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Korrelasjon mellom estimerte avlsverdier og offisielle indekser

5.3 Avlsverdier for klauvlidelser

5.3.2 Korrelasjon mellom estimerte avlsverdier og offisielle indekser

é o relacionamento baseado no sangue verdadeiro ou suposto, sendo que todos se consideram irmãos em um sentido amplo.

O que une os membros de uma mesma tribo é o vinculo de sangue. Cada tribo possui suas tradições próprias sobre o antepassado do qual descende, então, nas relações entre as tribos havia certa ligação de parentesco. Entende-se que, apesar da organização, a vida tribal em geral tinha pontos em comum, também cada tribo tinha sua vida mais ou menos especifica e sua identidade particular (em Rute pode-se verificar a organização tribal de grupos de famílias autônomas).

2.6.3 Como eram Constituídos os Sistemas Sociais

2.6.3.1 Religião

Uma sociedade era conhecida pela maneira como servia o seu Deus, por meio de seus cultos, da guarda dos dias, das luas e das festas. Havia uma Ideologia entre os povos. No Antigo Oriente, as causas naturais, tinham o mesmo valor que atualmente se confere às causas sobrenaturais.

A causa natural da seca, nas narrativas de Rute, contou com a intervenção salvífica do Senhor. Foi esta que trouxe fim àquela fome. Não se pretende apresentar aqui um conjunto elaborado do sistema religioso judaico, que explique como atuam as intervenções do Senhor.

Este estudo irá limitar-se às concepções históricas e, eventualmente, à evolução e às crenças que fortaleceram os sistemas sociais e suas instituições; elas foram instaladas entre tribos que, antes, eram sem classe e descentralizadas, passando a praticar o apoio mútuo, nos planos: econômico, político e social.

2.6.3.2 Economia

Em qualquer sociedade, a economia é a geradora de recursos. A elite tinha propriedade no campo e também a casa na cidade. Eram nas cidades e em seus centros comerciais que ficavam os centros administrativos. A fonte de produtos pertencia à roça.

A elite eram os agricultores, donos das roças, que moravam nas cidades. Fora do espaço urbano, o povo rural vivia com seus recursos coletivos, numa sociedade de subsistência. As estradas eram caminhos locais que levavam em direção ao lugar central. A economia era gerada por um grupo de pessoas que fazia troca de bens e serviços e formava uma sociedade adaptativa.

Nessa sociedade ruralizada, como o que está descrito nas narrativas do livro de Rute, a força de trabalho era a agricultura. Os agricultores, como Boaz e Elimeleque, são os homens que constituíam a elite em evidência (e simultaneamente em decadência) da época.

São exemplos como os desses pequenos latifundiários que controlavam as instituições e os sistemas sociais. A terra era trabalhada por empregados (2,3-9). Nesses modelos de sistemas sociais eram os proprietários que controlavam a economia gerada pela agricultura; o dono da terra era um homem importante (Rt 2,1) que aparecia no campo para fiscalizar e dar ordens aos seus empregados e ceifadores (2,4; 2,15-16); eles determinavam a colheita e o cultivo, a produção era cevada (1,22) e trigo (2,23). A economia gerada pela produção era mantida por esse pequeno clã.

Analisando o contexto econômico da região, no momento em que surgiu Israel, vários aspectos devem ser observados, principalmente o geográfico. Nas partes mais altas da região, havia o cultivo de uvas e azeitonas.

Os rebanhos de ovelhas e cabras também eram criados nas regiões mais altas, nas encostas ou nos campos, pois ovelhas e plantações são duas grandezas fisicamente incompatíveis. Plantações precisam de cultivo e ovelhas normalmente o destrói

Entretanto, as ovelhas sempre tiveram importante peso na economia da Palestina, pois a lã abastecia a produção de tecidos Segundo Milton Schwantes a sociedade tribal israelita não foi uma instituição atrasada, havia uma espécie de

ponte entre a comunidade e o estado129.

O tribalismo israelita foi um dos mais adiantados em sua época. Produzia-se em comunidade o que era um avanço em relação às planícies de Israel.

A partir de 2500 a.C., uma nova liga metálica foi descoberta. Misturando-se o cobre ao estanho formava-se o bronze. O próximo passo na metalurgia foi descobrir a liga para o ferro, mais leve e resistente do que o bronze. Isso aconteceu a partir de 2.000 a.C., trazendo grande desenvolvimento à fabricação de armamentos. numa região em constante conflito político.

As rotas comerciais ajudam a perceber que tipo de comércio era praticado na região. Como já mencionado, na península do Sinai, pelo mar de Ezion-Geber se levava trigo e azeite e se retornava com ouro, prata, marfim, madeiras nobres e animais exóticos.

Conforme 2Rs 10;11,2, as estradas de maior importância comercial eram o Caminho do Mar ou Estrada da Costa, que saia do Egito, chegando até a região de Sidom. Parte dela tinha grande uso militar, conhecida também como “Caminho dos Filisteus” (Ex 13,17). A segunda rota mais importante era conhecida como “Caminho dos Reis”. Por ali circulavam os exércitos que viviam em combate pela região e também os despojos dessas batalhas.

2.6.3.3 Política

A Política no Antigo Oriente diz respeito à ação coletiva das gentes que se organiza pelo poder da elite. A unidade básica dessa sociedade era a das linhagens dos clãs e das famílias. A família de Elimeleque pertencia ao clã dos Efrateus, de Belém de Judá (Rt 1,2) essa família, em especifico, estava se extinguindo. Dentro de um mesmo clã havia parentes ricos e homens importantes (2,1), com grandes propriedades e que podiam adquirir mais algumas (4,9). Em consequência, os pequenos tinham que vender as suas, em função da pobreza da época (4,3), (cf.Lv 25, 25).

Havia ainda os empregados (2,9-15) e as empregadas (2,8), controlados por

um feitor (2,6), que trabalhavam na terra sem possuí-la. Também havia os escravos (2,13) – alguns autores, particularmente os eruditos judeus, negam que houve verdadeira escravidão em Israel ou pelo menos escravos israelitas; o termo ébed significa propriamente escravo, mas nunca atingiu os níveis da palavra escravo como o paralelo aplicado por Roma instrumenti genus vocale.