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Como expusemos no primeiro capítulo, toda problemática sócio-política pela qual atravessava Viena no final do século XIX girava em torno da crise que assolava o Império Austro- Húngaro e a dificuldade da burguesia em sustentar o poder. Se sua tentativa de se aproximar da aristocracia acabou destoando da elegância da cultura aristocrática, fez com que muitos artistas começassem a privilegiar um olhar para si e uma exacerbação da “vida dos sentimentos”. Isso respondia a um sentimento de perda frente ao período de intensas mudanças e quedas de convicções, em que a ciência se colocava pronta a desmistificar ainda

mais a ordenação transcendente do mundo, e a trazer para o meio cotidiano o estudo dos fenômenos; enfim, tratava-se de um tempo que causava um colapso na identidade de todo indivíduo. A radicalização do individualismo, então, aparecia como forma de frear o processo acelerado que a modernidade impunha.

É difícil afirmar que tenha sido essa a conjuntura que levou Freud a conceituar o narcisismo, já que várias referências ao personagem da mitologia grega foram feitas em outras áreas ao longo dos anos; além de sabermos que o trabalho de Freud se baseava fundamentalmente no que, do contexto em que vivia, aparecia em sua clínica. Contudo, aquilo a que se remete este conceito não deixa de ser controverso para a época em transição (época em que a difícil aceitação da decadência de um Império, como o Austro-Húngaro, direcionou o interesse da população para longe das importantes discussões políticas), pois tratar da perda de interesse pelo âmbito da realidade para ter retrocedido o investimento libidinal e dirigi-lo ao eu faz esquentar a discussão acerca do declínio do eu racional.

Torna-se necessário destacar que não é desde sempre que a psicanálise vê o eu como instância psíquica delimitada. No período inicial da teoria, o conteúdo inconsciente era impedido de se tornar consciente graças aos mecanismos de defesa que eram processados pelo sistema Pcs/Cs, contido na teorização da primeira tópica do psiquismo. A não formulação conceitual do eu ainda persistia em período posterior, 1905, ainda que já existisse como meio de explanação do circuito pulsional uma dualidade que apresentava as pulsões sexuais e as pulsões de autoconservação. Esta forma de teorizar de Freud sofreu um abalo muito forte, como poderemos ver a seguir, com a constituição do conceito de narcisismo. O fato enfraquecia a idéia de um dualismo entre as pulsões, mas instaurava uma dualidade à libido, pois a observação clínica mostrava a Freud que as pulsões de autoconservação tinham um cunho sexual. Não obstante o problema que isso causava à teoria psicanalítica, já que era com apenas uma pulsão que se lidava, a teorização do narcisismo foi fundamental para que Freud

pudesse combater os desvios que alguns discípulos estavam cometendo a partir de suas conjecturas. Além disso, textos que ele escreveu para aprofundar os desdobramentos que o novo conceito proporcionava em sua clínica resultaram em aberturas para que se pensasse uma nova dualidade pulsional em 1920.

É verdade que o eu só viria a ser conceituado enquanto instância psíquica em 1923, com a publicação de O eu e o isso, e a apresentação da segunda tópica. No entanto, a problematização que o narcisismo colocava à sede de controle dos movimentos do corpo, ao hospedeiro das forças que modificam o mundo, à residência do pensamento e dos raciocínios abstratos que possibilitam uma vida pública, era que essa organização psíquica que faz contato com o exterior agora se tornava alvo das pulsões sexuais.

Como descrição clínica, o vocábulo “narcisismo” foi utilizado por Paul Näcke em 1899 “para denotar a atitude de uma pessoa que trata seu próprio corpo da mesma forma pela qual o corpo de um objeto sexual é comumente tratado – que o contempla, vale dizer, o afaga e o acaricia até obter satisfação completa através destas atividades” (FREUD, 1914b, p. 89). Na obra freudiana, ele tem suas primeiras aparições no texto sobre Leonardo, de 1910, e no caso Schreber, trabalho publicado em 1911 em que Freud apresenta sua suposição de que a retirada da libido dos objetos tem relação com certo desinteresse do psicótico pela realidade, ocasionando um retorno da energia sexual para o eu – sua proposta acrescentava uma característica aos parafrênicos: a megalomania. Quanto aos histéricos e neuróticos obsessivos, seu entendimento é de que a doença faz com que a libido também seja retirada da realidade, todavia os acometidos não desfazem as relações eróticas com pessoas e objetos; o que acontece é que há uma intensificação de investimento às fantasias e aos objetos imaginários, e uma diminuição de atividade motora para alcançar objetivos referentes a eles.

A coincidência que o conceito de narcisismo impunha à oposição entre as pulsões do eu e as pulsões sexuais trazia problemas para Freud, pois deixava entrever a existência de uma única energia psíquica, o que poderia abalar uma das idéias centrais da teoria das neuroses, a idéia de conflito. Se esta fosse enfraquecida pelo monismo, Freud estaria não só aceitando a sugestão de Carl G. Jung quanto à existência de uma libido primordial indiferenciada, mas abandonando uma dualidade que demarcava a presença irredutível do sexual e de uma libido que o torna sempre presente. Como afirmou Freud:

É [...] óbvio que obteremos muito pouco proveito se, seguindo o exemplo de Jung, insistirmos na unidade original de todos os instintos e dermos o nome de ‘libido’ à energia que se manifesta em todos eles. De vez que artifício algum será capaz de eliminar da vida mental a função sexual, ver-nos-emos obrigados, nesse caso, a falar em libido sexual e assexual. O nome libido é, contudo, especialmente reservado para designar as forças instintuais da vida sexual, conforme até aqui tem sido nosso costume. (FREUD, 1917c, p. 482)

Para falar do processo de construção do eu, Freud lança mão dessa presença constante do sexual para afirmar que as pulsões auto-eróticas, estas sim, são primordiais. Trata-se de compreender que o eu não está formado a priori, mas que deve ser desenvolvido, e que se, inicialmente, as pulsões auto-eróticas atuam incessantemente, um elemento novo deve se realizar:

[...] estamos destinados a supor que uma unidade comparável ao ego não pode existir no indivíduo desde o começo; o ego tem de ser desenvolvido. Os instintos auto-eróticos, contudo, ali se encontram desde o início, sendo, portanto, necessário que algo seja adicionado ao auto-erotismo – uma nova ação psíquica – a fim de provocar o narcisismo. (FREUD, 1914b, p. 93)

O auto-erotismo se caracteriza pela confluência entre a fonte e o objeto da pulsão, ou seja, o órgão onde ela desperta é o local em que pretende alcançar satisfação. Aqui fica mais clara a diferença entre os dois tipos de pulsão, já que as pulsões do eu necessitam de algo que vem do exterior para que seu dever de autopreservação se cumpra, isto é, não têm a capacidade de

auto-satisfação, o que ocorre de maneira diversa das pulsões sexuais. Ademais, se inicialmente os dois tipos de pulsão se vêem mais próximos, como na amamentação de um bebê, momento no qual um mesmo objeto satisfaz a ambas (o alimento sacia a fome e instiga prazer à mucosa oral), eles vão gradualmente se separando – de um lado, assim sendo, vemos as pulsões de autoconservação traçando um vínculo com a realidade externa, e, de outro, as pulsões sexuais desenvolvendo enlace com o princípio de prazer.

Ao passo que as pulsões de eu e as pulsões sexuais investem a instância egóica, o advento do narcisismo proporciona, como afirmamos, uma coincidência entre elas, mas, para que ele aconteça, é preciso que o eu seja constituído por uma “nova ação psíquica”. A continuidade que o exemplo da amamentação denota entre o seio materno e o bebê mostra a indiferenciação, para a criança, entre objeto e eu. Dessa forma, tal ação necessária é aquela que desfizer a indiferenciação para “provocar o narcisismo”.

Estabelecida uma ruptura da continuidade, um esboço do eu começa a se delinear e, com isso acontecendo, à concepção dualista das pulsões, Freud propõe mais uma distinção: a de que a libido seja concebida como energia da pulsão sexual, regida pelo princípio do prazer, e que o “interesse” seria a energia que visa à autoconservação do indivíduo (1917c, pp. 483-484). Esta diferença entre libido e interesse nos remete ao que Freud argumenta, para manter-se distante de Jung, que deveria falar em libido sexual e libido assexual. Entendemos que essa diferenciação é apenas ilustrativa de uma situação que não se sustenta, e é feita com o objetivo de demarcar a incoerência do raciocínio junguiano. Prosseguindo, como o explicitado no penúltimo fragmento citado, a assertiva de que a libido só pode ser sexual acaba o direcionando para outra distinção, a existente entre libido de eu e libido de objeto.

Assim, o narcisismo primário é o momento em que há um investimento libidinal primeiro dirigido ao eu. Lembremos que aqui esta instância já foi constituída, ainda que uma separação

do objeto não tenha sido concluída, e que é a libido de eu a energia agente. Este, a bem dizer, é o período em que a energia libidinal busca suporte para depois ser dirigida para os objetos, ou seja, para tornar-se libido objetal. Ao que o eu é investido pela libido até certo nível, conforme o princípio de constância, faz-se necessária uma descarga da tensão gerada, ocasião em que a libido é enviada a objetos exteriores. Ao fato de o eu recolhê-la, Freud nomeou de narcisismo secundário.

Nesse percurso realizado pela libido, algumas contingências podem trazer tumultos para o investimento objetal, tais como uma possível rejeição do objeto à libido que o eu pretendia investir, ou ainda o embate entre o que o desejo sexual busca e a rejeição das pulsões do eu à realização de tal empreitada. O recalque, cuja exposição faremos adiante, apareceria aqui como a explicitação do conflito entre o que se deseja e a idéia incompatível da existência deste desejo; e se o que se deseja vai de encontro com as regras éticas da sociedade, uma formação de nome “ideal de eu” será a responsável por fazer com que tais regulamentos sejam reconhecidos como paradigma de conduta para o eu e comece a existir uma consciência moral. Essa formação é depreendida de uma outra para a qual o narcisismo surge deslocado, o “eu ideal”. Ligado à infância, esse eu ideal remete a uma época idílica, de perfeição imaginária, e tem como função proteger o eu das críticas que a realidade impõe. Se, do lado da neurose, o ideal de eu e o surgimento de uma consciência moral favorecem o mecanismo do recalque, e consequentemente as auto-recriminações, do lado da paranóia o mesmo acontece, com a diferença de que a consciência parece se descolar do eu e atua como se fosse uma voz censuradora – censura que se refere à escolha de objeto.

É importante destacar que a concepção intrínseca ao conceito de narcisismo é a formação do eu a partir de outro eu. Mesmo que o eu ideal se refira a uma nostalgia da perfeição da criança, refere-se a algo fora da instância; assim como na idealização de uma completa adaptação aos regulamentos sociais, ou na de alguém que o eu gostaria de ser, a referência é a

outro eu. A outra maneira pela qual há o desenvolvimento da instância egóica é a identificação, mecanismo arcaico que diz respeito ao erotismo oral no sentido de uma incorporação de algumas características de outro eu por parte do eu ainda rudimentar. A internalização deste ideal acontece por meio da libido narcísica. Este ponto nos remete aos dois tipos de escolha de objeto indicados por Freud: o tipo anaclítico e o tipo narcísico. O primeiro aponta a escolha da criança de pessoas que cuidam dela como os objetos sexuais, enquanto que, no segundo, o objeto de amor é ela própria.

A problemática da escolha de objeto é retomada por Freud em “Luto e melancolia”, texto publicado em 1917, em que são descritos dois tipos de processos conseqüentes à perda de objeto. Pelo fato de serem muito dolorosos, envolvem um trabalho muito árduo de se desvincular do forte laço amoroso que aproximava o eu de seu objeto de amor. Decorrentes do conceito de narcisismo, os dois processos têm como características o desinteresse pela realidade exterior, a indisposição para um novo laço de amor, e um retraimento das capacidades do eu.

No luto, o sujeito, coerente com sua escolha de objeto, agora morto, só se interessa por objetos que façam com que se lembre dele. A impossibilidade de acontecer uma nova escolha é fruto da dificuldade que se tem em traçar um novo caminho para a libido objetal e abandonar o que aquele objeto proporcionava. O recolhimento do enlutado é a postura de alguém cuja dor restringe as possibilidades de atividades que o façam desligar-se do objeto perdido. O que está em jogo é o trabalho de luto, em que o fato de saber que o objeto amado não retornará deve ser elaborado de forma gradual até que as restrições às atividades do cotidiano tenham se dissolvido.

Da mesma forma que o luto, a melancolia é um processo em que há uma perda de objeto, ainda que este não tenha morrido, um desapego do mundo exterior e uma incapacidade de

estabelecer um novo vínculo amoroso. No entanto, o que lhe dá um teor patológico é o fato de que, junto a ela, o eu se retrai de maneira que auto-recriminações muito intensas emerjam por sentir-se culpado pelo abandono que o objeto efetuou, além de acompanhada de uma expectativa de punição. Há um tamanho esvaziamento do eu que Freud assim o descreve:

[...] mesmo que o paciente esteja cônscio da perda que deu origem à sua melancolia, mas apenas no sentido de que sabe quem ele perdeu, mas não o que perdeu nesse alguém. Isso sugeriria que a melancolia está de alguma forma relacionada a uma perda objetal retirada da consciência, em contrapartida ao luto, no qual nada existe de inconsciente a respeito da perda. (FREUD, 1917a, pp. 277- 278)

Se não sabe o que perdeu nesse alguém que o abandonou, o eu tem motivos para degradar-se. É por isso que a indicação que Freud dá aos analistas é de que “devemos, portanto, confirmar de imediato, sem reservas, algumas de suas declarações” (FREUD, 1917a, p. 278). Assinalar que o testemunho é exagerado não teria nenhum efeito, pois a relação que se estabelece entre a melancolia e o narcisismo é de que, nela, há uma identificação com o objeto perdido. Isso articula a exagerada autocrítica com uma alteração do eu, onde ocorre uma disfunção da consciência moral. Assim, fica bem explicitado o movimento da libido, já que, em vez de mudar o foco e procurar outro objeto para o qual investir, houve um retorno desta energia para o eu, o que vincula a identificação do eu com o objeto perdido.

Destarte, os estudos apresentados no caso Schreber, em “Sobre o narcisismo: uma introdução”, e em “Luto e melancolia” indicam a que nível pode chegar o investimento libidinal sobre o próprio eu. Ademais, podemos já vislumbrar a infiltração de uma discussão sobre a morte, a partir do que foi elaborado sobre o luto e a melancolia. Isso tendo em vista que, pelo lado do primeiro, notar a liberação do eu de seu represamento de ações é o sinal de que ocorreu a morte em definitivo do objeto anteriormente amado, ou seja, o eu separou-se dele por causa de sua morte, o que faz abrir uma possibilidade para que a libido invista outro

objeto. Já pelo lado da segunda, a fixação intensa ao objeto provoca uma identificação narcisista tal que indica para o eu que algo dele se perdeu quando o objeto de amor o abandonou. Isso abre um vão no qual se afiguram uma intensificação do amor ao objeto e um ódio ao eu, já que este aparece como objeto substitutivo. Nesta situação ambivalente, aparece uma carga sádica que revela uma tendência do melancólico ao suicídio. Segundo Freud:

É exclusivamente esse sadismo que soluciona o enigma da tendência ao suicídio, que torna a melancolia tão interessante – e tão perigosa. Tão intenso é o amor de si mesmo do ego (self-love), que chegamos a reconhecer como sendo o estado primevo do qual provém a vida instintual, e tão vasta é a quantidade de libido narcisista que vemos liberada no medo surgido de uma ameaça à vida, que não podemos conceber como esse ego consente em sua própria destruição. (FREUD, 1917a, p. 257, grifo no original)

Freud continua seu raciocínio afirmando que todo pensamento suicida consiste em “impulsos assassinos contra os outros” (FREUD, 1917a, p. 257). Neste ponto, ele coloca não saber que forças fazem com que o ódio pelos outros volte contra o próprio eu5, mas que o eu só se coloca em posição de destruir sua vida na medida em que, pelo retorno da libido objetal para si, trata a si mesmo como um objeto. O eu é acometido, assim, de esvaziamento de valor, e, empobrecido, ele se auto-denigre. À ambivalência que se faz presente no estado melancólico, Freud indica que ela diz respeito a um recalcado que pode ter ativado outro material que também sucumbiu ao mesmo mecanismo. Por este motivo é que a ambivalência permanece fora da consciência.

Com efeito, a conclusão a que se chega ao fim deste artigo de 1917 é que se a ambivalência fica à parte da consciência é porque o que o eu percebe é algo que talvez não seja o mais essencial para a compreensão de seu estado. Assim, Freud atribui ao trabalho inconsciente a melhora do melancólico, já que luto e melancolia têm processos análogos.

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Fato sobre o qual podemos vislumbrar que a apresentação de uma instância psíquica como o supereu, presente na segunda tópica, de 1923, tenha amenizado este sentimento de incerteza de Freud.

Do mesmo modo que o luto compele o ego a desistir do objeto, declarando-o morto e oferecendo ao ego o incentivo de continuar a viver, assim também cada luta isolada da ambivalência distende a fixação da libido ao objeto, depreciando-o denegrindo-o e mesmo, por assim dizer, matando-o. É possível que o processo no

Ics. chegue a um fim, quer após a fúria ter-se dissipado, quer após o objeto ter sido

abandonado como destituído de valor. Não podemos dizer qual dessas duas possibilidades é a regular ou a mais usual para levar a melancolia a um fim, nem que influência esse término exerce sobre o futuro curso do caso. O ego pode derivar daí a satisfação de saber que é o melhor dos dois, que é superior ao objeto. (FREUD, 1917a, p. 262)

Segundo elaboramos ao início deste capítulo, a formalização de uma exposição sobre o conceito de narcisismo se deveu ao prosseguimento que queríamos dar não apenas pela cronologia da conceituação dentro da teoria analítica, mas pela ênfase que queremos dar ao enlaçamento entre o surgimento dela e o trabalho de crítica da cultura, termo este no qual nos deteremos no terceiro capítulo com o fim de estabelecermos uma diferenciação surgida dentro do texto freudiano. Por ora, a continuidade de uma consideração sobre conceitos, como o narcisismo e os desdobramentos teóricos que ele proporcionou para a teoria freudiana, pois nos traz à tona uma aproximação ao tema da morte, que foram relevantes para o aparecimento da terminologia “pulsão de morte”, é importante tendo em vista o caminho que percorremos a seguir.

Faremos uma exposição acerca do recalque, conceito que trata de um evento psíquico que, como poderemos aprofundar, ocorre como ruptura e como diferenciação, requisitos fundamentais para a formação do eu, além de surgir do conflito entre o interesse das pulsões de autopreservação e a libido sexual. Para estudá-lo, faremos uma passagem pela teoria energética freudiana.