3 Metode og data
3.2 Empirisk data
3.2.6 Klimagassutslipp Nord Jæren
CAPÍTULO VIII
8 – OBJECTO DE ESTUDO
8.1. Propósito e Delimitação do Problema
O fenómeno do envelhecimento populacional no mundo e em particular no continente europeu tem vindo acentuar-se progressivamente. “ É um fenómeno que assume características demográficas consequência de um decréscimo de natalidade e de uma diminuição da mortalidade, bem como dos movimentos migratórios, que conjuntamente, são responsáveis pela alteração das estruturas da pirâmide de idade” (Nazareth, 1993, p. 18).
Na actualidade, este fenómeno assume uma importância crescente e é alvo de particular atenção em todo o mundo, pelo facto de se construir um problema social no seio de sociedade contemporânea, pela complexidade dos problemas sociais, económicos e culturais que acarreta.
Em Portugal esse fenómeno também é uma realidade que não podemos ignorar. Ao analisarmos uma “ pirâmide etária” referente à população portuguesa, facilmente se identifica um duplo envelhecimento. O envelhecimento na base e o envelhecimento no topo.” O primeiro expressa-se por uma diminuição da população jovem de tal forma que a base da pirâmide de idades fica também reduzida; enquanto que o segundo se expressa por um aumento da população idosa, fazendo assim com que a parte superior da pirâmide de idades comece a alargar” (Nazareth, 1993, p.21). Naturalmente estes dois tipos de envelhecimento estão ligados entre si como refere o Professor J. Manuell Nazareth, a diminuição percentual do grupo de jovens implica um aumento proporcional nos outros dois grupos de idade, em particular no grupo dos idosos. Esta alteração demográfica registada acaba por se repetir dentro da esfera familiar económica, na vida da comunidade e na sociedade em geral, com consequências múltiplas e complexas.
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Segundo Marcelo Felo (2005), envelhecimento é uma viagem cheia de incertezas, moduladas por acontecimentos e circunstâncias inesperadas, ao sabor da sorte, das paixões e do conhecimento. Movidos pela força dos instintos e dirigidos pela sabedoria, vamos envelhecendo e alargando os horizontes, constatando banalidades e lutando por convicções, enquanto percorremos distraidamente as partes de um caminho que percebemos subtamente ser tão curto e tão estreito. À medida que nos aproximamos deste ciclo, baixa a capacidade de adaptação às adversidades, tornamo-nos mais lentos, menos atentos e mais frágeis ou de forma reflexa, o mundo torna-se mais complexo, mais agressivo, mais rápido e mais imprevisível dando-nos uma sensação de isolamento e de insuficiência.
De forma gradual vamos sendo invadidos por um mar de maleitas, de cansaços e de esquecimentos que nos obriga a deixar para trás o que é menos importante, o que achamos essencial e finalmente parte de nós próprios, que nos era tão queridos mas que já não podemos transportar.
Como num adolescente que perde o equilíbrio devido ao seu crescimento acelerado, aconteceu tudo tão depressa que ainda não houve tempo para que cada grupo etário (jovens e idosos) se posicionasse na nova organização social e percebesse as normas, as funções ou expectativas sob as quais se deve reger.
Enquanto persiste este desencontro do desenvolvimento biológico, psicológico e social, instala-se um enorme vazio político e moral que põe em risco áreas vitais para a sustentação de famílias inteiras.
O envelhecimento é um fenómeno que varia segundo cada indivíduo. A partir dos anos 60, os estudos longitudinais sobre o envelhecimento colocaram em evidências a enorme variabilidade de tal processo, sendo que, o envelhecimento patológico e o envelhecimento bem-sucedido (conceitos já referidos anteriormente) constituem dois pólos relativos à forma como as pessoas envelhecem.
Perante o cenário do envelhecimento, a psicologia positiva procura dar maior importância aos aspectos positivos do envelhecer e põe em relevo as emoções positivas como a esperança, o perdão, a alegria, o optimismo e tantas outras emoções existentes nos idosos.
Quanto à saúde mental dos mais velhos, o efeito do tempo na saúde mental de cada pessoa, ao longo do seu ciclo de vida, e a sua contribuição para os desvios da normalidade, sejam eles de natureza biológica, psicológica, social, transcendental ou universal.
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Em psiquiatria e saúde mental evoluímos na categorização das perturbações do comportamento sem que, até ao momento, fosse possível esclarecer a etiopatogenia da maioria dos diversos processos mórbidos. Habituamo-nos por isso, a enfrentar quadros clínicos consistentes mas sem indicadores nem marcadores seguros, que se expressam por sinais de significância muitas vezes duvidosas, e que se instalam numa população habitualmente mal compreendida em múltiplas dimensões.
Tem sido evidenciado que o período de excelência para a instalação de grande parte das perturbações psiquiátricas é na terceira década da vida e desde o início dos grandes estudos epidemiológicos nos Estados Unidos (ECA, 1991) que se constata um declínio generalizado das prevalências no período involutivo.
Segundo Spar (2005), as pessoas idosas com perturbações mentais constituem um subgrupo significativo da população da terceira idade. Pelo menos 12% dos adultos idosos na comunidade têm perturbações mentais diagnosticáveis (Regier & col., 1998, cit. in Spar, 2005). As estimativas são muito mais elevadas entre os doentes idosos vistos em cuidados primários ou hospitalizados por doença do foro médico, 30% – 50% dos quais têm problemas psiquiátricos (Borson & Unutzer, 2000; Rapp & col., 1988, cit. in Spar, 2005). Em instituição em cuidado a longo prazo, verificou-se que 70% ou mais dos residentes tem perturbações mentais (Rovner & col., 1986). Os doentes idosos estão sujeitos ao mesmo amplo espectro de perturbações mentais que os adultos jovens. A síndrome da demência apresenta-se como excepção, uma vez que a sua prevalência duplica em cada 5 anos, a partir dos 65 anos, atingindo cerca de metade do grupo etário dos 80 anos. Na maioria dos casos o diagnóstico inicial de envelhecimento tende para défice cognitivo ligeiro e depois para doença de Alzeimer, uma doença com contornos mal definidos para uma morbilidade cerebral que, embora tenha tratamento obriga ao envolvimento de especialistas e recursos em parte inexistente (no caso de Portugal). Segundo a Classificação Internacional de Doenças (CID), proposta pela Organização Mundial de Saúde na sua décima edição (OMS, 1992), o maior contingente das perturbações do comportamento, para além das demências, é constituído pela patologia depressiva.
De entre as várias perturbações mentais nos idosos damos uma particular atenção à depressão, não só por ser uma síndrome arrasadora e que afectam profundamente a pessoa, mas também, por ser uma patologia com maior incidência nos idosos do que nas outras idades. Segundo Rojas (2007) a depressão constitui a grande epidemia das sociedades modernas e, do ponto de vista da psiquiatria, como um campo de trabalho de
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grande magnitude. Zimerman (2000, p.108) afirma que “ as depressões na velhice são quase sempre ligadas a perdas, doenças, carências e aspecto sociais”.
Neste âmbito, escolhemos o “Inventario depressivo de Beck” versão portuguesa de Vaz-Serra & Abreu (1973) como instrumento para medir a saúde mental nos idosos. Este instrumento avalia vários grupos sintomatológicos num paciente depressivo. De acordo com Oliveira (2005), a depressão manifesta-se por uma diminuição das capacidades cognitivas, afectivas e motivacionais, dificuldade de concentração, perda de gosto pela vida (risco de suicídio), diminuição da auto-estima, isolamento, problemas cardíacos e gastrointestinais, perturbação do sono, perda de apetite e imobilidade. Os sintomas depressivos no idoso não são muito diferentes dos das outras idades.
Existem depressões que atingem mais o indivíduo em si mesmo, a sua identidade pessoal (depressão introjectiva ou autocrítica, com sentimento de culpa e mecanismo de defesa) e outras que prejudicam mais os aspectos relacionais ou sociais (depressão anaclítica ou de abandono) (Blatt, 1990, cit. in Oliveira, 2005). Beck (1983, cit. in Oliveira 2005) distingue uma depressão “ autónoma de outra mais “ sociotrópica”, chamando a atenção para um tríplice “esquema” de representações negativas em relação ao self, aos outros ou ao meio, e ao futuro.
Os sintomas depressivos podem ser proveniente da dificuldade de adaptação à velhice e à perspectiva mais próxima da morte. A depressão é mais frequente e manifesta-se mais precocemente na mulher do que no homem, na proporção de 2 por 1.
Segundo Felo (2005) a síndrome depressiva pode ter uma etiologia de natureza diversa e conhecendo as adversidades que os mais velhos habitualmente enfrentam, é estranho que a incidência destas perturbações também obedeça à já referida diminuição de prevalência na comunidade.
Tem sido apontado vários factores para justificar estas variações onde se inclui o enviezamento epidemiológico dos dados: com a expectativa de deterioração que a idade confere, a atribuição de um significado clínico às síndromes deficitários pende para quadros de demência, baixando o número de diagnósticos nas outras categorias; por outro lado a expressão da tristeza é diferente nos mais velhos, facto que nem sempre é bem aferido nos instrumentos de avaliação, onde há tendência para aplicar métodos muito abrangentes e menos exactos; as populações mais debilitadas além de terem maiores índices de mortalidade, apresentam-se mais isoladas e têm maior dificuldade na interacção com os investigadores.
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Perante este contexto de doença urge a definição de estratégias para a promoção da saúde mental nos idosos. Sem dúvida, que a nível geral, a promoção geral da saúde passa pela erradicação estrutural da pobreza, pela implementação e diversificação dos programas de educação e pela melhoria da acessibilidade aos recursos disponíveis, mas entretanto e no âmbito da psiquiatria e saúde mental poderão ser tomadas medidas mais simples e que dependem essencialmente do comportamento individual.
Assim, para que não subsistam sequelas, devem ser realizadas intervenções curativas e paliativas precoces, específicas e enérgicas, para que não se avolumem algumas das adversidades previsíveis na vida, sugere-se a preocupação com o futuro como comportamento a incentivar.
Na sequência do que foi anteriormente exposto, e segundo a revisão bibliográfica o desenvolvimento das competências emocionais: perdão e esperança poderão ser factores de promoção da saúde mental do sénior. Tal como afirma Oliveira (2004, p. 132) “... com o perdão ganhamos em saúde física (os sentimentos de cólera provocam um aumento de pressão sanguínea e prejudicam o coração) e psíquica (libertamos o espírito de pensamentos negativos, povoando-o de pensamentos positivos e magnânimos), ganhamos nas relações (o ressentimento, o ódio e a vingança azedam as relações comunitárias, enquanto o espírito de tolerança e de perdão constroem a paz e a fraternidade). Enright (2008, p. 41) afirma “... O perdão entendido correctamente e praticado com paciência, aumentará o bem-estar e a saúde emocional do perdoador”. Seligman (2008, p.201) “... Quando as pessoas perdoam, as motivações básicas ou tendenciais de acção em relação ao transgressor tornam-se mais positivas (benevolentes, bondosas e generosas) e menos negativas (vingativas ou que perdoam)”. Ainda de acordo com o mesmo autor, o perdão transforma a amargura em neutralidade e até em recordações tingidas de positividade e por isso torna possível uma maior satisfação na vida: “ Não podes magoar o criminoso através do não-perdão, mas podes libertar-te através do perdão” (p.105). A saúde física, particularmente em termos cardiovasculares, é com probabilidade melhor naqueles que perdoam do que naqueles que não perdoam. Quando é seguido de reconciliação, o perdão pode melhorar profundamente as suas relações com a pessoa a quem perdoou (Seligman, 2008). Respeitante a esperança, E.Fromm (1978, p. 91. cit. in Oliveira, 2004) afirma “ (...). A esperança é um elemento intrínseco da estrutura da vida, da dinâmica do espírito humano.” Alberoni (2001, p. 16) afirma, “ (…). A esperança destrói a certeza do inelutável e da morte, reabre o horizonte