Outro modelo de design instrucional existente ´e o proposto por Dick, Carey e Ca- rey (2009), que possui uma s´erie de passos, sendo eles: Identificar objetivos instrucionais, an´alise instrucional, an´alise dos aprendizes e seus contextos, escrita de objetivos de perfor- mance, revisar instru¸c˜oes, desenvolver instrumentos de avalia¸c˜ao, desenvolver estrat´egia instrucional, desenvolver e selecionar materiais instrucionais, desenvolver e conduzir ava- lia¸c˜oes de instru¸c˜ao formais e desenvolver e conduzir avalia¸c˜oes de v´arios elementos.
Dick, Carey e Carey (2009) dizem que a estrat´egia instrucional deles descreve como o designer instrucional usa a informa¸c˜ao para analisar o que deve ser ensinado e, com isso, planejar uma forma de associa¸c˜ao entre os alunos e a informa¸c˜ao a ser ensinada.
De acordo com Gagn´e et al. (2004), os modelos de design instrucional em geral, funcio- nam em alguns est´agios que se focam basicamente em identificar os resultados, desenvolver a instru¸c˜ao e avaliar a efic´acia da mesma. No modelo de Dick, Carey e Carey (1990), est˜ao descritos uma s´erie de est´agios necess´arios para atingir os objetivos instrucionais deseja- dos. O processo executado em cada est´agio desse modelo funciona do seguinte modo:
Primeiramente, o designer instrucional precisa identificar os objetivos instrucionais desejados e precisa saber separar os objetivos instrucionais daqueles que n˜ao s˜ao.
Em seguida, ´e preciso realizar uma an´alise de quais habilidades s˜ao necess´arias para se chegar a um objetivo instrucional. Juntamente com essa an´alise, o designer instrucional precisa levar em considera¸c˜ao que o p´ublico a ser instru´ıdo possui habilidades diferentes, ou seja, enquanto uma instru¸c˜ao pode ser trivial para alguns, para outros ela ser´a de um n´ıvel mais elevado. Com isso, ´e preciso buscar um equil´ıbrio no n´ıvel de instru¸c˜ao.
O pr´oximo est´agio ´e definir objetivos de performance, que s˜ao objetivos bem es- pec´ıficos. Com esse n´ıvel de detalhamento dos objetivos ´e poss´ıvel elaborar materiais para atingir o objetivo instrucional e facilitar a medi¸c˜ao dos objetivos cumpridos ao longo do processo instrucional, visto que os objetivos de performance est˜ao em um n´ıvel de detalhe mais elevado que os objetivos instrucionais gerais.
Tamb´em ´e preciso elaborar itens de teste que v˜ao permitir ao instrutor avaliar o que ´e necess´ario para que um aluno atinja determinado objetivo e, com isso, se focar apenas nas ´areas em que esse aluno mais precisa. Nesses itens est´a descrito o que um aluno deve aprender ao final de um processo de aprendizagem, simplificando assim o acompanhamento do processo e permitindo revis˜oes das instru¸c˜oes com o objetivo de refinar o processo de aprendizagem.
Em seguida, ´e necess´aria a elabora¸c˜ao de um plano onde est˜ao descritas as informa¸c˜oes necess´arias para auxiliar os alunos a atingir os objetivos de performance, que s˜ao os objetivos mais espec´ıficos. Al´em disso ´e necess´ario um material instrucional que sirva como aux´ılio a um professor. Esses materiais podem ser impressos, digitais ou alguma outra forma de m´ıdia.
Por fim, os materiais instrucionais podem ser revisados e melhorados. Uma avalia¸c˜ao formativa ´e ´util, pois, com isso, ´e poss´ıvel avaliar as instru¸c˜oes e melhor´a-las, de modo que possam ser aplicadas de maneira mais eficiente para uma s´erie de alunos. As avalia¸c˜oes formativas permitem observar e refinar o material instrucional. Avalia¸c˜oes somativas tamb´em s˜ao necess´arias, pois permitem avaliar o processo de instru¸c˜ao elaborado como um todo.
Existe um outro modelo, que ´e conhecido como ISD (Instructional Systems Design), esse foi criado com o objetivo de garantir treinamentos mais eficientes ap´os a Segunda Guerra Mundial. Kearsley e Moore (2007) descrevem o ISD e seus est´agios, dividindo-os
em cinco: an´alise, elabora¸c˜ao, desenvolvimento, implementa¸c˜ao e avalia¸c˜ao.
No est´agio de an´alise ´e necess´ario identificar o que deve ser ensinado e verificar as habilidades necess´arias para a realiza¸c˜ao das tarefas ou aprendizado do conte´udo ensinado. Devem ser observadas as caracter´ısticas do ambiente onde ocorre o aprendizado e as caracter´ısticas dos alunos.
O est´agio de elabora¸c˜ao envolve analisar os objetivos do curso, e isso envolve o que ser´a exigido dos alunos ao final do processo. Ap´os essa an´alise, as m´ıdias instrucionais devem ser selecionadas e, em seguida, as atividades a serem realizadas pelos alunos devem ser elaboradas.
O est´agio de desenvolvimento envolve a parte de elabora¸c˜ao dos materiais did´aticos a serem utilizados pelos alunos durante todo o processo de aprendizagem.
No est´agio de implementa¸c˜ao s˜ao levadas em considera¸c˜ao as intera¸c˜oes dos alunos. Eles se inscrevem no curso, recebem os materiais de apoio ao ensino e interagem com os professores, de modo que possam aprender de forma mais eficiente, al´em de interagirem com outros alunos.
O est´agio de avalia¸c˜ao consiste em avaliar os alunos por meio de testes. Os resultados dessas avalia¸c˜oes podem ser utilizados como base para o refinamento do curso ou poss´ıveis interven¸c˜oes necess´arias, levando em considera¸c˜ao o desempenho dos alunos. O objetivo ´e saber o que foi aprendido pelos alunos e refinar todas as outras fases do modelo em uma pr´oxima aplica¸c˜ao do curso.
Todos os est´agios do ISD permitem uma reestrutura¸c˜ao, de modo que os cursos elabo- rados utilizando este modelo possam melhorar a cada nova aplica¸c˜ao (KEARSLEY; MOORE, 2007).
Ap´os conhecer alguns modelos de design instrucional, tamb´em ´e necess´ario conhecer um pouco da ´area de Inteligˆencia Artificial, com o objetivo de unir as pesquisas realizadas at´e aqui com a parte tecnol´ogica, de modo que o sistema proposto neste trabalho possa ser desenvolvido.