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5.1 Las explicaciones gramaticales

5.1.1 La destreza bilingüe

Em síntese pode-se caracterizar a amostra dos alunos como maioritariamente do sexo feminino (63,6%), com idade média de 23,5 anos e a frequentar, o IPB, em média há 2,4 anos. Sublinha-se que o tempo médio de frequência da população (3,9 anos) é superior ao tempo médio observado na amostra (2,4 anos).

O nível de feminização está de acordo com o encontrado no estudo de Cerdeira (2008) que obteve um valor de 63% para todos os níveis de ensino e de 67,2% para o ensino politécnico. No entanto, a idade média obtida neste estudo é superior à obtida no estudo de Cerdeira (2008), onde a média de idades foi de 22,1 anos, sendo maior a diferença quando se comparam por sexos: obteve-se neste estudo 24,9 para os homens e 22,7 anos para as mulheres e em Cerdeira (2008) obteve-se 22,7 e 21,7 anos, para os homens e mulheres, respectivamente.

A tabela III.60 resume as principais características observadas na amostra, separando por sexo e por tipo de aluno.

Tabela III.60 – Caracterização da amostra dos alunos

Homens (n=489; 36,4%)

Mulheres (n=854; 63,6%)

Idade média 24,9 anos 22,7 anos

Idade média dos alunos ordinários 22,5 anos 21,4 anos

Idade média dos alunos trabalhadores 34,6 anos 34,5 anos

Número de anos de matrícula 2,3 anos 2,1 anos

Humanísticas 28,3% 71,7% Ciências e Engenharia 54,0% 46,0% Saúde 16,3% 87,7% Economia e Gestão 34,7% 65,3% Alunos ordinários 80,2% 90,0% Alunos trabalhadores 19,8% 10,0% 100,0% 100,0%

Alunos oficialmente no 1º ano 41,4% 44,9%

Alunos oficialmente no 2º ano 35,1% 33,3%

Alunos oficialmente no 3º ano 20,5% 21,9%

100,0% 100,0% Ordinário (n=1155; 86,5%) Trabalhador (n=181; 13,5%) Percentagem masculina 33,7% 53,0%

Idade média 21,8 anos 34,5 anos

Número de anos de matrícula 2,2 anos 1,8 anos

Alunos oficialmente no 1º ano 41,1% 67,8%

Alunos oficialmente no 2º ano 36,5% 17,8%

Alunos oficialmente no 3º ano 22,5% 14,4%

100,0% 100,0%

Fonte: Questionário aos alunos

Os alunos distribuem-se entre ordinários – 86,4% – e trabalhadores-estudantes – 13,6% – sendo a ESACT a escola que acolhe mais alunos trabalhadores-estudantes e que possui a média de idades mais elevada. Este valor é concordante com os valores encontrados em Cerdeira (2008) onde verificava que no ensino politécnico público só 12,4% dos alunos trabalhou no último ano escolar (Martins et al. (2005) obtiveram cerca de 20%).

Ao comparar-se o facto de ser trabalhador ou ordinário e o rendimento do agregado familiar verifica-se um novo desfasamento com os resultados obtidos por Cerdeira (2008) onde a autora considerava que os alunos cujos pais tinham os mais baixos rendimentos eram os que mais se encontravam a trabalhar. Neste trabalho verifica-se que são os alunos cujos agregados familiares auferem os rendimentos mais altos os que mais se encontram a trabalhar (no alto rendimento há 23,4% de trabalhadores enquanto no baixo rendimento há 7,4% a trabalhar). Os resultados sugerem que os rendimentos do agregado se referem ao da família já formada pelos alunos e não pelos pais, o que permitiria explicar a maior percentagem de alunos a trabalhar.

Dos alunos inquiridos 95,1% são de nacionalidade portuguesa, maioritariamente originários da região Norte de Portugal.

Do total de alunos, 73,5% mudou de residência para estudar no IPB. Este valor é substancialmente maior do que o encontrado no estudo de Cerdeira (2008) onde se estima que no ensino superior politécnico 59,2% dos alunos se deslocou da sua residência habitual. De facto, nos estudos de Cerdeira (2008) e de Martins et al. (2005) verificou-se entre 55% e 58% dos estudantes a residirem com os pais no período lectivo, enquanto neste estudo só 13,5% mora com os pais. No entanto, esta diferença de valores pode ser explicada por os referidos estudos analisarem a totalidade do universo de estudantes, que têm grande representatividade em Lisboa, Porto, Coimbra e Braga, o que pesará nas percentagens finais, conforme é enunciado por Balsa et al. (2001: 60): “Assim, notamos que apenas 14% dos estudantes residentes nas cidades das áreas de Lisboa e do Porto são deslocados; esta proporção aumenta para 22% no caso dos estudantes oriundos das vilas e aldeias das mesmas áreas”.

Dos inquiridos, 61,8% escolheu o actual curso como 1ª opção, o que é coerente com os valores obtidos no estudo de Portela (2007) onde 6.424 alunos tinham escolhido o IPB para estudar e a percentagem de alunos que tinha escolhido o IPB como 1ª opção e tinha entrado atingia, em 2006, os 48,9%.

Quase 90,0% são solteiros, 8,6% são casados e os restantes 1,6% englobam todas as outras situações (separado, divorciado, união de facto e viúvo).

A via de acesso dos alunos inquiridos foi na maioria dos casos (68,0%) pelos cursos gerais ou tecnológicos.

Os alunos provêm maioritariamente de agregados familiares onde pelo menos um dos progenitores está empregado, especificamente, 54,3% das mães e 67,9% dos pais. Porém, só cerca de 42,0% dos alunos é que tem ambos os progenitores a trabalhar. O desemprego é mais significativo na situação da mãe do que do pai (20,2% e 5,9%, respectivamente).

Relativamente à escolaridade completa dos pais e das mães dos alunos verifica- se que há menos mães só com o ensino básico de 1º ciclo e que há o dobro das mães com o grau de licenciada, comparativamente aos pais, sugerindo uma prevalência de uma maior educação por parte do elemento feminino. De facto, verifica-se que a percentagem dos estudantes cujo pai apresenta um nível de escolaridade baixo (49,2% no ensino básico nível 1) é superior aos 35,3% dos estudantes que frequentavam a universidade no ano lectivo de 1963/64 e onde os pais apresentavam só 4 anos ou menos de escolaridade (Cabrito, 2004). Contudo, a maior diferença é relativamente à percentagem dos alunos cujo pai tem um curso superior (5,1%) que fica muito aquém da percentagem registada no ano 1963/64, que era 28,5% (Cabrito, 2004). A escolaridade do pai dos alunos do IPB apresenta-se muito mais baixa do que a verificada há 44 anos, o que comprova a massificação do acesso ao ensino superior, permitindo o acesso a classes mais desfavorecidas.

O agregado familiar de 88% dos alunos aufere um rendimento ilíquido médio mensal máximo de 2.418 euros, mas cerca de 32,0% dos inquiridos pertencem a famílias que auferem no máximo 806 euros por mês, ou seja, 2 salários mínimos nacionais.

Para se comparar o rendimento do agregado dos alunos com o estudo desenvolvido por Cerdeira (2008) foi necessário agrupar os valores nas categorias de baixo, médio e alto rendimento, utilizando-se como base a análise que Cerdeira fez do estudo de Martins et al. (2005).

Desta forma, agregaram-se como baixo rendimento os alunos cujo agregado recebe menos de 806 euros (2 salários mínimos nacionais, que correspondem aos 720 euros de 2005), médio rendimento de 807 a 3224 euros (corresponde a um máximo de 4 salários mínimos nacionais, o equivalente aos 2.881 de 2005) e os restantes rendimentos pertencem à categoria rendimento alto.

Verifica-se que os alunos do IPB provêm de agregados familiares com rendimentos mais baixos do que os encontrados nos estudos de Cerdeira (2008) e Martins et al. (2005). Nesses estudos, obtiveram-se percentagens de 13,1% e 20,1%, respectivamente, enquanto neste estudo atingem os 31,7% (62,8% classificam-se no médio rendimento e 5,5% no alto rendimento).

A maioria dos alunos identifica a família como a principal fonte de financiamento, e, destes, 62,5% tem menos de 301 euros disponíveis mensalmente. Os alunos que beneficiam de uma bolsa escolar recebem, em 36,0% dos casos 51 euros, e 75,8% destes alunos apoiados recebem até 150 euros (mas os restantes 24,2% usufruem de uma bolsa superior a 151 euros).

Cada aluno que mudou de residência tem um gasto total médio mensal de 449,8 euros na região (considerando apenas 50% dos gastos com transportes) atingindo anualmente os 5.398 euros. Este valor é distribuído pelo alojamento, alimentação, outras despesas, transportes, propinas e taxas, bens pessoais, material escolar, material informático e com um menor significado mensal lazer e saúde, por ordem decrescente de importância. No entanto, se calcularmos a totalidade dos gastos médios mensais dos alunos, dentro e fora da região onde estudam, o valor ascende a 498,9 euros.

Os valores obtidos para os gastos anuais são aproximados aos obtidos por outros estudos. No estudo de Cerdeira (2008) obteve-se um gasto de 5.051,8 euros por ano. Papakonstantinou e Arvanitie (2008) obtiveram, para o ano 2000, uma despesa média mensal dos alunos gregos entre 417 euros e 450 euros, em função da área de estudo e onde consideram que o elemento decisivo na determinação do custo do ensino terciário era a renda. Martins et al. (2005) obteve um gasto médio mensal no ano lectivo de 2004/2005 para a região Norte de 497 euros (sem intangíveis).

Os alunos que mudaram de residência contribuem anualmente, sob a forma dos gastos das visitas que recebem, com 134,8 euros para a região.

Dos alunos inquiridos 26,5% manifestou a vontade de permanecer na região após a conclusão da licenciatura.

3.7 SÍNTESE DO CAPÍTULO

Neste capítulo descreveram-se os docentes, funcionários e alunos do IPB em termos de caracterização pessoal e profissional e nas condições de vida.

Os docentes do IPB são, maioritariamente, homens, com idade média de 36,6 anos, trabalham para o IPB há 10 anos e possuem no mínimo o mestrado. A maioria já constituiu família e tem no máximo dois filhos. O agregado familiar dos docentes, em média, recebe mensalmente 2.241,1 euros e gasta 1.831,1 euros.

Os funcionários são, maioritariamente, mulheres, têm idade média de 43 anos e trabalham há 12 anos para o IPB, tendo o ensino superior completo. A maioria já constituiu família e tem no máximo dois filhos. O agregado familiar dos funcionários recebe mensalmente, em média, 1.313,9 euros e gastam 1.408,4 euros.

Os alunos são maioritariamente mulheres, com idade média de 23,5 anos e estudam no IPB há 2,4 anos como alunos ordinários. A maioria provém do Norte de Portugal e deslocaram-se para os concelhos de Bragança e Mirandela para estudar no IPB. A quase totalidade é solteira e ainda é sustentada pelos progenitores. Os alunos gastam, em média, mensalmente 498,9 euros.