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Ann Kristin Birkemo Knut Einar Aasland Simen Hestad Jørgen Falck Erichsen

3.3 Investigating a Moving Sitting Position

Visando à verificação de diferenças significativas entre as variáveis de pressão exercida em cada um dos sensores distribuídos na área palmar da mão do voluntário durante os testes, foi aplicado o teste não-paramétrico de Wilcoxon, para amostras dependentes e emparelhadas, com grau de confiança de 5% (P<0,05). Este teste é utilizado em casos nos quais as amostras não apresentaram normalidade, sendo necessário descartar o teste paramétrico que apresentou normalidade em amostras emparelhadas.

O teste foi aplicado para as simulações nos movimentos reto e circular para ambos os gêneros em todas as posições dos sensores, exceto para o localizado no metacarpal médio, que apresentou normalidade em amostras emparelhadas nos dois tipos de movimento e, neste caso foi aplicado o teste T de Levene’s.

Na posição do sensor do metacarpal médio, para a simulação de movimentos reto e circular com o gênero feminino, foi encontrada a mesma situação apresentada para a simulação com ambos os gêneros, apresentando normalidade nas amostras emparelhadas e, nesse caso, também foi aplicado o teste T de Levene’s. Para as demais posições procedeu-se a aplicação do teste não paramétrico de Wilcoxon, para amostras dependentes e emparelhadas.

Figura 35 - Análise Estatística da Simulação do Movimento Reto com Sensores nas Posições dos Dedos Mínimo, Anelar, Médio, Indicador e Polegar,

para Ambos os Gêneros

A análise das forças aplicadas nos dedos polegar, indicador, médio, anelar e mínimo, na simulação do movimento reto, para ambos os gêneros, com os modelos dos cabos de aplicação de terapia estética, indicou que:

 a força registrada pelo dedo médio foi significativamente maior no modelo B do que nos modelos A e C;

 a força registrada pelo dedo médio foi significativamente maior no modelo A em relação ao modelo C;

 para o dedo indicador, os valores mostram que a força registrada no modelo B foi significativamente maior do que a aplicada no modelo A;

 para o dedo indicador, a força registrada foi significativamente menor no modelo C em relação ao modelo B.

Conforme destacado na revisão bibliográfica por Muralidhar et al (1999) e Paschoarelli (2003), esses dados vêm a confirmar que a força não se distribui de maneira uniforme por toda a área palmar e, no caso do modelo B concentrou-se nos dedos médio e indicador, corroborando com a interpretação dos autores de que a carga maior nessas regiões significa melhor distribuição de carga na mão, ou seja, resultando em maior eficiência e conforto no seu manuseio.

Figura 36 - Análise Estatística da Simulação do Movimento Reto com Sensores nas Posições Metacarpais Mínimo, Anelar, Médio, Indicador e Hipotênar,

para Ambos os Gêneros

Na simulação de movimento reto, para ambos os gêneros com os modelos de cabos de aplicação de terapia estética, a análise das forças aplicadas nas regiões metacarpais mínimo, anelar, médio, indicador e hipotênar, indicou que:  a força registrada na posição metacarpal indicador foi significativamente maior no

modelo B do que nos modelos A e C;

 na posição do metacarpal médio, a força exercida no modelo C foi significativamente maior que no modelo B;

 no metacarpal anelar, a força registrada foi significativamente maior no modelo A do que nos modelos B e C;

 para o metacarpal mínimo, a força exercida no modelo A foi significativamente maior que no modelo C;

 na posição hipotênar, a força exercida no modelo A foi significativamente maior do que nos modelos B e C;

 na posição hipotênar, a força exercida foi significativamente menor no modelo B em relação ao modelo C.

Esses resultados obtidos destacam a eficiência do modelo B quanto aos pontos de pressão significativos na simulação de movimento reto para ambos os gêneros e estão representados na Figura 37 (à direita), confirmando a distribuição de força de preensão demonstrada por Iberall (1987) (Figura 37 à esquerda) e Fellows e Freivalds (1989) (Figura 37 central), discutidas no Capítulo 2. Nesse movimento, o modelo C não apresentou pontos de pressão significativos em relação aos demais modelos.

Figura 37 – Pontos de Pressão na Área Palmar para Ambos os Gêneros na Simulação de Movimento Reto

Figura 38 - Análise Estatística da Simulação do Movimento Circular com Sensores nas Posições dos Dedos Mínimo, Anelar, Médio, Indicador e Polegar,

A leitura das forças aplicadas pelos dedos polegar, indicador, médio, anelar e mínimo, para a simulação de movimento circular, para ambos os gêneros, com os modelos de cabos de aplicação de terapia estética, indicou que:

 a força aplicada no dedo mínimo foi significativamente maior no modelo A do que no modelo B;

 na posição do dedo anelar a força exercida no modelo A foi significativamente maior que no modelo B;

 no dedo médio a força registrada no modelo B foi significativamente maior do que no modelo C;

 a força aplicada no dedo médio foi significativamente menor no modelo C que o modelo A;

 para o dedo indicador, no modelo B a força registrada foi significativamente maior do que nos modelos A e C.

Em consonância com os autores já mencionados, mais uma vez os dados apontam favoravelmente ao modelo B, tendo em vista que a carga maior nas regiões dos dedos indicador e médio implica em melhor distribuição de carga na mão.

Figura 39 - Análise Estatística da Simulação do Movimento Circular com Sensores nas Posições Metacarpais Mínimo, Anelar, Médio, Indicador e Hipotênar,

Para a simulação de movimento circular, para ambos os gêneros, com os modelos de cabos de aplicação de terapia estética, na leitura dos sensores instalados nas regiões metacarpais mínimo, anelar, médio, indicador e hipotênar, os resultados indicaram que:

 a força registrada na posição metacarpal indicador foi significativamente maior no modelo B em relação aos modelos A e C;

 na posição metacarpal médio, a força exercida no modelo A foi significativamente maior que nos modelos B e C;

 na posição metacarpal anelar, a força registrada no modelo A foi significativamente maior do que nos modelos B e C;

 na posição hipotênar, a força registrada no modelo A foi significativamente maior que nos modelos B e C;

 na posição hipotênar,a força exercida no modelo B foi significativamente menor que no modelo C.

Esses resultados obtidos quanto aos pontos de pressão significativos na simulação de movimento circular para ambos os gêneros (Figura 40 à direita) vêm a destacar, também nessa simulação, a eficiência do modelo B, pois apresentaram a distribuição desejada de força de preensão demonstrada na Figura 40 (à esquerda) por Iberall (1987) e, na figura ao centro, por Fellows e Freivalds (1989). Nesse movimento, o modelo C não apresentou pontos de pressão significativos em relação aos demais modelos.

Figura 40 – Pontos de Pressão na Área Palmar para Ambos os Gêneros na Simulação de Movimento Circular