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Literature Review – What is said about the Capital Ship

Part I – Design and Analytical Framework

3. T HEORY

3.1. Literature Review – What is said about the Capital Ship

Subcategorias Indicadores Entrevistados

- A música, os cenários, os materiais são mais elaborados. E10

- Têm a preocupação de aproximar a história, o próprio tipo de linguagem que utilizam, o material, toda a sua dinâmica à da faixa etária dos 3 aos 6 anos. Toda a actividade da EA tem boa adesão, está bem dentro do nosso trabalho, dentro das funções que a criança é capaz de atingir.

E2

- A EA tem muito jeito e é muito bom as crianças verem outras pessoas na escola, outra dinâmica, outras coisas que nós não conseguimos ter.

Quando a EA passou a ter uma interacção maior com as crianças, sim porque de início havia uma maior distância, era praticamente só a representação, quando as crianças começaram a ter uma certa participação no trabalho, passaram não só a gostar da personagem, mas da pessoa que a representa.

E3

Metodologias adoptadas

- Este é um trabalho que implica muita criatividade principalmente no início de cada história em que temos que pensar em vários aspectos, desde a selecção da história, que tipo de história, para quem se destina, que técnica poderá ser utilizada mais adequadamente, que músicas, o espaço onde será apresentada.

E5

- Na EA é importante todos se sentirem bem nessa pele de comunicar algo, de ser, digamos, porta-voz de algumas ideias dos autores de histórias. E como também algumas histórias são concebidas no seio da EA, é importante que cada um se sinta a comunicar algo pertinente, uma mensagem.

E4

- A Equipa interage com as crianças e isso é muito importante para elas. E10

- Há uma maior relação entre a criança e a EA, não só através da história, mas também dos jogos e toda a envolvência criada, gerando-se aprendizagens, pela oportunidade que as crianças têm de participar, de perguntar de mostrar as suas capacidades, de haver uma maior proximidade com o grupo.

E2

- Primeiro, uma equipa muito organizada. Depois, como não tenho jeito nenhum para cantar, como para mim é difícil organizar uma dramatização com a parte cantada, foi uma lufada de ar fresco, fiquei impressionada.

Esta interacção da EA com as crianças é muito boa.. Agora, além da magia do espectáculo, também colaboram, participam e disso as crianças gostam muito.

E3

- Devem continuar o trabalho que é muito bom. É um trabalho muito interactivo, as crianças interessam-se e divertem-se muito.

E8

- A nível da qualidade, da postura, dos materiais, nota-se perfeitamente, têm feito um trabalho muito proveitoso.

E9

Desempenho da EA

- Penso que fizemos um trabalho de conjunto de harmonia, de averiguação também aos reflexos que as crianças nos iam dando, mas sobretudo um trabalho feito na alegria, na cooperação, no entendimento que eu penso que também foram sementes que eu procurei lançar como professora, como orientadora. Eu penso que não basta a parte técnica e pedagógica, há também toda uma parte humana que há necessidade de desenvolver.

E1

Na categoria relativa aos Benefícios do trabalho da EA (Quadro n.º 31) exploramos a nível da receptividade das crianças e a nível das dinâmicas emergentes da animação. Assim, depreendemos que existe boa receptividade por parte das crianças, que ficam motivadas e que gostam desta forma diferente de contar histórias. Deduzimos também que a EA constitui um benefício para as crianças do 1º ciclo, que estas demonstram interesse pela forma diferente de contar histórias e pela história em si e que

a continuidade da animação acontece na sala, de forma adequada à faixa etária em questão, num apelo à escrita, à leitura e à expressão plástica, musical e dramática.

Na subcategoria referente às dinâmicas emergentes da animação, fazemos o relato descritivo de situações resultantes da actividade da EA e inferimos que, efectivamente, as dinâmicas posteriores relacionam-se não só com a expressão musical e dramática, como também com o desenvolvimento de temas pertinentes e actuais como é este da protecção do meio ambiente através da política dos 3 R’s, que envolveu toda a escola, bem como a comunidade e ainda o trabalho efectuado sobre as estações do ano e a construção de um espantalho para a horta da escola. Os temas tratados deram origem a projectos. Acreditamos que o mesmo pode acontecer com outros temas, dependendo sempre da vontade do educador da sala em dar sequência ou não.

Quadro n.º 31 – Benefícios do trabalho da EA para as crianças CATEGORIA: BENEFÍCIOS PARA AS CRIANÇAS

Subcategorias Indicadores Entrevistados

- As crianças ficaram super motivadas. Aceitam bem a EA e só vêm valorizar o tema que estamos a desenvolver.

Mesmo que não tenha nada a ver com o tema ou temas que estamos a trabalhar, a EA é sempre bem vinda, porque, ou deixa uma porta aberta para trabalhos futuros, ou para concluir algum projecto. As crianças gostam desta forma diferente de contar histórias.

E10

- Foi uma novidade muito bem recebida por todas as crianças. E a partir daí, as animações têm sido sempre assim, pautadas por reacções muito positivas.

E5

- As próprias crianças chegam a casa e transmitem aos pais, porque estes quando falam connosco perguntam.

E2

- Muito boa receptividade por parte das crianças, principalmente o grupo dos 4 e 5 anos.

Para além ser algo de diferente, de ter instrumentação, adereços, cenários, coisas que as crianças não tinham oportunidade de ter ou de ver, para eles foi magia.

A EA trouxe um tema que estávamos a trabalhar, as crianças sentiram-se seguras e quando foi feita a exploração da história sentiram-se todos à vontade e satisfeitos.

E3

- A chegada da EA à escola provoca nas crianças alegria, euforia, para já são elementos exteriores à escola e depois há o elemento surpresa que desperta nas crianças uma grande alegria e depois eles até já sabem que o que vem dentro das caixas, os fantoches que falam.

E7

Receptividade das crianças

- Eu acho que, embora estivessem vocacionados para o jardim-de-infância, conseguem cativar a atenção das crianças do 1º ciclo, quer do 1º, quer do 4º ano.

As crianças do 1º ciclo do EB mostram interesse pela forma diferente de contar histórias e pela história em si. É claro que vêem as histórias com outros olhos e o trabalho depois, é realizado noutros moldes, usando a escrita e o desenho.

E8

- Realmente o que falta saber efectivamente é o que acontece depois da animação. O nosso contacto com a escola, posteriormente à animação é praticamente nulo. Nós sabemos de algumas coisas através de algumas colegas.

E5

Dinâmicas emergentes da animação

- Havia uma menina, que correu até a sala, foi buscar os sacos de plástico, distribuiu- os pelos colegas e quando lá cheguei estavam todos a fazer música. Foi uma reacção muito espontânea que demonstrou perfeitamente que eles gostaram e que quiseram continuar a explorar o que se tinha passado na animação.

Depois da animação, resolvemos criar uma área só para a música e construímos instrumentos musicais.

As crianças gostaram muito de participar e deram muitas ideias e explorámos muito os sons e, exploramos não só os sons físicos, como também os sons da natureza, fomos para o exterior ouvir a natureza e tudo isto partiu de uma animação que foi feita, fomos explorando e as próprias crianças chegaram a esse ponto.

- Já tínhamos falado, este ano sobre a poluição do meio ambiente, surgiu numa conversa, mas, não foi possível continuar nessa altura. Entretanto, quando veio a EA do Gabinete as crianças começaram a lembrar-se de algumas coisas, mas nem sequer tínhamos começado a trabalhar o tema e realmente a animação veio despertar para o início deste projecto.

Desenvolvemos um projecto em grande que envolveu também a comunidade fora da escola. Com a ajuda da Direcção Regional do Ambiente, fizemos algumas acções de sensibilização para os pais. Distribuição de panfletos informativos pelas crianças na comunidade. Pedido à Câmara Municipal de um Ecoponto novo para a zona.

Também com muito empenho fizemos uma feira sobre o reutilizar, à palavra reutilizar que é dar vida aquilo que poderia, eventualmente, ir para o lixo. Foi um projecto lindíssimo.

Fizemos um cenário com caixotes grandes para fazer fantoches e então as crianças pediram para fazer uma flor como os senhores tinham, uma aranha como os senhores tinham.

Registamos, através de fotos, todos os lixos e entulhos das obras, garrafas de vidro e plástico no chão e depois, registámos as flores, as mais pequenas flores, uma folhinha nova verde que estava a nascer, um ramo seco na árvore mas com as folhas vermelhas e bonitas.

Fizemos uma comparação entre o que devíamos fazer e ter e o que não devíamos fazer, imprimimos as fotografias todas e fizemos um cartaz enorme e daí surgiu a ideia de fazermos uns panfletos pequeninos a pedir ajuda para a limpeza das nossas serras, os quais também enviamos para a autarquia.

Escrevi uma história simples sobre o lixo e os cuidados a ter, a reciclagem e a reutilização.

- Tirei fotografias, as crianças fizeram o registo da história e nós afixamos na biblioteca.

A partir daquela história do pirilampo, fizemos uma pequena investigação para se conhecer melhor aquele insecto.

A EA fez uma actividade com instrumentos musicais feitos a partir de material de desperdício, tirei algumas ideias e com esse material reciclável nós trabalhamos na sala. Na época de Carnaval fizemos as maracas para acompanhar o cortejo, pedimos aos pais para trazerem materiais de desperdício e fizemos as maracas com as crianças e fomos em cortejo pela comunidade.

Estou a pensar, no final do ano, e dando continuidade, apresentar uma peça

instrumental, toda com instrumentos musicais criados pelas crianças após a vinda da EA.

E para conhecermos melhor os instrumentos, fomos visitar os instrumentos musicais ao Xarabanda. Foi muito interessante comparar os instrumentos verdadeiros com aqueles que fizemos e vimos outros diferentes.

E2

- Registo do acontecimento, não só através do desenho, mas também o registo daquilo que as crianças disseram e outros trabalhos lindos.

E3

- Educadoras e auxiliares apostam na expressão dramática, o recontar das histórias pegando também nas da EA, fazendo toda a dramatização, a parte de recriar, os adereços, a parte lúdica de jogar, de inventar jogos dentro da história.

Sei que fizeram uma exploração a fundo de todas essas questões que não era mais do que consolidar aquilo que já tinha sido trabalhado.

Fizeram também a construção de um tipo de instrumentos musicais com materiais de desperdício, a partir da sugestão final da EA.

E7

- Com estas crianças de 1º ciclo, muitas vezes a ideia partia deles, explorávamos e dávamos a volta à história, mudávamos o final. Às vezes também era eu que sugeria contar a história mudando o final, mudando as personagens ou algum acontecimento e eles entusiasmavam-se e muito receptivos criavam e chegámos a fazer alguns

trabalhos.

Aproveitamos para trabalhar imenso e falar sobre o valor da amizade e com o 4º ano falamos especialmente sobre a aparência, o interior e o exterior da pessoa.

- Quando a EA trouxe a história do “Espantalho”, foi uma delícia. A partir daí já fizemos um espantalho para a nossa horta, foi um trabalho muito bonito e aproveitamos para falar/explorar as estações do ano.

Chegamos a enviar para a EA trabalhos sobre aquilo que fizemos, fotografias do espantalho.

E9

A Motivação (Quadro n.º 32), não pode nem deve ser exigida às pessoas. Cada um tem que senti-la do seu interior e está ligada às expectativas e pretensões individuais. Todavia, motivar tem sido uma preocupação em todas as épocas e constitui também um objectivo da EA pela importância de que se revestem as áreas expressivas em educação. Não sendo fácil, não parece adequado desistir ou suprimir tentativas que sugerem, que motivam, que sensibilizam. Cremos que se podem gerar motivações nos indivíduos a partir de algumas dinâmicas criadas com esse propósito. Os indicadores para esta categoria assim o revelam, como se verifica no relato dos informadores. Com a sensibilização da EA formam-se actividades relacionadas com as áreas expressivas, com o seu desenvolvimento e implementação mais efectiva, com os temas enunciados, desencadeando-se projectos que envolvem todas as crianças e funciona também a nível de ideias expostas que dizem respeito a actividades teatrais. De qualquer forma é referida a questão das vontades dos educadores, como ponto de partida para este tipo de actividades que podem ser geradoras de aprendizagens. Acreditamos, também, que a motivação intrínseca apoiada pela motivação extrínseca melhorará substancialmente.

Quadro n.º 32 – Motivação na escola CATEGORIA: MOTIVAÇÃO

Subcategorias Indicadores Entrevistados

- Qualquer novidade que chega à escola, por si só, é uma força de motivação muito grande.

São pessoas novas, as crianças gostam dos elementos da EA, são muito carinhosos, simpáticos e afectivos com as crianças e na nossa escola dá-se muita importância à afectividade.

Posso, através das animações tirar ideias, porque isto é mesmo assim, vemos e aprendemos e as próprias crianças acabam também por querer fazer coisas.

Tudo isso fica na memória das crianças e marcou-as, fez com que ficassem com um registo e que quisessem transpor para a sala.

As crianças motivaram-se tanto que bastava encontrarem uma beata de um cigarro no chão, queriam tirar a foto e demonstravam indignação.

Ajudou a despertar as crianças para a temática.

E10

Expansão das áreas

expressivas

dança, quer pela construção de fantoches. No ano passado quando utilizaram os sacos de plástico e as garrafas para acompanhar uma música, eles acharam interessantíssimo e ficaram motivados para a construção de instrumentos com materiais de desperdício. - Sim. As crianças ficam sempre motivadas e durante algum tempo falam daquela experiência.

Eu também senti-me motivada.

Sabemos que as áreas expressivas ajudam muito no desenvolvimento global, na comunicação, no esquema corporal e que a criança precisa de apoio e a EA vem reforçar e ajudar nesse sentido, vem contribuir para esse enriquecimento.

E2

Motivar as crianças e os jovens para os conteúdos nem sempre é fácil e achei que essa

era uma forma diferente, um desafio interessante. E4

- Sim, motiva para a sua continuidade. A expressão dramática é realmente a abertura dos afectos, é dar-se, é o ser capaz, é o desinibir, é o abrir aquele mundo bonito que é a infância.

E7

- Sim, acho que as dramatizações da EA motivam para a criação de grupos de teatro na escola e é bom que isso aconteça, porque o teatro ajuda muito a desinibir e além disso favorece toda uma série de aprendizagens e contribui para o desenvolvimento integral das crianças e jovens.

E8

- Sim, motiva. São as próprias crianças que querem dar continuidade e quando não é possível na altura fica no quadro das sugestões de projectos a trabalhar e eles não esquecem. Fica a ideia que pode ser trabalhada em qualquer altura.

E9

- Tudo o que seja relacionado com o teatro, com a EA, vivo intensamente e transmito isso às minhas crianças.

- A EA deveria de fazer mais acções de formação práticas e vir mais à escola. Isto porque nós, muitas vezes, nos encontramos adormecidos e essas intervenções são como um despertar para.

E2

- Se tivermos, dentro da nossa vida profissional, estas vivências, acabamos por gostar e aprender. Não só as educadoras como também as ajudantes ficaram sensibilizados com o trabalho que viram. E se eles quiseram trabalhar esta área é porque viram e sentiram que é um trabalho muito bom.

A vinda da EA é uma golfada de ar fresco e de certa forma um refrescar de ideias. Trazem-nos ideias, materiais e modos de desenvolver um determinado assunto. Às vezes apoiamo-nos em algumas ideias para a concretização de actividades a nível da expressão dramática. Ideias de representação.

E7

- Às vezes temos muitas inseguranças, não sabemos bem como havemos de fazer determinadas coisas a nível, por exemplo, da dramatização e a equipa traz coisas simples que nos dá muitas ideias e que nos motivam.

E9 Influência do apoio da EA nas áreas expressivas, na prática docente.

- É preciso vontade da parte dos educadores de continuarem este trabalho, para que o trabalho da EA não seja inglório sentindo que se fez uma animação e que morreu ali. Isto não pode acontecer, a animação deve ser um ponto de partida para coisas lindas a serem feitas naquela escola nos meses seguintes em que a EA não lá vai.

Eu diria que a teoria da motivação ainda vai originar a escrita de muitos milhares de páginas, de estudos e de investigações. Eu, pessoalmente, acredito que a motivação é possível e que a motivação intrínseca pode melhorar com o apoio da motivação extrínseca.

Eu acredito na motivação intrínseca, e sobretudo na extrínseca e acho que estas duas podem funcionar, acima de tudo numa organização que tenha uma verdadeira cultura organizacional e que defenda estes valores de partilha e de equipa, que defenda a reflexão e a avaliação conjunta, a formação permanente e contínua, que valorize o trabalho das pessoas, que incentive, que elogie aquilo de bom que as pessoas fazem, vai, logicamente, criar uma boa motivação que sendo intrínseca vai ser apoiada pela motivação extrínseca da própria organização.

E11

Inovar significa tornar novo, introduzir inovações, inventar, criar. E é isto que se depreende a partir das alocações efectivadas no que concerne à Equipa de Animação.

Instituiu-se, ela própria, inovação aquando da sua criação. “Foi uma novidade”, referem os entrevistados. De facto, não existia nada no género, “não havia nada que ajudasse a

promover, a desenvolver a educação artística no pré-escolar”, refere a mentora do projecto. A criação da EA veio ajudar a renovar o olhar dos educadores perante as expressões artísticas e mostrar que é possível a sua concretização, mesmo através de actividades simples. Esta implementação aconteceu em 1986, no seio do GCEA, e hoje é um projecto que continua a ser único no seu cariz e forma de funcionamento. As inferências dos informadores referem-se ao projecto Equipa de Animação como sendo inovador (Quadro n.º 33) quanto à sua criação, quanto aos seus contributos, bem como nas metodologias que aplicam, no desempenho, nos materiais e tecnologias. Em termos organizacionais, o director do GCEA salienta a existência de um triângulo, motivação através das animações, da formação e agora um elo de ligação com a produção de material didáctico em formato audiovisual e num futuro próximo, em vídeo.

Quadro n.º 33 – Equipa de Animação – Projecto Inovador? CATEGORIA: INOVAÇÃO

Subcategorias Indicadores Entrevistados

- Relativamente ao pré-escolar, não havia nada que ajudasse a promover, a desenvolver a educação artística.

Os educadores sentiram necessidade de também eles terem um apoio. A SRE que sempre nos apoiou neste projecto do Gabinete apoiava relativamente ao ensino primário mas em relação ao ensino pré-primário não podia ter o mesmo tipo de apoio, de um tempo sistematizado até pelas circunstâncias da especificidade do ensino. Então, lembrei-me que poderíamos fazer doutra maneira. Criar uma equipa de teatro para crianças.

Mas o que eu achei é que se fizéssemos uma equipa de expressão musical e dramática que fosse ao ensino pré-primário levar um tempo de animação, com diferentes técnicas, nomeadamente os fantoches, as sombras chinesas e o teatro ao vivo, poderia ser uma forma de desencadear nas próprias crianças o desejo natural que elas têm de expressão.

E1

- Seria uma experiência completamente diferente, nova, nunca se tinha feito nada desse género na Região Autónoma da Madeira. Acreditei que seria uma boa aposta.

E5

Criação da Equipa de Animação.

- A professora Lígia propôs-me na altura, criarmos uma equipa constituída por educadores, que eles próprios poderiam preparar, histórias, actividades de expressão musical e dramática para levar às escolas e servir de ponto de partida e de motivação para os educadores de infância poderem, eles sim, continuar o trabalho com os seus alunos. É claro que achei uma ideia excelente até porque todas as metodologias que eu aprendi de educação musical apontam para quanto mais cedo a criança tiver contacto com as áreas expressivas, mais potencialidades ela terá para desenvolver os seus talentos.

Uma estrutura oficial ligada à própria administração pública, com esta preocupação e com esta visão de chegar às crianças mais pequenas, de sensibilizá-las na mais tenra idade, creio que é um projecto único, talvez na Europa nem exista, não tenho conhecimento de uma estrutura paga pelo estado, é inovadora e penso que é única em

muitos países da Europa.

- Importa tudo o que seja novidade, os cenários, as cores, os sons, que também para mim são novidade porque nem sempre consigo ir às formações, pela distância da escola.

Deu muitos contributos e espero que possa continuar a dar por muitos e muitos anos.