Leia o artigo que trata do desperdício e da cobrança da água no site: http://www.agenciabrasil.gov.br/noticias/2008/06/06/
materia.2008-06-06.8418630179/view . Posteriormente relita sobre as seguintes airmações extraídas do texto: “a água no Brasil ainda é muito barata, por isso as classes mais favorecidas não valorizam”; “setor industrial apresentou o maior registro de economia de água, devido às companhias cobrarem valores mais alto por metro cúbico nesse segmento”. Aparentemente, a elevação dos custos fez com que o setor industrial se mobilizasse, reduzisse o consumo e buscasse maneiras de reutilizar a água em seus empreendimentos. Pensando agora no consumo doméstico, será que o aumento do preço da água iria realmente estimular a economia das classes altas e que a população carente iria se beneiciar dessa medida?
Assista o vídeo A história das coisas (http://www.youtube.com/ watch?v=3c88_Z0FF4k&feature=related) e relita sobre as relações de produção, exploração e consumo que vigoram nas sociedades modernas. Este pode ser ainda um material interessante para ser trabalhado em sala de aula.
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O
governo brasileiro, consciente da importância que tem a correta gestão das águas em âmbito nacional (e dos relexos que a degradação das águas terá em escala global), assinou diversos tratados e convenções internacionais relacionados a esse tema de forma direta ou indireta. Alguns exemplos dos acordos internacionais irmados são: a Cúpula do Milênio, a Agenda 21, a Convenção de Ramsar, o Protocolo de Quioto, a Convenção da ONU sobre Mudanças do Clima e de Combate à Desertiicação, entre outras.Acesse o site do Ministério do Meio Ambiente
(http://www.mma.gov.br/sitio/index.php?ido=conteudo. monta&idEstrutura=175) e saiba mais sobre os acordos
internacionais ratiicados pelo governo brasileiro.
Ecossistemas de áreas alagadas estão entre os mais biodiversos. A importância desse tipo de hábitat está reletida em vários tratados inter-governamentais, que visam à sua proteção e manejo. Um desses tratados é a Convenção de Ramsar (http://www.ramsar. org/about/about_brazil_p.htm), ratiicada em 1993 e com planos de manejo e conservação recentemente aprovados para implementação (http://noticias.ambientebrasil.com.br/noticia/?id=41439). No entanto, apesar dos recentes esforços, quase 50% das áreas alagáveis do planeta já haviam sido destruídas no último século devido ao crescente desenvolvimento urbano e agrícola, tornando este, um dos ecossistemas mais ameaçados do planeta.
No contexto nacional, a gestão de recursos hídricos tem seu “embrião” legal na Constitui- ção Federal de 1934, quando é aprovado o Código de Águas. No entanto, naquele momento não havia preocupação com a degradação ambiental ou a escassez de água. Já em 1965, o Código Florestal (Lei no 4.771) protegeu de forma indireta a qualidade dos recursos hídri-
cos com a criação das áreas de preservação permanente ao longo dos cursos d’água (matas ciliares). Uma legislação especíica para tratar da gestão das águas somente foi instituída em 1997. A Lei nº. 9.433/97, que trata da Política Nacional dos Recursos Hídricos, adotou um sistema de gestão integrada e participativa das águas, em concordância com as discus- sões geradas em diversas conferências internacionais sobre o tema, estabelecendo uma série de fundamentos, objetivos e diretrizes gerais que norteiam as decisões referentes à gestão das águas.
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Para ter acesso ao documento na íntegra, acesse o site da Agência Nacional de Águas
(http://www.ana.gov.br/Legislacao/default2.asp)
Considera-se que o Brasil tem um dos regimes jurídicos mais avançados do mundo em rela- ção à gestão das águas. A Lei 9.433/97, também conhecida como “lei das águas”, considera este elemento como bem ambiental, recurso natural limitado e dotado de valor econômico. Ainda assegura que sua gestão deve ser descentralizada e proporcionar usos múltiplos nas bacias hidrográicas (a unidade territorial de gestão). A lei das águas estabelece ainda a Política Nacional de Recursos Hídricos, que trata das normas de garantia da tutela civil (indenização por danos), penal (responsabilidade criminal) e administrativa (multas e con- cessões de outorgas) em relação a questões relativas à água (MACHADO, 2003; http:// pnrh.cnrh-srh.gov.br/).
A Lei 9.433/97 prevê que o planejamento para a gestão das águas deve ocorrer nos níveis nacional (Plano Nacional de Recursos Hídricos), estadual (Plano Estadual de Recursos Hí- dricos) e das bacias hidrográicas (Plano de Bacia Hidrográica). O Plano Nacional objetiva construir e implementar, conjuntamente com a sociedade, formas de uso sustentável das águas, evitando perdas e minimizando eventuais danos. O Plano Nacional de Recursos Hí- dricos é coordenado pela Secretaria de Recursos Hídricos do Ministério do Meio Ambiente (SRH/MMA), com o apoio da Agência Nacional de Águas (ANA) e o acompanhamento do Conselho Nacional de Recursos Hídricos (CNRH). De caráter lexível, este plano foi aprovado em 2006 e vem sendo constantemente reavaliado e reajustado em função das necessidades e prioridades veriicadas.
Acesse o site do Plano Nacional de Recursos Hídricos (http:// pnrh.cnrh-srh.gov.br/) e veja as inter-relações entre as várias esferas que compõem a gestão dos recursos hídricos no Brasil (políticas públicas, tipos de planos, âmbitos geográicos e entidades coordenadoras do planejamento e da gestão das águas).
Leia o artigo sobre o Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos (http://www.ambientebrasil.com.br/composer. php3?base=./agua/doce/index.html&conteudo=./agua/doce/ comite.html) e proponha a realização de uma dinâmica que simule as discussões entre os representantes do comitê de bacias hidrográicas encarregados de debater a gestão das águas do município onde vivem. Para a realização da dinâmica, busque mais informações relativas à formação do comitê no site da Secretaria do Meio Ambiente (SEMA) do seu estado.
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Conhecendo melhor o clima nosso de cada dia
Você já percebeu como nos apossamos de determinadas palavras e como as utilizamos, nos mais variados contextos, em termos de linguagem e cultura? Dessa forma, a palavra adqui- re signiicados diversos, com sentidos múltiplos. Vejamos: “tempo” – se observarmos bem, utilizamos essa palavra para expressar o intervalo entre dois momentos; ou quando quere- mos uma pausa para reletir, descansar (“dá um tempo!”); quando nos referimos a algum aspecto climático isolado (“o tempo está chuvoso”, “o tempo está quente”). O problema é que a utilização indiscriminada pode levar a uma confusão sem im.
O clima, mesmo para os climatólogos, pode ser deinido de formas ligeiramente diferentes, variando de acordo com o objetivo da pesquisa ou até com a formação do pesquisador. Entretanto, sempre vão estar presentes nessas deinições os chamados elementos do clima. Os elementos do clima ou elementos meteorológicos são fatores físicos deinidos como os componentes da atmosfera determinantes para a ocorrência dos fenômenos climáticos. Os elementos do clima são: radiação solar, precipitação (chuva), pressão do ar, nebulosidade, evaporação, umidade e circulação atmosférica, dentre outros. Cada elemento interage com um ou mais elementos na formação dos fenômenos climáticos, como frentes frias, furacões e secas. Os fatores climáticos são os elementos naturais e humanos capazes de inluenciar as características ou a dinâmica de um ou mais tipos de climas. Para que sejam compreendi- dos, precisam ser estudados de forma interdisciplinar, pois um interfere no outro. São eles:
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Pressão atmosférica – variações históricas das amplitudes de pressões endógenas (mag-ma) e exógenas (crosta) do planeta;
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Órbita – mudanças cronológicas (geológicas e astrofísicas) nas posições das órbitasterrestres ocasionam maiores ou menores graus de insolação, que modiicam as variadas ações calorimétricas no planeta Terra (diicilmente perceptíveis aos humanos);
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Latitude – distância em graus entre um local e a linha do Equador;•
Altitude – distância em metros entre uma cidade localizada em determinado ponto dorelevo e o nível do;
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Maritimidade – corresponde à proximidade de um local com o mar;•
Continentalidade – corresponde à distância de um local em relação ao mar, permitindoser mais inluenciado pelas condições climáticas provenientes do próprio continente;
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Massas de ar – parte da atmosfera que apresenta as mesmas características físicas (tem-peratura, pressão, umidade e direção), derivadas do tempo em que icou sobre uma de- terminada área da superfície terrestre (líquida ou sólida);