As oscilações das vibrações são denominadas freqüência e a sua uni- dade de medida é o Hertz. O nosso tímpano percebe e vibra quando a onda sonora tem de 20 a 20.000 Hz, os sons abaixo de 20 Hz (infra-sons) e os acima de 20.000 Hz (ultra-sons) nós não conseguimos ouvir. Você já percebeu que os apitos para chamar alguns animais como cães ou golfi- nhos, nós não conseguimos ouvir mas os animais ouvem?
Intensidade: depende da força utilizada para se bater num objeto ou
instrumento musical (bateria, xilofone, pratos, teclas de um piano...). Essa batida pode ser forte, média ou fraca. A intensidade também é de- terminada pela quantidade de ar que utilizamos para fazer um instru- mento de sopro “tocar” ou quando cantamos uma música. Quando sua mãe ou os vizinhos reclamam que o seu som está muito alto, está cor- reto? Ou o correto seria “o seu som está muito intenso”? A intensidade do som é medida pela unidade denominada “1 Bel” (homenagem ao cientista A. Graham Bell, inventor do telefone). Você já ouviu falar do submúltiplo dessa unidade? 1 deciBel = 1dB = 0,1 Bel.
Ao som com menor intensidade que conseguimos escutar foi atri- buído o valor zero deciBel (0 dB) e o som mais intenso que ouvimos, sem sentir dor, corresponde ao valor de 120 dB. Você sabia que exis- tem leis que indicam o valor máximo de deciBéis numa boate ou fábri- ca, por exemplo? E que muitas pessoas acabam apresentando proble- mas de audição porque estes limites não são respeitados?
Densidade: relaciona-se à quantidade de sons emitidos ao mesmo
tempo, determinando a massa sonora. A variação de poucos ou muitos
z
sons sendo executados simultaneamente é um importante fator para a apreciação e a composição da música. A densidade é uma característi- ca do som muito explorada na música do século XX e hoje em dia. Para uma torcida ser a mais “barulhenta” é preciso que os torcedores toquem seus instrumentos e gritem o mais forte (intensidade) possível e que ha- ja muitos instrumentos e vozes (densidade). Na música vocal, o músico, ao compor, escreve diferentemente quando sua música é para ser canta- da só por uma voz ou para ser cantada por um grande coral, da mesma forma a percepção do espectador é muito diferente em cada caso.
Duração: todas as nossas ações são regidas pelo fator tempo, da
mesma maneira, o tempo pode comandar a organização e o efeito das estruturas sonoras. A duração e existência ou não da matéria sonora influencia na diferença dos sons em longos e curtos. A organização da duração dos sons é o principal fator de estruturação do ritmo da mú- sica.
Qualquer um desses elementos formadores do som, podem ser o que a máquina de videokê identifica na nossa voz, atribuindo-nos no- tas boas ou ruins.
Você imagina qual dessas cinco características é responsável pe- la sua nota? Não se preocupe, pois ainda vamos conversar sobre ou- tras qualidades da música que poderiam determinar a pontuação no videokê.
A partir desses elementos formais do som (duração, timbre, inten- sidade, altura e densidade), o ser humano, historicamente, foi organi- zando a música que conhecemos.
No mundo ocidental ela é estruturada por três formas de organiza- ção que constituem a composição da música são eles:
1. Melodia: sons ou notas sucessivas, apresentando uma organiza-
ção rítmica com sentido musical. É também entendida como a voz em movimento, como os instrumentos melódicos (flauta, saxofone) que executam uma nota de cada vez.
2. Harmonia: sons ou notas musicais que soam simultaneamente de
forma combinada, com elementos diferentes que produzem uma sen- sação agradável e de prazer. É a arte ou a ciência dos acordes (junção de três ou mais notas, tons) e de sua relação mútua.
Três ou mais instrumentos melódicos, tocados ao mesmo tempo, po- dem produzir um som harmônico (harmonia). Ao mesmo tempo um instru- mento harmônico (piano, violão) quando tocados por uma nota de cada vez podem produzir uma melodia, como nos solos de guitarra.
Neumas:
Partitura musical atual:
Apesar da música ser tão antiga quanto a humanidade, encontra- mos poucos dados sobre sua história, devido à dificuldade de se re- gistrar a música no passado. A execução musical “ao vivo” dura ape- nas o momento de sua apresentação, por isso não existem registros sonoros de músicas anteriores à invenção do fonógrafo, no final do século XIX.
Outra forma de sabermos como era no passado, é por meio da par- titura musical, que é a escrita da música. A escrita musical como a co- nhecemos inicia-se com a notação musical chamada Neumas (Idade Média) e no século XVI passa a existir como a conhecemos hoje.
Conhecemos alguma coisa sobre a música na Idade Média e na An- tigüidade devido à Arqueologia (instrumentos, vasos, murais, pinturas, esculturas...) e aos textos escritos em diversas línguas, os quais conti- nham comentários sobre a música da época.
Lembra quando falamos que no início da vida, no útero de nos- sa mãe, já percebíamos o ritmo do coração dela? Depois, quando be- bês, já nos movimentávamos balançando ao ritmo das canções de ni- nar, não é mesmo?
O ser humano quando começou a viver em grupo também se mani- festava por meio do movimento corporal (dança), embalado pelo ritmo de instrumentos musicais, nos momentos de manifestação de suas cren- ças e para organizar-se nas disputas com outros grupos pela sua sobre- vivência. Você notou que até hoje em dia, nos cultos e ritos religiosos, a música está sempre presente? Nas forças militares, a música também faz parte dos diversos momentos oficiais e comemorativos. Por exem- plo: o ritmo da marcha orienta a ordem dos passos da tropa, por meio do tempo forte-fraco, forte-fraco, forte-fraco... sucessivamente. Estamos falando de ritmo desde o início, mas o que ele é exatamente?
3. Ritmo: é o ordenamento do tempo da música e abrange o som ou
o silêncio, o elemento regulador do ritmo é a pulsação. Quando ou- vimos uma música, a marcação do pulso surge naturalmente. Quan- tas vezes você já “se pegou” movimentando os pés, a cabeça, baten- do as mãos ou mexendo o corpo ao ouvir seu grupo ou cantor(a) predileto(a)? Na verdade, o pulso é o coração da música, e esse cora- ção tem um ritmo. No Folhas 10, também são abordados estes aspec- tos do som, leia ou releia.