Analisando a linha do tempo dos objetos de estudo selecionados, constata-se que, próximo ao ano de 2010, intensificaram-se as propostas de novos artefatos. Em períodos anteriores, a fonte de proposição de artefatos centrava-se na academia; após, outros organismos, como empresas de consultorias e entidades internacionais, intensificaram esforços para propor novos artefatos que objetivassem
mensurar e evidenciar os impactos ambientais. No Gráfico 1, vê-se a evolução dos artefatos na linha do tempo.
Gráfico 1 - Evolução dos artefatos analisados – ano e fonte do artefato
Fonte: Elaborado pela autora.
Na análise dos artefatos, verifica-se que a classes de problemas valoração
das externalidades ambientais está presente em todos os métodos. Na mesma
classe, distinguem-se as etapas para a resolução de problema em identificação, mensuração e valoração dos impactos e externalidades ambientais. A etapa de identificação do escopo está presente em todos os métodos, porém o detalhamento (completo ou incompleto) revela-se como o diferencial entre eles. Convém aduzir que métodos que não apresentam objeto, objetivo, limite e público de interesse podem gerar distorções no resultado pela falta de compreensão dos elementos considerados na aplicação do método.
A mensuração física e a valoração monetária constam dos métodos analisados, entretanto as ferramentas, as técnicas e os procedimentos não evidenciam uniformidade; pelo contrário, apresentam diferentes elementos para mensurar e valorar. Para a mensuração física, os elementos mais frequentemente enunciados são o uso de informações internas e externas, a análise do ciclo de vida e o mapeamento da cadeia de fornecedores. As ferramentas e técnicas para a valoração monetária, quando declaradas, são provenientes da ciência econômica vinculada aos métodos de valoração econômica ambiental, de processos de
1997 2001 2005 2008 2009 2011 2013 2013 2014 2014 2014 2015 2016 4 Academia 4 Organismsos internacionais 5 Consultoria
modelagem e proxies e de bases de dados que contemplam pesquisas de valoração monetária dos serviços ecossistêmicos. Nessa esteira, as DEVESE definem as técnicas de mensuração para cada serviço ambiental, a fonte das informações e a fórmula de cálculo. Os demais métodos restringem-se a apontar técnicas e ferramentas para tratar a valoração monetária das externalidades ambientais.
A classe de problema evidenciação das externalidades ambientais pouco repercute entre os métodos revisados. A etapa de comunicação é exposta e vinculada aos demais instrumentos de evidenciação, entre eles, o relatório de sustentabilidade, os relatórios de administrações e os demais instrumentos de evidenciação das empresas. A proposta presente nos métodos envolve a comunicação do impacto do valor das externalidades ambientais sobre o resultado.
Na análise dos métodos, a comunicação se caracteriza como evidenciação (disclosure). Portanto, considera-se que o método expõe a etapa de evidenciação das externalidades ambientais completa quanto se observam elementos financeiros contábeis (recursos e obrigações) no balanço, (receitas e despesas) na demonstração de resultado, nas notas explicativas e nas demais demonstrações econômicas, financeiras e sociais. No que diz respeito à evidenciação parcial das externalidades ambientais, somente há evidenciação do resultado (receita e custo) e de um indicador da proporcionalidade do impacto do resultado sobre o patrimônio da organização. Dos treze métodos estudados, um, o IIRC (2013), prevê a evidenciação dos recursos e das obrigações ambientais.
Ademais, as instruções dos métodos PUMA (2013) e IIRC (2013) sobre IR demarcam a evolução da evidenciação (comunicação) das informações geradas pelos métodos que tratam das externalidades ambientais. Em contrapartida, não há consenso ou uniformidade no formato dessa comunicação, pois o E&PL é um método de mensuração e de evidenciação das externalidades ambientais, e o IR propõe explicar como uma organização interage com o ambiente externo e com os capitais, para então gerar valor em curto, médio e longo prazo. Os capitais no IR classificam-se em financeiro, manufaturado, intelectual, humano, social e de relacionamento, natural e de postura diante das externalidades. Além disso, para que a evidenciação se sustente em bases sólidas e transparentes, a contabilidade deve registrar todos os fatos pertinentes às externalidades ambientais, às receitas, às despesas, aos investimentos, às obrigações e às exigibilidades, motivo pelo qual
a etapa de internalização das externalidades ambientais deve ser considerada na classe de problemas de evidenciação das externalidades ambientais.
Na análise dos métodos, a internalização das externalidades ambientais ocorre por meio da inovação de processos e de produtos. O direcionamento dos métodos converge para a redução da dependência e do impacto ambiental, pois ao identificar recursos substitutos ou ao diminuir o impacto ambiental, menos externalidades são geradas. Importa comentar que a etapa está incompleta, demandando tratar a internalização das externalidades mediante a contabilização
das externalidades ambientais. Identifica-se, nos métodos analisados,
recomendações para novos estudos que considerem a internalização e a contabilização das externalidades ambientais.
O artefato NCP somente explana o conceito de contabilidade do capital natural como o processo de registro sistemático de impactos e de dependências de um capital natural de negócios, de ativos e passivos consistentes e comparáveis. (NCC, 2016a). Há, ainda, o reconhecimento da importância da contabilização dos impactos e da dependência, mas não são formalizados procedimentos.
A preocupação com a qualidade, a adequação e a confiança nas informações provenientes da mensuração dos impactos e das externalidades ambientais é o alvo da etapa de Validação dos dados e informações, aspecto veementemente apontado pelo G2 – Empresas de Consultoria e Auditoria. Verifica-se que tal direcionamento correspondente à expertise dos negócios de auditoria. O resultado da mensuração é o foco da gestão do negócio, tanto para a tomada de decisões táticas como estratégicas. A evidenciação das externalidades ambientais, por sua vez, comunica o resultado aos usuários da informação.
Entre os métodos analisados, 70% enfatizam a avaliação da performance de um negócio pela compreensão holística, ao considerar o capital intangível (capital ambiental) na gestão do negócio. Para isso, o valor total (econômico + ambiental) é foco de análise para a tomada de decisão, tencionando a geração de valor tanto para a organização quanto para a sociedade. O Quadro 22 registra o resultado da análise dos artefatos, considerando a referência, nome do método e ano de sua publicação, segregada em grupos e destacando as classes de problemas e de ferramentas, de métodos e de documentos.
Quadro 22 - Síntese dos métodos e de suas etapas por referência
Fonte: Elaborado pela autora.
Grupo de Pesquisa
Quant. Métodos
Classe de
Problemas Etapas do Método Ferramentas, métodos e documentos
ESR (2008) SROI (2015) VCE (2011) EP&L (2013) NCP (2016) Deloitte (2015) PWC (2013) EY (2014) KPMG (2014) DEVESE (2014) Sistemas Energia (1997) CCC (2001) ExterE (2005) 13 Objetivo X X X X X X X X X X X X 12 Objeto X X X X X X X X X X X X X 13 Limites X X X X X X X X X X X X 12 Avaliação de risco X X X X X X X X 8 Avaliação da materialidade X X X X X X 6
Custos ambientais externos diretos e indiretos X X X 3
Mensuração física Informações internas X X X X X X X X X 9
Informações externas X X X X X X X X X 9
Análise do ciclo de vida X X X X X 5
Inventário de entradas e saídas X X X X 4
Environmental Input Output EIO (Novo Nordisk) X 1
Mapeamento da cadeia de valor X X X X X 5
Valoração monetária Métodos de valoração econômica X X X X X X X X X X X 11
Modelagem X X X X 4
Método proxy X X X 3
Inovação (reduz externalidade) - estratégias X X X X X X X 7
Regulamentação (taxa, tributos, subsídios) X X X 3
Dinâmica de mercado X 1
Ação dos stakeholders X 1
Custos de responsabilidade do produtor X 1
Trocas e compensações X 1
Auditoria X X X X 4
Conformidade legal X X X X X 5
Plano de ação corretiva X X X X X X 6
Governança corporativa X X 2
Avaliação de incertezas e análise de sensibilidade X 1
Valor econômico + ambiental X X X X X X X X X 9
Indicadores de desempenho X 1
Relato integrado X X X X X 5
EP&L X X X 3
Demonstração da análise econômica e financeira X X X 3
7 12 10 16 14 11 17 16 21 12 6 9 7 0 Consultoria e Auditoria Ambiental Revisão Sistemática da Literatura Organismos Internacionais Identificação do escopo Evidenciação Mensuração das Externalidades Ambientais Evidenciação das Externalidades Ambientais Descrição
Internalização das perdas ambientais
Validação dos dados e informações
Para a proposição do artefato desta pesquisa, o foco da análise concentra-se nas classes de problema que se referem à mensuração e evidenciação dos
impactos e externalidades ambientais. A verificação dos dados coletados e
apresentados no Quadro 22 permite concluir que os artefatos não mantêm uniformidade ou sistematização no que diz respeito às etapas do método, às ferramentas, aos métodos e aos documentos. Os aspectos examinados promovem a construção do MEED, no próximo capítulo.
Para auxiliar na proposição do método da presente pesquisa, os métodos são analisados a partir de suas contribuições, limitações, motivações e ferramentas, de modo que possam ser identificados os elementos essenciais de um método de mensuração e evidenciação de externalidades ambientais. As limitações grifadas em negrito são consideradas na construção do novo método, ou seja, busca-se avançar no sentido de superá-las.
A primeira limitação identificada dentre os métodos analisados repercute na internalização das externalidades ambientais. Os métodos que apontam a internalização como um elemento da valoração das externalidades ambientais, em destaque no Quadro 22, apresentam os mecanismos econômicos regulatórios e a inovação de processos e produtos por parte da organização causadora das externalidades ambientais como meio de internalização.
O primeiro mecanismo não trata da internalização especificamente para o agente poluidor, ou quando trata, aplicando taxas e multas, nem sempre contempla todos os aspectos ambientais envolvidos no processo produtivo. O segundo, inovação de processos e produtos, é uma alternativa a ser considerada pelos gestores do negócio no âmbito da tomada de decisão.
O método proposto nesta pesquisa pretende avançar nesse aspecto, apresentando, em sua proposição, a internalização mediante o reconhecimento da obrigação de pagamento da dívida ambiental proveniente das externalidades ambientais. Para tanto, a proposta é vincular a internalização à contabilidade, contemplando o registro do custo e a dívida ambiental.
Esse mecanismo não obriga o gestor a efetuar o pagamento da dívida, mas ajuda a despertar o interesse dos investidores e da sociedade, que passam a monitorar e controlar as ações da organização. No mesmo sentido da internalização, a evidenciação das informações ambientais não é obrigatória, mas voluntária. Porém, organizações que almejam atrair investidores, negócios diferenciados e
parcerias com a sociedade passam a repensar a relação do negócio com meio ambiente, pois pressões dos investidores e da sociedade podem, em um cenário extremo, levar à descontinuidade de um negócio.
A evidenciação das externalidades ambientais é compreendida como a comunicação de informações aos usuários internos e externos da informação. Os métodos que contemplam a evidenciação, em destaque no Quadro 22, a vinculam a relatórios, como demonstrações contábeis, relatório de sustentabilidade, relatório da administração e relatórios específicos, como é o caso do EP&L.
O relato integrado, que é uma ferramenta integradora das informações da organização, também aparece em destaque nas empresas de consultoria e auditoria, que o percebem como um novo produto do mercado de consultoria. Essa ferramenta propõe evidenciar as informações da organização, inclusive das externalidades ambientais, em um formato conciso, abrangente e conexo, vinculando as informações da organização aos objetivos de construção do método.
O Quadro 23 apresenta análise dos métodos sob o prisma contribuições, limitações, ferramentas e motivações, aspectos que suportam a construção do método.
Quadro 23 - Análise dos métodos sob o prisma das contribuições, limitações, ferramentas e motivações
(continua)
Método e ano de publicação
Contribuições Limitações Ferramentas Motivações
Energia (1997)
Contemplar custos ambientais na análise econômica dos sistemas energéticos
- não apresenta ferramentas para mensuração física das externalidades e não tratada internalização e da evidenciação das externalidades ambientais;
- -não trata da dívida ambiental e da segregação entre custo e despesa das externalidades ambientais;
- métodos de valoração econômica ambiental e - técnica proxies
- incentivar a produção de energias de menor impacto ambiental e externalidades ambientais.
CCC (2001)
Identificar o resultado do impacto dos custos externos, podendo gerar risco significativo sobre a continuidade da organização e reverter uma situação positiva (lucro) em negativa (perda), o que indica que o sistema de mercado não envia informações sobre o real preço dos produtos.
- subjetividade dos valores identificados assumidos como pressupostos de valor e realidade; - não apresenta ferramentas para de evidenciação;
- não trata da dívida ambiental e da segregação entre custo e despesa das externalidades ambientais.
- Inventário de entradas e saídas de recursos naturais e inventário do ciclo de vida; - processo de segregação dos custos diretos e indiretos ao objeto de mensuração;
- Internalização mediante: mecanismos econômicos regulatórios;.
- identificar o real impacto das externalidades ambientais sobre o custo dos produtos.
ExternE (2005)
Calcular as externalidades do segmento da eletricidade e produção calor, bem como o transporte envolvido nas atividades do processo.
- apresenta como meio de evidenciação, a análise de resultados, porém, não explicita ferramentas. - não trata da dívida ambiental e da segregação entre custo e despesa das externalidades ambientais;
- avaliação em unidades físicas e monetárias vinculadas ao custo dos impactos da saúde; - avaliação de incertezas e análise de sensibilidade
- incentivar a produção de energias de menor impacto ambiental e externalidades ambientais.
PWC (2013)
Compreender o impacto global das atividades de um negócio e gerar informações para subsidiar estratégias e tomada de decisões de negócios, tais como escolhas de investimentos.
- reconhecimento da importância da contabilização, porém não é reconhecido o passivo contingente e os ganhos e perdas ambientais.
- identificação do escopo: análise por área geográfica, análise de parte da cadeia de valor, análise de riscos;
- mensuração física: utilização de dados internos e banco de dados público; identificação impactos relevantes a partir da análise de materialidade e de risco;
- valoração econômica, modelagem e Proxy; - iternalização mediante inovação; - verificação de dados através de auditoria ambiental;
- Identificação do real valor do negócio (econômico + ambiental);
- evidenciação via EP&L e relato integrado.
- avaliação de riscos e identificação de oportunidades.
- informações para a tomada de decisão e para comunicação com investidores.
- identificar o real valor de um negócios.
KPMG (2014)
Compreender como um negócio cria e reduz valor para a sociedade e para os shareholders; Fornece novos elementos para a tomada de decisões, como para melhorar o desempenho, informar a estratégia e aumentar a influência. -Proporcionar às empresas informações de longo prazo que permite acompanhar o comportamento do lucro ao considerar os impactos ambientais e sociais.
- não trata da dívida ambiental e da segregação entre custo e despesa das externalidades ambientais;
- Identificação do escopo: identificação das externalidades positivas;
- Internalização (regulamentações, ação dos stakeholders, inovação);
- auditoria ambiental; - relato integrado.
- avaliação de riscos e identificação de oportunidades.
- informações para a tomada de decisão e para comunicação com investidores;
(continuação)
Método Contribuições Limitações Ferramentas Motivações
EY (2014)
Relacionar externalidades geradas com o preço das ações
Aumentar a taxa de sucesso em processos de concorrência
Otimizando os custos operacionais da organização
Aumentar a lealdade dos clientes ou do valor da marca
Expansão geográfica e crescimento de mercado
- não trata da dívida ambiental e da segregação entre custo e despesa das externalidades ambientais;
- identificação do escopo: vinculado a análise de risco;
- abordagem de tangíveis e intangíveis para segregar as externalidades ambientais; - Internalização via inovação; - auditoria ambiental;
- relato integrado como meio de comunicação interna e externa.
- reduzir custos: conformidade, compras, economia de custos com ecoeficiência;
- crescimento da receita:
- inovação no modelo de negócios, inovação de produtos e novos fluxos de receita
- diminuição de riscos: regulatórios, operacional, reputacional, dependência menor dos recursos naturais escassos;
- marca e intangíveis: reforço da marca, melhor acesso ao mercado e licença de operação;
- identificar o real valor de um negócios.
Deloitte (2015)
Avaliar riscos ambientais e evidenciar as externalidades ambientais
- não apresenta a internalização, mas orienta para a identificação do preço justo e custos verdadeiros dos produtos; direciona a sustentabilidade somente como estratégia da organização
- -não trata da dívida ambiental e da segregação entre custo e despesa das externalidades ambientais
- estende a responsabilidade do impacto para o produtor;
- verificação dos dados mediante auditoria; - indicadores de desempenho ambiental; -evidenciação via relato integrado.
- avaliação de riscos e identificação de oportunidades. - informações para a tomada de decisão e para comunicação com investidores;
- identificar o real valor de um negócios; - identificar o real valor de um negócios.
ERS (2008)
quantificação da dependência dos impactos ambientais
- não atuando na valoração econômica e evidenciação das externalidades ambientais;
- não trata da dívida ambiental e da segregação entre custo e despesa das externalidades ambientais
lista completa dos serviços dos ecossistemas, definições e exemplos;
- identificação de novos riscos e oportunidades; - antecipação de novos mercados e influência nas políticas governamentais;
- reforço de soluções de gestão ambiental existentes; - melhorar as relações com as partes interessadas; - demonstração de liderança em termos de sustentabilidade.
VCE (2011)
avaliar qualitativamente, quantitativa e monetária da dependência dos impactos ambientais apresenta as técnicas de valoração dos serviços ambientais à serviços ecossistêmicos, integra a abordagem de VCE nos processos e procedimentos da empresa,
- não atuando evidenciação das externalidades ambientais; - não trata da internalização das externalidades ambientais; - não trata da dívida ambiental e da segregação entre custo e despesa das externalidades ambientais;
- métodos de valoração econômica ambiental contabilidade de custo total, avaliação do ciclo de vida, relatórios de negócios e avaliações de sustentabilidade, entre outros
- identificação riscos e oportunidades;
- cumprimento dos requisitos, exigências e ações externas;
- melhorar o desempenho do negócio e resultados financeiros (diminuir custos, melhorar receitas e reavaliar ativos);
- identificar o real valor de um negócios.
SROI (2009)
Mensurar e avaliar o que vai além do valor financeiro, que abarca valor ambiental e social. O objetivo é buscar reduzir a desigualdade e a degradação e melhorar bem-estar social, por meio da incorporação de custos e benefícios ambientais, sociais e econômicos gerados pela organização.
- método direcionado para a mensuração social, não contempla instrumentos específicos para a evidenciação das externalidades ambientais
- mapa de impacto
- métodos de valoração econômica ambiental -indicadores de resultado
- cálculo do valor presente líquido e do retorno sobre o investimento; análise de sensibilidade.
- planejamento e melhoria, para comunicar o impacto e atrair o investimento, ou decisões de investimento. - auxiliar nas discussões de estratégia, compreender e maximizar o valor do negócio, cria diálogo entre as partes interessadas.
(conclusão)
Método Contribuições Limitações Ferramentas Motivações
EP&L (2013)
identificação de novos riscos e oportunidades; desenvolver políticas comerciais mais robustas, implementação de novos projetos de escolha de materiais, processos de fabricação, colaboração entre funções dentro do grupo.
- Evidenciação das externalidades em um relatório específico o EP&L, desvinculados dos relatórios econômicos e financeiros da empresa.
- falta de padronização ou uniformização na valoração monetária para os serviços elencados na mensuração; não trata da dívida ambientla e da segregação entre custo e despesa das externalidades ambientais.
-determinação do escopo, mapeamento dos impactos ambientais da cadeia de valor; - avaliação do ciclo de vida;
- identificação da materialidade; - valoração econômica ambiental;
- base de dados, modelagem, proxies, pesquisas científicas;
- modelo específico para evidenciação do impacto das externalidades sobre o resultado – EP&L.
- identificar, medir e compreender o impactos e dependência do capital natural; - transparência com investidores e com a comunidade ;
- gerenciamento do risco e identificação de oportunidades;
- identificar o real valor de um negócios.
NCP (2016)
Geração de informações que podem ser usadas em uma série de aplicativos de negócios e fornecem vários benefícios dependendo da finalidade da medida e da própria avaliação. Por exemplo; As empresas que usam o NCP podem querer comparar os impactos de dois produtos diferentes, avaliar o valor de um site ou capturar valores monetários em um formato de lucro e perda ou formato de balanço com a opção de divulgar essas informações externamente. Cada empresa irá refinar a aplicação de acordo com suas necessidades; seja relacionado à gestão de riscos, à busca de novas oportunidades ou fluxos de receita, ou garantir o crescimento.
- falta de padronização ou uniformização na valoração monetária para os serviços elencados na mensuração. - não vincula a mensuração das
externalidades com a contabilidade e com a evidenciação.
- não trata da dívida ambiental e da segregação entre custo e despesa das externalidades ambientais.
- liberdade para a empresa escolher as ferramentas;
- foco primário na melhoria da tomada de decisões e planejamento de negócios;
- dentificar o real valor de um negócios.
DEVESE (2014)
Orienta a elaboração de análises simplificadas de valoração econômica de serviços ecossistêmicos que sirvam de subsídio para a tomada de decisões empresariais estratégicas e táticas.
- internalização não é considerada no método;
- controle e verificação das informações coletadas e mensuradas na aplicação do método não é apresentada no método. - não trata da dívida ambiental.
- permissão para adequar as ferramentas do artefato, não vinculando ferramentas específicas e permitindo escolhas, bem como manutenção das ferramentas em uso ou conhecida pelos gestores. - disponibiliza planilha de suporte para
mensuração e valoração das externalidades ambientais;
- mensuração segregada em dependência, impactos ambientais e externalidades ambientais; - método com descrição detalhada de cada etapa, facilitando o processo de aplicação do método, especialmente para organizações que nunca identificaram seus impactos ambientais; - proposição de ferramenta para evidenciação das externalidades ambientais DEREA que segue os parâmetros do relato integrado.
- apoiar a gestão empresarial para a valoração de suas vulnerabilidades
e impactos sobre o capital natural, em especial as