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Landskapets hovedkarakter

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1 INNLEDNING

5.1 Landskapets hovedkarakter

A produção média de uva entre as variedades Niágara branca e rosada, após um ano de implantação do experimento, na safra 2004 foi de 1,98 a 4,24 kg planta-1 (Tabela 10) com efeito de tratamento, sendo a maior produção de uva observada para o tratamento A e a menor para o tratamento C. Tal resposta coincide com a produção de massa seca das plantas de cobertura, que foi maior na A em relação ao C (Tabela 1) e dessa forma poderia haver relação entre a produção de massa seca das plantas de cobertura e a produção da uva. De maneira geral a produção de uva nessa safra foi baixa, o que pode ter sido influenciado pela quantidade de chuva em dezembro de 2003 (Apêndice 5) o que favorece a ocorrência de podridões.

A produção média na safra 2005 variou de 5,0 a 6,25 kg planta-1 (Tabela 10) e não apresentou efeito significativo de tratamento e de manejo.

Na safra 2006, a produção de uva foi bem menor, variando de 1,50 a 3,20 kg planta-1. Nesta safra houve somente efeito de manejo para o tratamento VE onde a maior produção foi constatada no manejo dessecado ao roçado (Tabela 10). Neste sentido, o dessecamento da cobertura do solo (ervilhaca) com herbicida ao final do período de dormência da videira eliminou o efeito de competição com a videira cv. Isabel e aumentou a produtividade em relação ao solo mantido descoberto, porém quando a vegetação não foi dessecada houve diminuição da produção (DAL BÓ & BECKER 1994).

O fato que poderia explicar a diminuição da produção de uva na safra de 2006 pode ser o excesso de chuva no mês de outubro de 2005. (Apêndice 5) Pois nesse período ocorre a floração e frutificação da videira e o excesso de chuva poderia comprometer a quantidade de uva produzida na safra. Dessa forma a utilização de plantas de cobertura em consorciação com videiras pode favorecer alguns estádios fenológicos especialmente em se tratando de

água, pois em períodos de excesso de chuva a competição por água pode ser benéfica (OLIVEIRA et al., 2004).

Tabela 10. Produção de massa fresca de cachos de uva por planta em função dos tratamentos e

sistemas de manejo da fitomassa nas safras de 2004, 2005 e 2006 em Bento Gonçalves, RS. Cobertura/Manejo/ Contrastes 2004 Safras 2005 2006 kg planta-1 VE D 2,65 5,00 3,20 A D 4,24 6,25 2,56 C D 2,98 6,15 2,54 VE R 3,04 5,30 1,50 A R 3,76 5,20 2,33 C R 1,98 5,50 2,40 A x C * ns ns VER x VED ns ns *

Legenda: Produção de uva: média das duas variedades (Niágara branca e rosada); VE: vegetação espontânea; A: aveia

preta; C: consórcio trevo branco, trevo vermelho e azevém; D: manejo dessecado; R: manejo roçado; *: significativo a 5% de probabilidade; ns: não significativo.

CONCLUSÕES

1. A dinâmica da acidez e dos nutrientes no solo foram pouco influenciados pelos tratamentos.

2. O manejo dessecado da cobertura aumenta os teores de Ca, Mg, P e CO no solo em relação ao roçado.

3. Os atributos físicos do solo foram similares aos da mata nativa, indicando que os tratamentos e o sistema de manejo contribuiram para qualidade estrutural deste solo.

4. O manejo roçado da fitomassa promoveu aumento nos agregados do solo;

5. O armazenamento de água no solo não foi afetado pelos tratamentos e sistemas de manejo. A água disponível apresentou o maior volume no manejo roçado, em relação ao dessecado. 6. A produção de uva foi influenciada pela cobertura verde nas safras de 2004 e 2006, relacionando-se com a massa produzida e forma de manejo.

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APÊNDICES

APÊNDICE A. Coeficientes de correlação de Pearson entre os atributos químicos de um Cambissolo Háplico em função dos tratamentos e sistemas de manejo da fitomassa na camada de 0 a 10 cm, Bento Gonçalves, RS

Atributo pH CaCl2 Ca Mg P K CO Al pH água 0,79** 0,14 ns 0,23* - 0,11 ns - 0,02 ns - 0,37** - 0,3** pH CaCl2 0,29** 0,27* 0,12 ns 0,15 ns 0,04 ns - 0,53** Ca 0,54** 0,31** 0,4** 0,37** - 0,34** Mg 0,14 ns 0,47** 0,31** - 0,18 ns P 0,19 ns 0,39 ** - 0,17 ns K 0,37 ** - 0,15 ns CO - 0,12 ns Al

Legenda: pH água; pH CaCl2; Al: Alumínio trocável; Ca: cálcio trocável; Mg: magnésio trocável; K: potássio;

P: fósforo; CO: carbono orgânico total; ** e *: significativos a 1 e 5% respectivamente; ns: não significativo.

APÊNDICE B. Coeficientes de correlação de Pearson entre carbono orgânico e os atributos físicos de um Cambissolo Háplico em função dos tratamentos e sistemas de manejo da fitomassa na camada de 0 a 10 cm, Bento Gonçalves, RS

Atributo DMP BP Ma Mi PT Ds Arg CO 0,36** 0,27** 0,32* 0,16 ns 0,45 ** -0,48** -0,19 ns DMP 0,30** 0,43** -0,16 ns 0,32** -0,36** -0,50** BP 0,78** -0,53** 0,62** -0,66** -0,31** Ma -0,50** 0,83** 0,87** -0,53 ns Mi -0,15 ns 0,12 ns 0,21 ns PT -0,95 ** -0,54 ** Ds 0,50 ** Arg

CO: carbono orgânico total; DMP: Diâmetro médio ponderado; BP: Bioporos; Ma: Macroporosidade; Mi: Microporosidade; PT: Porosidade total; Ds: Densidade do solo; Arg: Argila total. ** e *: significativos a 1 e 5%, repectivamente; ns: não significativo.

APÊNDICE C.

potenciais matriciais de 0 kPa (saturação), –10 kPa (CC), -30 kPa, - 50kPa, -100 kPa, -300 kPa, e –1500 kPa (PMP), nas profundidades 0 a 5 cm e 5 a 10 cm, em função dos tratamentos e sistemas de manejo da fitomassa num Cambissolo Háplico em Bento Gonçalves, RS.

Cobertura/Manejo Camadas

0 a 5 cm 5 a 10 cm Média das Camadas

0 kPa VED 0,59 0,55 0,57 A CD 0,60 0,52 0,56 A AD 0,56 0,51 0,53 A AR 0,59 0,51 0,55 A CR 0,60 0,50 0,55 A VER 0,60 0,53 0,57 A

Média dos trat. 0,59 a 0,52 b

Mata Nativa 0,62 0,55 0,58 ± 0,042 - 6 kPa VED 0,37 0,38 0,37 A CD 0,39 0,38 0,39 A AD 0,37 0,38 0,37 A AR 0,38 0,38 0,38 A CR 0,37 0,38 0,37 A VER 0,37 0,38 0,38 A

Média dos trat. 0,37 a 0,38 a

Mata Nativa 0,41 0,39 0,40 ± 0,015 - 10 kPa VED 0,36 0,38 0,38 A CD 0,38 0,38 0,38 A AD 0,36 0,38 0,38 A AR 0,36 0,37 0,37 A CR 0,36 0,38 0,38 A VER 0,36 0,38 0,38 A

Média dos trat. 0,37 a 0,38 b

Mata Nativa 0,39 0,38 0,39 ± 0,015 - 30 kPa VED 0,32 0,34 0,33 A CD 0,34 0,35 0,35 A AD 0,33 0,35 0,34 A AR 0,34 0,36 0,34 A CR 0,34 0,35 0,35 A VER 0,33 0,36 0,34 A

Média dos trat. 0,33 a 0,35 b

Legenda: VE: vegetação espontânea; C: Consórcio; A: aveia; D: manejo dessecado; R: manejo

roçado; Letras maiúsculas comparam tratamento na média das profundidades; Letras minúsculas referem-se à média dos tratamentos dentro da mesma profundidade.

Continuação.... - 50 kPa VED 0,31 0,32 0,32 A CD 0,33 0,34 0,34 A AD 0,32 0,34 0,33 A AR 0,33 0,34 0,33 A CR 0,32 0,34 0,33 A VER 0,32 0,34 0,33 A

Média dos trat. 0,32 a 0,34 b

Mata Nativa 0,33 0,32 0,33 ± 0,012 -100 kPa VED 0,30 0,31 0,31 A CD 0,32 0,33 0,32 A AD 0,32 0,32 0,32 A AR 0,32 0,32 0,32 A CR 0,31 0,33 0,32 A VER 0,31 0,33 0,32 A

Média dos trat. 0,31 a 0,32 b

Mata Nativa 0,32 0,31 0,31 ± 0,009 -300 kPa VED 0,29 0,30 0,30 A CD 0,30 0,31 0,31 A AD 0,30 0,31 0,30 A AR 0,30 0,31 0,31 A CR 0,30 0,32 0,30 A VER 0,30 0,31 0,31 A

Média dos trat. 0,30 a 0,31 b

Mata Nativa 0,31 0,28 0,29 ± 0,015 -1500 KPa VED 0,28 0,28 0,28 A CD 0,28 0,30 0,29 A AD 0,28 0,29 0,29 A AR 0,29 0,29 0,29 A CR 0,28 0,29 0,29 A VER 0,29 0,29 0,29 A

Média dos trat. 0,28 a 0,29 a

APÊNDICE D. Parâmetros empíricos da equação de van Genuchten (1980), obtidos pelo programa SWRC (Dourado Neto et al., 2001) e umidade volumetrica (θv), (cm3 cm-3) para os tratamentos de vegetação espontânea dessecada (VED), aveia dessecada(AD),

consórcio dessecado (CD), vegetação espontânea roçada (VER), aveia roçada (AR), consórcio roçado (CR) e mata nativa (MN) em duas camadas do solo.

Parâmetros

0 - 5 cm 5-10 cm

VED CD AD VER CR AR MN VED CD AD VER CR AR MN

α(1/kPa) 1,471 1,7086 1,5751 1,5838 1,6513 1,8304 1,5286 1,7257 1,7578 1,9116 1,328 1,3532 1,4275 1,5716 m 0,0696 0,0709 0,0665 0,0786 0,0527 0,0715 0,1294 0,0555 0,0496 0,0612 0,0518 0,0446 0,0446 0,1353 n 8,039 6,690 7,398 6,634 8,123 5,981 3,345 6,182 6,033 5,471 8,192 8,254 7,543 2,448 Өr(cm3/cm3) 0,285 0,278 0,289 0,282 0,281 0,28 0,284 0,287 0,281 0,287 0,279 0,291 0,28 0,253 Өs(cm3 /cm3) 0,605 0,596 0,588 0,589 0,598 0,558 0,616 0,529 0,504 0,512 0,548 0,517 0,508 0,552 0-5 cm 5-10 cm

Potencial (kPa) VED CD AD VER CR AR MN VED CD AD VER CR AR MN

0 0,605 0,596 0,588 0,589 0,598 0,558 0,616 0,529 0,504 0,512 0,548 0,517 0,508 0,552 6 0,380 0,383 0,388 0,377 0,400 0,380 0,411 0,396 0,391 0,386 0,390 0,396 0,391 0,395 10 0,356 0,361 0,366 0,355 0,376 0,360 0,386 0,378 0,376 0,371 0,369 0,378 0,373 0,373 30 0,323 0,327 0,334 0,323 0,341 0,330 0,347 0,349 0,349 0,345 0,335 0,349 0,344 0,336 50 0,314 0,317 0,324 0,313 0,329 0,320 0,335 0,339 0,339 0,336 0,324 0,339 0,334 0,323 100 0,305 0,306 0,314 0,304 0,317 0,310 0,322 0,328 0,328 0,326 0,313 0,328 0,323 0,309 300 0,296 0,294 0,303 0,294 0,303 0,299 0,307 0,315 0,315 0,314 0,300 0,316 0,310 0,292 1500 0,289 0,286 0,296 0,287 0,292 0,289 0,296 0,303 0,302 0,303 0,290 0,305 0,297 0,276

APÊNDICE E. Precipitação Pluviométrica dos anos 2003, 2004, 2005 e 2006 da estação Agroclimática da

Embrapa Uva e Vinho, Bento Gonçalves.

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