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Ao longo deste nosso percurso formativo foram vários os aspetos que tivemos em consideração para que a prática que desenvolvemos, nos diferentes contextos fosse a melhor possível. Assim, procuramos encontrar formas de dar respostas a múltiplas questões que nos foram surgindo. Como forma de dar resposta a essas questões, começamos pela observação criteriosa de todos os contextos e grupos de crianças. O nosso objetivo com a observação foi precisamente o de conhecer o grupo de crianças e o ambiente educativo, para que a planificação fosse o mais adequada possível e atender às suas necessidades, tanto de forma individual como ao coletivo.

Para que as experiências de ensino-aprendizagem fossem de qualidade, procuramos em todos os contextos educativos, ter em consideração a organização do ambiente educativo, considerando a, organização do espaço e dos materiais de modo a proporcionar às crianças experiências educativas integradas. Tivemos presente a utilização de materiais estimulantes e diversificadas que permitissem às crianças efetuar múltiplas explorações e ainda, que fossem em quantidades adequadas para que não houvesse desentendimentos entre elas. Os materiais de exploração estavam dispostos pela sala em locais de segurança e de fácil acesso permitindo-lhes total autonomia, liberdade e acesso.

Quanto à organização do tempo, procuramos que este fosse flexível e diversificada uma vez que o tempo que é dado à criança é importante para a construção das suas aprendizagens. Assim, em tudo o que era planeado, era permitido à criança um determinado tempo para falar, ser escutada, refletir, respeitar e ser respeitada entre outros aspetos que lhe permitiam ser uma criança consciente dos seus direitos e deveres. As experiências de aprendizagem foram pensadas de forma a manter as condições de necessário bem-estar e envolvimento das crianças. Procuramos em todas as etapas das nossas intervenções educativas, acompanhar e estimular o desejo das crianças em aprender. Esse estímulo foi feito tanto com a introdução de uma variedade e diversidade de materiais como também, no relacionamento de aproximação que procurámos estabelecer com as crianças, no sentido de as compreender melhor e assim atender aos seus interesses e necessidades.

Ao planificarmos, tivemos em conta a participação das crianças, na perspetiva do aprender fazendo e refletindo. Procuramos implementar estratégias que permitissem à criança construir as suas próprias aprendizagens pela ação e pela descoberta, isto é, estratégias que lhes permitissem pensar, pesquisar, descobrir, explorar e agir. Considerando que não deve ser desvalorizada o conhecimento das crianças sobre determinados conteúdos,

procuramos dar continuidade às suas aprendizagens, alargando os seus horizontes do saber conciliando os seus conhecimentos prévios para a introdução de novos conhecimentos de forma alicerçada. Consideramos planificar ações educativas de forma abrangente e transversal procurando atender a articulação das várias áreas de saberes e domínios curriculares. Houve uma articulação entre elas ainda que, por vezes sentimos algumas dificuldades, em fazer uma interdisciplinaridade, sobretudo no 1.º CEB. Talvez a interdisciplinaridade entre as áreas tenha sido a nossa maior dificuldade ao planear pois, havia conteúdos em que a articulação entre as áreas tornava complicada a transição de uma área para outra. Salientamos que essas dificuldades embora tivessem existido, elas nunca foram ignoradas pois, com as investigações mais aprofundadas dos documentos oficiais e também com a partilha de informações entre os profissionais, essas dificuldades foram superadas. Em algumas circunstâncias houve a necessidade de prolongar alguns conteúdos, ou seja, trabalhá-las de uma forma mais alargada por verificarmos que as crianças estavam com algumas dificuldades. Não basta que o docente faça a partilha de saberes com as crianças, mas que procure formas de esses saberes chegarem até elas, dando-lhes o tempo necessário para os aprenderem.

Procuramos pôr em prática estratégias que permitissem a participação e o envolvimento das crianças em atividades e projetos tanto individuais como em grupos e ainda, promovemos atividades que estimulassem tanto a curiosidade como a capacidade para resolução de problemas de forma autónoma. Houve momentos em que tiramos partido de situações imprevisíveis e daí criar momentos ricos de ensino e aprendizagem de qualidade. Ainda, ao planificar tivemos em conta documentos oficiais para que promovêssemos experiências de aprendizagem de forma correta e adaptada, estando sempre com a perspetiva em investigar e analisar as nossas práticas promovendo a melhoria.

Em jeito de conclusão, acrescentamos que embora tenhamos feito um bom trabalho, estamos cientes de que temos de continuar a investigar na nossa formação de forma a melhorar cada vez mais, pois as aprendizagens de um profissional de educação devem ser contínuas ao longo da vida.

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Anexo A – Tabela de previsões

Nome: Pensamos que: Verificamos que:

Objetos/materiais Flutua Não flutua Flutua Não flutua

Folha de árvores Sementes Maçã Batata Legos Lápis Carros de brincar (existentes na sala)

Anexo B- Escala para Avaliar a Qualidade do Ambiente Educativo-

(ITERS-R e ECERS-R)