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A seguir, serão apresentadas as conclusões desta investigação, de acordo com a seqüência dos objetivos propostos.

7.1 Caracterização dos pacientes diabéticos cadastrados no Grupo de Educação em Diabetes do Centro de Pesquisa e Extensão Universitária do interior paulista, segundo as variáveis sócio-demográficas e clínicas

No presente estudo, dos 46 (100%) pacientes diabéticos investigados, a idade variou de 31 a 80 anos, com mediana de 57 anos; houve predomínio do sexo feminino (69,6%); a maioria era casada (78,3%); as ocupações mais freqüentes foram aposentados e do lar (26,1% e 41,3%, respectivamente). Houve uma variação de 2 a 26 anos de estudos, com mediana de 8 anos e a renda familiar variou de 1 a 18 salários mínimos, com mediana de 4,5. A maioria (52,2%) realiza seguimento do diabetes em Unidades Básicas de Saúde, possui diabetes do tipo 2 (82,6%), e a mediana do tempo de diagnóstico foi de 12,5 anos. Ao analisar os valores de hemoglobina glicosilada, obtiveram-se valores de 4,7 e 14%, com mediana de 8,5%. As co-morbidades e complicações crônicas mais freqüentes foram a hipertensão arterial (56,5%), a dislipidemia (43,5%), a obesidade (41,3%), a retinopatia (17,4%) e a neuropatia (8,7%). Constatou-se, ainda, que 73,9% utilizavam medicamentos para outras doenças, além do diabetes, e que 28,3% dos pacientes já foram internados de uma a cinco vezes, com mediana de duas internações, sendo o motivo mais referido os episódios de hiperglicemia.

7.2. A terapêutica medicamentosa utilizada pelo paciente diabético cadastrado no referido Centro

Em relação ao tratamento medicamentoso para o controle do diabetes, obteve-se que 89,1% dos pacientes investigados utilizavam antidiabéticos orais, sendo que a maioria (26,1%) utilizava os antidiabéticos orais da classe terapêutica das Biguanidas, e também Biguanidas associada à Sulfoniluréia, e que 41,3% deles fazem uso de insulina. Constatou-se, ainda, que 30,4% recebiam terapia combinada com antidiabéticos orais e insulina.

No que se refere à utilização de outros medicamentos pelos pacientes diabéticos do estudo em decorrência de outras doenças associadas ao diabetes, 58,7% fazem uso de anti-

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hipertensivos; 32,6%, de hipolipemiantes; 34,8%, de antiplaquetário; e 58,7%, de outros medicamentos não citados.

7.3 A adesão do paciente diabético à terapêutica medicamentosa para o controle do diabetes no referido Centro

No tocante à adesão do paciente diabético ao tratamento medicamentoso para o diabetes, obteve-se que, dos 46 (100%) sujeitos investigados, 78,3% apresentaram adesão ao tratamento e 21,7% não.

7.4 Facilidades e/ou dificuldades enfrentadas pelos pacientes diabéticos para a adesão à terapêutica medicamentosa para o controle do diabetes

7.4.1 Fatores relacionados à acessibilidade aos medicamentos para o controle do diabetes

Em relação a facilidades e/ou dificuldades para a obtenção dos medicamentos, a maioria (82,6%) referiu não ter dificuldade para a sua aquisição e 23,9% referiam dificuldades financeiras. Quanto ao local de obtenção dos medicamentos, 50% obtêm seus antidiabéticos orais e/ou insulina na farmácia da rede pública, e 30,44% obtêm na farmácia da rede pública, juntamente com recursos próprios. Apenas 15,22% obtêm somente por recursos próprios.

7.4.2 Fatores relacionados ao paciente para a adesão ao tratamento medicamentoso

Ao investigar a adesão ao tratamento medicamentoso em relação às variáveis sócio- demográficas como sexo, idade, anos de estudo e renda familiar, obteve-se uma prevalência de adesão maior entre os homens (85,7%), os idosos (82,4%), os sujeitos com mais de 12 anos de estudo (88,9%) e aqueles com renda familiar superior a cinco salários mínimos (90%).

No que se refere à aceitabilidade do paciente ao medicamento, 50%, referiu como aceitável tomar medicamento todos os dias; quanto ao número de medicamentos prescritos e número de vezes utilizados ao dia, 34,8% e 23,9% referiram indiferente e péssimo, respectivamente.

Quanto ao apoio social - família e/ou amigos - para o cumprimento da terapia medicamentosa para o controle do diabetes, 65,2% dos sujeitos referiram sentir-se apoiados, e

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84,8% deles referiram que não necessitam de ajuda para tomar os medicamentos para o diabetes.

7.4.3 Fatores relacionados à relação profissional-paciente para a adesão ao tratamento medicamentoso

Em relação às informações recebidas, 56,5% dos sujeitos receberam informações acerca do diabetes, apenas 32,6% informações específicas sobre os medicamentos para o diabetes e 56,5% receberam informações quanto às complicações advindas da não adesão ao tratamento medicamentoso. As informações recebidas foram fornecidas, em sua maioria, pelo profissional médico.

Constatou-se maior prevalência da adesão ao tratamento medicamentoso para os pacientes que referiram ter recebido informações acerca da doença e informações específicas em relação ao medicamento prescrito (84,6% e 86,7%, respectivamente).

Em relação à participação do sujeito na escolha do tratamento medicamentoso, a prevalência da adesão foi equivalente para ambos os casos, os em que o médico considerou a opinião do paciente e os em que o paciente não teve participação na escolha do tratamento.

Em relação à confiança e segurança em relação às informações recebidas, 21,7% dos sujeitos sentem-se seguros, 78,3% confiam no profissional médico que os acompanha, 71,7% sentem-se acolhidos e/ou motivados para o cumprimento da terapêutica medicamentosa prescrita e 58,7% apresentam-se satisfeitos em relação a tempo dispensado e freqüência das consultas médicas.

7.4.4 Fatores relacionados ao esquema terapêutico para a adesão ao tratamento medicamentoso

Dos 46 (100%) sujeitos investigados, 80,4% não referiram mudanças na rotina de vida diária, e 19,6% as referiram, sendo que, destes, 8,7% responderam que as mudanças ocorridas dificultaram o uso do medicamento para o diabetes. Assim, a prevalência da adesão ao tratamento medicamentoso foi maior (81,1%) nos indivíduos que não referiram mudanças. 65,2% dos sujeitos referiram efeitos colaterais relacionados ao medicamento para o controle do diabetes, sendo a prevalência da adesão nesses sujeitos de 70%. Já os indivíduos que não referiram efeitos colaterais apresentaram uma prevalência de adesão ao tratamento medicamentoso de 93,8%. Ao analisar a adesão nos sujeitos que utilizam medicamento para hipertensão arterial, obteve-se uma prevalência da adesão ao tratamento medicamentoso para

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o diabetes de 84,2% nos indivíduos que referiram não fazer uso de anti-hipertensivos e de 74,1% nos que referiram uso.

7.4.5 Fatores relacionados à doença para a adesão ao tratamento medicamentoso

Quanto ao controle do diabetes, entre os 80,4% que apresentaram os resultados de exames de hemoglobina glicosilada, a prevalência da adesão ao tratamento medicamentoso foi de 66,7% para os pacientes com valores superiores a 7% e de 33,3% para aqueles com valores inferiores a 7%. Cabe ressaltar que a prevalência da não adesão em indivíduos com hemoglobina glicosilada maior que 7% foi de 85,7%.

Em relação ao tempo de diabetes, a prevalência da adesão ao tratamento medicamentoso nos pacientes com até cinco anos de diagnóstico foi de 80%, e, para aqueles com tempo superior a cinco anos, foi de 77,4%.

No que se refere ao conhecimento que o paciente tem acerca do controle do diabetes, a prevalência da adesão ao tratamento medicamentoso foi de 87% para aqueles que referiram mau controle glicêmico e de 68,2% para aqueles que referiram bom controle.

No tocante ao conhecimento, a prevalência da adesão ao tratamento medicamentoso nos sujeitos que apresentaram conhecimento acerca da terapia medicamentosa instituída foi de 72,7%, e, para aqueles que apresentaram lacunas no conhecimento, a prevalência da adesão foi de 80,8%.

Considerações Finais 110