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1 Regresjon

1.1 Innledning

A pós-modernidade é um termo discutível no estudo da cultura contemporânea. Várias são as suas características. Uma delas é o hibridismo cultural, que concilia a pregação religiosa tradicional e as novas mídias, estilos visados e estratégias de markentig consolidadas pela indústria cultural. No centro dessa cultura pós-moderna novos tipos de consumo se instalou, caracterizando pela obsolescência planejada; por um ritmo cada vez mais veloz de mudanças na moda e no estilo; a penetração da propaganda da TV e nos meios de comunicação. A TV produz um excesso de imagens e informação que ameaça nosso sentido de realidade o que provoca uma ruptura do senso de identidade do individuo. Em função dessa quantidade de signos e imagens fragmentadas, fica prejudicado todo o senso de continuidade entre o passado, o presente e o futuro e toda a crença teleológica de que a vida é um projeto com um significado (FEATHERSTONE, 1995).

Mike Featherstone (1995), utiliza a teoria de Baudrillard (1983), que diz que vivemos em uma cultura sem profundidade, de signos e imagens flutuantes, em que a televisão é o mundo e as pessoas ficam olhando aquela

quantidade de imagens sem ter recursos para julgamentos morais. Afirma ainda que, estas tendências são encontradas na vida cotidiana e nos modos de significação, nas interações com os signos das culturas dos jovens, e em certas fusões da arte e do rock, produzindo assim a música popular contemporânea (FEATHERSTONE, 1995).

Diante destas características próprias do hibridismo cultural, a obsolescência e do consumo de tudo aquilo que é divulgado e estabelecido pela mídia, a religião não ficaria de fora. Segundo Joezer de Souza Mendonça (2009), a descentralização da religião permite um processo de desmoramento da religiosidade institucionalizada. Em lugar da legitimação oficial das instâncias religiosas dominantes, existe uma demanda pelas identidades religiosas locais ou particulares, coletivas ou individuais que concedem as instituições oficiais uma autoridade não mais total, mas parcial. Para Mendonça (2009), é cenário adequado para a manifestação de práticas religiosas reprimidas pela tradição dominante ou surgimento de modelos renovados de comunhão com o sagrado. Essa diluição da hierarquia religiosa, pela autonomia do adorador e do fortalecimento da pluralidade de crenças é uma marca das religiões cristãs na pós-modernidade.

Em sua teoria, Featherstone (1995) chama a atenção para mudanças que vem ocorrendo na cultura contemporânea. Estas mudanças podem ser compreendidas em termos de modificações nos campos artísticos, intelectuais e acadêmicos; mudanças na esfera cultural mais ampla, envolvendo novos modos de produção, consumo e circulação de bens simbólicos; mudanças nas práticas e experiências cotidianas de diferentes grupos que, em decorrência dos processos mencionados, usam regimes de significação de diferentes maneiras e está desenvolvendo novos meios de orientação e estrutura de identidade (FEATHERSTONE, 1995).

na economia dos bens culturais, os princípios de mercado, oferta, demanda, acumulação de capital, competição e monopolização que operam dentro de uma esfera dos estilos de vida, bens culturais e mercadorias. Os bens materiais e sua produção devem ser comprendida no âmbito de uma matriz cultural (FEATHERSTONE, 1995, p 121).

O que caracteriza a cultura de consumo, segundo Featherstone (1995), é a disponibilidade de várias mercadorias, bens e experiências para serem consumidas, conservadas, planejadas e desejadas pela população em geral. Esta cultura

de consumo consegue pela publicidade da mídia e das técnicas de exposição das mercadorias, a desestabilizar a noção original de uso ou significado dos bens e afixar neles imagens e signos novos, que pode evocar uma série de sentimentos e desejos associados.

No entender de Mendonça (2009), a religião pós-moderna, não seria aquela em que há apenas uma perda de autoridade oficial sobre as decisões dos fiéis, mas, sobretudo, aquela em que a autonomia dos leigos é cada vez mais prepotente. Essa independência do individuo tem levado as instituições a repensar e organizar os seus códigos e tradições, a fim de evitar que seus fieis se dispersem insatisfeitos e possibilite a chegada de novos indivíduos menos conservadores e mais acomodados no contexto secular de costumes (MENDONÇA, 2009).

O contexto pós-moderno e religioso por ser diversificado, multiconfessional, e interpretações plurais permitem uma explosão de aberturas de novas igrejas, cada qual oferecendo um conjunto de dogmas pouco distintos uma das outras, mas que passam a fazer parte de um mercado religioso de produtos padronizados. “[...] Nestes espaços se desenvolve novas potencialidades pessoais e culturais na busca por uma espiritualidade mais próxima às práticas esótericas ou místicas, mesmo as igrejas de tradição protestante histórica tem abandonado seu compromisso com o cânone bíblico-doutrinário em favor de uma experiência sensorial Mendonça (2009, p 48)”.

O suprimento da cultura gospel se dá, portanto, nas fronteiras culturais iniciadas dentro da sociedade capitalista e de consumo dos EUA. Segundo Mendonça (2009), o gospel transpôs não só as fronteiras de origem americana, como também pelo cristianismo contemporâneo, ambos globalizados, tornando se uma nova cultura evangélica. A característica dessas músicas cantadas pelos jovens possui um teor sentimental podem levá-los a se emocionarem e fazer rememorar experiências individuais de conversão e comunhão. Isto porque esta música une a melodia e a letra fazendo as pessoas experimentarem um sentido de esperança e segurança nos atos divinos. Este estilo musical faz parte da renovação de gêneros musicais nacionais ou mesmo estrangeiros, um processo que acompanha a globalização, a diversidade e o pluralismo da sociedade pós-moderna.

Da mesma maneira que os antigos chineses acreditavam que a música tinha como uma das suas principais funções na sociedade seria controlar e mediar o relacionamento do ser humano com a divindade ou o sobrenatural,

Mendonça (2009) também concorda e diz que no cristianismo moderno a música também serve como elo de comunicação entre os cristãos e Deus. Além de contribuir para a criação de um ambiente apropriado para a expressão de adoração e emoção coletiva.