2. PRESENTASJON AV HØYERSHUS
2.3 K ORT PRESENTASJON AV ARKITEKTEN A RNSTEIN A RNEBERG
Fig 3 Modelação das fases da acção táctica (Mahlo, 1980)
Neste modelo, a primeira e a segunda fase demonstram a representação de uma solução que visa um resultado determinado. Os meios para tal solução são de natureza motora. A execução motora leva a um resultado positivo e negativo que voltará a memória, passando pelo analisador do efeito, ligado com a resolução motora escolhida.
Segundo Rodrigues (2004) os modelos de processamento de informação são aqueles que fornecem indicadores importantes no que diz respeito ao tratamento de informação recebida, onde irá possibilitar a tomada de decisão táctica.
Em termos metodológicos a tomada de decisão pode ser avaliada através da apresentação de uma determinada situação de jogo, sob a forma de problema táctico, onde o sujeito irá analisar as circunstâncias e responder o mais rápido possível sobre qual a opção de jogo, ou dependendo do caso, predizer a trajectória da bola.
A utilização deste quadro metodológico pode conduzir ao conhecimento das alternativas utilizadas no estudo em questão, relacionadas com a táctica, ou identificar os estímulos ambientais que têm influência no processo de tomada de decisão. Porém não se discute se o atleta é capaz de desenvolver ou não determinada jogada proposta, nem tão pouco se é capaz de, durante o jogo,
Memória
Receptor
do
efeito
Resultado
Resolução
Motora do
problema
Percepção e
Análise da
situação
Solução
mental
do
problema
conseguir chegar às mesmas decisões e tomar a iniciativa de colocá-las em prática.
Metodologicamente, e em relação à abordagem da tomada de decisão, podemos questionar qual a ênfase dada aos aspectos cognitivos (conhecimento declarativo) uma vez que este têm como função organizadora, articular a experiência acumulada com a coordenação da acção a ser desempenhada.
Como a decisão nos desportos colectivos está inserida no contexto do jogo, marcada pela disputa e pela manifestação de factores múltiplos, que variam de uma situação para outra, o jogador líbero deve ser capaz de relacionar a velocidade com a precisão. Durante o jogo, o processo de tomada de decisão tem por objectivo subsidiar a acção, devendo aquela ser rápida e eficaz, de acordo com a solução escolhida pelo atleta, para a solução do problema. Para Anguera et.al. (2000) o conhecimento e desenvolvimento técnico-táctico da identificação e definição da realidade da prática desportiva passa, neste sentido, pela formalização e utilização de modelos capazes de interpretar e explicar a lógica de seu conteúdo (quantitativo e qualitativo) a partir das dimensões consideradas como essenciais para o JDC.
Segundo Tenenbaum (2003) o comportamento do jogador perito resulta da coexistência do sistema visual com a memória de longo prazo. O mesmo autor ainda considera que para se obter um eficiente processamento de informação, no esquema proposto, devem trabalhar em conjunto pois as elaborações, entre a percepção visual e as representações na memória de longo prazo, permitem ao jogador executar antecipações e acontecimentos.
Para Mahlo (1980) não basta perceber os objectos e os processos instantaneamente, pois todo o processo tem passado, presente e futuro e, por isso, é necessário, a partir da percepção instantânea, ter idéias imediatas do processo (deslocamentos dos jogadores, trajectória da bola, leitura do jogo, etc.): para o jogador líbero antecipar o movimento de defesa baixa à situação do remate para que possa executar com maior eficiência sua acção de defesa.
Alves e Araújo (1996) descrevem que existem comportamentos preparatórios no jogador, que lhe permitem responder com rapidez às possíveis solicitações. Para o mesmo autor o jogador perito possui um conhecimento mais especifico dos factos permitindo-lhe ter várias alternativas de resposta. O perito conhece melhor as probabilidades da situação, tendo o conhecimento mais organizado e estruturado. Ele ainda usa mais tempo para processar a resposta, à medida que realiza um melhor planeamento das acções, permitindo, assim, uma melhoria na antecipação destas mesmas acções.
Para Garganta (1997) e Sampaio (2000) a tomada de decisão é um recurso fundamental no auxílio aos treinadores, onde permite fundamentar e credibilizar o seu trabalho, que proporcionará maior segurança na definição e no alcance de objectivos de preparação. E a avaliação também é processada através da observação e detecção de comportamentos constantes, dos factores que condicionam a prestação das equipas, ou seja, através da observação e detecção de padrões de jogo (Garganta, 1997 e 1998).
Morrison (2000) destaca a importância de observar com “os olhos” e “mente aberta” possibilitando que a análise seja o mais objectiva possível. O mesmo autor salienta o facto de existirem habilidades de percepção distintas, o que permite perceber diferentes análises de diferentes observadores com distintas percepções da realidade. Marques (1995) refere que os treinadores de futebol conseguem recordar apenas 12% dos factos que ocorrem durante um jogo. Com a modernidade surgiram recursos a instrumentos de registo cada vez mais precisos, que objectivaram aumentar a eficácia da tomada de decisão do treinador, sendo que estes assentavam exclusivamente em sua observação, que muitas vezes era subjectiva estando sujeita à influência de várias fontes de erro (Morrison 2000; Hughes e Franks, 1997).
A validade e fiabilidade do sistema de análises utilizados proporcionarão maior quantidade de informações importantes para que possam ser criados parâmetros avaliativos.
Com base nestas informações o treinador poderá ajustar o processo de treino e melhorar qualitativa e quantitativamente o rendimento dos jogadores e da equipa na competição. Possibilitará também que o treinador possa construir um modelo de jogo adequado à sua equipa, bem como conhecer melhor as características dos seus adversários e, consequentemente, possibilitar adoptar
estratégias indicadas para cada jogo. O enquadramento de jogadores na equipa, e a definição de quem irá entrar jogando, são decisões do treinador que muitas vezes assentam em processos subjectivos (Santos, 2004).
Nos seus estudos, Garganta (2001, p.57) descreve os objectivos de análise da performance nos jogos desportivos:
1. “Configurar modelos de actividade dos jogadores e das
equipas;