9.1.4 32-bits prosessorer
10.2 Kommunikasjon mellom CPU og I/O-kontrollere
Inovação teve o incentivo da Fundação de Apoio a Pesquisa Científica e Tecnológica do Estado de Santa Catarina (FAPESC) por intermédio de editais de incentivo à criação de Núcleos de Inovação Tecnológica – NITs.
1.1.1 O contexto das Universidades Comunitárias de Santa Catarina
As instituições de ensino superior, denominadas de “Comunitárias”, presentes em todas às regiões do Estado de Santa Catarina, resultam de uma constituição inicial na condição de fundações educacionais, criadas por leis municipais, as quais, posteriormente a uma maior consolidação acadêmica alcançaram o status de Universidade.
Essa nova condição, não alterou as características originais dessas estruturas, marcadas por seu vínculo às fundações mantenedoras respectivas, de origem municipal. A discussão quanto à classificação jurídica dessas instituições, no entanto, manteve-se em pauta durante muito tempo devido à sua origem e manutenção, sendo que ainda atualmente há alguns entendimentos diversos. O maior consenso
encontra-se em torno da caracterização de sua origem como pública e de sua natureza como privada.
O surgimento de tais instituições se deu pela necessidade de superar a problemática das distâncias entre a residência dos estudantes e os locais de oferecimento dos cursos superiores, normalmente só encontrados em Florianópolis, na Universidade Federal de Santa Catarina, situada em um dos extremos do estado. Em função dessas distâncias, o atendimento aos estudantes do interior do estado se deu em grande parte pela criação das fundações educacionais, as quais se constituíram num modelo diferenciado do restante do País, requerendo, também a existência de práticas diferenciadas de gestão desse modelo e de seus segmentos.
Tais fundações foram criadas em contextos regionais muito parecidos. Dentre as motivações para a criação dessas entidades destacam-se a ligação e o sentimento de responsabilidade com a formação profissional regional; o vínculo com as associações de municípios – que também reforçaram um contorno de atuação regional; o comprometimento com o desenvolvimento local; e, uma estruturação própria em termos de composição hierárquica, procedimentos e fluxo de informações. Eram, em geral, estruturas amadoras, organizadas apenas localmente e com grande dependência dos municípios.
A forma de organização, originada nas comunidades regionais, resultou também de aspectos culturais da população, cuja ação colaborativa encontra-se materializada em inúmeras instituições, refletindo assim exemplo do que essa pesquisa aborda – capital social. Segundo Schmidt (2009, p. 27): “A criação das instituições comunitárias deve-se via de regra ao espírito associativo presente em certas regiões do país, como o Sul do Brasil. As pesquisas acerca do capital social ajudam a elucidar o fenômeno”.
Estruturalmente a maioria das fundações educacionais iniciaram suas atividades sob a gestão de um Diretor Geral e um quadro de apoio técnico-administrativo reduzido. No contexto acadêmico essas estruturas dispunham da figura do Coordenador de Curso, muitas vezes exercido pelo próprio Diretor Geral como sendo sua segunda função, de modo a manter um baixo custo de manutenção e a viabilidade das estruturas. Esse comportamento de gestão dos recursos a exemplo do que ocorre com a iniciativa privada contribuiu sensivelmente para o crescimento e a consolidação dessas fundações com o passar do tempo.
Com o passar dos anos, o número de vagas praticamente inalterado nas Universidades Federais e a existência de uma demanda reprimida pela educação em nível superior possibilitaram um
significativo crescimento em número de alunos dessas fundações educacionais. Esse crescimento resultou na expansão da área de atuação dessas fundações para novos municípios, comumente inseridos nos limites das microrregiões das respectivas sedes.
Com a expansão, a busca pela autonomia se constituiu na etapa seguinte, culminando com a transformação de muitas dessas fundações educacionais, até então “isoladas”, em Universidades. A motivação para tal teve origem no incentivo público que encontrou na oferta de vagas da iniciativa privada a solução para o atendimento das demandas não atendidas pelo ensino público. Diante dessas perspectivas de expansão, a partir de 1980, com maior concentração a partir de 1990, houve movimentos por parte das fundações educacionais visando à obtenção do status de Universidade, o que ocorreu de modo independente ou associativo.
Com a prerrogativa da autonomia universitária, muitos procedimentos burocráticos foram abreviados. Talvez o exemplo mais relevante seja a agilidade adquirida na aprovação de novos cursos, os quais antes necessitavam de autorização prévia do estado, por meio do Conselho Estadual de Educação e, após a obtenção do status universitário passaram a receber apenas autorização nos conselhos internos das instituições. Essa nova perspectiva possibilitou crescimentos significativos no número de cursos e vagas oferecidos pelas Universidades Comunitárias de Santa Catarina.
No quadro 1 demonstra-se uma cronologia de obtenção do status universitário por parte das instituições comunitárias, bem como as respectivas fundações originais e as atuais fundações mantenedoras, com suas respectivas datas de constituição.
Quadro 1 - Universidades Comunitárias de SC e respectivas Fundações Fonte: ACAFE ([s.d.]).
Observa-se que o surgimento das instituições originais foi muito próximo, todas sendo constituídas em um intervalo máximo de 12(doze) anos, sendo que a maioria correspondente ao final da década de 1960 e início da década de 1970.
Outro aspecto marcante é a associação observada em boa parte das fundações originais para a constituição das atuais Fundações mantenedoras das atuais Universidades. Esse movimento também foi semelhante nas diversas instituições, concentrando-se entre os anos de 1988 e 1992 e culminando com a obtenção do status de Universidade por parte dessas instituições, o que ocorreu a partir do ano de 1989.
Com a criação das Universidades, a expansão no número de vagas e matrículas foi uma consequência imediata, resultando em
Universidade Obtenção do Status de
Universidade
Fundação de Origem Atual Fundação
Mantenedora
Nome Data de
Criação Nome Data de Criação
UNC 1997 FUNPLOC FEARPE FUNORTE FEAUC FEPLAC 1970 1971 1971 1976 1976 FENIC (Fundação Universidade do Contestado) 1990
UNESC 1997 FUCRI 1968 FUCRI 1968
UNIPLAC 1999 UNIPLAC FELF 1965 UNIPLAC Fundação 1988
UNISUL 1989 FESSC 1967 FESSC 1967
UNIVALI 1989 FEPEVI e FILCAT 1968
Fundação Universidade
do Vale do Itajaí
1989
UNIVILLE 1996 FUNDAJE FUNC 1967 1971 FURJ 1975
UNOCHAPECÓ 2002 FUNDESTE 1970 FUNDESTE 1970
UNOESC 1996 FEMARP FUOC FUNDESTE FEMAI FUNESC 1968 a 1987 FUNOESC 1992
significativas alterações no cotidiano das instituições, desencadeando grandes modificações estruturais no âmbito acadêmico e físico.
A tabela 1apresenta um extrato do número de matrículas nas Universidades Comunitárias, evidenciando o comportamento crescente nos primeiros anos após a obtenção do status de universidade em função de demandas reprimidas e da criação de um número mais significativo de cursos.
A expansão notada até o ano de 2004 se reverte a partir de 2005, quando se observa um quadro estabilizado e decrescente de matrículas.
Tabela 1 - Matrículas nas Universidades Comunitárias de SC de 2001 a 2008.
IES 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 UNC 9.289 10.402 11.109 11.743 12.579 12.197 11.032 10.792 UNESC 6.111 7.542 8.914 9.352 8.775 8.752 9.685 9.340 UNIPLAC 3.913 4.626 4.857 4.649 5.131 4.026 3.982 3.401 UNISUL 17.066 17.745 17.673 18.323 21.040 24.018 25.988 24.882 UNIVALI 26.864 26.450 27.251 26.285 26.109 22.802 20.985 22.202 UNIVILLE 6.924 7.649 8.145 8.082 8.468 8.224 8.099 8.214 UNOCHAPECÓ 5.992 6.667 6.464 7.385 7.363 7.336 6.447 7.045 UNOESC 9.653 11.196 11.791 12.581 14.040 13.706 13.476 13.254 Total 112.722 121.490 123.810 139.267 103.505 101.061 99.694 99.130
Fonte: http://www.acafe.org.br, acessado em 15/09/09, 00h50min.
Também compôs esse cenário o conjunto de obrigações inerentes à nova condição institucional de Universidades, dentre as quais se destaca a obrigatoriedade da pesquisa e da extensão, complementando as atividades tipicamente de ensino. Complementarmente surgiram também outras exigências vinculadas à renovação dos credenciamentos como universidades, como é o caso da titulação e carga-horária docentes e da obrigatoriedade de do oferecimento de programas de mestrado e doutorado próprios e devidamente reconhecidos.
Essas obrigatoriedades foram atendidas com limitações, especialmente em pesquisa, uma vez que inexistia tradição e mesmo número suficiente de profissionais para a alavancagem da pesquisa em níveis satisfatórios. Com as limitações ao impulsionamento da pesquisa, as novas Universidades começaram a desenvolvê-la de modo aleatório, visando essencialmente gerar produção científica, mas sem uma organização prévia e sistematizada. A ausência de diretrizes e as
dificuldades no estabelecimento de prioridades marcaram os períodos iniciais da pesquisa nas Universidades Comunitárias Catarinenses.
Avanços ocorreram com a constituição dos primeiros grupos e linhas de pesquisa, muito embora não se encontrassem vinculados a parâmetros de interesse institucional ou regional, dificultando a integração da pesquisa com o ensino e a extensão e limitando sua atuação aos interesses dos pesquisadores, mantendo a pesquisa distante do mercado.
Pesquisas mais relevantes ocorreram na medida em que algumas Universidades Comunitárias posicionaram-se afetas à determinadas especialidades, normalmente associadas às características econômicas de suas regiões de abrangência. Isso possibilitou a criação de grupos de pesquisa mais focados e alguma orientação em torno de linhas de pesquisa de interesse institucional e voltadas ao desenvolvimento regional, reforçando mais uma vez a ligação entre essas instituições e suas comunidades de abrangência.
Embora os avanços relatados sejam percebidos, se destaca que ainda não traduz, em sua grande maioria, um referencial de significativa proximidade às fronteiras do conhecimento. Essa distância científica se reflete em um cotidiano acadêmico muito pautado na reprodução do conhecimento e desconectado das necessidades do mercado produtivo.
A Associação Catarinense das Fundações Educacionais – ACAFE tem na essência de sua missão o desenvolvimento das regiões do Estado Catarinense e aponta a investigação científica nas instituições associadas como uma ação voltada à interveniência e transformação da realidade, citando ser o “que fundamenta a ação dos mais de 400 grupos institucionais voltados a essa área” (LIMA, 2009, p. 98).
Essa missão reflete haver uma perspectiva presente de ações voltadas ao desenvolvimento das regiões por meio de pesquisas, demonstrando assim haver um anseio pela participação dessas instituições em processos de pesquisa e intervenção, os quais também podem ser ligados à geração de processos e produtos inovadores.
Schmidt (2009) apud Moraes e Fava (2000) lembra que um limitador para as pesquisas nas Universidades são as dificuldades financeiras em se investir, uma vez que se trata de um processo de longo prazo. Apontam a necessidade de investimentos em pessoal e infraestrutura em busca da pesquisa de ponta, como uma condição essencial para a promoção do desenvolvimento.
Pensar em pesquisa de ponta na Universidade é, em termos práticos, aproximá-la da inovação, uma vez que a inovação é resultante de pesquisas situadas na fronteira do conhecimento. Assim, possibilitar
a pesquisa avançada no ambiente acadêmico representa impulsionar a inovação. Com isso a aproximação dos mercados e da indústria por meio da transferência de tecnologias toma uma forma mais consistente e possível.
1.1.2 A gestão da inovação nas Universidades Comunitárias de