• No results found

4. Hydrocarboxylation

4.2 Introduction to metal-catalyzed hydrocarboxylations

O Rio Grande do Norte, situado no litoral nordeste do Brasil, possui área de 52.811,05 km², e uma zona costeira rica em diversidade de paisagens e recursos naturais de aproximadamente 400 km de extensão. Apresenta condições climáticas e de infraestrutura favoráveis ao desenvolvimento da atividade turística, sendo as áreas litorâneas as mais procuradas da Região Metropolitana de Natal (RMN).

Instituída pela Lei Complementar nº 152/1997, a RMN, foi composta inicialmente pelos municípios de Natal, Parnamirim, Macaíba, São Gonçalo do Amarante, Extremoz e Ceará-Mirim. Atualmente compreende 11 municípios com a incorporação de Nísia Floresta, São José de Mipibú, Monte Alegre, Vera Cruz, e mais recentemente, Maxaranguape, por meio da lei Complementar Nº 008/2011, a qual altera dispositivos da Lei Complementar Nº 392 de 22 de julho de 2009, que dispõe sobre a RMN. Abrange uma área de 2.938,88 km², o equivalente a aproximadamente 5% de todo o estado do Rio Grande do Norte, mas já conta atualmente com quase 43% de toda a sua população, o qual, segundo o Censo de 2010 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) já atingiu 1.168.027 habitantes.

Dentre estes, merece destaque o município de Nísia Floresta, universo de estudo aqui definido, limitado ao norte pelo município de Parnamirim, ao sul pelos municípios de Arês e Senador Georgino Avelino, a oeste pelo município de São José de Mipibú e a leste pelo Oceano Atlântico (figura 4).

Figura 4 – Rio Grande do Norte com destaques para a RMN e Nísia Floresta.

Fonte: Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Urbanismo (SEMURB), 2005. Nota: Editada pela autora.

O município – que abriga as praias de Pirangí do Sul, Búzios, Barra de Tabatinga, Camurupim e Barreta – abrange uma área de 307,84 km², o equivalente a aproximadamente 11% de toda a RMN, e totaliza 23.784 habitantes, menos de 2% de sua população total (tabela 1 e figuras 5 e 6). No entanto, constitui a cidade que registra maior percentual de domicílios de uso ocasional da RMN (41.56%) – segundo dados apresentados pelo Censo de 2010 do IBGE – sendo ultrapassada em todo o estado apenas pelo município de Tibau que totaliza 63.70%.

Tabela 1 – Área e população dos municípios da RMN e RN.

MUNICÍPIO ÁREA (Km²) POPULAÇÃO DENSIDADE (Hab/Km²)

Ceará-Mirim 724,38 68.141 94,07 Extremoz 139,58 24.569 176,03 Macaíba 510,77 69.467 136,01 Maxaranguape 131,32 10.441 79,51 Monte Alegre 210,92 20.685 97,87 Natal 167,26 803.739 4.808,20 Nísia Floresta 307,84 23.784 77,26 Parnamirim 123,47 202.456 1.638,14

Tabela 1 – Área e população dos municípios da RMN e RN (continuação).

MUNICÍPIO ÁREA (Km²) POPULAÇÃO DENSIDADE (Hab/Km²)

São Gonçalo do

Amarante 249,12 87.668 351,91 São José de Mipibú 290,33 39.776 137,00 Vera Cruz 83,89 10.719 128,43

Rio Grande do Norte 52.811,047 3.168.027 59,99

Fonte: IBGE, 2010. Nota: Elaboração da autora.

Figura 5 – Populações dos municípios da Região Metropolitana de Natal (RMN).

Fonte: IBGE, 2010. Nota: Elaboração da autora.

Figura 6 – Áreas dos municípios da Região Metropolitana de Natal (RMN).

Fonte: IBGE, 2010. Nota: Elaboração da autora.

68.141 5% 24.569 2% 87.668 6% 803.739 59% 69.467 5% 202.456 15% 23.784 2% 39.776 3% 20.6851% 10.719 1%10.441 1%

POPULAÇÃO

CEARÁ-MIRIM EXTREMOZ

SÃO GONÇALO DO AMARANTE NATAL

MACAÍBA PARNAMIRIM NÍSIA FLORESTA SÃO JOSÉ DE MIPIBU MONTE ALEGRE VERA CRUZ MAXARANGUAPE 724,38 25% 139,58 5% 249,12 9% 167,26 6% 510,77 17% 123,47 4% 307,84 10% 290,33 10% 210,92 7% 83,89 3% 131,32 4%

ÁREA (m²)

CEARÁ-MIRIM EXTREMOZ

SÃO GONÇALO DO AMARANTE NATAL

MACAÍBA PARNAMIRIM NÍSIA FLORESTA SÃO JOSÉ DE MIPIBU MONTE ALEGRE VERA CRUZ MAXARANGUAPE

Segundo informações da Prefeitura Municipal de Nísia Floresta, o “povoado de Papary” como era conhecido ainda em meados de 1600 foi, por força da Lei nº 242/1852, desmembrado de São José de Mipibú, tornando-se município com o nome de “Vila Imperial de Papary”. Somente em 1948, em homenagem a Dionísia Gonçalves Pinto, a cidade muda seu nome para “Nísia Floresta”, pseudônimo utilizado pela escritora nascida em 1810 e conhecida por defender temas como a igualdade política dos sexos e o fim da escravatura. Falecida em 1885, os restos mortais de Nísia Floresta encontram-se em um mausoléu construído em sua homenagem, considerado marco em sua terra natal.

O processo inicial de ocupação do município de Nísia Floresta se deu afastado da região litorânea – onde hoje se situa o centro da cidade e seu entorno – sendo a atividade agrícola o principal responsável pela economia da cidade até então.

A ocupação da área litorânea se deu de forma desassociada do interior, a partir do fenômeno da residência secundária em meados da década de 1970. Segundo Kelson Silva (2010), as zonas costeiras, anteriormente ocupadas por pequenas comunidades pesqueiras e de artesãos, começam a assumir novas configurações territoriais em razão da construção das primeiras residências secundárias, principalmente nas praias de Pirangí do Sul e Búzios.

Tem início da década de 1980 o aumento significativo desse fenômeno, principalmente na praia de Búzios, na qual surgiram 22 novos loteamentos (BRITO apud SILVA, 2010). As razões para esse aumento se dão em razão do fornecimento de infraestrutura pelo poder público que inaugurou em 1985 a RN-063 que liga Natal à praia de Tabatinga, e instalou a rede de distribuição de energia elétrica em 1980 de Búzios a Tabatinga (BRITO apud SILVA, 2010).

A partir de meados da década de 1990 observam-se mudanças no padrão de uso e ocupação do solo no litoral de Nísia Floresta, onde as tradicionais casas de veraneio começam a ser gradativamente substituídas por empreendimentos imobiliários, em sua maioria condomínios fechados e resorts. Até meados dos anos 1990 a demanda era composta basicamente por veranistas do próprio estado do Rio Grande do Norte, os quais construíam suas residências com recursos próprios e com o intuito de lazer e descanso. Já nos anos 2000 inicia-se uma nova fase marcada pela presença do capital estrangeiro na qual a residência tem seu valor de uso substituído pelo valor de troca, constituindo assim mercadoria altamente rentável.

Vale ressaltar nesse processo a separação espacial entre sede e litoral do município que por terem sofrido processos de ocupação diferentes apresentam na atualidade

dinâmicas socioeconômicas cada vez mais distintas. Pelas suas potencialidades naturais o litoral tem sido privilegiado pela ação pública, fato que acentua as desigualdades sociais no município.