5 Drøfting
5.1 Innvandrernes forutsetning for å bruke offentlige digitale tjenester
que os tenham vivido compreenderão de imediato. (MARQUES apud ALBANO, 2010, p. 53).
Ao ler esse trecho de Garcia Marques, citado por Albano (2010), recordei-me de uma experiência de trabalho desenvolvida por Holm (2005) com as crianças dinamarquesas, descrita em seu livro Fazer e Pe sar Arte . Esse trabalho foi nomeado Chei o de a ho o
olhado . Hol assi o des e e
Para entrar, rapidamente, num clima de pensamento e formas desconhecidas, a proposta inicial da aula era pintar o cheiro de alguma oisa. O ie tei: pi te o hei o de atatas f itas – não a forma delas, mas a sensação do sabor. A primeira coisa que vem à mente são as imagens da ealidade. Mas isso logo passa . Ago a, o hei o de luga de gua da i i leta . Eles o eça a a t aze suas sugest es. Algu s saí a p o u a de cheiros. Outros estavam concentrados, com os olhos fechados, farejando com seu nariz. Terminamos o trabalho com pinturas maravilhosas de cheiro de amor, de pés-sujos, sovacos-suados, da echarpe-de-minha-mãe, cheiro- de-cachorro- molhado, cheiro-de-verão e outros mais. Uma divertida tarde cheirosa (HOLM, 2005, p. 26)
As experiências sensoriais são necessárias no fazer artístico das crianças e, portanto, nas aulas de Artes. Para Holm, a compreensão da experiência estética se dá por meio dos sentidos, que amplia a consciência. Holm (2005) pontua que existem cinco fatores que não podem limitar o processo criativo das crianças: o espaço, o corpo, o material, o tempo e o adulto. Para a autora, a criança precisa:
estar em um espaço desafiador; a disponibilidade para o corpo se movimentar livremente; a decisão pessoal [...] de onde ficar na sala; a escolha de materiais [...]; a oportunidade de experimentar; a conversa, o bate papo; a liberdade [...] para ser ela mesma (HOLM, 2005, p.9).
Voltando a Albano (2010), a existência de um ateliê é decisiva para que as impressões registradas pelas crianças sejam transformadas em expressões. Esse espaço do ateliê pode ser construído na própria sala de aula ou, quando possível, destinar uma sala própria para esse fim. Para ela, o importante é que esse espaço possibilite o trabalho coletivo e individual. Ao mesmo tempo em que acolhe a intimidade da criança, também seja um lugar de expansão e trocas entre os colegas (Albano, 2010). É importante que o ateliê possa ser organizado de forma prática e harmoniosa, de forma que a criança consiga transitar pelo espaço, escolhendo os materiais do seu interesse e de forma autônoma. É necessário manter a organização dos materiais e do espaço, para que a criança consiga ter mais iniciativa e independência. Para a autora, é imprescindível que as crianças também participem da organização e arrumação da
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sala, pois assi te o ta u g au de o p o eti e to o o espaço . Nesse se tido, o professor, observando e avaliando os materiais e os recursos disponíveis, pode propor ações diversificadas e significativas para as crianças.
Os materiais são os recursos de que o professor dispõe, para os quais deve estar atento, observando se oferecem a possibilidade de desenvolvimento de diferentes habilidades: rasgar, cortar, pregar, recortar, pregar, recortar, pintar, riscar, misturar, modelar, construir, manipular materiais grandes e pequenos, ásperos e macios... (ALBANO, 2010, p.54).
As e pe i ias o ate iais o t asta tes u desafio pa a ue as ia ças se depa e com as diferenças, sendo incentivadas a escolherem e conviverem com as decisões tomadas em relação ao material escolhido. É importante explorar o uso de papéis de tamanhos e formas diferentes, assim como lápis, canetas, pinceis, carvão etc. Todos os materiais gráficos que deixam suas marcas são necessários para o desenvolvimento do processo criativo da criança. Para Albano (2010), é fundamental que a sala esteja preparada e organizada para propiciar desafios às crianças, ao lidar com os diferentes conteúdos da Arte. Já para Holm (2005), arrumação demais estraga. As crianças que ela recebe em suas oficinas normalmente frequentam espaços limpos e organizados demais e sua tarefa enquanto professora é afrouxar as rédeas. Segundo a autora, a criação em espaços organizados demais pode inibir a curiosidade e a espontaneidade, principalmente porque, na maioria das vezes, criar é um processo caótico.
Nesse processo de criação e invenção das crianças, Holm (2005) destaca a necessidade de elas experimentarem nos espaços organizados por elas, as diferenças e as peculiaridades em cada obra e em cada cultura. Essa perspectiva aberta, onde não há padrão a ser seguido, possibilita à criança a elaboração de uma linguagem própria e de uma expressão pessoal. A autora trabalha o olhar da criança em situações de pesquisa, estudando autores, obras, materiais, sentidos, percepções e coisas. Ao propor e desenvolver performances, instalações, pinturas, intervenções em espaços públicos, esculturas, objetos de Arte etc., o que se busca é valorizar qualquer coisa como motivo para a criação e a educação do olhar estético.
As crianças têm um talento natural para construir – juntar – dar substância e inventar histórias. Observar – equilíbrio e desequilíbrio – experimentar as possibilidades dos materiais. Criar ambientes – ambientes próprios – jamais vistos anteriormente. Descobrir. O processo de construção é o mais comum para elas, isto é, se elas tiverem oportunidade (HOLM, 2005, p. 11).
Nesse processo de construção as crianças experimentam as possibilidades que os materiais oferecem. Por isso, seria necessário que o professor se abrisse para as relações das crianças com tudo que está a sua volta e criar ambientes, situações, em que seu poder criador seja
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expresso em suas pesquisas e ações. Segundo Holm (2005), é necessário despir-se de atitudes e expectativas pré-concebidas sobre as propostas de Arte voltadas para as crianças. A disponibilidade do adulto para ouvir e acompanhar o que as crianças dizem enquanto brincam e a capacidade de propor desafios, aceitando a transgressão e o processo de criação da própria criança, garante seu maior envolvimento nos trabalhos com Artes. Essa disponibilidade de aceitar o que as crianças fazem muda a forma como a professora vai propor "intervenções" nos trabalhos. Sua ação será redimensionada e ocorrerá no sentido de propor desafios e não de corrigir as ditas imperfeições.
Outra autora que pode nos ajudar a compreender as produções das crianças como um processo rico e desafiador para as professoras no que se refere às intervenções é Pillar (1996). Esta autora propõe a leitura do desenho das crianças a partir do conhecimento que elas mesmas constroem sobre o próprio desenho. Problematizando o conceito de representação presente no desenho, a autora estuda materiais, situações, histórias, imagens, jogo do rabisco, jogo gráfico, traçados, reproduções, garatujas, inversões, observações, que possibilitam e interferem no desenho da criança. Segundo a autora, o mais importante é descobrir o que pensam e falam as crianças sobre o seu próprio ato de desenhar, pois elas concebem o desenho como um objeto, através do qual, pensamentos e ações se interrelacionam. Nesse processo, o desenho sofre alterações, na medida em que as crianças constroem e desconstroem o sistema do desenho.
Quanto mais compreende o desenho, mais a criança consegue expressar o que pensa sobre o seu próprio desenho. A fala pode revelar o pensamento. O pensamento pode revelar o que antes não era percebido. O fato de não se conhecer o que a criança pensa sobre o processo de desenho faz com que, na escola, as propostas de trabalho estejam, em geral, relacionadas à técnica utilizada ou às modificações no processo do aluno (PILLAR, 1996, p.20). Confirmando o que afirma Holm (2005), Pillar (1996) destaca a importância da disponibilidade do adulto para ouvir e acompanhar o que as crianças dizem e fazem como um fator relevante no processo de criação de cada uma delas.
Voltando novamente a Albano (2010) e a Holm (2005), ao discutirem o espaço como um importante mediador entre a criança e suas manifestações expressivas, gostaria de ressaltar as o t i uiç es de Osteto ue e ide ia uest es pe ti e tes so e a sujei a da sala após uma sessão de arte. Assim como Holm (2005), Osteto aponta o prazer das crianças ao explorarem o espaço sem a preocupação sobre se estão sujando ou não. Sobre isso ela indaga: