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Kvantitativ måling

In document Beredskap på barneverninstitusjon (sider 41-51)

5. Presentasjon av empiri

5.2 Kvantitativ måling

Este capítulo é dedicado à análise das entrevistas “em profundidade” realizadas com moradores e futuros residentes de condomínios horizontais. Desta maneira, foi feita uma investigação sobre os motivos que fundamentaram a mudança para o condomínio horizontal fechado, além da investigação sobre as possíveis alterações que o estilo de vida “condomínios horizontais fechados” possam ter provocado na relação dos habitantes com a cidade de Piracicaba. Este estudo fora efetuado através das entrevistas realizadas e de incursões de cunho etnográfico nos dois condomínios mais antigos de Piracicaba. As entrevistas foram realizadas entre outubro de 2012 e agosto de 2013 totalizando oito entrevistas em profundidade, sendo seis com moradores dos condomínios horizontais fechados Terras de Piracicaba I, II e IV e duas com futuros moradores do Alphaville Piracicaba. É importante ressaltar que a pesquisa restringiu o universo das entrevistas aos piracicabanos, pois a intenção é entender a trajetória da escolha de pessoas que moraram a maior parte da vida em uma cidade média a optarem por morar em condomínios horizontais fechados.

É preciso esclarecer também que em relação aos futuros moradores de condomínios fechados, não tive a preocupação de escolher pessoas que irão morar no Terras de Piracicaba I e II, pois a minha intenção era compreender o que motivou a escolha por residir num condomínio horizontal fechado, ou seja, o que influencia os habitantes de Piracicaba a se mudarem para este tipo de habitação privativa e cercada. Já a escolha pelos condomínios Terras de Piracicaba I e II para a realização da pesquisa etnográfica se deu, por serem os primeiros empreendimentos habitacionais, horizontais e murados da cidade de Piracicaba, sendo os condomínios “pioneiros”. Desta maneira, através das falas dos moradores desses locais eu pude entender como ocorreu a escolha pela moradia condominial horizontal, as relações dessas pessoas com a cidade e como isso se transforma com a ida para o condomínio.

Sendo assim, pode-se dizer que as entrevistas de maneira geral tiveram dois momentos: o primeiro foi centrado na história de vida dos entrevistados, isto é, em que bairro

73 nasceram; onde moraram na infância; como eram as relações com a família; vizinhos, parentes e amigos; se se relacionavam no bairro; onde estudaram; qual era a profissão dos pais e descendência; o que faziam para se divertir quando jovens; se cursaram e onde cursaram a faculdade; casamento e filhos e a profissão do entrevistado. Em um segundo momento79, as questões sobre os condomínios foram realizadas: quando decidiu morar em condomínio; o que estava acontecendo na cidade no momento da mudança; quem da família impulsionou a mudança; a família se relaciona no condomínio; quais são os espaços de lazer utilizados na cidade e no condomínio; como é a segurança no condomínio; como funciona a administração do condomínio; o que a pessoa acha da vida no condomínio; o que ela considera de positivo e negativo na vida no condomínio; se o morador emprega outras pessoas para trabalharem em sua residência; como é a relação dos empregados no condomínio. Entretanto, é importante ressaltar que as entrevistas quando foram realizadas abordaram todos os aspectos e tópicos supracitados, entretanto a análise não fora efetuada abordando todos os temas citados e o agrupamento temático utilizado para analisar os relatos fora efetuado através de grupos de falas que foram considerados mais significativos para esta pesquisa.

Tive a preocupação no momento das entrevistas em não fazer perguntas pontuais que expressassem diretamente o que estava buscando. Pretendi “cercar” os entrevistados com questões que tangenciavam o meu foco para que as categorias nativas, as motivações e elementos que influenciaram na escolha e mudança para condomínios horizontais fechados, surgissem de forma “indireta” e espontânea.

A maioria dos entrevistados possui mais de 45 anos, entrevistei apenas, uma senhorita na faixa dos 27 anos. Minha intenção em focar em entrevistados nesta faixa etária se deu em função da história de vida dessas pessoas, todos os entrevistados com mais 45 anos vivenciaram momentos de significativas transformações urbanas de Piracicaba que moldaram a cidade tal qual ela se encontra hoje. Essa reconstrução histórica, advinda da fala das pessoas é importante para a compreensão dos processos de transformação urbana que podem ou não ter influenciado na circulação e relação das pessoas com a cidade como visto anteriormente.

Através da história de vida relatada pelos entrevistados, minha intenção era compreender a circulação que as pessoas tiveram na cidade ao longo dos anos e como isso estava relacionado com as transformações urbanas, isto é, de que forma as pessoas estavam se

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É importante ressaltar que durante as entrevistas os “momentos” que citei acima não seguiam uma forma linear, cada entrevistado associou e falou sobre os temas de maneiras diferentes.

74 movimentando na urbes e o que influenciou a escolha pelas moradias em que viveram. Portanto, entender as motivações e desejos de moradia das pessoas que vivem e consomem no espaço urbano é uma maneira de compreender as transformações que a cidade sofreu ao longo das últimas décadas e é nesta perspectiva que esta pesquisa atua.

Motivações e desejos podem ser reveladores da visão de mundo dos membros de um determinado grupo social. De acordo com o antropólogo Glifford Geertz (1973), a visão de mundo é o aspecto cognitivo, é o quadro que elabora as coisas, é a expressão autêntica de como as coisas são na simples realidade. Ou seja, aquilo que um povo preza, teme, odéia são retratados em sua visão de mundo e expressos na qualidade total de sua vida.

No caso da pesquisa aqui apresentada sobre o que motivou os piracicabanos a se mudarem para condomínios horizontais fechados a interpretação da visão de mundo e do estilo de vida dos “nativos” é essencial para a compreensão do objeto em si; ou seja, a procura pelos elementos e características que são “emocionalmente aceitáveis por ser a expressão autêntica de como as coisas são” ( GEERTZ, 1973, p.96) é um dos focos centrais do estudo.

Desda maneira, as próximas páginas serem dedicadas à análise e interpretação dos relatos dos entrevistados considerados mais significativos para esta pesquisa. Todavia, antes de dar prosseguimento à análise das entrevistas que foram efetuadas é preciso salientar que dada a enorme quantidade de dados obtidos através da pesquisa de campo, não será possível analisar todas as respostas obtidas e nem mesmo relacioná-las, de forma sistemática entre si. Desta maneira, foi elaborada uma seleção de depoimentos mais expressivos das relações dos moradores com os seus respectivos condomínios e com a cidade de Piracicaba.

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