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3. Technified coffee farmers: The production system is substantially different from the two previous cases. Traditional coffee plantations have been renovated towards a

8.2 Limitations Identity

As estratégias utilizadas para acessar os fenômenos relacionados ao adoecimento grave e vivenciados pelos participantes foram compostas por entrevistas, observações participantes e registros em diário de campo. Foi utilizado também o prontuário médico para obtenção de informações sobre a história clínica da pessoa adoecida e sobre a evolução de seu tratamento.

Adotou-se como critério de rigor metodológico a clareza na descrição dos critérios adotados para a constituição do corpus e a explicitação das razões que justificaram sua escolha e o modo como foram aqui utilizados (SPINK; LIMA, 2000).

a) Entrevistas semidirigidas

A entrevista semidirigida foi considerada uma estratégia que permitia a abordagem de questões de interesse para este estudo, ao mesmo tempo em que oferecia a oportunidade para o entrevistado falar livremente sobre um determinado tema, segundo sua linha de pensamento e suas experiências. Esta abertura pôde possibilitar o conhecimento de aspectos não previstos na investigação das experiências dos participantes (TRIVIÑOS, 1987). Dessa forma, o pesquisador podia ocupar uma posição de curiosidade e abertura para aprendizagem com o entrevistado.

Foram realizadas pelo menos três entrevistas semidirigidas com cada participante, com questões abertas, em momentos cronológicos diferentes. A primeira, realizada com a pessoa adoecida e seu cuidador, respectivamente, ocorreu no período de até um mês após a saída da UTI. Esta entrevista teve como objetivo conhecer como pessoas adoecidas e cuidadores vivenciaram a doença grave e a internação em UTI, assim como seus primeiros movimentos para a retomada de suas rotinas de vida fora do hospital. Desse modo, foi solicitado que o participante descrevesse suas experiências a partir da seguinte questão norteadora: Você pode me contar sobre como foi o tempo em que você ficou na UTI? Alguns temas foram abordados nesta entrevista, conforme descrito no Apêndice B. A entrevista realizada com os cuidadores foi iniciada com a questão norteadora: Como foi para você acompanhar o (nome) durante o tempo em que ele ficou internado na UTI? e abordou os temas descritos no Apêndice C.

Foram ainda realizadas outras duas entrevistas com cada um dos participantes (pessoa adoecida e cuidador), em dois outros momentos, a saber: aos três e seis meses após a saída da UTI. Nestas entrevistas pretendeu-se ampliar a compreensão sobre a trajetória de suas experiências subsequentes ao adoecimento grave e internação em UTI, a partir da questão

norteadora: Conte-me um pouco sobre como está sua vida após a saída da UTI? Pretendeu-se abordar os temas descritos nos Apêndices B e C, respectivamente. Foram realizadas 22 entrevistas, sendo 11 com as pessoas adoecidas e 11 com os cuidadores, sendo que no mínimo, realizaram-se três entrevistas com cada um deles ao longo de pelo menos seis meses de coleta de dados. Todas as entrevistas foram gravadas em áudio e posteriormente transcritas na íntegra.

b) Observações participantes

De acordo com Delgado e Gutiérrez (1995), as observações participantes são definidas como situações de observação natural, sistematizadas, de grupos de pessoas em sua vida cotidiana. Neste estudo, foram realizadas observações diretas, por meio de visitas à pessoa adoecida e ao cuidador, no ambiente em que estes estivessem (no ambulatório, na enfermaria ou em sua casa). Nestas visitas, a pesquisadora permanecia como observadora das atividades que aí se desenrolavam e buscava pelo estabelecimento de um diálogo aberto e acolhedor sobre as situações ali vividas.

As observações participantes foram utilizadas como uma estratégia complementar de coleta de dados, possibilitando a descrição de interações estabelecidas entre pessoa adoecida- cuidador-profissionais em diferentes momentos. Estas observações tinham como objetivos a manutenção da proximidade da pesquisadora com os participantes e com as situações por eles vivenciadas, a ampliação do conhecimento da forma como eles lidavam com a doença grave e suas consequências para suas vidas, assim como a compreensão do processo de construção de uma rede de apoio (tanto em relação aos seus pares, como em relação aos serviços de saúde), sendo registradas em diário de campo.

Foram realizadas 13 visitas aos participantes, sendo que, no mínimo, cada dupla foi visitada três vezes, em ocasiões diferentes da realização das entrevistas.

c) Diário de campo

Um diário de campo foi utilizado como instrumento de registro do material, contendo informações e impressões sobre eventos ocorridos durante o período de internação da pessoa adoecida na UTI, durante a realização das entrevistas e das observações participantes, buscando complementar e enriquecer a análise de dados. As informações registradas incluíram também impressões sobre a receptividade, o ambiente e conversas informais estabelecidas.

Delineamento Metodológico | 41

Os registros de campo foram realizados no período imediatamente posterior a finalização do contato entre pesquisadora e participantes, no diário de campo.

d) Prontuário médico da pessoa adoecida

O prontuário médico da pessoa adoecida foi consultado com a finalidade de coletar informações relacionadas à presença de doenças e internações prévias, motivo da internação atual, local de procedência, diagnóstico clínico, avaliação da gravidade e idade da pessoa adoecida.

e) Passos adotados para a consecução do material de pesquisa

O convite, para a participação no estudo, foi feito individualmente, a cada participante, no período imediatamente anterior à alta da UTI. Após essa apresentação inicial e com a anuência dos participantes, foi agendada a primeira entrevista com a pessoa adoecida e com o cuidador, na qual se procedeu a entrega do Termo de Consentimento Esclarecido. Estas primeiras entrevistas foram realizadas individualmente e em até um mês após a saída da pessoa adoecida da UTI, de modo a manter o vínculo da pesquisadora com a pessoa adoecida e propiciar o acompanhamento de possíveis situações difíceis que pudessem interferir na evolução da mesma. Os participantes foram convidados a falar livremente sobre suas experiências durante a internação na UTI, de forma a favorecer a compreensão sobre como vivenciaram a doença grave e a internação em UTI.

Os encontros posteriores com os participantes, previstos no delineamento metodológico (ao longo de pelo menos seis meses após a saída da UTI), constituídos pelas duas outras entrevistas com cada pessoa adoecida e cuidador e pelas visitas para observação participante, foram previamente agendados e realizados em locais e horários que melhor convieram aos participantes.