (CALDEIRA, 2000).
Diante do quadro de violência, o conflito pode ser entendido como um espaço que protege contra a própria violência. Se entender-se a violência como a negação do outro enquanto alguém merecedor de direitos e consideração de alteridade, pode-se dizer que o conflito permite tal percepção, na medida em que é algo pactuado, mesmo que não se chegue a um consenso. Entende-se que a violência se fundamenta é na não-relação social, ou seja, a violência é a ausência de relação social (FALEIROS, 2003).
É necessário, portanto, haver o enfrentamento de oposições conflitivas para haver resoluções democráticas. Portanto, o espaço, a arena, o local onde deve continuar existindo a possibilidade desse confronto democrático das relações sociais, necessita existir, necessita ser mantido, necessita ser refletido. Seja ele fundado nas cidades ou em outro lócus, o importante é aproveitar todo e qualquer espaço onde duas ou mais pessoas exercem seus direitos de expressão do poder igualitário, para que se possa trabalhar em prol de transformações sociais. Enfim é preciso,caminhar em pequenos passos, para disseminar juntoà sociedade, em seu bojo maior, que a violência se fundamenta é na não-relação social, ou seja, a violência é a ausência de relação social.
O medo que move as cidades muito tem a ver com o ‘divórcio’ entre as imposições globais que recaem sobre as cidades, porém, sem apresentar nenhuma forma de solução para as mesmas. Bauman (2009) destaca que tal sentimento gera a nível local um mal-estar que alimenta a lucratividade dos que oferecem seguranças particulares, câmeras de vigilância, condomínios fortificados, carros blindados e dispositivos que afastam os intrusos e indesejáveis.
O acima exposto, suscita a analise de uma irrefutável realidade: a vida em espaços privatizados, ou seja, a vida em condomínios tal como ela é. Como a vida dentro destes espaços fechados tem ocorrido. Viver em condomínios gera uma ordem difícil de ser aceita, que implica muita vigilância e disciplina. Em suma, fatores que, assim como na cidade, se mostram úteis para o entendimento dos aspectos fundamentais da organização funcional da vida coletiva.
Como a própria representação social expressa visões de mundo e objetiva explicar, dar sentido aos fenômenos, e direcionar as práticas e condutas. Percebe-se que as produções de sentidos dos sujeitos pesquisados já determinaram um novo espaço para onde, pelo menos, esses sujeitos, devem se dirigir. Em busca de proteção dos efeitos negativos do medo e da insegurança diante dos fatos da violência. Esse espaço é o condomínio fechado, ele foi eleito não só para morar, mas para trabalhar e comprar (CALDEIRA, 2000).
Segundo a autora, ressalta-se que, no Brasil e no mundo, existe uma tendência crescente ao agrupamento de pessoas para viver, comprar, se divertir trabalhar, ou usar serviços, em espaços coletivos de co-propriedade, ou seja, em condomínios. Observa-se essa tendência como um fenômeno capaz de lhes garantir acesso ao alcance de seus objetivos, tais como: segurança física e patrimonial, redução de custos financeiros, redução do uso e o reaproveitamento de recursos da natureza.
No Distrito Federal, desde a mudança da capital em 1956, nos trabalhos de desapropriação de terras, deparou-se com a ação irregular de grileiros gerada por loteamentos. De acordo com Moura (2010), pesquisadora do Departamento de Antropologia da UnB, na expansão da área urbana do Distrito Federal, o surgimento do termo condomínio se deu para designar loteamentos clandestinos de ordens variadas com uma entrada boa para pensar no crescimento de Brasília.
Na década de 1980, os conflitos na ocupação do território começaram a aparecer com mais intensidade, devido ao próprio crescimento populacional e à falta de novas habitações, principalmente para a classe media e baixa renda.
A abordagem, portanto, para compreender o fenômeno dos condomínios no Distrito federal é concebê-los dentro de uma pluralidade. Enquanto atores de camadas altas e médias querem mostrar as vantagens da vida em condomínio,
setores das camadas populares se beneficiam das possíveis vantagens do reconhecimento do termo condomínio para designar suas áreas habitacionais. Se para alguns segmentos das camadas médias ou altas, a vida em condomínio pode designar status, para outros é uma forma de ter acesso à cidade, regularizar sua gleba rural como urbana, ou até mesmo não ser chamado de favelado.
Dentro dessa pluralidade, foi que esse estudo, nomeou condomínio horizontal de casas, os loteamos acima citados, e todos os demais, caracterizados como não apartamento. Condomínios verticais tradicional, apartamentos, localizados no Plano Piloto, e Condomínios Clube, apartamentos com áreas de lazer.
Relevante se faz, também, considerar, que o Distrito Federal, com seus mais de 50 anos de existência e uma população já nativa, teve uma verdadeira explosão imobiliária nos últimos 20 anos. Estima-se que, em 2015, a população projetada regional alcance 2.629.668 habitantes, representando o crescimento em torno 7,075%, o que corresponde a 176.627 pessoas, em consonância com os números do Censo 2010 do IBGE. Dentre essas pessoas, a estimativa é de que haja quase 100 mil pessoas de baixa renda na fila de espera de um lote no programa habitacional do GDF. São pessoas que moram de aluguel, de favor na casa de parentes ou nos barracos das invasões.
A questão fundiária do DF não está resolvida. Cerca de 33% das terras, segundo a Terracap, estão na mão de particulares e outros 8,5% são antigas fazendas não totalmente desapropriadas. Ou seja, parte é pública e parte é particular. A previsão de regularização de diversos condomínios, inicialmente concebidos de forma irregular caminha para regularização, fazendo jus ao nome condomínio. Ou seja, glebas rurais, denominadas condomínios se tornam de caráter urbano. Sinaliza-se, o condomínio, como um lócus de grande potencial para se dialogar com a sociedade do Distrito Federal.
Diante do contexto, considera-se, que os resultados dessa pesquisa trazem dados importantes. As representações sociais do medo urbano que foi revelada, pelos grupos pesquisados de moradores em condomínios no Distrito Federal, apontam direcionamentos de valores e orientadores das práticas e condutas dessa população. Com resultados, apresentados na pesquisa, carregados de conteúdos que transitam entre mitos, verdades e equívocos. Representam a
violência e a segurança como fenômenos entrelaçados. A ideia de violência, e de seu crescimento, vai se traduzindo em um clamor por segurança pública, entendida como um conjunto de medidas, ações e intervenções da ordem estatal que possam reduzir a violência e gerar padrões mais solidários de convivência social. Desponta- se uma representação social, um entendimento popular, que ignora a verdadeira gênese da violência que é a própria ausência de relação social.
Da mesma forma, nesse estudo, os sujeitos pesquisados revelaram princípios organizadores subjacentes dos seus posicionamentos e atitudes diante das normas sociais de convivência. Os resultados demonstraram uma significativa tendência ao afastamento da verdadeira compreensão de qual deva ser a organização dos princípios normativos, ou seja, valores que possam de fato fazer jus ao ideal preconizado pela moderna democracia. Valores que permitam a existência de espaços púbicos para a relação social, e o confronto de oposições de ideias, a degladiação de conflitos, e a equalização dos direitos entre as pessoas e os grupos.
Significando que existe, para os sujeitos pesquisados, uma inconsistência entre concordar e respeitar normas sociais, ou seja, ao mesmo tempo em que os sujeitos, concordam com as normas, em função da introjeção de valores sociais, como por exemplo: crença nas necessidades de regularização da vida coletiva, crença nas necessidades de garantias de direitos, de proteção e etc.
Esses mesmos sujeitos, supostamente, também, em função de um pensamento social que é movido pela insegurança do medo urbano, psicologicamente, não se sentem confortáveis para respeitar as normas sociais. Pois, tal fato, implica em caminhar em direção oposta aos seus desejos de proteção e de isolamento das outras pessoas, que simbolicamente, em função do núcleo central de seu pensamento social sobre o medo urbano, conseqüentemente, as outras pessoas passam a representar perigos para sua integridade física e patrimonial.
Ou seja, infere-se que, para esses sujeitos da ação, o ato de respeitar normas sociais torna-se uma atitude desfavorável e contraditória, pois respeitar normas sociais implica em aproximação entre pessoas, implica em decidir junto com os outros, implica em compartilhar coisas comuns, implica em fazer juntos, enfim, implica em empatia e respeito ao próximo.
O que precede demonstra o desvelamento dos princípios subjacentes que movem os sujeitos da ação, pesquisados nesse estudo, ou seja, dentro de um olhar psicossocial, pode-se perceber os valores que a própria sociedade impinge e ao mesmo tempo as atitudes psicológicas advindas dos próprios sujeitos da ação (DOISE, 2001).
Este estudo sugere necessidade de intervenção na organização social dos grupos pesquisados, principalmente no que se refere ao exercício da não negação do outro. Bem como, o aproveitamento do espaço do condomínio, eleito como lócus pela população para morar, trabalhar e comprar; em detrimento à cidade, como a arena para viver. Sugere-se, por exemplo, buscar, dentro dos espaços condominiais, implantar ferramentas de apoio à gestão que permitam através a aproximação do outro. A baixa da guarda de defesa, a baixa da desconfiança e do medo do outro. Enfim, o resgate de se poder viver com o outro.
A proposta para tal intervenção pretende-se iniciar com a análise da representação social do “condomínio fechado”, cuja coleta de dados já foi realizada, nessa etapa do trabalho. A seguir, através da Pesquisa-Ação, desenvolver técnicas vivenciais de experimentos em psicodrama e comunicação dialógica. Onde no referencial teórico metodológico, do futuro trabalho, dever-se-á incluir a Teoria das Representações Sociais, que subsidiará na compreensão dos experimentos relacionados às mudanças de atitudes.
Ao apagar das luzes, e finalizando esse trabalho, conclui-se que em relação aos objetivos traçados, todos foram alcançados. Uma vez que se investigou, junto aos grupos de moradores e gestores de condomínios fechados as suas Representações Sociais sobre o “medo urbano”, analisou-se uma literatura considerável para compor o referencial teórico adotado na análise dos dados, que permitiu interpretar os conteúdos e a organização de tais representações sociais, e por meio dos questionários, conhecemos dados sócio-demográficos dos participantes, coletamos suas evocações livres sobre o medo urbano e levantamos suas atitudes frente ás normas de convivência social, e compreendemos à luz da Teoria das Representações Sociais como os participantes moradores de condomínios fechados se posicionam frente aos princípios organizadores de tais normas.
Fato que permitiu alcançar resultados significativos para a compreensão de ‘como’ as normas sociais são vistas pelos moradores de condomínios e os ‘porquês’ que explicam o baixo nível de aderência dos participantes moradores de condomínios ao respeito às normas estabelecidas para o exercício democrático de direitos nesses espaços condominiais.
Pôde-se constatar através dos dados pesquisados a dimensão psicossocial que o pesquisador deve buscar alcançar para conhecer a produção de sentidos dados aos saberes desses grupos, e, então, acrescentar a essas descobertas, o conhecimento mais amplo da sociedade como um todo, fato que permitiu ancorar a produção se sentidos dos participantes e entender o comportamento desses grupos específicos, de uma forma integrada ao conjunto da sociedade.
Ressalta-se a importância dessas descobertas não só em termos do cumprimento de uma tarefa de pesquisa empírica de caráter diagnóstico, mas, salientar, a relevância dos dados coletados para a abertura de novas perspectivas rumo á propostas de trabalhos de pesquisa de caráter interventivo que possam atenuar os efeitos negativos advindos dessas produções de sentidos no campo das representações sociais.
Aqui se encerra o primeiro capítulo desse trabalho, em fase de Mestrado, esperando dar continuidade ao mesmo, em uma fase de Doutoramento. Proferi-se ainda, especiais agradecimentos aos professores Dr.Vicente Faleiros, DrªDivaneide Lira Paixão, por seus infinitos ensinamentos, e aos professores Dr. Sergio Adorno e Drª Maria Stella Grossi, pela forte marca de determinação que deixaram como o alicerce para a sólida convicção de que o processo é complexo, porém, através do Estado/ Sociedade/ mundo das representações sociais e simbólicas, esse tripé é um caminho profícuo para se trabalhar em prol da garantia de direitos sociais.
REFERÊNCIAS
ABRIC, J. C. a A abordagem estrutural das representações sociais. In: MOREIRA, A. S. P.; OLIVEIRA, D. C.(Org.) Estudos interdisciplinares de representação
social.Goiânia: AB. 1998, p. 27-46.