A partir do levantamento dos polos produtores de calçados do país, disponibilizado pela ABICALÇADOS, fica claro que o estado do Rio Grande do Sul é um dos principais polos calçadistas do Brasil. De acordo com a ABICALÇADOS, a intensa produção de calçados e artigos de couro, aliada à oferta de componentes, máquinas e instituições de ensino e de desenvolvimento, fez com que este estado fosse considerado o maior cluster calçadista do mundo. Estima-se que ele abriga em torno de 60% das indústrias de componentes e 80% da indústria brasileira de máquinas para couros e calçados.
Segundo dados de 2007, o estado gaúcho tem cerca de 2,7 mil empresas de calçados, que geram mais de 100 mil empregos diretos. Ainda a partir do levantamento feito pela ABICALÇADOS, cerca de 30% (em pares) da exportação brasileira de calçados em 2008 saiu do Rio Grande do Sul. Em 2008, os embarques somaram 51 milhões de pares e geraram uma receita de US$ 1,1 bilhão.
Apesar da pulverização de unidades produtivas em vários municípios, o Rio Grande do Sul concentra seus principais polos calçadistas em cidades localizadas no Vale do Rio dos Sinos; Vale do Paranhana, Vale do Taquari e Serra Gaúcha. O estudo demonstra que a razão deste status vem do século XIX, quando os primeiros imigrantes alemães, em 1825, e italianos, por volta de 1890, instalaram-se nestes Vales, trazendo consigo a arte milenar do processamento do couro. Em princípios do século XX, já havia indústrias completas atuando na região e vendendo calçados para todo o Brasil e alguns países vizinhos.
O Vale do Rio dos Sinos é o mais conhecido por ter sido o primeiro a ser colonizado pelos imigrantes. Praticamente todas as 18 cidades que compõem a região atuam no setor coureiro-calçadista, elevando-a para a categoria de maior conglomerado calçadista do mundo. De acordo com a ABICALÇADOS, numa área de 140 quilômetros quadrados, esta região abriga um número estimado de 1.700 fábricas de calçados e de componentes, indústrias de máquinas e equipamentos, curtumes, entidades de classe e instituições de pesquisa e ensino. Os calçados produzidos no Vale dos Sinos são exportados para mais de 140 países. As principais fábricas de calçados estão localizadas nas cidades de Sapiranga, Campo Bom, Dois Irmãos, Ivoti e Novo
Hamburgo. Esta última sediou, no final do século XIX, as primeiras grandes indústrias e até hoje é conhecida como capital nacional do calçado.
O Vale do Paranhana é formado pelas cidades de Igrejinha, Lindolfo Collor, Morro Reuter, Parobé, Presidente Lucena, Riozinho, Rolante, Santa Maria do Herval, Taquara, Igrejinha e Três Coroas. Todas elas têm relação direta com o calçado, que representa o alicerce da economia da região. Destaca-se no Brasil e no exterior pelos calçados femininos de alto valor agregado e é reconhecido como um polo lançador de moda e de tendências. Abriga mais de 150 fábricas, que produzem 45 milhões de pares por ano. Este vale abriga ainda fábricas de componentes para calçados e uma rede de ateliês que oferece suporte às fábricas maiores, segundo dados da ABICALÇADOS.
A região da Serra Gaúcha também é uma das mais significativas fabricantes de calçados do país. Composto pelas cidades de Bento Gonçalves, Canela, Gramado, Caxias do Sul, Farroupilha, Nova Petrópolis, Nova Prata e Veranópolis. Este polo sedia cerca de 130 fábricas que empregam em torno de três mil pessoas. A produção estimada é de 20 milhões de pares por ano. A principal característica é a fabricação de calçados masculinos de alta qualidade, principalmente em Farroupilha, que também atua fortemente no segmento feminino.
De acordo com o estudo desenvolvido pela ABICALÇADOS, gradualmente, o estado de Santa Catarina vem aumentando sua participação como fabricante de calçados. A principal região produtora é o polo calçadista do Vale do Rio Tijucas, formado pelas cidades de Tijucas, Canelinha, Nova Trento, Major Gercino e São João Batista – esta última concentra o maior número de empresas. Estima-se que 95% da produção é dirigida para o público feminino. O restante fica distribuído entre os segmentos infantil e de acessórios.
O Vale do Rio Tijucas conta com cerca de 200 fábricas de calçados. O surgimento deste polo data de 1926, com a instalação das primeiras sapatarias, conforme explicitado do estudo citado. São João Batista é a cidade com maior número de empresas e recebeu o título de Capital Catarinense do Calçado. Das 450 empresas ligadas ao setor, 150 são fabricantes de calçados e 300 atuam como prestadoras de serviços. A produção que sai das esteiras de São João Batista é de quase dois milhões de pares, dos quais 11% são destinados à exportação. Com uma população de 22 mil habitantes, a atividade gera oito mil empregos diretos.
Em se tratando da região Sudeste, o Estado de São Paulo concentra três importantes polos calçadistas brasileiros e outro ainda em formação, todos com
características distintas. O polo de Franca possui o maior parque fabricante de calçados masculinos do país, enquanto Birigui é o principal produtor de calçados infantis e a cidade de Jaú dedica-se à produção de calçados femininos. Outro polo, em Santa Cruz do Rio Pardo, vem ampliando gradativamente a sua atuação no cenário nacional do setor calçadista.
De acordo com a ABICALÇADOS em Franca, a fabricação de calçados remonta os anos 1850. Naquela época, o local servia de descanso para os viajantes (tropeiros) que aproveitavam a estadia para fazer reparos em arreios, botinas, polainas e sapatos, todos de couro. Ao longo das décadas, o desenvolvimento foi tão acentuado que Franca passou a ser conhecida mundialmente como capital do calçado masculino. O estudo indica que a cidade produz anualmente em torno de 26 milhões de pares, sendo que 85% são para o público masculino. Em sua maioria são feitos de modo artesanal para colocar nos mercados nacional e internacional sapatos de alto valor agregado.
Já Birigui é a capital brasileira do calçado infantil. Localizada na região Noroeste do Estado de São Paulo. A cidade é movida pela indústria calçadista, sendo o polo de maior produção de calçados para crianças de todas as faixas etárias, conforme indicam os dados expostos pela ABICALÇADOS. Suas empresas geram 18 mil empregos diretos, número equivalente a 60% do total de trabalhadores da cidade. O polo surgiu em 1947 com a instalação da primeira empresa e hoje abriga 178 indústrias que fabricam 255 mil pares de calçados diários. Juntas, somam uma produção anual de 62 milhões de pares. Segundo estimativas do Sindicato das Indústrias de Calçados, a produção de Birigui equivale a mais de 10% da produção brasileira de calçados em todos os segmentos (infantil, feminino, masculino e esportivo).
Calçados femininos de couro é a principal atividade do município de Jaú. Localizado no centro oeste de São Paulo, o polo gera mais de quatro mil empregos diretos, conforme dados da ABICALÇADOS. A fabricação teve início no século XIX, com a chegada do italiano Guiseppe Contatore, que instalou a primeira sapataria e passou seu conhecimento adiante. O número de empresas foi crescendo e hoje Jaú é conhecida como a capital do calçado feminino do estado de São Paulo, concentrando 95% das atividades neste segmento. O setor de calçados representa mais de 40% do PIB do município. Jaú também sedia empresas fornecedoras da cadeia de suprimentos, instituições de ensino, de apoio técnico e financeiro entre outras empresas que caracterizam um Arranjo Produtivo Local (APL).
do Rio Pardo iniciou sua produção de calçados na década de 1950. Conhecido pela fabricação de botas e sapatos estilo country e casual, o polo vem avançando também na produção da linha feminina para o dia-a-dia. A cidade abriga 32 indústrias de calçados femininos e masculinos, que produzem 320 mil pares/ano. São gerados 2,4 mil empregos diretos. Mercosul, Espanha, Portugal e Chile estão entre os principais importadores, de acordo contidos na pesquisa da ABICALÇADOS, adquiridas no Sindicato das Indústrias de Calçados, Artefatos de Couro e Vestuário de Santa Cruz do Rio Pardo.
Ainda na região Sudeste, o Estado do Rio de Janeiro, através de um projeto desenvolvido por entidades locais, deverá tornar-se um polo calçadista com características muito próprias, revela a ABICALÇADOS. Chamado Panorama Carioca, o programa tem como objetivo desenvolver a nova estética do carioca, o que poderá culminar na produção e desenvolvimento de produtos com a marca cultural do Rio de Janeiro. O Carnaval do Rio de Janeiro, por exemplo, é mundialmente conhecido, e alguns produtos criados para este evento têm grande potencial de mercado. Integrantes das grandes escolas de samba já demonstraram interesse em usar os calçados do Rio. Estima-se que existam entre 400 e 500 fábricas de calçados no Estado do Rio de Janeiro, todas de micro porte que atuam como ateliês. Em torno de quatro mil pessoas atuam neste segmento. A concentração maior está nas cidades de Belford Roxo, Duque de Caxias, Rio Claro, São Gonçalo/Niterói, Região Serrana e Rio de Janeiro, capital.
Já em Minas Gerais, segundo a ABICALÇADOS, o polo de Nova Serrana contabiliza em torno de mil empresas, que produzem 77 milhões de pares de calçados por ano e empregam 18 mil trabalhadores. Na cidade, são 60 mil habitantes. Estima-se que 55% dos calçados esportivos produzidos no Brasil tenham origem em Nova Serrana. Estes números fizeram com que o município fosse inserido na lista das 25 melhores cidades para se investir e empreender no Brasil, segundo a revista brasileira Pequenas Empresas & Grandes Negócios54 (2008).
A capital de Minas Gerais, Belo Horizonte, atua diretamente na produção de calçados femininos e de artefatos com design diferenciado. O surgimento do polo remonta 1897, mas foi a partir de 1930 que os profissionais do setor deram os primeiros passos rumo à industrialização devido à vinda de imigrantes italianos que fugiram da
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FONTE: http://revistapegn.globo.com/Revista/Common/0,,EMI81802-17166-4,00-
AS+MELHORES+CIDADES+ENTRE+E+HABITANTES+PARA+VOCE+ABRIR+O+SEU+NEGOCI O.html
depressão na Europa e se instalaram no local. A região metropolitana de Belo Horizonte tem em torno de mil fábricas divididas entre calçados e artefatos, que empregam quase dez mil pessoas. O segmento de calçados tem cerca de 600 empresas que geram mais de sete mil empregos. A produção estimada é de 15 milhões de pares, segundo dados disponibilizados pela ABICALÇADOS.
A diversificação de produtos e de estilos é uma das principais características do Estado de Minas Gerais. O Estado abriga três mil fábricas que empregam 30 mil pessoas. A produção de 20 milhões de unidades, entre calçados e artefatos de couro, soma R$ 1 bilhão.
Segundo estes mesmo dados, a cidade de Uberaba é responsável por 20% da produção calçadista de Minas Gerais. São cerca de 40 empresas dos mais variados portes, que produzem em média 20 mil pares/dia, gerando cerca de 1.500 empregos diretos e 1.500 indiretos. A produção é diversificada, fabricando calçados masculinos, femininos, esportivos e infantis, além de acessórios e botas estilo country. Uberlândia abriga 57 fábricas de calçados, que produzem seis mil pares/dia. A produção, voltada ao público feminino, é feita ainda de modo basicamente artesanal. O setor calçadista de Uberlândia gera três mil empregos.
O estado de Goiás, na região Centro-oeste, está iniciando suas atividades no segmento calçadista. O objetivo é aproveitar em maior escala o fornecimento de couro. A região Centro-Oeste do Brasil é responsável por 35% do rebanho bovino nacional. Das 210 milhões de cabeças de gado que o país possui, Goiás participa com 21 milhões de animais, detendo a posição de quarto maior rebanho bovino brasileiro. Segundo a ABICALÇADOS, as 170 indústrias de calçados registradas em Goiás – a maioria localizada na cidade de Goianira - produzem 30 milhões de pares de sapatos por ano. Estas empresas geram dez mil empregos diretos e indiretos. O grande objetivo das empresas goianas é aumentar sua presença no mercado internacional. Para atingir esta meta, está estruturando seu Arranjo Produtivo Local, que tem um orçamento de R$ 4,5 milhões.
Além disso, há alguns anos, o Governo Estadual de Goiás decidiu apostar na descentralização da produção de calçados e passou a investir na implantação do polo calçadista de Goianira, na região do Cerrado. Localizado no interior do Distrito Agroindustrial de Goianira, o polo já está com toda infraestrutura implantada, já possui
nove indústrias e a meta é chegar a trinta até o final de 2006.
De acordo com a ABICALÇADOS, as empresas do polo geram mais de mil empregos diretos e exportam 200 mil pares por ano para mercados como Emirados Árabes, Estados Unidos, Europa e países vizinhos ao Brasil, com faturamento de US$ 2,4 milhões. As maiores indústrias do segmento calçadista de Goiás, em número de 20, estão em fase de preparação e capacitação para a exportação, através do programa da Apex - Agência de Promoção à Exportação. De acordo com dados fornecidos pela Agência Goiana de Comunicação, a indústria de calçados e couro em Goiás, além de ser um setor emergente, é o que mais agrega valor dentro da cadeia produtiva de couro.
Em se tratando da região Nordeste, na Bahia, a produção é dividida por diversos municípios. São 66 plantas industriais, sendo 43 de calçados e 23 de componentes, distribuídas nas regiões de Feira de Santana, Alagoinhas, Cruz das Almas, Itabuna, Vitória da Conquista e Ilhéus. Em torno de 26 mil trabalhadores atuam nestas empresas, que produzem anualmente 43 milhões de pares de calçados, além de acessórios como bolsas, cintos, carteiras e pastas, segundo a ABICALÇADOS. Em 2008, estavam em processo de implantação mais dez fábricas de calçados e de componentes e 21 protocolos de intenção seriam assinados. Estes empreendimentos resultarão em mais 16 mil empregos diretos. No ano passado, a Bahia exportou oito milhões de pares, gerando uma receita de US$ 82,6 milhões.
Um dos mais recentes polos de calçados do Brasil, o estado da Paraíba vem continuamente se destacando no cenário industrial brasileiro, segundo a ABICALÇADOS. O polo paraibano de calçados é formado pelas cidades de Campina Grande, Patos, João Pessoa, Santa Rita, Bayex, Guarabira, Catolé do Rocha e Sousa. Nele há cerca de 400 empresas formais, que empregam 10 mil profissionais. Campina Grande destaca-se como a maior produtora nacional de sandálias sintéticas do Brasil. A Paraíba foi o Estado brasileiro que mais cresceu – em termos proporcionais – nas exportações de calçados. Registrou-se um aumento de divisas da ordem de 28,92%, cujo faturamento chegou a US$ 77,7 milhões. No ranking brasileiro, a Paraíba é o terceiro colocado em volume embarcado e o quinto em faturamento.
Segundo a ABICALÇADOS, o Ceará, especializado na fabricação de chinelos, sandálias e sapatos de plástico ou borracha, é o terceiro maior polo calçadista do Brasil, com 520 empresas. O polo calçadista do Cariri, formado pelas cidades de Juazeiro do Norte, Crato e Barbalha começou a se desenvolver a partir da criação, em 1997, do
Sindicato das Indústrias de Calçados e Vestuário de Juazeiro do Norte e Região (Sindindústria) e da parceria firmada com o SEBRAE no Ceará. Hoje, a região sedia 250 fábricas.
Além do Sindindústria e do Serviço Brasileiro de Atendimento às Micro e Pequenas Empresas (SEBRAE) do Ceará, outros parceiros vêm contribuindo para o desenvolvimento das indústrias calçadistas do Cariri, como entidades de classe, Governos Estadual e Municipal, SENAI, Banco do Brasil e Banco do Nordeste. Um dos principais fatores competitivos do Estado é a posição geográfica dos portos do Pecém e de Mucuripe, que reduz o tempo de transporte dos produtos para os principais centros importadores, como Europa e Estados Unidos.
Segundo dados fornecidos pela ABICALÇADOS, o polo calçadista do Cariri concentra, hoje, 162 indústrias calçadistas do Estado do Ceará, aparecendo à frente, inclusive, de Fortaleza, que abriga 81 empresas deste setor. A produção é de 8,8 milhões de pares/ano. De acordo com estimativas do Sindicato das Indústrias de Calçados e Vestuário de Juazeiro do Norte e Região (Sindindústria), outras 150 são unidades informais. Localiza-se na Região Sul do estado, compreendendo os municípios de Crato, Juazeiro do Norte e Barbalha, tem forte característica da produção de sandálias micro porosas e de placas de E.V.A. Já são encontrados outros elos como fabricantes de injetados, solados e embalagens.
As grandes e médias empresas do polo, além do mercado nacional, já são exportadoras, enquanto as pequenas e micro empresas focam suas atividades nos mercados interno, regional e nacional. As empresas do Cariri produzem calçados masculinos, femininos e infantis, sendo que 80% da produção é de feminino, e 20%, respectivamente, masculino e infantis. Do calçado feminino, 80% é do tipo calçado aberto (sandálias) fabricadas com material sintético. As empresas que trabalham com couro fabricam calçados e bolsas de excelente qualidade. Também se produzem carteiras e bolsas masculinas e femininas e maletas para notebook.
Dados da ABICALÇADOS revelam que do total de fábricas formais implantadas na região do Cariri, 150 são médias e pequenas empresas, nove são de porte médio e uma é classificada como grande empresa. São gerados 8,8 mil empregos, dos quais 4,2 mil vêm das médias e pequenas indústrias, 2.450 das fábricas de médio porte e 2.190 da unidade de grande porte. A produção da região é da ordem de 8,8 milhões de pares de calçados e mais 400 toneladas de produtos em borracha EVA. Oito
das empresas instaladas no Cariri são exportadoras e contam com o apoio institucional da Comissão de Comércio Exterior (CCE Cariri). Juntas comercializaram, em 2005, US$ 6.244.942,00 no mercado internacional. Os produtos são vendidos para países como Estados Unidos, Espanha, França, Equador, Paraguai, Uruguai, Portugal, Itália, Bolívia, Argentina, Reino Unido e Grécia, segundo dados do Sebrae CE.
Já o polo da região de Fortaleza está localizado no nordeste do estado e além da capital são importantes, em termos de emprego de mão de obra, os municípios de Maranguape e Horizonte. Estes três municípios têm 63 estabelecimentos e empregam 7.408 pessoas.
O município de Sobral está localizado na região noroeste do estado do Ceará, a 230 quilômetros da capital. Com apenas dois estabelecimentos, empregando diretamente 8.451 pessoas, Sobral já é o município maior produtor de calçados do Nordeste.