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Lingvistikk og grammatolgi

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3. DERRIDAS LESNING AV SAUSSURE

3.1 Lingvistikk og grammatolgi

Contexto: Módulo 2 – Agenda pessoal16 (bloco de notas privado) Participante 06, em 27/05/2008.

“Tutor, tenho feito vários testes com a utilização das informações dos pacientes e todos relatam uma modificação de postura, de equilíbrio e de leveza da cabeça e do pescoço com a colocação de uma simples tira de cera e o ajuste para um classe um. É uma beleza. (...)

Em 30/05/2008 acrescenta:

“Tinha uma paciente com muitos problemas emocionais, separação, roubo de carro, estresse, dificuldades de relacionamento familiares e que no momento em que o ex marido foi assaltado e levaram o carro dela desenvolveu uma paralisia facial do lado direito com necrose do segundo molar direito, dores, dormência em todo este lado. (...) Como não consegui resolver o caso todo com a odontologia convencional e os florais resolvi fazer um reposturador gratuito para ela e para minha surpresa a dormência do lado direito melhorou e ela relatou uma postura melhor.”

Esse participante logo arriscou colocar em prática os novos ensinamentos e imediatamente encontrou resultados em sua clínica. Dentro das posturas dos

16 No segundo módulo, devido ao fato de ter sido trabalhado o conceito de Agenda, o nome do bloco de

notas pessoais foi transformado. A Agenda, para a Bio Cibernética Bucal, é um registro de um programa, algo formado por códigos que nos auxiliam na compreensão de nós mesmos.

participantes, é possível construir dois perfis marcantes: o que coloca a mão na massa e vai aprender com isso, inclusive sem medo do erro, como é o caso desse participante 06. E o extremo oposto, ou seja, aquele que fica perguntando como fazer, esperando a técnica mecânica, sem nunca conseguir colocar em ação o novo fazer clínico. O primeiro já é sujeito de sua prática profissional. O segundo ainda está preso pela insegurança. São duas configurações subjetivas diferentes no que se refere ao padrão de ação clínico. No caso do primeiro, novos sentidos subjetivos já mobilizaram sua prática. No caso do segundo, faltam elementos concretos para que essa prática possa ser consolidada, a saber, um passo-a-passo técnico e objetivo.

Outro relato desse participante 06 no mesmo contexto de Agenda Pessoal mostra sua coragem na ação e sua emoção ao conferir os resultados efetivos, no qual essa emocionalidade atua recursivamente, estimulando ainda mais sua prática profissional:

Em 05/07/2008 relata:

“(...) Tenho uma paciente que, além de paciente é muito amiga e que a muito tempo, 7 anos venho tentando mostrar a ela a necessidade de uma mudança de vida porém sem muito sucesso. Ela trabalha com contabilidade, altamente estressada, com problemas com irmãs e filho e um ex marido que viveu 17 anos na mesma casa sem convivência marido e mulher e que depois de dois anos que ela saiu de casa e que ainda hoje paga condomínio e as despesas dele começou a dizer que é o marido dela. Ela é crente do tipo que só faz o que o pastor diz que é para ser feito. Tem pressão alta, enxaqueca, dores pelo corpo todo dores no calcanhar, mau humor constante problemas no trabalho e na boca é uma bagunça, faltam muitos dentes e os que estão presentes estão todos fora de posição, perda de dimensão vertical, problemas de atm e a duas semanas teve conforme o médico um princípio de Avc. Então esteve no consultório e eu fiz um posturador e dei presente e pedi que me mantivesse informada das alterações. Ontem ela veio ao consultório e você não acredita o que já aconteceu com ela. Disse que as dores sumiram, que a pressão estabilizou, está mais feliz tanto que arrumou um paquera e teve coragem de chamar o filho e contar além de marcar uma conversa com o ex-marido para resolver a situação do casamento. No escritório onde trabalha ligaram para saber o que era que eu fiz com ela, o que eu tinha posto na boca dela pois ela estava outra pessoa. Ontem eu me senti dentista pela primeira vez, eu consegui orientar uma pessoa e proporcionar mudanças e bem estar a ela. Obrigada a vocês e a BCB, sei que fiz de ousada mas sei que encontrei meu caminho. Estou compartilhando com vocês minha alegria. Um grande abraço”

No movimento de coragem, esse participante continua a colocar a mão na massa, pegando o espírito do aprender fazendo que o curso lhe proporcionou.

Em 14/07/2008 relata:

“(...) Estou treinando muito o verbo da BCB com meus pacientes e olha que estou me saindo muito bem. É muito mais fácil na prática quando aprendemos interagindo com a anamnese. E olha que sabemos muito, porém pouco perto do que temos a aprender. “ Em 15/07/2008.

“Já estou reproduzindo, e os pacientes estão impressionados com isso e querendo entrar nesta busca por uma melhora. Começo vendo a queixa, o que foi que levou ele até lá vou conversando e chego até o ponto em que ele consegue ele mesmo perceber qual a causa do problema que se refletiu naquele momento e que a cura virá dele mesmo. É maravilhoso.”

Nesse caso, a participante mostra-se sujeito de sua ação clínica como profissional de saúde e, além disso, mostra que entendeu como funciona o paradigma de saúde desse modelo que precisa despertar o sujeito do paciente. É um movimento interessante que revela que não basta racionalizar uma ideia, importante é praticá-la para aprender. Essa seria a pedagogia do si mesmo, segundo a qual que vê em si mesmo e aplica o conhecimento em si tem mais facilidade para ajudar aos pacientes que sofrem a aplicar também em si o movimento da mudança, da revisão do modo de vida, da transformação de conceitos arraigados e práticas doentias. A produção dos novos sentidos subjetivos é o que mobiliza esta coragem para atuar.

E a participante continua agregando seus relatos, mantendo seus tutores informados sobre seus avanços concretos como profissional de saúde:

Em 31/07/2208.

“Tutor, tenho percebido que a medida que vou trabalhando o programa com meus pacientes as mudanças vão ocorrendo de forma mais rápida. O mastigar e a respiração são os mais difíceis de trabalhar, pois são os realizados mais no automático mas vou conseguindo. Os que não querem trabalhar com o programa é muito difícil conseguir bons resultados. (...)”

Em 08/08/2008:

“Ok, Tutor. Estou tendo bons resultados com meus pacientes. Continuam com dificuldades de trabalhar a mastigação mas aos poucos vamos conseguindo. Estou muito satisfeita com os resultados. Coloquei um posturador no meu marido, que por sinal é um caso de recidiva total da orto. É meu teste final, mas por incrível que pareça está dando resultado. (...) e está bem diferente, mais comunicativo, participativo, mais consciente. (...)”

Contexto: Módulo 2 – Agenda pessoal (bloco de notas privado) Participante 01, em 14/06/2008.

“(...) Devo dizer que já faz bastante tempo, meio por intuição ou vontade de partilhar, venho tecendo com meus pacientes conversas mais amplas que o simples cotidiano da odontologia. (...) Agora volto a sentir a vontade e o gosto de sentar e conversar mais tempo com o paciente. Tenho falado principalmente sobre nossa presença como espécie no planeta, evolução, construção do programa, execução do programa (DNA), os estados simpaticotônicos e seus reflexos, sobre a visão da cárie de dentro prá fora, sobre alimentação e, após o ilha das flores (refere-se ao filme disponibilizado no curso)17 sobre o Estado e o sistema de dominação. Sinto que as pessoas estão gostando de ouvir certas idéias e saem motivadas a refletir e voltam relatando que algo mudou e sentem motivação para ver e fazer diferente algumas coisas em suas vidas. Tá bem bacana o exercício. Não ouso falar nisso tudo como BCB, ainda, por não me sentir autorizado, (vê Tutora aquela maniazinha de aguardar a explícita autorização????) Bem sinto muito bem tudo isso.”

Esse último discurso foi colocado aqui para que sejam alinhavadas as diferentes posturas dos diferentes sujeitos. O participante 06 colocou a mão na massa sem dúvidas e transformou sua prática clínica de imediato, assumindo a BCB como algo seu, sem necessitar de autorizações externas, pois as internas lhe eram suficientes. Já o participante 01, mesmo estando em contato com o conhecimento por mais tempo, visto que já havia integrado outros grupos de estudos, executa essa postura clínica com mais cautela, num ritmo mais lento. Começa a notar os reflexos nos pacientes e em si mesmo. Indica perceber que a autorização é interna e que é algo que o tempo é que irá lhe trazer. Esse “sentir-se seguro” para manifestar uma prática mais dialógica com seus pacientes virá com as modificações configuracionais e com os novos sentidos subjetivos que ele permitirá incorporar em seu tempo próprio de sujeito concreto. Mais uma vez, vê-se a indicação de que aprendizagem é de ordem sistêmica e subjetiva (GONZÁLEZ REY, 2008), pois existe uma combinação entre novos conceitos, novos sentidos subjetivos, novas experiências e um sujeito concreto que materializa isso tudo no seu viver.

Destaca-se a importância de compreender cada um como único. Ainda que existam muitas características em comum, não se deve nunca perder de vista as singularidades. É o uno-múltiplo enfatizado por Edgar Morin (2007).

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