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Lærerrollen, studieledelse og elektroniske støttesystemer

DEL 3: DIAGNOSE

3.7. Lærerrollen, studieledelse og elektroniske støttesystemer

A recolha de informação para a construção desta investigação consistiu, assim, na realização de entrevista semi-estruturada e na análise documental.

A entrevista é definida por Haguette (1997, cit. in Moreira, 2007, p.204) como um “processo de interacção social entre duas pessoas na qual uma delas, o entrevistador, tem por objectivo a obtenção de informações por parte do outro, o entrevistado”. A entrevista como método para recolha de informação é a técnica mais utilizada no processo de trabalho de campo. Através dela os investigadores procuram obter informações, ou seja, recolher dados objectivos e subjectivos. Os dados objectivos podem ser obtidos também através de fontes secundárias tais como: censos, estatísticas, etc. Já os dados subjectivos só poderão ser obtidos através da entrevista, uma vez que, se relacionam com os valores, às atitudes e às opiniões dos sujeitos entrevistados.

Gil (1999, p.117) compreende a entrevista como sendo: “a técnica em que o investigador se apresenta frente ao investigado e lhe formula perguntas, com o objectivo de obtenção dos dados que interessam à investigação”.

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Deste modo, recorremos à entrevista, na medida em que esta permite a recolha de informações mais aprofundadas, exigindo ao investigador, no entanto, maior conhecimento acerca da temática a abordar e a elaboração de um quadro conceptual e definição das variáveis que se pretendem operacionalizar (Pardal & Correia, 1995). Segundo Erlandson (1993):

“… as entrevistas adoptam, a maioria das vezes, a forma de um diálogo ou uma interacção (…) Permitem ao investigador e ao entrevistado mover-se no tempo em análise (…) As entrevistas podem adoptar uma variedade de formas, desde as muito centradas às que são muito mais abertas [sendo que o mais comum] é a entrevista semi-estruturada, a qual é guiada por um conjunto de perguntas e questões básicas a explorar, mas em que nem a redacção exacta nem a ordem das perguntas está pré-determinada. (…) (cit. in Moreira, 2007, p. 203)

As entrevistas podem ser de vários tipos, segundo a perspectiva de Patton (1990, p.288):

- A entrevista informal – caracterizada pelo desenvolvimento e realização das perguntas no contexto e no decurso da interacção entre o investigador e o investigado; - A entrevista baseada num guião – em que é concedida liberdade ao investigador para ordenar e formular tópicos e perguntas, ao longo da entrevista.

Na nossa investigação tentámos acautelar no decurso das entrevistas, uma série de princípios sugeridos por Patton (1990, p. 313-331): neutralidade nas perguntas não deixando transparecer a opinião pessoal; aprofundamento, sempre que necessário, da resposta do entrevistado, solicitando mais informação, e orientação do raciocínio do entrevistado na direcção do tema em análise.

Também Sarmento (2003c, p.27) salienta que devemos ter especial cuidado, na realização de entrevistas com crianças, uma vez que elas podem considerar as perguntas difíceis ou raramente respondem às perguntas proposicionais. De forma a evitar possíveis constrangimentos, Graue e Walsh (2003) preferem o uso de entrevistas aos pares ou em pequenos grupos que possibilitem discussões entre as crianças, uma vez que elas podem alterar as perguntas que fazemos.

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Deste modo, optámos por recorrer a realização de entrevistas em grupo, para recolha da informação.

Foram realizados quatro encontros com os diferentes grupos de crianças pelo que a abordagem do contexto de família foi dividida em dois momentos, bem como a abordagem do risco psicossocial. Estas entrevistas tiveram a duração média de uma hora e meia cada uma. Foram realizados mais dois encontros, um com cada grupo de crianças, a fim de elaborarem o desenho da família. Importa aqui referir que a sessão inicial com cada um dos grupos foi precisamente a sessão na qual representaram a sua família através do desenho.

Seguidamente podemos observar os quadros do guião de entrevista semi-estruturada, que serviram de fio condutor para as conversas com as crianças, nos diferentes encontros realizados.

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A. Representações/Concepções acerca do conceito de Família

A1. A Família

O que é família?

Quais as funções da família?

Achas que todas as crianças têm direito a ter uma família? Para ti qual é a importância da família?

És capaz de indicar um aspecto positivo de se ter uma família? E um aspecto negativo de não se ter família?

O que é para ti viver feliz em família?

A2. A Minha Família

Como é a tua família?

Que tipo de actividades realizam em família?

Quando tens um problema quem procuras para te ajudar? Sentes-te protegido pela tua família?

Sentes que a tua família te compreende? Com quem te sentes assim?

A tua família dá-te tudo o que precisas (por exemplo: comida, água, educação, segurança, carinho, apoio)

Sentes que vives feliz em família? O que é para ti uma família ideal?

Quadro nº 2 - Entrevista semi-estruturada - Representações/Concepções das crianças em relação à família

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B. Representações/Concepções acerca do conceito de Risco Psicossocial

Abordagem do conceito de risco

Já ouviram falar dos direitos das crianças? O que são para vocês os direitos das crianças?

Visualização de um filme que reflicta acerca dos direitos das crianças

O que é que mais te marcou no vídeo?

Qual será a mensagem que este vídeo quer transmitir?

B1. Risco Psicossocial

Há muitas crianças no mundo que não sabem que têm direitos e eles não são cumpridos. Como achas então que estarão essas crianças?

Fotografias 1 e 2

Como achas que estas crianças se sentem? Achas que estão protegidas e seguras? Se não estão protegidas, poderão estar em perigo?

O que achas que é perigo?

(Se surgir)

O que é para ti o risco? Que exemplo de risco conheces?

Sabes o que quer dizer famílias em risco? E crianças em risco?

B2. Factores de Risco

Sabes o que quer dizer Comissão de protecção de crianças e jovens? Ou Conheces ou já ouviste falar da CPCJ Achas que a tua família tem dinheiro necessário para o que precisas, como por exemplo comida, roupa e medicamentos? Descreve a tua casa e os aspectos que mais e menos gostam nela. Quem mora na tua casa?

Como é a tua relação com as pessoas que moram na tua casa?

Quem são, na tua família, as pessoas que melhor entendem os teus problemas? Quem são, na tua família, as pessoas que definem as regras?

Tu concordas com elas? Sentes-te protegido em casa?

Quem são as pessoas com quem te sentes mais protegido? A quem recorres quando te sentes desprotegido?

Se pudesses mudar alguma coisa na tua relação com os teus pais, o que mudavas? Porquê? Passas muito tempo sozinho? E como se sentes em relação a isso?

Achas que tens espaço na tua família para dar opiniões? Para tomar decisões?

Quadro nº 3 - Entrevista semi-estruturada - Representações/Concepções das crianças em relação ao risco psicossocial

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No âmbito desta investigação utilizámos ainda a análise documental de registos por nós realizados no âmbito das intervenções feitas com as famílias das crianças que participaram no estudo1. A metodologia utilizada para a recolha de informação e construção do conhecimento foi o recurso à análise documental resultante da intervenção realizada com as crianças, no âmbito do programa de preservação familiar.