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Kvoteringstrender i politikken – nasjonalt og internasjonalt

In document Mellom formalisme og feminisme (sider 38-43)

2 Metodologiske tilnærminger

4.1 Kvoteringstrender i politikken – nasjonalt og internasjonalt

essencialmente, “não-racional”. Toda a energia é colocada no processo que melhor convém ao conceito tornando-o mais importante do que a sua materialização.

“This kind of art is not theoretical or illustrative of theories; it is intuitive, it is involved with all types of mental processes and it is purposeless. It is usually free from the dependence on the skill of the artist as a craftsman. (…) It is the process of conception and realization with which the artist is concerned.” (LEWITT, 1967).47

E específica:

“1. Conceptual artists are mystics rather than rationalists. They leap to conclusions that logic cannot reach; 2. Rational judgments repeat rational judgments; 3. Irrational judgments lead to new experience; 4. Formal art is essentially rational; 5. Irrational thoughts should be followed absolutely and logically”(LEWITT, 1969).48

Criticamente Peter Osborne em “Conceptual art and/as philosophy” (1999, pp.47-65) observa incongruências na evocação de S. LeWitt (1967;1969). P. Osborne reflectindo sobre a dualidade entre a obra como ideia e a sua concretização material considera que conceito e objecto habitam diferentes níveis da realidade, a concretização material impede uma acepção pura de

arte como ideia, logo, é aí que LeWitt diz recorrer ao entendimento intuitivo,

apropriando-se de um presumível “misticismo”. Assim, LeWitt leva a cabo a tentativa de actuar irracional mas deliberadamente, ou seja, recorrendo à intuição como estratégia processual que afaste o artista da concretização da obra e do raciocínio subjectivo, enfatizando o conteúdo discursivo da obra conceptual. A “arte como ideia” parte de um processo de concepção que recorre a diferentes estratégias para o diálogo entre conceito e concretização. LeWitt confirma a ambiguidade como o resultado do compromisso de matéria e ideia, de percepção e concepção. Comprova a intenção de imbuir o objecto de um conteúdo simbólico ou semântico.

A importância do processo que guia o desenvolvimento do projecto, põe a ênfase na intuição e na elaboração “não-racional”. Distingue-se de decisões 47 T.l.: “Este tipo de arte

não é teórica ou ilustrativa de teorias, é intuitiva, está envol- vida com todos os tipos de processos mentais e não tem propósito. É normalmente livre da dependência da habilidade do artista como artesão. (...) É o processo de concepção e de realização, com que o artista está em interessado”.

48 T.l.: “1. Os artistas conceptuais são místicos ao invés de racionalistas. Eles chegam a conclusões que a lógica não pode alcançar; 2. Decisões racionais repetem julgamentos racionais, 3. Deci- sões irracionais levam a novas experiências; 4. A arte formal é essencialmente racional; 5. Pensamentos irracionais de- vem ser seguidos de maneira absoluta e lógica”.

baseadas na arbitrariedade e na subjectividade pessoal do artista, como a sua cultura, hábitos ou gostos.

“Since the function of conception and perception are contradictory (one pre-, the other postfact) the artist would mitigate his idea by applying subjective judgment to it. If the artist wishes to explore his idea thoroughly, then arbitrary or chance decisions would be kept to a minimum, while caprice, taste and others whimsies would be eliminated from the making of the art.” (LEWITT, 1967).49

Esta (pretensa) objectividade que existe no método de S. LeWitt constrói-se numa ambiguidade. O interesse em desafiar, intelectualmente, o observador, propõe um contacto distante com a sedução dos sentidos ou emoções (próprias de outras expressões artísticas), de modo a que seja na mente do observador que se forma uma interpretação do conceito de projecto. No entanto, nessa interacção entre homem e objecto surge uma relação cognitiva e igualmente uma conexão emocional. S. LeWitt acaba por admitir que essa relação emocional existe e determina a compreensão do conceito.

“It is the objective of the artist who is concerned with conceptual art to make his work mentally interesting to the spectator, and therefore usually he would want it to become emotionally dry. There is no reason to suppose, however, that the conceptual artist is out to bore the viewer. It is only the expectation of an emotional kick, to which one conditioned to expressionist art is accustomed, that would deter the viewer from perceiving this art.” (ibid.).50

A expectativa emocional, normalmente, gerada à volta da percepção da obra artística distancia-se (teoricamente) do processo de arte conceptual. Para LeWitt, a relevância da interacção público-obra, está na capacidade de surpreender através de um raciocínio que evoca no observador a necessidade de compreender a obra e o seu significado por se mostrar intelectualmente desafiante. Esta complexidade é transportada também para o design conceptual.

49 T.l.: “Como a função de concepção e percepção são contraditórias, o artista deve atenuar a sua ideia através da aplicação de julgamento sub- jectivo. Se o artista pretende explorar sua ideia completa- mente, então as decisões ar- bitrárias ou o acaso devem ser reduzidos ao mínimo, enquanto caprichos, gosto, e outros se- riam eliminados da realização da arte.”

50 T.l.: “É o objectivo do artista que se preocupa com a arte conceptual, fazer seu trabalho mentalmente interes- sante para o espectador e, portanto, normalmente o artista vai querer que a obra se torne emocionalmente seca. Não há nenhuma razão para supor, no entanto, que o artista concep- tual está para aborrecer o es- pectador. É apenas a expecta- tiva de um pontapé emocional, ao qual se está condicionado na arte expressionista, que impediria o telespectador de perceber esta arte.”

A sua elaboração teve o principal alvo na redefinição de uma metodologia moderna transferindo o foco do objecto para a ideia (OSBORNE, In: BIRD; NEWMAN, 1999, pp.47-65). Intuem-se semelhanças processuais com a prática de design conceptual. O design conceptual apropria-se, posteriormente destas batalhas metodológicas, conquistando um espaço de criação ambivalente e descomprometido.

Se por um lado, na arte conceptual, o artista aproxima-se do designer, porque o acto de criação artística se orienta segundo um itinerário processual, por outro, o designer conceptual identifica-se com a motivação do artista (conceptual), colocando o seu processo projectual ao serviço de meios próprios do pensamento artístico.

A rejeição das premissas da metodologia clássica, constitui, no design conceptual o dispensar das regras definidas previamente. Este é um exercício de descomprometimento que já foi anteriormente explorado no dadaísmo e na arte conceptual, mas em design (conceptual) é recente. Entendido que o processo de design não se define apenas por uma resposta a um problema inicial, passa a reflectir fora dessa esfera onde não é aceite a noção de problema e de resposta como orientadora de projecto. Para atingir esse mesmo fim, desloca-se a pertinência do processo de concretização formal para o processo intelectual.

Jesse Sherburne em “A conceptual object” (2005) apresenta um estudo acerca da proximidade processual entre arte conceptual e o design. Apesar do seu estudo assentar no ponto de vista do artista, desviado dos acontecimentos em design, não deixa de ser pertinente, resultando, como um manifesto (a posteriori) de escala reduzida, do conceptualismo em design de produto, contribuindo para as discussões que temos vindo a apresentar:

“How can society manifest change or think and design outside of a box they do not yet know they are in? The difficulties of such a

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