8. Publikasjoner
8.7 Ledere, kommentarer, anmeldelser, kronikker
Destaca-se uma percepção que é predominantemente partilhada entre os envolvidos: devido exatamente às peculiaridades que envolvem este trabalho, não haveria por parte dos clientes uma compreensão sobre todo o processo que é necessário para desenvolvê-lo. Assim, mais um dos elementos que contribuiriam para o que chamam de subvalorização da atividade é o fato de esta estar, em geral, dissociada de tempos fixos, controles explícitos e resultados previsíveis e, também se poderia dizer, por estar fora da regularidade presente num emprego formal, clássico. O caso de Gustavo é representante dessa não adequação a esses moldes, ao demonstrar sua “opção” por criar suas próprias regulações, seus horários de trabalho, apesar ainda assim da incompreensão dos clientes quanto ao trabalho que realiza e à condição de maior instabilidade que ela envolve.
Porque pra esse trabalho criativo você precisa de tempo. Tanto que eu não me adaptei trabalhando de funcionário exatamente por isso, porque tem hora que eu preciso parar. Eu até já avisei pros meus clientes que daqui 15 dias eu vou sumir, pra preparar, já que eu sumo 15 dias e daí eu volto, aí eu apareço, eu tiro umas três férias por ano, eu tiro, pra parar, pra sair da frente do computador, porque enche o saco também, né. Enche bastante o saco. Dias e noites. Essa semana mesmo, que eu tô com um monte de coisa atolado aí, eu fico até 4, 5 horas da manhã todo dia. [...] Eles não entendem, eles entendem só o produto final. Eles não querem saber do processo que leva pra fazer (Gustavo).
Em primeiro lugar, há uma espécie de consenso entre os entrevistados ao declararam que a criatividade é essencial para o designer, é sua ferramenta de trabalho. Apesar da não uniformidade de percepções, elas convergem no sentido de que o designer é alguém que necessita resolver problemas que lhe são apresentados. Concordam que não há uma forma correta ou única para ser criativo, nem mesmo há um curso que forme criativos – o que mais uma vez remete às discussões sobre os designers e os não designers, já que essa premissa
acaba por colocar uma dúvida acerca da obrigatoriedade ou apenas complementaridade que teriam os cursos especializados na área do design gráfico. A criatividade citada por eles consiste em algo que é adquirido por vias diversas, no dia a dia, por referências variadas, e nesse sentido é importante sempre estar ampliando seu repertório. Em essência, concordam que ser criativo é conseguir criar algo novo, a partir do que já se tem, buscando soluções diferentes que não haviam sido pensadas de tal ou qual forma. O nível de liberdade criativa possível, destacam, porém, é algumas vezes limitado, é preciso seguir modelos prontos e previsíveis. Não se pode criar tudo o que se quer, nem da maneira que se quer, mesmo que sua ideia seja genial, tendo que se adaptar às vezes às expectativas do cliente, como declara Fabrício:
Dependendo da demanda, se for... Você não pode fugir muito do que o cara espera. Se você já tem ali há um tempo, então não sei se é uma criatividade um pouco contida ali. Porque a gente faz assim, a gente faz uma base já, aquele anúncio vai ficar mais ou menos daquele jeito durante um ano, daí todo ano a gente muda... (Fabrício).
Na realidade, nada se cria, tudo se copia, mas em partes. Tipo... É sempre preciso ter inspirações, saber um pouco da história da empresa que está fazendo o trabalho com você, ser criativo, vamos dizer assim, seria as suas ideias mais a do cliente juntas chegando a um resultado que agrade ao cliente (Michel).
Manter-se criativo e produtivo, diz Denise, é um sonho de qualquer profissional dessa área, muito mais um sonho do que o que ocorre na realidade. Não é em todo trabalho que se precisa ter ideias inovadoras. Às vezes, em nome de produtividade e de atender aos resultados que esperam do designer, recorre-se muitas vezes a soluções já encontradas, nada que atinja um patamar de originalidade. Atender aos prazos impostos faz com que muitas vezes se parta para respostas que já foram dadas.
Sofro sempre. Até que aqui ainda não, porque assim... Lógico, muita coisa, você tem que ser criativo, ter originalidade, fazer a coisa... Um negócio bacana e tal. Mas aí eu não tenho que ousar tanto nessa criatividade. Eu acho que tem outros trabalhos que você tem que ser mais ousado, porque ainda é meio que novidade, porque tudo o que está se apresentando, sendo novidade... Mas é difícil você conciliar, porque às vezes você está num dia que você tem que estar bem... sabe... às vezes você está mal, você está de saco cheio, você brigou com o namorado, sabe? Aí você não vai produzir. Vai ser um dia que você não vai produzir, vai ter um dia que você tá bem... é onde muitos dos profissionais, muitos dos designers aproveitam e não dormem, passa batido. Às vezes ele está num processo de criação que ele não pode interromper, é onde que “vara” a madrugada... Teve uma época de faculdade e tal que chegava de sexta-feira e todo mundo às vezes ia pra balada e tal... E, nossa, eu ficava ali no computador e eu estava numa linha de pensamento, num processo tão fluindo que eu falava “gente, se eu
levantar daqui agora já era”, sabe? E você vai embora, entendeu?! Acho que tem que aproveitar isso daí. É onde que tem essa coisa do designer trabalhar de madrugada, de não dormir... É por causa disso: porque ele não quer interromper esse processo de criação dele. Então é onde ele passa reto. Se ele interromper, nossa, só se o cara for muito bom pra conseguir. (Denise)
Thiago é designer e músico e diz não conseguir se enxergar sendo ou somente designer, ou somente músico, para ele, ambas atividades se complementam. Diz que o mais gratificante desse tipo de trabalho é o reconhecimento, quando é visto, apreciado pelas outras pessoas, que sentem algo com aquilo que ele criou. E, acima de tudo, crê que fazer design é conseguir unir arte e produtividade:
O conflito inicial de todo designer é “o que ele é?”. Ele é artista ou é designer? Tudo é arte, tudo que você pode fazer pode ser considerado arte. Ser um designer é ser um artista que tenha produtividade, que seja bom para o mercado, tem que ser produtivo. Arte e design estão completamente ligadas, com certeza (Thiago).
A visão de Gustavo a respeito do trabalho que realiza, diferentemente dos demais entrevistados, está muito mais atrelada a uma percepção artística de sua atividade, talvez menos preocupada com os fatores objetivos, como prazos e valores, que envolvem a realização de um projeto. Em suas falas, declara ser um artista, e não um designer, e sugere uma tentativa mais assertiva no sentido de “fugir”, “escapar” das amarras que são colocadas pela própria atividade de design, expressando uma forma mais enfática ao afirmar sua subjetividade e identidade que se manifestam na maneira com que compreende e realiza seu trabalho. Nesta fala condensa também como se dá o processo de trabalho, desde a chegada do cliente até algumas das características que envolvem mais diretamente seu trabalho de criação.
Primeiro chega o cliente com alguma necessidade. Tipo, eu estou lá com a pizzaria, a “Pizzaria Y”, não sei se você conhece. Ali eu que faço tudo. Desde que abriu. Então ele é um cliente que tudo que eu faço ele deixa por minha conta. Então ele vem com a necessidade, agora abriu mais duas pizzaria delivery, a concorrência tá aumentando, então ele precisa criar alternativas. Aí, que acontece, eu tenho um período de maturação dessas alternativas, a gente já fez de tudo primeiro que as outras pizzarias, então não adianta fazer mais daquilo que eu já fiz, às vezes acha outras soluções pro mesmo problema. Aí agora ele me dá o prazo de maturação dessa coisa, aí eu vou pesquisar, vou ver pizzaria gringa, o que tá acontecendo. E daí tem uma hora que vem, não sei te explicar da onde, nem porque, mas tem uma hora que bate... Porque eu tenho muito isso também, é... Eu não sou, eu não tenho uma rotina de produção, eu dependo do estalo, a hora que dá o estalo, aí pronto, aí você não me tira mais da frente do computador até eu terminar. Mas aí se acabou esse estalo e eu fiz, e o cliente começa com muita coisa, aí acabou com o processo criativo todo, se ele começa a arrumar muita
mudança, porque daí já sai da ideia original, e eu já me perco. Então, ele tem um... Um momento do “insight” mesmo que eu preciso esperar, e isso daí eles não entendem, eles não entendem isso como um trabalho, tipo, a cabeça tá funcionando. Porque às vezes num detalhe besta do dia a dia que você acaba falando “nossa, podia fazer isso aqui desse jeito” (Gustavo).
Apesar de concordar que “nada se cria, tudo se copia”, a visão que Gustavo tem de trabalho criativo diverge dos demais entrevistados ao compreendê-lo como uma atividade que envolve mais especificamente o processo de maturação de uma ideia, o esforço em encontrar, independentemente do recurso e do tempo disponível, um “insight” criativo. Por outro lado, nas demais visões, transparece o vínculo que existiria entre ser criativo com outros fatores, com características como objetividade e produtividade.
Ser criativo não é resolver os problemas somente com base nas referências, mas em todos os outros fatores, o tempo, a verba, as informações, a equipe, os objetivos, os materiais disponíveis, enfim, tudo o que puder influenciar no projeto. Em suma, ser criativo é solucionar o problema de acordo com os objetivos e as necessidades dentro do tempo e da situação disponível [...]. E, nesse caso de produtividade e criatividade, tem a questão de demanda, independente de ser freelancer ou empresa, nenhum deles deveria absorver mais trabalho do que é capaz de produzir. No caso do freelancer, é aprender a lidar com quantos projetos é capaz de desenvolver simultaneamente (Marcos).
Esta última fala remete a uma percepção segundo a qual a conciliação entre criatividade e produtividade se mostra como mais plausível; nesse sentido, adaptar-se aos prazos, exigências e ritmos impostos exteriormente é viável se aceitam essas premissas como as regras do jogo. Fabrício exemplifica como isso se dá no dia a dia; em alguns casos, manuais bastante restritos indicam o que o designer deverá seguir, de acordo com a identidade visual da empresa.
É, é. Esse ano foi até bastante assim de alteração. Então, olha só o nível que vai o negócio. Eles são uma empresa dos Estados Unidos, americano, e você tem todo um manual de comunicação que lhe é fornecido do que você pode e do que você não pode fazer. É um negócio, é... Vamos dizer que é uma hierarquia, é uma agência que criou pra uma matriz, os caras fizeram um manual todo, isso daí é um branding20 todo, do que você pode usar, é isso aí,
é identidade visual mesmo, né. Isso aí é um negócio absurdo, porque você vai, estuda lá o logo da Pepsi, aquilo lá eu achei demais, cara. Então você recebe um manual do que você pode fazer, uma paleta de cores, quais são as cores, mais ou menos, ah, não pode ser assim, não pode virar assim, “ah,
20 O termo branding refere-se a todo o planejamento voltado a desenvolver uma marca. Uma marca,
para se destacar e se fortalecer no mercado, necessita de todo um projeto perante seu público. Em suma, branding é a “sustentação da identidade de uma marca de empresa, produto ou serviço, conjunto de ações destinadas à consolidação de uma marca no mercado” (ASSOCIAÇÃO DOS DESIGNERS GRÁFICOS, 2003, p. 171).
beleza”, você vai seguindo ali, dentro daquilo ali você vai trabalhar mais ou menos, não, em cima daquilo ali, você pode fugir? Pode, só que de repente esse anúncio vai lá pra cima, e vão dizer “quem que foi”, né? Aí ferrou, tchau (Fabrício).
Adaptar-se a essas restrições é uma forma de, digamos, conseguir conciliar criatividade com objetividade. Faz parte, assim, de sua visão sobre ser criativo conseguir dar conta da demanda de acordo com o que é hierarquicamente proposto, pois agir dessa forma acaba sendo uma premissa para manter-se no mercado. Arriscar fugir dessas restrições, apesar de parecer inovador, poderá, por outro lado, comprometer negativamente o designer frente ao cliente, o que consequentemente pode fazer com que ele perca aquele trabalho, o rendimento econômico, assim como os contatos advindos desse cliente, que poderiam lhe garantir futuramente outros trabalhos. Para tanto, ajustar-se ao que se espera dele é fundamental, de modo que a atitude de ficar divagando a respeito de um projeto, por exemplo, sem dar respostas rápidas e efetivas aos objetivos propostos – mesmo que não se concorde com eles pelo fato de serem claramente objetivos comerciais – é uma atitude possível, porém, pode ser também um ponto negativo para o designer. Em resposta sobre se o designer precisa ser objetivo para ser produtivo, responde:
O designer sim. Porque é comercial, meu. Ele tá fazendo aquilo lá pra vender pra alguém vender alguma coisa. Tem que ser. Não vai fazer uma coisa que tem uma mensagem subliminar, não, ele vai falar “compre batom”. Não tem... O que o designer tem que é legal, o cara tem uma sensibilidade ou uma forma de organizar as informações que por ele ter estudado, mas isso comunicação também tem, e tal, que as coisas ficam melhor de certa forma... Você vai colocar o texto assim? Não, você vai colocar assim, porque assim a legibilidade é muito maior, não é fazer o logo em curva porque a legibilidade é pior e tal. Então o cara tem uma noção técnica melhor, juntando com sensibilidade... Que fica bom ou não, tem uma técnica também, sem dúvida. Acho que é mais ou menos por aí, por ele ter estudado, ele sabe o que fica melhor ou não e ele vai adequar isso à linguagem que ele precisa, sei lá, se o cara for vender chocolate é uma coisa, se ele for vender cerveja é outra... Ele vai se adequar ao meio que ele tá produzindo também pra passar essa mensagem de uma forma clara, rápida, objetiva, de uma maneira esteticamente agradável. Eu acho que é mais ou menos isso, e aí que o cara vai usar o bom senso e as outras coisas, pra que tudo fique adequado, agradável (Fabrício).
Aliada a uma sensibilidade maior, como ele diz, existe uma percepção mais técnica, que faz com que a mensagem transmitida seja clara, precisa e objetiva. Assim como Marcos, sua percepção sobre criatividade no design está vinculada à existência de alguns padrões, organização, objetividade. Em oposição, há a declaração de Gustavo, que contesta essas percepções:
Organização tá completamente descolada da criatividade. Ou o cara é organizado ou o cara é criativo, não dá pra ser os dois. Se tivesse um monstro desses, pode ter certeza que o resto estava lascado (Gustavo).
Ademais, além de separar criatividade de organização, objetividade, demarca o fato de esses elementos diretamente associados à produtividade estarem desligados necessariamente do que se pensa como tempo de trabalho oficial, em frente ao computador.
Não dá pra ter os dois juntos, não, hein. Comigo não funciona, lógico que nuns pedaços do trabalho acaba pintando uma ideia no meio, mas eu antes tenho que cozinhar ela pra depois servir. Eu não consigo simplesmente ver lá e ficar pensando “o que eu ponho aqui agora”, né. Produtividade pra mim é o seguinte, a minha produtividade é muito mais parada do que efetivamente trabalhando na frente do computador. Hoje tá assim, né, quando eu comecei não. Porque hoje eu entendo todas as ferramentas, eu sei usar o Photoshop,
Illustrator, Corel Draw, os programas que eu mais uso, eu sei tudo onde que tá, eu quero um quadrado, eu sei onde tá. Então eu não atrelo produtividade com o tempo que eu estou no computador, mas sim o tempo que eu tô fora do computador, que é a hora que eu estou criando, bolando as coisas, daí na hora que tá na cabeça aí é fácil pra eu sentar na frente do computador e colocar, entendeu? Agora, você imagina o cliente entendendo isso. “Eu vou lá, porque eu preciso ficar uma semana pensando no seu caso, e depois eu vou na frente do computador e faço em meia hora”, entendeu, daí o que ele pensa: “ele ficou me enrolando a semana inteira, fez serviço pra um monte de gente e depois ele foi e resolveu em meia hora?”. Mas não é, entendeu, o processo dentro da minha cabeça... (Gustavo).
Nesse caso, a elaboração do projeto, pode-se dizer assim, é o processo que demanda mais tempo. A execução, a utilização do instrumental que se tem à mão para materializar a ideia inicial acaba se tornando mais fácil e rápida se se tem habilidade e prática no manejo com este, ainda mais quando se dispõe das sucessivas novas ferramentas proporcionadas pelo avanço tecnológico. Muito tempo no computador não é equivalente a ser criativo. Pode-se ter um insight criativo a qualquer hora do dia, independentemente de onde se está, o que expressa uma relação diferente com o tempo, mostrando assim uma espécie de descolamento da relação direta entre tempo de trabalho “oficial” e produtividade. Daí derivaria parte da incompreensão por parte dos clientes sobre suas peculiaridades, eventuais atrasos, demoras na entrega. Porém, já entre os demais entrevistados, a percepção sobre a postura que um designer tem de tomar é a de respeitar muito mais detidamente os acordos feitos previamente com o cliente para seu próprio benefício.
A existência do cliente como uma espécie de agente “limitador” da criação do designer é, pode-se dizer, um pressuposto dado nessa atividade, que fundamenta desde o início do processo de trabalho até a aprovação final pelo cliente. Tendo isso em vista, por
meio das diversas declarações apresentadas, pode-se notar que a relação entre criatividade e produtividade é conflituosa, porém, a conciliação entre ambas é dada por cada um dos entrevistados de maneiras diversas, e não há como dizer que, necessariamente, a interferência do cliente e os ritmos impostos exteriormente serão ou totalmente negativos ou positivos. A maneira com que esses fatores influenciam, afetam o trabalho de criação do designer, varia de acordo com inúmeros pontos, os quais são guiados essencialmente com base na subjetividade de cada um, assim como de acordo com as relações de pessoalidade estabelecidas entre esses dois agentes centrais.
A maneira com que concebe seu trabalho mais como arte do que como design e o modo que compreende a si mesmo como artista e não como designer interferem na forma com que ele irá lidar com seu cliente, colocando maiores prerrogativas sobre ao que aceita se submeter para realizar o trabalho pedido, e, nesse caso, quem predominantemente ditará as regras do jogo será o designer. Isso pode variar, obviamente, de acordo com a experiência profissional que este já detém, assim como de acordo com quem é o cliente, se ele é alguém que vale a pena continuar trabalhando ou não, se é um amigo ou não, se é um contato-chave para lhe fornecer outros trabalhos, se o rendimento econômico naquele momento lhe será fundamental ou se é possível ignorar, entre outros fatores.
Na verdade, eu sou artista, né. Eu não sou designer. É por isso que eu acho que é difícil eu aceitar o termo designer. Eu faço design, mas eu não sou designer. Designer eu vejo muito mais o cara que tem essa organização que os caras falam, que tem esse negócio de “o cliente quer, eu mudo”, isso é típico de designer, não é de artista. O artista fala “ah, vai se lascar”, eu mudo se eu quiser (Gustavo).
Por outro lado, tem-se a visão de Fabrício:
O artista não tem limite. Você vai fazer com essas cores, você vai fazer com o que você quiser. Eu acho que qualquer um pode sair fazendo o que quiser. Acho que todo mundo tem alguma coisa que faz muito bem na vida. [...] Então. Mas às vezes o cara pode trabalhar como designer e ser um artista. Mas não viver da arte dele. Ser um artista porque ele gosta de pegar um pincel lá no quadro, ou então pegar massinha e modelar, fazer um negócio legal, coisa que acha no chão, legal, não é? Sei lá, de repente o cara pira nisso (Fabrício).
Em sua percepção, a separação entre arte e design se mostra mais delimitada, ele não