KAPITTEL 5: KONKLUSJON OG SLUTTORD
5.1 Konklusjon
Na macroestrutura dos dicionários nos detemos em analisar os aspectos que compõem as entradas dos dicionários escolares. Para essa estrutura, o foco consiste em verificar os critérios de escolha dos itens lexicais na composição do verbete e os critérios para as lexias receberem a marca de uso diatópica.
a) Macroestrutura do CAMC
O dicionário CAMC é constituído de um repertório de 31.000 verbetes e locuções. Em seu prefácio indica que as fontes constituintes dos verbetes provêm de livros escolares do ensino fundamental; livros de autores brasileiros importantes; textos de jornais e revistas; canções populares; linguagem falada dos meios de comunicação, linguajar popular e familiar. Através dessas fontes, o dicionário apresenta aspectos de que trabalha com um corpus.
Quanto aos critérios que evidenciam a escolha da palavra para compor a entrada do verbete, o dicionário não trata sobre esses critérios. No que tange ao recebimento da marca diatópica, o dicionário registra essa marca quando a lexia se refere a um regionalismo, a marcação é realizada por este item lexical não pertencer à língua comum13.
b) Macroestrutura do DEAJ
O dicionário DEAJ possui 30.373 verbetes. Com relação à fonte das palavras, o prefácio expõe que é concebido por uma equipe de lexicógrafos, com origem em uma base de dados reconhecidamente consolidada. Todavia, essa base de dados não é especificada ao usuário, o que nos leva a entender que o trabalho do lexicógrafo não se fundamenta em um corpora.
Em relação à escolha da palavra-entrada para compor o verbete, o dicionário não especifica o processo de escolha. Também, no que se refere à inclusão da marca diatópica a um item lexical, critérios não são esclarecidos.
c) Macroestrutura do DEABL
O dicionário DEABL é constituído de 28.805 verbetes. As fontes vocabulares provêm de lexias utilizadas por escritores contemporâneos, palavras utilizadas por redatores de jornais, revistas mais lidas do país e itens lexicais pertencentes as áreas de estudos dos últimos anos do ensino fundamental. Tomando como base essas informações observamos que as palavras presentes no dicionário decorrem de fontes não especificadas, configurando que não há um trabalho baseado em corpus.
No que concerne a escolha do vocábulo para compor o verbete, os critérios de seleção não são definidos. Quanto à inserção de marca diatópica, as palavras que recebem essa marcação são consideradas regionalismos, o fator presença da marca atesta que não é uma lexia utilizada em todo território nacional e sim um item específico de um determinado espaço geográfico. Contudo, esse dicionário não é preciso ao apresentar o uso de uma determinada palavra como regionalismo, visto que essa marca diatópica não dá conta de imprimir as características geográficas presentes no item lexical.
d) Macroestrutura do DHC
O dicionário DHC é composto por um total de 41.243 verbetes. No prefácio da obra, menciona-se a preocupação em constituir uma gramática com definições concisas, claras e precisas. Para tanto a nomenclatura adotada toma como base obras de prestígio que veiculam em renomadas instituições de ensino federais e estaduais do país. Como podemos observar esse dicionário não faz alusão a qualquer corpus e não apresenta explicações sobre as obras renomadas que compuseram o dicionário.
O dicionário não expressa os critérios que definem a escolha de uma palavra para compor a entrada de um verbete. Já na questão do recebimento da marca diatópica, no dicionário a marcação ocorre quando se trata de um dialetismo14.
e) Macroestrutura do DEB
O Dicionário DEB é formado por 51.210 verbetes. Seguindo o que foi preconizado em seu prefácio, os vocábulos que compõem a obra são de livros em geral, da literatura, dos meios de comunicação impressos e eletrônicos. As fontes apresentadas não são especificadas, o que nos leva a entender que este dicionário não faz menção a um corpus.
Considerando o levantamento de fatores acerca da escolha das entradas para compor os verbetes verificamos que critérios não são arrolados. E, também, não são disponibilizados os critérios para a definição da marca de uso diatópica.
14 A lexia dialestismo é utilizada para fazer referência às diferenças linguísticas regionais das comunidades usuárias do português brasileiro.
f) Macroestrutura do DUPC
O Dicionário DUPC apresenta um total de 58.237 verbetes. A obra é constituída pelo material do banco de dados do Laboratório de Lexicografia da Faculdade de Ciências e Letras de Araraquara, o material lexicográfico é composto por textos escritos no Brasil a partir de 1950, contando com 200 milhões de ocorrências de palavras em português brasileiro.
No que tange do conjunto de entradas, uma palavra é escolhida para compor o dicionário levando em consideração o critério ocorrência no corpus. Quanto ao recebimento da marca diatópica, o item lexical recebe a marca quando é considerado um regionalismo, todavia faz-se necessário especificar os critérios de aplicação dessa marca no dicionário.
No que se refere à macroestrutura dos dicionários, verificamos que os critérios de escolha da palavra-entrada não são citados em cinco dicionários analisados. O lexicógrafo não define os motivos que o instigou a selecionar o item-entrada para compor o verbete, apenas o DUPC explicita que a escolha da palavra-entrada no dicionário deve-se ao fator ocorrência no corpus.
Quanto à aplicação da marca diatópica ao verbete, quatro dicionários não apresentam critérios para a marcação. No CAMC, a justificativa para o item lexical receber a marcação deve-se ao fato de não pertencer a língua comum15 e no DEABL, a presença da marca
diatópica justifica-se pela lexia expressar um uso específico em um determinado espaço geográfico. No que compete o recebimento da marca diatópica nos dicionários observamos que de um dicionário para o outro não há uniformidade de marcação, em alguns casos, as palavras com o mesmo valor semântico recebem marcas diatópicas distintas.
Salientamos que a escolha do repertório lexical é de extrema importância, pois se o consulente ao pesquisar um dicionário conhecer apenas uma entrada e o dicionário não fornecer as demais variantes, logo, o consulente não encontrará o que pesquisa e por consequência não conhecerá o uso dessa lexia em outros espaços geográficos.
Porém, o observado nessas obras didáticas é que o percurso da atividade lexicográfica no Brasil é marcado por repetições, Pontes (2009) afirma que as novas obras tomam como base as já existentes, compilando seus dados de forma a adaptá-los ou ampliá-los em alguns campos, apenas dando nuances de modificações. Contudo, as mudanças não são significativas, uma vez que não originam novas informações no material lexicográfico.
15 Conferir a décima terceira nota de rodapé.