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4. Resultater

4.2 Lengde ved alder for laksunger i elv og innsjø

Uma das principais contribuições do presente trabalho refere-se ao fato dele representar, talvez, a primeira análise dos efeitos da expansão internacional sobre o desempenho das EMNs dos países integrantes dos BRICS, analisadas simultaneamente.

Os resultados indicam que em estágios iniciais de internacionalização o desempenho das EMNs dos BRICS apresenta um comportamento decrescente. Ou seja, no início da expansão internacional as empresas vão encontrar custos iniciais que excedem os benefícios iniciais da internacionalização. Esse mesmo resultado foi encontrado anteriormente por Contractor, Kundu e Hsu (2007) em seu estudo com 269 EMNs indianas. Do ponto de vista dos custos de ser estrangeiro ou liability of foreignness (HYMER5, 1960 apud LI, 2007; ZAHEER, 1995), esse desempenho negativo pode estar relacionado à inexperiência das EMNs em mercados estrangeiros, falta de informação local, falta de familiaridade com a cultura local e até mesmo o tratamento discriminatório por parte do governo estrangeiro. Adicionalmente, a falta de experiência global, competência administrativa e experiência profissional são fatores que podem influenciar negativamente o desempenho das EMNs de economias em desenvolvimento (LUO; TUNG, 2007).

Entretanto, os resultados também indicam que, ao longo do tempo, à medida em que as EMNs dos BRICS ampliam o seu GI, elas são capazes de reverter os resultados verificados nos estágios iniciais, passando a colher os benefícios da expansão internacional, obtendo retornos positivos. Isso ocorre porque a partir de certo ponto as EMNs “começam a ganhar conhecimento e experiência em mercados estrangeiros” (THOMAS, 2006, p. 506). Essa constatação vai ao encontro do que propõe a teoria comportamental da internacionalização (JOHANSON; WIEDERSHEIM-PAUL, 1975; JOHANSON; VAHLNE, 1977), segundo a qual “os obstáculos mais importantes para a internacionalização são a falta de conhecimento e recursos. Entretanto, esses obstáculos são reduzidos através de decisões

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Hymer, S. (1960). The international operations of national firms: a study of foreign direct investment. Unpublished Dissertation, Massachusetts Institute of Technology.

incrementais e com a aprendizagem sobre os mercados e operações estrangeiras (JOHANSON; WIEDERSHEIM-PAUL, 1975, p. 306).

De acordo com Luo e Tung (2007), as EMNs de economias em desenvolvimento utilizam sistematicamente a expansão internacional como um “trampolim” para compensar as suas fraquezas competitivas. Neste sentido, embora as EMNs de economias em desenvolvimento enfrentem desafios inerentes à sua expansão internacional, eles são superados com o tempo e a experiência. Os resultados do presente estudo indicam que as EMNs dos países integrantes dos BRICS podem colher vários benefícios positivos da expansão internacional, tais como: economias de escala, racionalização da produção e alocação mais eficiente dos recursos, diluição de riscos através de vários países, poder de mercado conferido pela atuação em âmbito internacional, ampliação das oportunidades de investimento, benefícios relacionados a poder de barganha, além de se beneficiar da aprendizagem, conhecimento e desenvolvimento de capacidades ao redor do mundo. Entretanto, esses benefícios só são internalizados depois da EMN incorrer em custos iniciais de curto prazo. Resultado semelhante foi obtido por Douglas (2006) e Contractor, Kumar e Kundu (2007), que encontraram uma relação internacionalização-desempenho em forma de “U” para empresas multinacionais mexicanas e indianas, respectivamente, mesmo resultado obtido no presente trabalho com EMNs dos países integrantes dos BRICS.

Dito de outro modo, os resultados obtidos neste estudo evidenciam uma relação em forma de “U” para a relação internacionalização-desempenho no universo de EMNs dos países integrantes dos BRICS. Esse mesmo resultado foi encontrado por Contractor, Kundu e Hsu (2007). Adicionalmente, sob o ponto de vista da perspectiva trampolim de Luo e Tung (2007), argumenta-se que o desempenho negativo, verificado nos estágios iniciais de internacionalização, pode estar também relacionado a fatores como: pobre governança corporativa das EMNs dos BRICS, fraca inovação de produtos e processos e deficiências em competências essenciais e ativos estratégicos. Entretanto, como visto acima esses desafios não devem alterar a disposição dessas EMNs em se aventurar nos mercados externos, pois, ao longo do tempo, a estratégia de expansão internacional pode compensar as fraquezas competitivas dessas EMNs.

Além disso, o presente estudo encontrou apoio para a FO como um importante moderador da relação entre o GI e o desempenho das EMNs dos países integrantes dos BRICS. Verificou-se que a FO modera positivamente a relação internacionalização-desempenho. Em outras palavras, quanto mais recursos excedentes estiverem disponíveis para os gestores das EMNs, mais liberdade eles terão na alocação desses recursos em usos alternativos e, por conseguinte, efeitos positivos sobre o desempenho da empresa. Resultados semelhantes foram obtidos por estudiosos da relação folga organizacional-desempenho (TAN; PENG, 2003; SU; XIE; LI, 2009; JU; ZHAO, 2009). Bourgeois (1981) argumenta que esses efeitos positivos se devem ao fato de a FO permitir a uma organização se ajustar a mudanças brutas no ambiente externo e experimentar novas posturas em relação a esse ambiente, seja através do lançamento de novos produtos ou por meio de inovações no estilo de gestão. No contexto internacional, Lin, Liu e Cheng (2011) consideram que a FO permite que as empresas possam iniciar suas estratégias internacionais e ajuda a amortecer eventuais choques presentes nos ambientes internacionais, o que explica o efeito moderador positivo dessa variável sobre a relação internacionalização-desempenho.

No que se refere a IP&D, o presente estudo não encontrou apoio para a inclusão dessa variável como moderadora da relação internacionalização-desempenho, apesar da matriz de correlação (ver Tabela 17) indicar que tanto a variável grau de internacionaliação quanto a variável desempenho estão positivamente relacionadas à IP&D. Assim, uma possível explicação para a rejeição da Hipótese 3 reside em Barney (1991) que argumenta que os recursos específicos da empresa têm o potencial de vantagem competitiva sustentada apenas quando eles são valiosos, raros, inimitáveis e insubstituíveis. Neste sentido, para que os recursos da empresa possam estar relacionados com desempenho superior eles não podem ser facilmente replicado por outras empresas (KIRCA et al., 2011). Em sua meta-análise de 125 estudos, Crook et al. (2008) encontrou fortes evidências de que a relação entre recursos específicos e desempenho é mais forte para as empresas que detém recursos valiosos, raros, inimitáveis e insubstituíveis.

Finalmente, a partir da teoria dos três estágios de internacionalização, é possível analisar as razões que explicam o formato em forma de “U” para a relação

internacionalização-desempenho no universo de EMNs dos BRICS. Contractor, Kundu e Hsu (2007) argumentam que, embora o modelo dos três estágios de internacionalização tenha aplicação universal, as EMNs de economias em desenvolvimento ainda não atingiram altos níveis de internacionalização e, portanto, não atingiram o estágio três de internacionalização, estando ainda situadas ao longo dos estágios 1 e 2 de internacionalização. De acordo com os autores, isso se deve ao fato de a expansão internacional de empresas de mercados em desenvolvimento ser um fenômeno relativamente novo. Seguindo essa linha de raciocínio, considerando que as EMNs dos BRICS ocupam apenas as fases 1 e 2 de internacionalização (ver Ilustração 6) torna-se razoável aceitar o fato de que os resultados empíricos do presente estudo apresentaram apenas uma inclinação negativa inicial (ver Ilustrações 8, 9 e 10) seguida por uma inclinação positva, caracterizando um relação em forma de “U” da relação entre o GI e o desempenho das EMNs dos países integrantes dos BRICS.