O alumínio é conhecido como um composto inofensivo, contudo, a exposição a concentrações elevadas, pode causar problemas de saúde.
A absorção de alumínio pode ter lugar através dos alimentos, através da respiração e por contacto com a pele, LENNTECH (2007). De acordo com C.M.V.M. (2008) citando Fauci et al (1998) as principais fontes de alumínio são a água para consumo humano e o solo.
O alumínio pode acumular-se nas plantas e causar problemas de saúde para os animais que as consomem, LENNTECH (2007). A ingestão de concentrações de alumínio duradoura e significativa pode conduzir a efeitos graves para a saúde, tais como, danos no sistema nervoso central, demência, perda de memória e forte tremor. O alumínio tem sido relacionado com a doença de Alzheimer, em zonas com invulgar incidência desta doença, C.M.V.M. (2008) citando Fauci et al (1998).
Segundo HUNTER (1997), WETTSTEIN et al (1991) investigaram a relação entre alumínio, na água de consumo humano, e demência, analisando 805 indivíduos com idades compreendidas entre os 81-85 anos. Desses indivíduos, 400 tinham vivido
durante pelo menos 15 anos, numa área de água com baixo teor de alumínio (0,004 mg/L, e 405 numa área de elevada exposição (0,098 mg/L), não sendo reportada uma diferença significativa entre as duas populações, conforme definido por testes relacionados com exercício de memória.
Em quantidades excessivas o Mn pode causar danos irreversíveis no sistema nervoso. Estudos demostraram que os seus efeitos no cérebro manifestam-se pela presença de lesões e degeneração dos gânglios basais, LEE (2000).
As características clínicas de envenamento crónico de manganês são conhecidas por manganismo, LEE (2000). Com um ou dois anos de exposição crónica ao manganês, o paciente apresenta um síndrome semelhante ao de Parkinson. Os sintomas incluem distúrbios na marcha, instabilidade de postura, tremor e sintomas psiquiátricos C.M.V.M. (2008) citando Fauci et al (1998).
Este metal bloqueia os canais de cálcio e com intoxicação crónica os níveis de dopamina no sistema nervoso central são empobrecidos, o que causa sintomas semelhantes à doença de Parkinson, Hoekman (2008).
Existem estudos em curso para investigar a relação entre concentrações de manganês na água para consumo humano e a incidência da doença de Parkinson, Hoekman (2008).
O flúor acumula-se na folhagem das plantas, as quais servem como veículo de tranferência de F para herbívoros, induzindo fluorose dental e esquelética.
Alguns estudos indicam que a contaminação da vegetação com flúor tem origem em actividades industrias e na combustão do carvão.
O flúor acumula-se no esqueleto durante um tempo de exposição longo a elevadas concentrações. Juntamente com outros factores ambientais, como má nutrição e estado de saúde, os pacientes podem sofrer diversas disfunções no esqueleto. Vómitos e queixas do foro neurológico foram também observados.
Em algumas partes do mundo, como na China, Índia e México, as reservas de água para abastecimento possuem elevados níveis de F, superiores a 20 mg/L, sendo comum a osteofluorose na população, como resultado.
Diversos grupos de investigadores, segundo Ming-Ho (2005) diagnosticaram efeitos reprodutivos em humanos.
O zinco embora constitua um oligoelemento essencial, em excesso representa baixa a média toxicidade, Williams (1999).
Alguns compostos de zinco, como o arsenato ou cianeto de zinco, podem ser extremamente perigosos, LENNTECH (2007).
De acordo com Williams (1999) altos níveis de exposição ocorrem principalmente através de alimentos e de água contaminada. A longo prazo, elevadas doses orais de zinco podem causar problemas digestivos, diminuição do colesterol HDL e defeitos no sistema imunológico.
Segundo Ming-Ho (2005), a água constitui a segunda maior fonte de chumbo para as crianças. As crianças são alvos mais vulneráveis à exposição ao chumbo devido à sua elevada taxa de crescimento e metabolismo.
A alimentação constitui-se como a maior fonte de chumbo para animais e humanos. A absorção de chumbo pelas plantas faz-se através da assimilação deste elemento presente no ar ou solo, sendo bioacumulável na cadeia alimentar. O chumbo pode chegar ao corpo humano pela ingestão de plantas ou animais contaminados. A vegetação próxima de auto-estradas é conhecida pelas quantidades de chumbo, provenientes dos escapes dos automóveis, acumuladas.
Nos humanos cerca de 5 a 15% do chumbo inorgânico ingerido é absorvido, sendo acumulado em diversos orgãos e tecidos.
Este inibe a formação de células sanguíneas interferindo com a síntese de heme, podendo induzir a anemia. Pode passar a placenta e alcançar o feto causando aborto ou nado-morto.
O primeiro orgão alvo é o sistema nervoso central causando problemas como retardo e alterações comportamentais. De maior preocupação é o comprometimento do desenvolvimento cognitivo e comportamental em lactentes e crianças.
Segundo o C.M.V.M. (2008) citando Goldwater (1972), não é conhecida ao níquel qualquer função biológica, sendo um elemento de média toxicidade para o Homem. A exposição ao níquel através da inalação comporta maior risco do que a exposição através da água, LENNTECH (2007).
A exposição ao sulfato de níquel ou cloreto de níquel na água de consumo humano poderá causar vómitos e dor de cabeça por mais de 5 dias, podendo este metal trespassar a barreira da placenta humana, afectando o feto.
A forma iónica de Ni pode competir com compostos de Ca, Co, Cu, Fe e Zn, havendo a possibilidade de interferir em processos, como a absorção de ferro.
É inibidor de certas enzimas do corpo humano, incluíndo a urease e a desidrogenase de monóxido de carbono. As pessoas sensíveis ao Ni podem desenvolver dermatites por contacto, Ming-Ho (2005).
A exposição crónica da pele provoca reacções alérgicas cutâneas, e pode também ser cancerígeno, C.M.V.M. (2008) citando Fauci et al (1998).
As águas de abastecimento com níveis elevados de sulfato podem provocar desidratação e diarréia. As crianças são bastante mais sensíveis do que os adultos. Como medida de segurança, a água com um nível de sulfato superior a 400 mg/L não deve ser utilizada na preparação de alimentos para bebés, LENNTECH (2007).