3. Case- og områdeskildring
3.1. Jotunheimen nasjonalpark
Os autores entendem os mundos integrados como aqueles com um alto nível de coordenação ou integração entre as maiores potências. Haveria, também, o controle sobre as armas e os programas de ajuda internacional, existindo um baixo nível de conflito, tanto real, quanto potencial. Assim, o principal objetivo seria a estabilidade, que resultaria da cooperação internacional423.
A característica principal do mundo orientado para a estabilidade ou para o status quo é a coordenação política e econômica existir principalmente entre as potências adiantadas (incluindo a URSS ideologicamente revisionista). Essa coordenação seria realizada por essas
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KAHN, H.; WIENER, A.J, 1967, p. 248-249. 422
Ibid., p. 249. 423 Ibid., p. 250.
potências com a finalidade de assegurar e melhorar suas posições, fazendo com que estabelecessem relações estreitas. Essa relação poderia existir entre EUA, URSS, CEE (Comunidade Econômica Européia, incluindo Reino Unido, Dinamarca e Noruega), Europa Oriental (sem a cortina de ferro), Canadá, Austrália, Nova Zelândia, Japão, Argentina, Brasil e México, os quais participariam de todas as decisões importantes neste mundo. Os insucessos chineses e a ascensão do Japão afastariam a obsessão ocidental com a revolução asiática. O terceiro mundo estaria excluído das influências de maior vulto e das múltiplas possibilidades de seu desenvolvimento, apesar de existir alguma intenção de melhorá-lo. Portanto, as nações afro-asiáticas não teriam qualquer importância, excetuando-se alguma pequena força nuclear (Japão, China ou Índia). Programas de auxílio ao desenvolvimento existiriam, embora como uma questão de caridade, pouco influenciando a riqueza. Turbulências estariam presentes, mas seriam ou controladas pelas nações avançadas, ou seriam deixadas para se resolverem sozinhas. Haveria, também, relações neo-colonialistas, todavia, elas seriam vistas, pelas nações mais avançadas, como um ato de benevolência424.
Dessa forma, os países ricos estariam alcançando uma base suficiente para serem caracterizados como pós-industriais. As tensões dentro das nações existiriam mais entre grupos. O terceiro mundo seria uma mistura de regimes conservadores, com fermento revolucionário, mas ineficaz e com alguma quantidade de colapso político e moral. Além disso, as nações afro-asiáticas estariam desiludidas em relação ao seu desenvolvimento, pois os problemas populacionais, a falta de especialização e de recursos, as doutrinas econômicas, as políticas não apropriadas de auxílio e as mudanças políticas dificultariam os seus desenvolvimentos de diversas maneiras. Além da frustração econômica, a força política e militar também seria pouca. Frente a isso, programas de mercados comuns ou de livre comércio poderiam ter algum resultado, porém, as potências acabariam colaborando mais com os países da Europa ocidental, erradicando a pobreza dessa área. Ou seja, as instituições de cooperação internacional seriam usadas, em grande parte, para preservar o status quo condizente com as potências industriais estabelecidas. Tal status quo poderia contribuir com o crescimento do terceiro mundo, apesar do pouco compromisso que as potências dirigentes assumiriam com essa finalidade425.
O outro mundo integrado é o orientado para o desenvolvimento ou para a ajuda. A característica deste mundo é a organização mundial bem sucedida para fins de
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KAHN, H.; WIENER, A.J, 1967, p. 250. 425 Ibid., p. 251-252.
desenvolvimento e de bem-estar, com a subordinação da política e da ideologia ao pragmatismo. Assim, diferentemente do anterior, este mundo uniria as nações ricas com as pobres, além de ter um número crescente de organizações internacionais que cuidariam das finanças internacionais, da ajuda exterior, do comércio e da defesa nacional. Haveria, ainda, tentativas mundiais planejadas, comprometidas e de sucesso para o desenvolvimento do terceiro mundo. O terceiro mundo, por sua vez, teria um bom comportamento e desfrutaria de relações saudáveis e edificadoras com o mundo desenvolvido. Assim, o ritmo econômico deste mundo ultrapassaria a maioria dos descontentamentos políticos. As vontades dos Estados do terceiro mundo não só satisfar-se-iam, como também existiria uma sensação geral de que a mudança poderia acontecer e que as nações trabalhariam em conjunto para esse fim. Nesse sentido, o comunismo seria encarado como um meio de modernização econômica ao invés de um credo político. Assim, apareceriam economias misturadas na maioria dos países, fazendo com que o comunismo tornasse-se um concorrente fraco. Seriam poucos os países revolucionários por convicção no terceiro mundo. Esses Estados seriam mais empobrecidos e com menos recursos para modificações. A China poderia encontrar-se em uma situação conturbada, mas provavelmente já teria abandonado sua posição revolucionária, reconciliando-se com a comunidade mundial, com os EUA e com a URSS426.
Haveria, ainda, uma federação política entre estados da Europa Ocidental e os da Europa Oriental. Na Alemanha, a retirada das tropas dos EUA e da URSS daria uma solução provisória para a situação. A URSS considerar-se-ia, cada vez mais, uma potência européia, com interesses consoantes com as outras nações avançadas e sua ideologia manteria apenas uma forma alternativa de economia planificada, apesar de ser, ainda, uma oligarquia dominada pelo partido comunista. Enquanto isso, os programas de desenvolvimento executados pela comunidade internacional seriam realizados pelo livre comércio ou por grupos de mercados comuns na América Latina, África e Ásia. O Japão, no desenvolvimento da Ásia, seria um líder e um banqueiro. Tal como o mundo anterior, a pobreza seria eliminada nos Estados avançados, na URSS européia e no norte do Mediterrâneo. Haveria, portanto, um senso geral de progresso427.
Ou seja, nestes dois mundos há, praticamente, uma entente, no sentido de favorecer, no primeiro caso, as grandes potências, e, no segundo, o mundo como um todo. Todavia, em ambos os casos, o comunismo apareceria enfraquecido, com um aparente sucesso capitalista,
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KAHN, H.; WIENER, A.J, 1967, p. 252. 427 Ibid., p. 252-253.
mas que também não teria um grande antagonista para poder se reinventar. E, então, nos dois mundos, a sociedade pós-industrial se concretizaria em questão de décadas no mundo inteiro, levando, então, àqueles problemas decorrentes dela, como ainda veremos. O terceiro mundo poderia, ainda, apresentar problemas decorrentes da polaridade e da dicotomização, porém, nada tão grave como em outras variações que veremos.