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K ONKURRANSEANALYSE – P ORTERS 5- KREFTER

4. EKSTERNANALYSE

4.5 K ONKURRANSEANALYSE – P ORTERS 5- KREFTER

A Alemanha investiu fortemente no desenvolvimento e consumo de energia eólica e não dispõe mais de áreas adequadas para a ampliação dessas fontes. Como

vimos anteriormente, a EEG2 possibilitou um processo repotenciação dos parques eólicos com mais de 10 anos de operação. Esse processo foi incentivado por tarifas específicas cujo objetivo é possibilitar que a energia eólica possa continuar a desempenhar um papel significativo na ampliação da matriz energética renovável na Alemanha. Inicialmente, estão sendo feitas pesquisas quanto à capacidade de ampliação do potencial nominal a partir de turbinas mais altas e de maior capacidade instalada, como ilustrado na figura 12. Esses projetos estão sendo desenvolvidos, em primeiro lugar, nas zonas costeiras, pois os estudos estimam que com a repotenciação seja possível dobrar o potencial de energia eólica instalada na Alemanha. Ou seja, espera-se que com um número significativamente menor de turbinas seja possível triplicar a produção de energia. Apesar do elevado potencial técnico, a repotenciação na Alemanha avança a um ritmo ainda lento. Isso ocorre, porque a maioria das turbinas não cumpre as metas da EEG2, ou seja, não possuem idade considerada econômica para a repotenciação.

Fonte: DWI, 2007

Figura 12 - Estrutura do processo de repotenciação dos parques eólicos alemães.

No final de 2008, apenas 152 MW de capacidade instalada era passiva de repotenciação. Em 2009, os projetos de repotenciação representaram 136 MW de nova capacidade instalada. No entanto, espera-se que esse processo possa ter um aumento significativo após 2010. Até 2015 mais de 6 GW de capacidade atualmente em operação terá mais de 15 anos.

No entanto, há algumas regiões que possuem restrições quanto ao processo de repotenciação, principalmente, quanto à altura das turbinas. Isso pode inibir a colocação de novas turbinas projetadas para produzir o máximo de energia a partir de um determinado local e a altura maior. As turbinas modernas, com alturas acima de 100 metros podem atingir fatores de capacidade de 35% no continente e 45% nas zonas costeiras e montanhosas. A fim de maximizar o potencial da Alemanha, o governo federal e alguns estados já manifestaram disponibilidade para repensar as condições de enquadramento e discuti-los com as autoridades de planejamento local e regional. O Estado Federal de Hessen, por exemplo, mudou as regras de planejamento em 2009 permitindo abrir partes da floresta para o desenvolvimento da energia eólica e atualmente está repensando restrições de altura. Pode haver impactos significativos em termos de biodiversidade local, caso a implantação desses projetos seja feita de maneira a não preservar tais biomas locais.

O desenvolvimento do setor offshore alemão também foi possível com a reformulação da EEG2 em 2009. Com a entrada em vigor da Lei, 60 MW instalados foram decorrentes da instalação do primeiro parque eólico offshore da Alemanha. Esse foi o primeiro parque construído pela Alpha Ventus e possui 12 turbinas com capacidade de 5 MW cada, que estão fornecendo eletricidade para o continente. Porém, o governo alemão prevê a construção/ampliação de novos parques eólicos

offshore.

As projeções para a energia eólica offshore prevêem que o potencial instalado pode chegar a 3GW em 2015. A maioria dos parques offshore será construído entre 20-60 km da costa, em águas de 20-40 metros de profundidade. Porém, já foram licenciados 24 projetos, com uma capacidade total de cerca de 7GW. Os custos para a conexão de parques eólicos offshore à rede continental deve ser assumido pelos Operadores de Sistemas de Transmissão (OST), já começaram a planejar as linhas de conexão para conjuntos de projetos offshore (GWEC, 2009).

Em 2010, a indústria eólica alemã espera que os novos parques eólicos possam gerar cerca de 2.300 MW, dos quais 300 MW de capacidade de offshore. Os projetos marítimos deverão desempenhar um papel significativo na capacidade e crescimento anual da

energia eólica nos próximos anos. No entanto, o principal impulso para seu crescimento continuará a ser a partir de novos empreendimentos em terra e repotenciação. Segundo cálculos da Associação Alemã de Energia Eólica (BWE), a capacidade total instalada

onshore pode chegar a 45 GW, com 10 GW adicionais de energia eólica offshore em

2020. A energia eólica poderá gerar cerca de 150 TWh/ano de energia, fornecendo 25% do consumo de eletricidade na Alemanha em 2020.

As indústrias de fabricação e fornecimento de turbinas eólicas alemãs estão fortemente orientadas para a exportação e respondem por cerca de 80% da sua produção mundial. Hoje, cerca de 30% das turbinas eólicas do mundo são fabricadas por empresas alemãs. A indústria eólica atingiu um volume de negócios próximo a € 3 bilhões em 2009. Na figura 13 é possível constatar o percentual de participação dos principais fabricantes na Alemanha de turbinas eólicas: a Enercon, com uma quota de mercado superior a 50%, é a maior indústria eólica do país, seguida pela Vestas (30%) e a REpower Systems (5,6%). Um mercado consolidado com as novas instalações, incluindo as exportações, bem como a instalação, operação e manutenção, gerando, atualmente, cerca de 100.000 postos de trabalho.

Fonte: DEWI, 2008

Figura 13 - Participação das empresas no Mercado Eólico Alemão - 2008

Como essa estrutura, a Alemanha se diferencia dos demais países na busca por fontes alternativas de energia. Outro ponto a observar foi o acelerado desenvolvimento tecnológico do setor, que possibilitou a totalidade no uso nacional de turbinas eólicas.

A representatividade do governo foi de extrema importância para o desenvolvimento tecnológico. Em todos os países onde a tecnologia eólica mais se desenvolveu, dentre os quais a Alemanha, Dinamarca, Estados Unidos, Espanha e China, a participação estatal na consolidação de políticas específicas destinada ao setor, consolidou um importante mercado de energia eólica. O setor eólico alemão pode representar até 8% na matriz energética do país em 2010. É com essas características que a Alemanha revela-se como líder mundial no potencial instalado de energia eólica, bem como na participação das suas empresas no mercado mundial de geração e produção de energia

A extensão do mercado alemão de energia eólica é outro ponto a ser discutido, isso porque, a Alemanha, por meio de programas de repotenciação poderá esgotar as possibilidades de desenvolvimento interno do setor. A saturação do mercado nacional requer a ampliação do setor aos mercados externos, daí a possibilidade de estendê-lo a países como o Brasil, já que o país está entre os seis mais importantes mercados eólicos do mundo. Mas para a expansão do setor para o mercado brasileiro, há a necessidade de ampliação de programas como o Proinfa. A proposta inicial do programa deixa a desejar quanto a continuidade na consolidação do setor, uma vez que os sítios brasileiros abrange todo o litoral. A instalação de apenas 1.422,22 MW ainda é muito pequeno frente ao enorme potencial disponível no território, bem como a disponibilidade das empresas de produção de equipamentos eólicos já instalados no Brasil.