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ORGANIGRAMA 1.(3.2) Propuesta de Ullmann (1962/67: 239)

3.5. Visión sociolingüística de la lengua

3.5.5. Las variables sociodemográficas

3.5.5.1. La variable sexo

Em Portugal, a nível político, destacam-se sobretudo as Web TV’s Municipais, que divulgam conteúdos de alguns municípios, tendo uma forte componente política. São poucos os políticos, partidos políticos e instituições públicas que entram neste campo de atuação, utilizando a Web TV como complemento à sua estratégia de comunicação.

III.5.1 - A Web TV em campanhas eleitorais portuguesas

Em Portugal, Pedro Santana Lopes recorreu à Web TV nas eleições diretas do Partido Social Democrata, no ano de 2008. O candidato perdeu essas eleições, mas voltou a utilizar esta ferramenta de comunicação na sua candidatura às eleições autárquicas de 2009 para a Câmara Municipal de Lisboa. O projeto não correu como o previsto e por razões desconhecidas o canal deixou de transmitir logo no início da campanha.

No mesmo ano de 2009, nas eleições autárquicas em Oeiras, o candidato Isaltino Morais apostou fortemente nas novas tecnologias de informação, tendo marcado presença na internet através do site oficial de campanha, no Facebook e no Youtube. O candidato conseguiu ir mais longe e foi o único candidato no país a utilizar uma Web TV de campanha. Esta encontrava-se integrada na sua estratégia de comunicação, estando disponível no endereço: www.isaltino. tv134. Uma equipa de reportagem acompanhou o candidato diariamente, em todos os eventos da campanha. Posteriormente, no final de cada dia era produzido e transmitido um noticiário apresentado por pivots, com o resumo do dia de campanha. Além dos noticiários, a Web TV disponibilizava conteúdos informativos dos candidatos às juntas de freguesia e entrevistas a apoiantes. Eram também divulgadas imagens de obras realizadas pelo candidato em Oeiras. Durante os meses de Setembro e Outubro de 2009, este canal online contou com cerca 5.162 visitantes únicos que visualizaram cerca de 10.800 vídeos.

Nas eleições Presidenciais de 2011, o Professor Cavaco Silva, tornou-se o primeiro candidato presidencial em Portugal a utilizar uma Web TV como ferramenta de campanha135.

Desde o momento do anúncio da sua candidatura, que Cavaco Silva comprometeu-se com os

134 Cf. Anexo III, Fig. 19 135 Cf. Anexo III, Fig. 20

portugueses em gastar menos de metade do valor permitido por lei na sua campanha. E por isso fez uma grande aposta nos novos media. Como já verificamos anteriormente, Cavaco Silva teve uma forte presença na internet, deixando de lado vários métodos e recursos tradicionais de campanha.

A Web TV da campanha136 distinguiu-se principalmente pela sua neutralidade na

produção dos conteúdos e pela constante atualização de notícias durante praticamente dois meses de emissão. A equipa de reportagem acompanhou de perto o candidato, bem como a respetiva comitiva em todos os eventos e acontecimentos que marcaram a campanha. Foram entrevistados apoiantes, figuras públicas, presidentes de câmara, ex-ministros, ex-Presidentes da República, líderes e ex-líderes partidários, etc. Houve cobertura total de todas ações de rua, comícios, visitas a fábricas, empresas, instituições, etc... o site estava disponível no endereço www.cavacosilva.tv, tendo contado com cerca de 7.162 visitas e 11.098 visualizações de página.

III.5.2 - A Web TV e os políticos portugueses

O resultado das eleições autárquicas 2009 e presidenciais 2011 foram favoráveis ao Dr. Isaltino Morais e ao Prof. Cavaco Silva, tendo ambos sido reeleitos. No entanto, mesmo depois do bom desempenho e boa aceitação que ambas Web TV’s tiveram junto das suas audiências, nenhum dos vencedores veio a integrar esta ferramenta de comunicação no seu dia a dia à frente dos organismos que lideram.

A seguinte afirmação de Francisco Rui Cádima, vem dar algum sentido à forma de atuação passiva dos políticos, face ao uso das novas tecnologias de informação: “É curioso que

num mundo em que a política deveria ser cada vez mais aberta, partilhada e participada, tem, no nosso caso, ainda a paradoxal tendência de tornar-se no seu contrário. Isto é, os aparelhos partidários fecham-se sobre si próprios, os líderes políticos parecem agir como reféns de grupos restritos de apaniguados e a experiência democrática, em geral, tenta sobreviver ao autismo da velha política.”137

136 Cf. Anexo III, Fig. 8

137 CÁDIMA, Francisco Rui (2010), “Política, Net e Cultura Participativa Publicado: Media & Jornalismo”. Lisboa:

Em Portugal, nota-se que o PSD (como foi mencionado anteriormente), tem vindo a produzir os seus conteúdos audiovisuais com maior cuidado e rigor. E mesmo não utilizando uma plataforma própria, tenta aproximar-se mais do modelo da TV tradicional, como é o exemplo dos noticiários semanais recentemente difundidos (desde Fevereiro de 2012).

Os restantes partidos políticos portugueses (PS, PCP e BE), ainda não começaram a trabalhar neste sentido. Sendo que, os políticos portugueses que utilizam a Web TV são especialmente os que estão à frente de algumas autarquias do país, como é o caso da Ansião TV, Óbidos TV, CM Montijo TV, CM Paredes TV, CM Portimão TV, Gaia Global TV, Sabugal TV, TV Águeda, TV Caldas, TV Porto, Viver Santarém TV, entre outras.

III.5.3 - A Web TV e os políticos estrangeiros

Em Espanha, o Partido Popular espanhol liderado por Mariano Rajoy e que recentemente (2011), venceu as eleições legislativas em Espanha utiliza os vídeos como meio de comunicação online, estando estes alojados no próprio site do partido138 e com a designação de TV. No entanto, nota-se que além dos vídeos não estarem disponibilizados numa plataforma própria, ainda carecem de elementos televisivos tais como oráculos, som ambiente, “voz-off”, separadores animados e pivots.

O partido Conservador do atual primeiro ministro britânico David Cameron utiliza o site do partido, para alojar os vídeos (também com a designação de TV). Após a escolha dos vídeos, estes são reproduzidos no Youtube139. Nota-se que existem diferenças no tratamento

de pós-produção dos vídeos não existindo um padrão único para todos os conteúdos.

Nos Estados Unidos, Barack Obama continua a promover a sua imagem utilizando o Youtube140, seguindo a mesma linha de produção coerente desde do início da criação da sua página no Youtube (na campanha de 2008). Os conteúdos audiovisuais produzidos pela equipa de Obama, não se aproximam do modelo televisivo tradicional. No entanto, é de destacar que estes vídeos promocionais, são produzidos de forma cuidada e rigorosa, o que beneficia

138 PP TV (2012), disponível em http://www.pp.es/pp-tv

139 Conservatives.TV (2012), disponível em http://www.conservatives.com/Video/Conservatives_TV.aspx 140 OBAMA (2012), “Barackobamadotcom’s Channel”, disponível em http://www.youtube.com/BarackObama

a imagem positiva de Obama. Em Janeiro de 2012, esta página já contava com 212.472 subscritores e um total de 168.377.386 vídeos visualizados.

. . .

Como podemos verificar, os políticos sentem a importância de apostar nos meios audiovisuais através da internet para promoverem a sua imagem e comunicarem com a população. A existência de um grande número de soluções para alojamento e dispersão desses conteúdos leva-os a utilizar diferentes plataformas, caindo por vezes no erro de utilizarem as menos apropriadas para atingirem os seus objetivos. Em relação aos conteúdos produzidos ainda existe alguma falta de rigor nos processos de produção.