4. Merknader frå komiteen til dei enkelte kapitla under rammeområde 6
4.2 Programkategori 13.20 Innvandring
4.2.4 Kap. 520 Utlendingsdirektoratet
de um mesmo setor de atividade com perfis semelhantes, tendo essas mesmas empresas um estatuto de principais concorrentes atuando no mesmo mercado. A utilização destes, permite não só ter uma perspetiva de como a empresa é vista pelo mercado, como, e num sentido mais empírico, complementar uma análise de avaliação feita através do Free Cash Flow to the
Firm. Numa breve explicação aos rácios utilizados, é possível compreender o seguinte:
O PER (Price to Earnings Ratio) – múltiplo dos resultados líquidos – apresenta-se como um dos rácios mais selecionados para a avaliação de empresas, não só pela sua facilidade de cálculo, como também de utilização. Oferece ainda outro tipo de vantagens, tais como a reflexão da rendibilidade, o crescimento e o risco intrínseco à empresa. Contudo, as desvantagens surgem com alguma importância: este rácio pode apresentar valores muito divergentes quando comparado com o PER de outras empresas, tornando o valor muito volátil e pouco significante; é um rácio bastante dependente da política contabilística em termos de amortizações e provisões; torna-se difícil de encontrar empresas comparáveis, principalmente se as outras empresas tiverem um sistema contabilístico dissemelhante. A fórmula apresenta-
𝑃𝐸𝑅 = 𝑃 𝑅𝑃𝐴 Onde:
P – Preço de cotação;
RPA – Resultado por ação. Resulta da divisão entre os resultados líquidos e o número de ações em circulação.
O PCE (Price to Cash Earnings Ratio) – múltiplo do autofinanciamento bruto – corresponde ao rácio que permite eliminar, através do autofinanciamento bruto, eventuais diferentes políticas contabilísticas em termos de depreciações, amortizações e provisões, usadas no rácio anterior, tornando-se um indicador mais próximo e comparável entre as empresas. As críticas a este rácio mantêm-se praticamente na sua totalidade às que foram feitas ao PER. Olhando para a fórmula, torna-se mais fácil de perceber:
𝑃𝐶𝐸 = 𝑃
𝐴𝐵𝐴 Onde:
P – Preço de cotação:
ABA – Autofinanciamento Bruto por Ação que pode ser calculado da seguinte forma: Resultados Líquidos + Amortizações do exercício + Provisões do exercício.
Uma avaliação feita pelo PBV (Price Book Value) – múltiplo do valor contabilístico – permite, para além de simplicidade e estabilidade no cálculo, confrontar a cotação da ação da empresa com o valor contabilístico do capital próprio, dando indicação de o quanto a cotação está acima do valor patrimonial da empresa. Aqui, na escolha das empresas comparáveis, surge um dos inconvenientes, uma vez que os critérios de seleção devem ser ainda mais rigorosos, não só em termos de estrutura, como de risco, competitividade, entre outros. O cálculo deve respeitar a seguinte fórmula:
𝑃𝐵𝑉 = 𝑃
𝑉𝐶𝐴 Onde:
VCA – Valor Contabilístico por Ação. Este valor pode ser obtido através da divisão entre o capital próprio e o número de ações em circulação.
Quanto ao rácio PS (Price to Sales), não sendo este um rácio tão utilizado por avaliadores nos dias de hoje, permite comparar o preço das ações de uma empresa com as suas receitas. Deve ser utilizado apenas num determinado setor e não com empresas de diferentes indústrias. Note-se que este rácio nunca deve ser a única métrica utilizada ao avaliar uma empresa. Por exemplo, uma empresa pode ter vendas maiores, mas uma margem de lucro menor que a de um concorrente, indicando que ele não está a funcionar de forma eficiente. O cálculo pode ser feito da seguinte forma:
𝑃𝑆 = 𝑃 𝑉𝑁𝐴= 𝑉𝐶𝑃 𝑉𝑁 Onde: VN – Volume de Negócios;
VNA – Volume de Negócios por ação (Volume de negócios sobre o número de ações); VCP – Calor do Capital Próprio a preços de mercado (Capitalização Bolsista).
O EV (Enterprise Value) corresponde ao valor real que o mercado está a atribuir ao negócio da empresa. Permite uma comparação com os seus concorrentes através dos capitais investidos na empresa, líquidos de disponibilidades. É particularmente útil no cálculo de múltiplos que tendem a ser mais estáveis, permitindo comparações mais fáceis entre empresas do mesmo sector ou mesmo entre sectores (ao eliminar distorções introduzidas pela dívida, interesses minoritários ou ativos extra operacionais). Neste sentido, a aplicação do EV pode ser feita com o EBITDA:
𝐸𝑉 𝐸𝐵𝐼𝑇𝐷𝐴 Onde:
EV = Nº de ações emitidas * cotação no momento da avaliação + Valor de mercado das ações + Valor de mercados dos interesses minoritários + Valor da dívida (ajustada pelos passivos não contabilizados) financeira líquida de disponibilidades;
seguinte forma: (Produto bancário – Custos de estrutura) + Resultados em Operações Financeiras.
Conclui-se que, o principal pressuposto ao utilizar este método assenta no facto de ser possível observar que, a médio e longo prazo, a performance de todas as empresas tenderá a identificar-se com a média do setor em que estão integradas. Por outras palavras, as denominadas boas empresas tenderão a piorar e as más a melhorar (reversão para a média). Desta forma, pode-se alcançar uma estimativa do valor de mercado da empresa a avaliar através da aplicação do múltiplo à variável de controlo utilizada, indo em contra a valorização do mercado. O principal problema surge não só com a escolha dos múltiplos a utilizar, como na dificuldade em selecionar as empresas comparáveis, uma vez que não existem duas empresas perfeitamente iguais.
Antes de terminar este ponto, importa referir que existem outros múltiplos que são considerados os mais adequados à avaliação das instituições de crédito. Para além dos já referidos PER e PBV, os autores Massari, et al. (2014) apontam para outros fundamentais, entre eles o que relaciona o preço da ação com os depósitos da instituição. A saber:
𝑃𝑟𝑒ç𝑜 𝐷𝑒𝑝ó𝑠𝑖𝑡𝑜𝑠 = 𝑃𝑟𝑒ç𝑜 𝑝𝑜𝑟 𝑎çã𝑜 𝐷𝑒𝑝ó𝑠𝑖𝑡𝑜𝑠 𝑝𝑜𝑟 𝑎çã𝑜 = 𝐶𝑎𝑝𝑖𝑡𝑎𝑙𝑖𝑧𝑎çã𝑜 𝐵𝑜𝑙𝑠𝑖𝑠𝑡𝑎 𝐷𝑒𝑝ó𝑠𝑖𝑡𝑜𝑠 𝑑𝑒 𝐶𝑙𝑖𝑒𝑛𝑡𝑒𝑠
Para obter conclusões sobre o múltiplo apresentado, obriga a que se tenha em consideração a tendência do preço da ação, bem como, se existe um crescimento ou diminuição no volume de depósitos de clientes.
Importa ainda acrescentar que o rigor da avaliação baseada unicamente sobre este múltiplo é, por norma, errado uma vez que apresenta algumas limitações, principalmente quando permite dizer pouco sobre a capacidade futura da instituição. Todavia, em diversos casos, pode fornecer perceções de avaliação úteis, especialmente quando usado ao longo de outros múltiplos ou abordagens de avaliação.